terça-feira, 27 de setembro de 2016

PODCAST SEMANAL - Toda terça-feira

Toda terça-feira, às 7 da manhã, um novo episódio. O episódio mais recente pode ser acessado clicando no logotipo abaixo:

http://hotmart.net.br/show.html?a=R4021473J&pad=http://emagrecerdevez.com/tribo-forte-030-tireoide-hipotireoidismo-e-um-grande-escandalo

*Tribo Forte é uma iniciativa de Rodrigo Polesso, com colaboração minha e da Paty Ayres, para oferecer um serviço de assinatura com acesso a fórum exclusivo e moderado, acesso a textos, vídeos e documentários legendados, receitas e ferramentas de acompanhamento dos resultados, com metas e medições. Os podcasts são gratuitos, não há necessidade de ser assinante.

Você pode acessar todos os episódios anteriores clicando nos links desta página (abaixo), ou através do seu aplicativo favorito de podcast em seu tablet e celular.

Se você gostou, por favor deixe sua avaliação no iTunes

Já somos o podcast No.1 na categoria saúde no Brasil! Sua avaliação é muito importante. Clique no ícone abaixo para ser direcionado.


https://itunes.apple.com/br/podcast/tribo-forte-podcast/id1090572101?mt=2

Meu aplicativo favorito de podcasts para Android é o Pocket Casts, disponível na PlayStore:

http://pca.st/79XE

Ou ainda utilize o feed http://tribofortepodcast.podbean.com/feed/ em seu aplicativo favorito de qualquer plataforma.

LISTA DE PODCASTS:

Episódio 30 (27/09/2016)
Neste episódio
  • Tireoide e low carb
  • A escandalosa revelação de que pessoas envolvidas no desenvolvimento das diretrizes vigentes foram compradas pela indústria do açúcar, décadas atrás, com o objetivo de culpar a gordura, e desviar o foco dos carboidrtaos.

Episódio 29
Neste episódio:
  • Quebrando 7 grandes mitos sobre low carb

Episódio 28
Neste episódio:
  • Entrevista com Dr. Thomas Seyfried sobre câncer como uma doença metabólica

Episódio 27 (06/09/2016)
Neste episódio

  • Erros comuns de que está começando


Episódio 26 (30/08/2016)
Neste episódio:

  • Impacto do sono
  • Diferença entre comer pouco passando fome versus por falta de fome


Episódio 25 (23/08/2016)
Neste episódio

  • Super-alimentos?
  • Low carb piora o seu humor, ou seria o contrário?
  • Glicemia e suas variações


Episódio 24 (16/08/2016)
Neste episódio

  • Faço tudo certo, mas não perco peso
  • 4 pilares de uma alimentação low carb bem feita


Episódio 23 (09/08/2016)
Neste episódio

  • Participação da Paty Ayres
  • Aspectos emocionais da alimentação


Episódio 22 (02/08/2016)
Neste episódio
  • Resistência a insulina
  • Como saber se você está em cetose? E, afinal, isso tem alguma importância?
  • Será que só queimamos gordura quando estamos em cetose?

Episódio 21 (26/07/2016)
Neste episódio

  • Macarrão ajuda a emagrecer?
  • Harvard novamente extraindo confissões dos mesmos estudos observacionais (gorduras saturadas; de novo...);
  • Estudos observacionais versus ensaios clínicos - não caia na falácia da confusão entre causa versus associação.


Episódio 20 (19/07/2016)
Neste episódio

  • Low carb e exercício, com Lara Nesteruk



Episódio 19 (12/07/2016)
Neste episódio

  • Laticínios, lactose, queijo, iogurte, etc.



Episódio 18 (04/07/2016)
Neste episódio




Episódio 17 (28/06/2016)
Neste episódio:

  • Amido resistente, pré-bióticos, probióticos
  • Bacon
  • Uma TORNEIRA no estômago??


Episódio 16 (21/06/16)
Neste episódio

  • Entrevista com Hilton Souza, do blog http://www.paleodiario.com/
  • Como Hilton, que é estudante de nutrição, convive com a consenso nutricional vigente no meio acadêmico?



Episódio 15 (14/06/16)
Neste episódio

  • Consumo de sal
  • Medicamentos para emagrecer
  • Beber líquidos durante a refeição
  • Como ganhar peso com este estilo de alimentação?


Episódio 14 (07/06/16)
Neste episódio:

  • O relatório do Fórum Nacional da Obesidade, do Reino Unido: "Coma gordura, corte carboidratos e evite lanchar entre as refeições para reverter obesidade e diabetes tipo 2"
  • Clique aqui se quiser ler a íntegra traduzida, e as repercussões na Inglaterra.


Episódio 13 (31/05/16)
Neste episódio:

Episódio 12
Neste episódio

  • A resistência dogmática às mudanças baseadas em evidência científica - comentários sobre um artigo do Dr. David Ludwig.
  • Estudos e especulações sobre low carb e câncer.


Episódio 11 (com videocast)
Neste episódio

  • Entrevista com o maior especialista em jejum intermitente, o médico canadense Jason Fung, autor do livro The Obesity Code. Videocast LEGENDADO.

Episódio 10 (com videocast)
Neste décimo episódio:

  • Participação da nutricionista Polyana Freitas, do blog nutridaspanelas.blogspot.com.br
  • Dificuldades e soluções na implementação de low carb. 
  • Episódio disponível também em vídeo. 

Episódio 9
Neste nono episódio:

  • Mais discussão sobre a dissociação entre as diretrizes nutricionais e a ciência atual
  • Alzheimer e resistência à insulina
  • Ferritina alta versus dieta


Episódio 8
Neste oitavo episódio:

  • A Conspiração do Açúcar: como é possível que a ciência da nutrição possa ter estado TÃO errada por tanto tempo? Texto publicado no jornal britânico The Guardian demonstra que não foi apenas um acidente de percurso - houve desinformação e até mesmo assassinato de reputações em um processo deliberado de defesa de diretrizes cientificamente natimortas.
  • Na mesma linha: houve um ensaio clínico randomizado feito HÁ MAIS DE 40 ANOS, com mais de 9 mil pacientes, provando que a substituição da manteiga por óleo de milho AUMENTA o risco cardiovascular. Os detalhes deste estudo foram ocultados até a semana passada. A supressão da verdade foi deliberada.


Episódio 7
Neste sétimo episódio:

  • Doença do Cacto na dieta Páleo? É verdade de uma dieta páleo estrita pode produzir espinhos nas suas mãos?
  • O leite, os laticínios integrais e a gordura

Episódio 6
Neste sexto episódio:
  • Será verdade que uma dieta paleolítica pode levar à terrível doença do cacto, com o surgimento de espinhos nas mãos?
  • Dicas não alimentares para o sucesso na perda de peso 

Episódio 5
Neste quinto podcast:

  • Cálculos renais e low carb.
  • pH e ossos


Episódio 4
Neste quarto podcast:

Episódio 3
Neste terceiro podcast:



Episódio 2
Neste segundo podcast:



Episódio 1

Para acessar, clique aqui.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Tribo Forte AO VIVO em São Paulo

As conferências sobre estilo de vida low carb estão proliferando pelo mundo afora. Alguns exemplos muito conhecidos são o Ancestral Health Symposium e o PaleoFX. 

Já houve alguns eventos pequenos no Brasil, com duração de menos de um dia. Mas nada como o que está por vir em São Paulo em novembro próximo. O Tribo Forte Ao Vivo, com palestras e mesas redondas, ocupando um final em semana inteiro, tem tudo para ser o embrião de algo semelhante ao Ancestral Health Symposium, só que nacional. 

Copio, abaixo, o cartaz do evento:

Para inscrições, clique aqui

Palestrantes

Algumas das mentes mais brilhantes e respeitadas do Brasil nas áreas de nutrição, saúde e boa forma

Patricia Ayres

Especialista na filosofia paleo/low carb e dieta cetogênica.

Vinícius Possebon

Educador físico e criador do sistema Queima de 48h.

Polyana Freitas

Nutricionista especializada em alimentação paleo/low carb.

Fernanda Muller

Nutricionista e Mestre em Ciência Do Esporte.

O Que Acontecerá No Evento?


  • Palestras Exclusivas Sobre Emagrecimento, Saúde e Boa Forma

    Entre em contato em primeira mão com o melhor conteúdo da nutrição moderna. Aprenda ao vivo as novidades, técnicas e segredos nas áreas de saúde, emagrecimento, alimentação e exercícios, direto de quem sabe do assunto.

  • Painéis De Discussão

    Sessões exclusivas onde vários profissionais, várias mentes ao mesmo tempo, irão argumentar e discutir pontos de vistas sobre temas polêmicos.

  • Perguntas & Respostas

    Cada palestra terá um tempo dedicado a perguntas e respostas para que você possa sempre tirar suas dúvidas sobre os temas apresentados.

  • Networking

    Faça contatos e novos amigos, troque idéias e dúvidas ao longo dos 2 dias de evento que concentrará somente pessoas com objetivos em comum: perder peso, viver melhor, ter maior qualidade de vida e ter uma vida bem disposta e cheia de energia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Escândalo: descobertos documentos da indústria do açúcar

Estou em férias, de modo que esta postagem é feita em tablet, mas como o assunto é quentíssimo, não pode esperar.

Foi publicado hoje, dia 12/09/2016, um artigo no JAMA, feito com base em documentos e correspondências dos anos 50 e 60, que mostram que houve manipulação grosseira e fraudulenta das diretrizes, através da influência (inclusive financeira) da Associação do Açúcar. Sim, isso não chega a ser novidade (leia aqui). Mas agora o escândalo está no mesmo nível do que ocorreu quando vieram à tona os documentos da indústria do tabaco, provando as estratégias intencionais de ocultação dos malefícios. 

O artigo do JAMA está aqui

Segue artigo do New York Times repercutindo a notícia. Obrigado ao Dr. Erik Neves pela rápida tradução

Como a Indústria do Açúcar Passou a Culpa para a Gordura

por ANAHAD O’CONNOR, nytimes.com
12 de Setembro de 2016

A indústria açucareira pagou cientistas na década de 1960 para minimizar a ligação entre o açúcar e a doença cardíaca e promover a gordura saturada como a culpada em seu lugar, mostram documentos históricos recém-liberados.

Os documentos internos da indústria açucareira, recentemente descobertos por um pesquisador da Universidade da Califórnia, San Francisco, e publicados segunda-feira no JAMA Internal Medicine, sugerem que cinco décadas de pesquisa sobre o papel da nutrição na doença cardíaca — incluindo muitas das recomendações dietéticas atuais — podem ter sido moldadas em grande parte pela indústria de açúcar.

“Eles foram capazes de inviabilizar a discussão sobre o açúcar ao longo de décadas”, disse Stanton Glantz, professor de medicina na UCSF e um dos autores do novo artigo do JAMA.

Os documentos mostram que um grupo comercial chamado Sugar Research Foundation [Fundação de Pesquisa Açucareira], conhecido hoje como Sugar Association [Associação Açucareira], pagou três cientistas de Harvard o equivalente a cerca de US$50.000 atuais para publicar, em 1967, uma revisão das pesquisas sobre açúcar, gordura e coração. Os estudos utilizados na revisão foram escolhidos a dedo pelo grupo açucareiro, e o artigo, que foi publicado no prestigiado New England Journal of Medicine, minimizou a ligação entre o açúcar e a saúde cardíaca e levantou calúnias sobre o papel da gordura saturada.

Os cientistas de Harvard e os executivos açucareiros com os quais eles colaboraram não estão mais vivos. Um dos cientistas pagos pela indústria açucareira foi Dr. Mark Hegsted, que veio a ser o chefe da nutrição no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, onde em 1977 ajudou a elaborar o rascunho das orientações dietéticas do governo federal. Outro cientista foi Fredrick J. Stare, o presidente do departamento de nutrição de Harvard.

Em um comunicado respondendo ao artigo do JAMA, a Sugar Association disse que a revisão de 1967 foi publicada em uma época em que as revistas médicas geralmente não exigiam que pesquisadores divulgassem a fonte de financiamento ou potenciais conflitos financeiros. O New England Journal of Medicine passou a exigir divulgações financeiras somente a partir de 1984.

A indústria “deveria ter exercido uma maior transparência em todas as suas atividades de pesquisa”, disse o comunicado da Sugar Association. Mesmo assim, defende a pesquisa financiada pela indústria como tendo desempenhando um importante e informativo papel no debate científico. Diz que várias décadas de pesquisa concluíram que o açúcar “não tem um papel singular na doença cardíaca.”

A associação também questionou os motivos por trás do novo artigo.

“O mais preocupante é o crescente uso de reportagens com títulos-chamarizes para derrubar a qualidade da pesquisa científica”, disse a organização. “Estamos decepcionados ao ver um jornal da estatura do JAMA sendo arrastado para esta tendência.”

Mas mesmo que o tráfico de influência revelado nos documentos remonte quase 50 anos, as revelações são importantes porque o debate sobre os danos relativos de açúcar e gordura saturada continua até hoje, disse o Dr. Glantz. Por muitas décadas, as autoridades de saúde encorajaram os americanos a melhorar a sua saúde reduzindo a sua ingestão de gordura, o que levou muitas pessoas a consumir alimentos com baixo teor de gordura e ricos em açúcar, o que alguns especialistas agora culpam por alimentar a crise da obesidade.

“Foi uma coisa muito inteligente o que a indústria de açúcar fez, porque artigos de revisão, especialmente se você conseguir publicá-los em uma revista muito proeminente, tendem a moldar a discussão científica global”, disse ele.

Dr. Hegsted usou sua pesquisa para influenciar as recomendações dietéticas do governo, que enfatizavam a gordura saturada como um causador de doença cardíaca enquanto, em grande parte, caracterizava o açúcar como calorias vazias, ligado às cáries dentárias. Hoje, os avisos de gordura saturada permanecem com um fundamento das recomendações nutricionais do governo, embora nos últimos anos a American Heart Association, a Organização Mundial de Saúde e outras autoridades de saúde também começaram a avisar que muito açúcar adicionado poderia aumentar o risco de doença cardiovascular.

Marion Nestle, uma professora de nutrição, estudos alimentares e saúde pública da Universidade de Nova York, escreveu um editorial que acompanha o novo artigo que disse que os documentos fornecem “evidência convincente” de que a indústria açucareira iniciou a pesquisa “expressamente para exonerar o açúcar como um importante fator de risco para doença coronariana.”

"Eu acho chocante", disse ela. “Você nunca vê exemplos assim tão gritantes. A quantia de dinheiro que eles receberam para fazer isso é impressionante.”

A Dra. Nestle comentou que os esforços da indústria de alimentos em moldar a ciência da nutrição continuam até hoje.

No ano passado, um artigo no The New York Times revelou que a Coca-Cola, o maior produtor mundial de bebidas açucaradas, havia fornecido milhões de dólares em financiamento para pesquisadores que buscavam minimizar a ligação entre obesidade e bebidas açucaradas. Em junho, a Associated Press relatou que os fabricantes de doces estavam financiando estudos que alegavam que crianças que comem doces tendem a pesar menos que aquelas que não.

O artigo do JAMA foi embasado em milhares de páginas de correspondência e outros documentos que Cristin E. Kearns, um fellow pós-doutorado da UCSF, descobriu nos arquivos em Harvard, na Universidade de Illinois e em outras bibliotecas.

Os documentos mostram que, em 1964, John Hickson, um alto executivo da indústria açucareira, discutiu um plano com outros da indústria para mudar a opinião pública “através de nossos programas legislativos e de pesquisa e informação.”

Àquela época, estudos começavam a apontar uma relação entre dietas ricas em açúcar e as altas taxas de doença cardíaca de um país. Ao mesmo tempo, outros cientistas, incluindo o proeminente fisiologista de Minnesota Ancel Keys, estavam investigando uma teoria concorrente, onde a gordura saturada e o colesterol da dieta apresentavam o maior risco de doença cardíaca.

O Sr. Hickson propôs-se a combater as conclusões alarmantes sobre o açúcar com pesquisas financiadas pela indústria. “Então poderemos publicar os dados e refutar nossos detratores”, escreveu.

Em 1965, o Sr. Hickson recorreu aos pesquisadores de Harvard para escrever uma revisão que iria desmascarar os estudos anti-açúcar. Ele lhes pagou um total de US$ 6.500 — o equivalente a atuais R$ 160.000. O Sr. Hickson selecionou os artigos para eles revisarem e deixou claro que ele queria que o resultado favorecesse o açúcar.

O Dr. Hegsted de Harvard tranquilizou os executivos do açúcar. “Estamos bem cientes do seu particular interesse”, escreveu ele, “e vamos cobrir isso tão bem quanto pudermos.”

Enquanto trabalhavam em sua revisão, os pesquisadores de Harvard compartilhavam e discutiam os primeiros esboços com o executivo açucareiro, que respondia estar satisfeito com o que estavam escrevendo. Os cientistas de Harvard desprezavam os dados sobre o açúcar como fracos e deram muito mais credibilidade aos dados implicando a gordura saturada.

“Garanto-lhe que isso é o que tínhamos em mente, e estamos ansiosos para vê-lo publicado”, escreveu o Sr. Hickson.

Depois que a revisão foi publicada, o debate sobre o açúcar e as doenças cardíacas se extinguiu, enquanto as dietas de baixa gordura ganharam o apoio de muitas autoridades sanitárias, disse o Dr. Glantz.

“Pelos padrões de hoje, eles se comportaram muito mal”, disse ele.

© 2016 The New York Times Company.

O conteúdo que você selecionou para salvar (que pode incluir vídeos, artigos, imagens e outros materiais protegidos por direitos autorais) destina-se para seu uso pessoal, não comercial. Tal conteúdo é de propriedade da ou controlado pela The New York Times  Company ou da parte creditada como provedora de conteúdo. Por favor consulte nytimes.com e os Termos de Serviço disponíveois em seu site para obter informações e restrições relacionadas ao conteúdo.

domingo, 11 de setembro de 2016

Férias, e um editorial do NYT

Estou de férias desde o dia 7 de setembro, com internet esporádica. Dia 25 estarei de volta. 

Mas há uma notícia importante que não pode esperar. Ontem, no New York Times, foi publicado um editorial da maior importância, que reproduzo abaixo (o texto original é recheado de hyperlinks interessantes). 


Before You Spend $26,000 on Weight-Loss Surgery, Do This

Por SARAH HALLBERG e OSAMA HAMDY, nytimes.com
10 de Setembro de 2016

Earlier this year, the Food and Drug Administration approved a new weight-loss procedure in which a thin tube, implanted in the stomach, ejects food from the body before all the calories can be absorbed.

Some have called it “medically sanctioned bulimia,” and it is the latest in a desperate search for new ways to stem the rising tides of obesity and Type 2 diabetes. Roughly one-third of adult Americans are now obese; two-thirds are overweight; and diabetes afflicts some 29 million. Another 86 million Americans have a condition called pre-diabetes. None of the proposed solutions have made a dent in these epidemics.

Recently, 45 international medical and scientific societies, including the American Diabetes Association, called for bariatric surgery to become a standard option for diabetes treatment. The procedure, until now seen as a last resort, involves stapling, binding or removing part of the stomach to help people shed weight. It costs $11,500 to $26,000, which many insurance plans won’t pay and which doesn’t include the costs of office visits for maintenance or postoperative complications. And up to 17 percent of patients will have complications, which can include nutrient deficiencies, infections and intestinal blockages.

It is nonsensical that we’re expected to prescribe these techniques to our patients while the medical guidelines don’t include another better, safer and far cheaper method: a diet low in carbohydrates.

Once a fad diet, the safety and efficacy of the low-carb diet have now been verified in more than 40 clinical trials on thousands of subjects. Given that the government projects that one in three Americans (and one in two of those of Hispanic origin) will be given a diagnosis of diabetes by 2050, it’s time to give this diet a closer look.

When someone has diabetes, he can no longer produce sufficient insulin to process glucose (sugar) in the blood. To lower glucose levels, diabetics need to increase insulin, either by taking medication that increases their own endogenous production or by injecting insulin directly. A patient with diabetes can be on four or five different medications to control blood glucose, with an annual price tag of thousands of dollars.

Yet there’s another, more effective way to lower glucose levels: Eat less of it.

Glucose is the breakdown product of carbohydrates, which are found principally in wheat, rice, corn, potatoes, fruit and sugars. Restricting these foods keeps blood glucose low. Moreover, replacing those carbohydrates with healthy protein and fats, the most naturally satiating of foods, often eliminates hunger. People can lose weight without starving themselves, or even counting calories.

Most doctors — and the diabetes associations — portray diabetes as an incurable disease, presaging a steady decline that may include kidney failure, amputations and blindness, as well as life-threatening heart attacks and stroke. Yet the literature on low-carbohydrate intervention for diabetes tells another story. For instance, a two-week study of 10 obese patients with Type 2 diabetes found that their glucose levels normalized and insulin sensitivity was improved by 75 percent after they went on a low-carb diet.

At our obesity clinics, we’ve seen hundreds of patients who, after cutting down on carbohydrates, lose weight and get off their medications. One patient in his 50s was a brick worker so impaired by diabetes that he had retired from his job. He came to see one of us last winter, 100 pounds overweight and panicking. He’d been taking insulin prescribed by a doctor who said he would need to take it for the rest of his life. Yet even with insurance coverage, his drugs cost hundreds of dollars a month, which he knew he couldn’t afford, any more than he could bariatric surgery.

Instead, we advised him to stop eating most of his meals out of boxes packed with processed flour and grains, replacing them with meat, eggs, nuts and even butter. Within five months, his blood-sugar levels had normalized, and he was back to working part-time. Today, he no longer needs to take insulin.

Another patient, in her 60s, had been suffering from Type 2 diabetes for 12 years. She lost 35 pounds in a year on a low-carb diet, and was able to stop taking her three medications, which included more than 100 units of insulin daily.

One small trial found that 44 percent of low-carb dieters were able to stop taking one or more diabetes medications after only a few months, compared with 11 percent of a control group following a moderate-carb, lower-fat, calorie-restricted diet. A similarly small trial reported those numbers as 31 percent versus 0 percent. And in these as well as another, larger, trial, hemoglobin A1C, which is the primary marker for a diabetes diagnosis, improved significantly more on the low-carb diet than on a low-fat or low-calorie diet. Of course, the results are dependent on patients’ ability to adhere to low-carb diets, which is why some studies have shown that the positive effects weaken over time.

A low-carbohydrate diet was in fact standard treatment for diabetes throughout most of the 20th century, when the condition was recognized as one in which “the normal utilization of carbohydrate is impaired,” according to a 1923 medical text. When pharmaceutical insulin became available in 1922, the advice changed, allowing moderate amounts of carbohydrates in the diet.

Yet in the late 1970s, several organizations, including the Department of Agriculture and the diabetes association, began recommending a high-carb, low-fat diet, in line with the then growing (yet now refuted) concern that dietary fat causes coronary artery disease. That advice has continued for people with diabetes despite more than a dozen peer-reviewed clinical trials over the past 15 years showing that a diet low in carbohydrates is more effective than one low in fat for reducing both blood sugar and most cardiovascular risk factors.

The diabetes association has yet to acknowledge this sizable body of scientific evidence. Its current guidelines find “no conclusive evidence” to recommend a specific carbohydrate limit. The organization even tells people with diabetes to maintain carbohydrate consumption, so that patients on insulin don’t see their blood sugar fall too low. That condition, known as hypoglycemia, is indeed dangerous, yet it can better be avoided by restricting carbs and eliminating the need for excess insulin in the first place. Encouraging patients with diabetes to eat a high-carb diet is effectively a prescription for ensuring a lifelong dependence on medication.

At the annual diabetes association convention in New Orleans this summer, there wasn’t a single prominent reference to low-carb treatment among the hundreds of lectures and posters publicizing cutting-edge research. Instead, we saw scores of presentations on expensive medications for blood sugar, obesity and liver problems, as well as new medical procedures, including that stomach-draining system, temptingly named AspireAssist, and another involving “mucosal resurfacing” of the digestive tract by burning the inside of the duodenum with a hot balloon.

We owe our patients with diabetes more than a lifetime of insulin injections and risky surgical procedures. To combat diabetes and spare a great deal of suffering, as well as the $322 billion in diabetes-related costs incurred by the nation each year, doctors should follow a version of that timeworn advice against doing unnecessary harm — and counsel their patients to first, do low carbs.

© 2016 The New York Times Company.


The content you have chosen to save (which may include videos, articles, images and other copyrighted materials) is intended for your personal, noncommercial use. Such content is owned or controlled by The New York Times Company or the party credited as the content provider. Please refer to nytimes.com and the Terms of Service available on its website for information and restrictions related to the content.