quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Carboidratos viciam mais do que cocaína?

Obrigado ao leitor Fábio Mossmann por me indicar esta reportagem.

Saiu na revista GQ, da editora globo:

http://gq.globo.com/gastronomia/carboidratos-viciam-mais-do-que-cocaina/

Só não caiam naquela conversa da nutricionista no final da reportagem: o índice glicêmico do pão preto é igual ao do pão branco e ambos são maiores do que o índice do açúcar puro (sacarose). Não acredita? Veja aqui. Veja também o índice dos cereais e do arroz - no final, é tudo açúcar.

Carboidratos viciam mais do que cocaína?

O desejo incontrolável por pizza e sorvete pode ser seu corpo gritando por socorro. Será que você é um dependente?
Por Paul John Scott e Thaís Cavalheiro


A edição de setembro da GQ traz grátis um suplemento especial de 66 páginas sobre saúde e bem-estar. Uma de nossas matérias especiais na edição pergunta se “é possível os carboidratos viciarem mais do que cocaína?”. A resposta é assustadora. Leia…
Estou em um estabelecimento que vende drogas. Observo uma fila de pessoas no balcão, comprando livremente uma mercadoria que, para algumas, poderá se transformar (se ainda não se transformou) em um vício capaz de arruinar sua vida. Quem sabe você esteja no mesmo caminho. O problema nem sempre é evidente: nada que se compare ao massacre associado à cocaína ou ao álcool. É um vício que demora a se revelar, mas com percurso igualmente traiçoeiro. O lugar é uma padaria. E, certamente, aqui vende-se saladas e produtos light. Mas por que a oferta de bolos e docinhos supera a de alimentos saudáveis? Porque os carboidratos – assim como a cocaína – dão barato. E esse barato pode levar à fissura quando se fica muito tempo sem uma “dose”. Só que, diferentemente da cocaína, o consumo de carboidratos faz mais do que estabelecer novas conexões no sistema neurológico: o corpo sofre uma espécie de curto-circuito. Nosso metabolismo normalmente armazena energia para ser usada como combustível. Só que calorias não queimadas viram estoque de gordura. Quando a fome bate, você não fica doido para comer o que estiver à mão, mas deseja as mesmas besteiras cheias de calorias que o levaram à dependência. Pense nesse efeito como o de uma droga.

Em defesa dos carboidratos: a recomendação internacional defende que esses nutrientes componham 30% das refeições principais. Sob forma de amidos e açúcares, estão em pães, cereais, massas, frutas, doces, sucos e cerveja – basicamente qualquer coisa que não seja proteína ou gordura. “Mas você pode passar a vida toda sem ingerir um único carboidrato – exceto aquele do leite materno ou da diminuta quantidade da carne – e provavelmente viverá bem”, afirma Gary Taubes, autor do livro Boas Calorias, Más Calorias (Good Calories, Bad Calories, inédito no Brasil).
Dormindo, o organismo queima gordura
Açúcar e amido fornecem energia em forma de glicose, fonte para as células vermelhas do sangue – e também a preferida pelo cérebro. Na falta de glicose, o organismo queima gordura para gerar energia. É o que acontece enquanto você dorme, sem comer por oito horas. “O cérebro necessita de carboidratos como combustível”, diz Taubes (que acaba de lançar Por que Engordamos (Why We Get Fat, também inédito aqui). “Mas o corpo é perfeitamente capaz de buscar energia nas proteínas, nos vegetais e na gordura animal.” Como escreveram doutores da Universidade Harvard no Journal of the American Medical Association, “carboidratos são nutrientes absolutamente desnecessários para o ser humano”.
Dependência
O problema não está exatamente nos carboidratos, mas na dependência que estabelecemos deles. Ao ativar áreas do cérebro ligadas ao prazer, eles derrubam nossas defesas contra a comilança desenfreada e nos deixam gordos e mal nutridos. Quanto mais comemos alimentos ricos em carboidratos, mais queremos comer – o processo é semelhante ao das drogas viciantes. Em 2007, um experimento feito com ratos na Universidade de Bordeaux, na França, mostrou que, quando os bichos podiam escolher entre cocaína intravenosa e um adoçante, 94% preferiram o substituto do açúcar. A conclusão foi a de que a doçura intensa funciona, para os receptores cerebrais, como um estímulo maior do que o da cocaína, de tal forma que, ao chegar ao centro de recompensa cerebral, suprime os mecanismos de autocontrole, levando à dependência.
Sintomas de abstinência
Nicole Avena, especialista em neurociência comportamental da Universidade da Flórida (EUA) que se dedicou à análise de cobaias alimentadas com açúcar, afirma que o consumo de doces leva ao desejo compulsivo e a sintomas de abstinência. Isso porque tanto carboidrato como cocaína e anfetamina envolvem os mesmos circuitos cerebrais sob o comando do sistema nervoso central. Alimentos altamente calóricos injetam no sangue dopamina, neurotransmissor que, ao atingir o centro de recompensa do cérebro, gera um efeito imediato de bem-estar e felicidade – o mesmo que causa a dependência química. Tudo o que dá prazer, guloseima ou droga, aciona uma rede complexa de neurônios que, ao ser ativada, reconhece a sensação agradável, cristaliza-a na memória e provoca a repetição do gesto.

Como a natureza é sábia, a sensação de prazer associada à macarronada ou ao sorvete é a arma do cérebro para garantir que não falte energia para o corpo funcionar. Assim que você põe na boca um alimento calórico, começa a produção da dopamina. “Esse mecanismo é fundamental para nossa sobrevivência”, explica Paulo Jannuzzi Cunha, neuropsicólogo do Laboratório de Investigações Médicas do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). “O consumo de carboidratos provoca um prazer intenso que vai embora rápido, o que leva ao desejo de ingerir aquilo de novo para ter de volta a satisfação perdida.”
Ação da dopamina
“Brigadeiro e pão francês, por exemplo, ativam o centro de recompensa de maneira tão rápida e intensa que a mensagem de saciedade é simplesmente ignorada pelo cérebro”, continua Cunha, especialista em comportamentos impulsivos. Resultado: você continua a se empanturrar. E, assim como acontece com dependentes de drogas, o córtex pré-frontal (centro moral do cérebro) não consegue se sobrepor à ação da dopamina. Assim, o que prevalece é a memória da satisfação proporcionada pela guloseima, na região do hipocampo. E aí tudo o que você quer é, mais uma vez, cair de boca nos bombons e nos sonhos de padaria para ter bem-estar. “Não é o caso de declarar guerra ao carboidrato”, enfatiza o neurologista. “O importante é controlar o impulso, adiar a gratificação e evitar o imediatismo.”
Receptor prejudicado
Se você adotar uma dieta pobre nesse nutriente, seu corpo vai queimar estoques de gordura. Já comer carboidratos em grande quantidade (principalmente os refinados, como açúcar, farinha branca e refrigerantes) obriga o pâncreas a liberar cada vez mais insulina. Esse hormônio, como uma chave que se encaixa com perfeição na fechadura, se liga a seu receptor localizado na membrana da célula e “abre a porta” para a passagem da glicose. A ingestão excessiva de carboidratos prejudica o funcionamento do receptor, pois em altas doses a glicose desequilibra a fabricação de insulina e modifica a própria membrana das células, que passam a negar a entrada do açúcar. Ele, então, sobra na circulação e acaba armazenado em forma de gordura.
Pré-diabetes
Para piorar, o tecido adiposo favorece a resistência à insulina – o chamado pré-diabetes. Em altas doses, esse hormônio não apenas predispõe o corpo a estocar gordura, mas dificulta sua queima e aciona uma fome de leão. Para saciá-la, você não come qualquer coisa, mas algo rico em… açúcar e farinha. Os cartéis de droga apenas sonham com um narcótico que crie um ciclo de dependência tão poderoso (e pernicioso) quanto o dos pós brancos que guardamos na despensa. Este ano, o americano Robert Lustig, endocrinologista da Universidade da Califórnia (EUA), foi capa da revista do New York Times defendendo restrições à venda de doces e refrigerantes, como acontece com álcool e cigarros, por causarem igual dependência. Lustig foi além ao afirmar que, como a frutose, o açúcar das frutas, produz um efeito nocivo sobre o fígado comparável ao das bebidas alcoólicas (por causa do mesmo tipo de metabolização), deveríamos limitar o consumo de sucos. Para ele, as frutas são saudáveis por conterem fibras, mas seu suco, nem tanto.
Índice glicêmico
A nutricionista brasileira Anna Castilho, especializada em reeducação alimentar, lembra que carboidratos têm papel importante na recuperação e no crescimento muscular. A insulina liberada por pães e massas transporta os aminoácidos (“tijolos” de proteínas) para as células musculares, melhorando o desempenho. Em vez de banir os carboidratos, diz Anna, fique de olho no índice glicêmico (IG), medida que indica a velocidade com que a glicose é liberada no sangue assim que se ingere um alimento. Quanto mais alto o IG (caso de biscoitos, arroz e pão brancos), mais rápidas a digestão, absorção e sensação de fome. Alimentos com baixo IG (como cereais, pão e arroz integrais, verduras e legumes), ao contrário, retardam o esvaziamento gástrico e prolongam a saciedade.
É possível livrar-se da dependência dos carboidratos? Segundo Gary Taubes, não nos resta alternativa a não ser tentar. “Há evidências de que a fissura acaba depois de um tempo, mas é difícil precisar se isso acontece em semanas ou anos”, afirma. O assustador é que, como um viciado em recuperação, você provavelmente nunca estará 100% curado e ainda correrá o risco de recaídas.

70 comentários:

  1. Olá Souto!
    Muito boa a postagem!
    Eu queria ideias de lanches e comidas para os kids!!!
    Quem sabe uma matéria somente sobre eles! Afinal a obesidade infantil só aumenta!
    E se os carbs nāo sāo bons pra nós, nāo sāo bons para eles...
    Abraço

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    1. Pretendo adiante que a Polyana Freitas, a nutri low carb, comece a fazer artigos no blog, e essa é uma boa sugestão de pauta para ela. Para Kids, eu sugeriria algo mais páleo, com mais frutas, mas com certeza cortar refris normais, sucos de frutas, cereais matinais, pães, doces, biscoitos recheados, etc. Se os pais seguirem esta linha, fica bem mais fácil.

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    2. Puxa estarei aguardando ansiosamente pela Dr. Polyana então, não q tenha filhos obesos mas tb gostaria q eles seguissem esse estilo de vida q adotamos mas tenho certos "medos" rss acho q de minha cabeça, apesar deles devorarem as comidas q faço rsss mas ela como nutricionista vai me ajudar bastante creio eu!
      Matéria maravilhosa Dr.José Carlos vou compartilhar lá no blog e no grupo do face pq realmente muiiito completa! Parabéns mais uma x!

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    3. tb aguardo. tenho uma filha de 8 anos que tem colesterol alto, tinha triglicerides tb (mas já consegui baixá-lo), mas o colesterol tá difícil
      abraços Daniela-MA

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  2. Essa matéria sem dúvida nenhuma foi a mais completa que já vi até hoje. Explica muito bem o que acontece com o nosso corpo quando ingerimos de forma errada os alimentos. Já estou a 2 meses seguindo essa dieta, ontem medi meu abdômen e eu e meu marido ficamos surpresos, eu perdi 7,5cm de pura gordura abdominal. Um resultado fantástico. E isso tudo sem passar fome como nas dietas convencionais. Estou muito satisfeita e já adotei a dieta lowcarb como estilo de vida. Não pretendo de forma alguma voltar a comer errado como antes.

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  3. Caro Dr. José Carlos,
    Sendo um brasileiro "comum", é difícil evitar totalmente a combinação arroz+feijão, seja no ambiente familiar, seja na logística da alimentação cotidiana (no local de trabalho, na rua, viagens, etc...). Adicionalmente, tendo sido criados comendo arroz+feijão, essa seria para os brasileiros o que os americanos chamam de "confort food". É possível conciliar essa característica "gastronômica-cultural" com os conceitos low-carb/paleo? Hoje em dia é comum ser oferecido nos restaurantes a quilo o arroz integral...faz diferênça? Seria possível comer, digamos umas 2-3 vezes na semana, um pouco de arroz int.+feijão, desde que devidamente acompanhados de proteína, salada...e um expresso sem açúcar? Grato, Fernando LR

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    1. A melhor dieta é que você consegue fazer. Com certeza é melhor comer arroz com feijão do que massa e doces. E o arroz integral é um pouco melhor do que o polido. Mas, obviamente, os resultados não serão tão bons como se você omitisse estes carbs.
      Há poucas semanas estive em São Paulo num congresso. Foi extremamente fácil manter a dieta por lá. Para almoçar, saía do evento, entrava em algum boteco e pedia um prato feito. Eu simplesmente pedia pra trocar o arroz com feijão por salada e um ovo em cima do bife. Não sou muito exigente, e pra mim um bife com ovo e salada ou vegetais na manteiga são uma bela refeição. E BARATA. Ou seja, não há justificativa pra não seguir uma dieta saudável quando a gente realmente quer, mesmo fora de casa.

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  4. Senti isso na pele hoje.
    É bem verdade.. me permiti uma sobremesa a mais e o corpo pedindo mais e mais depois me assustou hoje; como um vício mesmo!
    Venho seguindo as dicas do Mark Sisson há 1 ano, mas tinha dificuldade de recomendar sites bons em português para meus amigos. Até achar o seu hoje. Parabéns pelo blog!!!

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  5. Oi Dr,

    Venho acompanhando o blog a algum tempo. Deixa eu só contar uma breve história antes do meu comentário. Fazem 6 anos que tenho problemas estomacais, dor no estômago, queimação, estufamento abdominal, gases, dores no intestino, dor de cabeça e rigidez na nuca e além disso alterações de humor. Como deve imaginar, em 6 anos já fiz de tudo o que foi possível em termos de alimentação pra tentar resolver o problema. Já cortei todos os derivados animais, ou seja, fui vegan por 8 meses, já cortei gluten e leite, e já fiz atkins. Já passei por 4 Gastros, fiz 6 endoscopias, 2 colonoscopias, tomei cocktail pra matar a tal H. Pylori, retirei a vesícula depois de descobrir que estava tomada de pedras, etc. Nada teve efeito igual ao fazer uma dieta atkins, com Proteínas e gorduras a vontade e restringindo totalmente os carboidratos. Além do benefício de emagrecer, eu costumo dizer que nesses períodos é como se eu não tivesse estômago, porque pra mim é muito estranho depois de 6 anos não "perceber" ele me chamando a atenção. Bom, o problema disso tudo é que tenho ainda algumas dificuldades com relação a dieta e este post realmente me faz refletir. Sinto mesmo que sou de certa forma viciado em carboidratos, pela dificuldade que sinto ao fazer atkins. Me sinto muito sugado, meio que definhando, e tenho fortes impulsos por comer doce. Mas o que gostaria de entender mesmo, é que tenho ainda algumas dúvidas quanto a dieta low-carb:
    - Para onde vão as gorduras que consumimos na dieta, sendo que quando em cetose queimamos a própria gordura? Ela é eliminada? É toda ou só uma parte?
    - Como vemos por aí tantos vegans e vegetarianos saudáveis e longevos?
    Olha, eu conheço a maior parte da teoria apresentada, mas sempre fica aquela dúvida né? Além disso rola uma certa culpa e até cobrança social por estar fazendo este tipo de dieta.
    Espero que possa tirar minhas dúvidas :)

    Abração e parabéns pelo Blog!

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    1. Olá.

      Pois é. Você a a prova viva de que uma dieta páleo / low carb corrige uma série de distúrbios para os quais a medicina tem muito pouco a oferecer. Frente às evidências oferecidas pelo seu próprio bem estar, você deve mesmo é colocar em cheque os ensinamentos do senso comum sobre nutrição. Afinal, você deve respeitar seu próprio corpo, e não as normas.

      Quando nossa insulina baixa, queimamos gorduras como fonte de energia. A gordura consumida na alimentação e a gordura de nossos adipócitos misturam-se no sangue. E queimamos ambas. Para as nossas mitocôndrias, não faz diferença de onde a gordura vem. Em qualquer momento, nós temos um pouco de gordura sendo acumulada e um pouco de gordura sendo liberada pelos adipócitos. O que determina o balanço deste fluxo, a direção predominante, são os níveis de insulina. Se estiverem baixos, haverá predominantemente lipólise. Se você comer carbs refinados, os picos de insulina virtualmente bloqueiam qualquer lipólise, e então você passa a queimar os carbs e estocar a gordura - simples assim.

      Os veganos não são apenas veganos. Eles têm todo um estilo de vida associado. Eles têm maior probabilidade de comer alimentos orgânicos, de não fumar, de não beber, de fazer exercício, de usar menos o carro e mais a bicicleta... percebe?

      Dito isso, eu conheço veganos com problema de peso e diabéticos. Se a pessoa for intolerante a carboidratos, ser vegano é um problema. Mas tudo depende de com o que vc compara. Comparado com alguém que come McDonalds, um vegano será, sim, mais saudável e mais longevo.

      Passe o post do Dráuzio Varella para as pessoas que lhe cobram socialmente - sempre ajuda.

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  6. Muito obrigado pela resposta. Realmente me sinto mesmo a prova viva da dieta Paleo. E sinceramente, eu não tenho porquê defender ideal algum, falo isso como mais pura verdade mesmo. Continue o trabalho de esclarecimento por aí que continuamos lendo por aqui :)

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  7. Dr. José Carlos veja que contradição:
    http://cozinhandoematkins.blogspot.com.br/2012/09/contradicao.html
    rss abraços!

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  8. Muito bom, comecei agora a dieta sem carboidrato. confesso que no inicio ta sendo difícil pq minha mãe faz todo dia Arroz e feijão. To comendo muito frango, bife, saladas... Mas to sentindo muita falta de sobremesa. Unica coisa que achei que posso comer é a Gelatina, tem outra sobremesa que posso comer ?

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    1. Abacates - gosto no liquidificador com 2 colheres de nata e água e adoçante. Morangos com nata. Iogurte feio em casa (ver http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/10/cuidado-com-produtos-light.html) com adoçante e canela, ou batido com amoras ou morangos. Nata com cacau em pó. Esse tipo de coisa. E, depois q vc já tiver perdido mais peso, simplesmente frutas.

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  9. Fiz uma experiência. Estou a dois dias sem comer açucar e carboidratos refinados de qualquer espécie. Nesse dois dias aumentei a quantidade de carnes, ovos e vegetais, mas é incrível como meu corpo pede justamente por esses alimentos que estou evitando. Mesmo comendo bem e bastante outros alimentos, parece que continuo com fome. Sinto dor de cabeça e cansaço. Não tenho a menor dúvida de que carboidratos e açucares viciam e que precisarei de um período para me me adaptar da fissura.

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    1. Viu?
      Se você bebesse ou fumasse, você estaria escrevendo a MESMA COISA. Mas sabe o que é incrível? Daqui a algumas semanas, vc terá uma incrível sensação de liberdade - de ausência de fome e domínio sobre o que você come - é algo libertador. Mas precisa aguentar a abstinência, como para qualquer vício. Continue firme!

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  10. Pois é Doutor! Sabe que hoje cheguei do trabalho e as 19 horas comi carne, uma porção de abobrinha e duas cenouras bem pequenas. Mesmo assim a sensação de fome, cansaço e dor de cabeça persistiam. Fiz então uma sobremesa de nata com whey protein e pra meu espanto melhorei na hora. Incrível como nosso corpo pede por algo doce nessas fases iniciais de adaptação

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  11. Olá Doutor José Carlos!
    eu gostei muito do seu post e inlcusive o usei como referência no meu blog. Espero voltar aqui mais vezes!
    Há alguma forma de te "seguir" sem ser por email?

    amo a vida em dieta, amo ser saudável e estou sempre procurando formas de inspirar e provar às pessoas que é possível.
    Beijos e boas festas para vc!

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    1. Olá, obrigado. Vc pode me seguir no Google+, todas as postagens do blog eu posto lá. No twitter você me segue como @jcsouto.

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  12. Olá Doutor,
    Depois de algum tempo seguindo Atkins, é possível que o corpo se acostume com pouca insulina (ou pouco açúcar no sangue, não sei bem) e aí o corpo passe a liberar bastante insulina com uma ingestão pequena de carboidratos, diminuindo o seu ACE?
    Obrigada!
    Patrícia

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  13. Patrícia, depois que você já perdeu algum peso, outro hormônio (a Leptina) cai muito, e leptina baixa produz fome e diminui o metabolismo. Ou seja, perder aqueles últimos quilinhos é muito difícil, e pode requerer exercício intermitente de alta intensidade e/ou jejum intermitente (escolher um dia da semana e ficar 16 horas sem comer). Veja:
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/exercicio-sim-mas-nao-o-que-lhe.html
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/para-alem-da-insulina.html

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    1. Ai, dr José Carlos, o senhor é um querido, mesmo!! Obrigada pela resposta!!

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  14. Ola Doc, meu nome é Chayenne, tenho 34 anos e moro nos EUA.
    Acabo de "descobrir" seu Blog e estou encantada com a qualidade das informações.Já passei por várias dietas, e todas com sucesso diga-se de passagem, pelo menos para perder o peso, mas infelizmente sofria do efeito sanfona!Hoje, prático Crossfit a pouco mais de um ano, e aqui conheci dieta páleo / low carb e tenho mantido meu peso, com alguma variação que acho normal.Totalmente viciada em carboidratos, algo que me mantém sob controle é a prática de exercício aeróbico em jejum.Para quem não sofre de vícios assim é complicado explicar que sim, só um pedacinho, pode arruinar minha dieta. Um abraço e com certeza voltarei aqui sempre!!! (já estou tratando de ler os post anteriores)

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    1. Obrigado. Dê uma olhada na postagem sobre livros: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/livros.html

      Este blog é minha tentativa de preencher a lacuna da ausência de material em português, mas, para vc que domina o inglês, há muita coisa boa para ler.

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    2. Grata pela resposta atenciosa. Tanto eu quanto meu marido estamos adorando o Blog, muito bom!!Vou ler sim com toda certeza. Um abraço, Chayenne

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  15. Olá Dr, parabéns pelo seu blog, estava fazendo a dieta Dukan com resultados animadores, contudo ele comete o já citado equivoco de restringir a gordura e abolir o carboidrato, assim vira campo de concentração.Enfim, estou começando a do Dr Atkins e vou ler o livro que já tenho. Pesquisando acerca de opções de cardápios para esse novo estilo de vida me deparei com recomendações de consumo de bananas verdes, coisa que eu adoro, bem verdes e fritas, seria capaz de me apaixonar de vez pela dieta se pudesse consumi-las, daí jamais colocaria um pão na boca, podem mesmo ser consumidas verdes?

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    1. Não faço ideia... em geral, quanto mais verde, menos açúcar. Sabe o que eu faria se (por algum motivo) eu resolvesse comer isso? Eu comeria 80g em jejum, e mediria minha glicemia antes e 1h depois de comer (sim, eu tenho um glucosímetro mesmo sem ser diabético - custa 70 reais e fornece informações preciosas). Se a glicemia subisse mais de 10 ou 15 mg/dl ou se passasse de 100, eu não incluiria no meu cardápio.
      Às vezes eu desconfio das informações que circulam na internet.

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  16. Dr. José Carlos gostei muito do blog e lhe parabenizo pelo trabalho de divulgação destas informações. Em alguns posts percebi que o senhor recomenda a utilização de adoçante. Tenho lido muitos artigos classificando o adoçante, mais especificamente o aspartame, como um veneno. Minhas questôes são as seguintes: O senhor já se aprofundou sobre o assunto? Qual o tipo de adoçante que recomenda? O ideal não seria ficarmos livres de alimentos industrializados? Agradeço se puder me responder. Um abraço, Michele.

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    1. Não escrevi uma postagem exclusiva sobre isso (vou ter que escrever), mas já respondi em comentários anteriores. Acho que o adoçante é algo necessário para o desmame dos carbs. É como um adesivo de nicotina para quem deixa de fumar. Alguns precisam, outros não. Mas com certeza acho o açúcar mais tóxico. Creio que a estevia é o mais recomendado. Não vejo maiores problemas com o uso moderado de sacarina. Mas, vc tem razão, o melhor é livrar-se deles.

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  17. Ha uma semana comecei a dieta...no comeci duminui a qtde de trigo...essa semana decidi eliminar de vez o trigo e o acucar di cardapio;estou 4 dias em abstinencia; resultado: fortes dores de cabeca; enjoos e ate calafrios....nao sei qto tempo vou suportar a dieta...é realmente mto dificil livrar-se desses veneninhos.

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  18. Gostaria de saber mais claramente sobre este mecanismo prejudicial ao figado.

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  19. Que mecanismo? Prejudicial ao fígado? Conheço algumas coisas que fazem mal para o fígado: álcool, medicamentos, vírus da hepatite, carboidratos em excesso. O que mais?

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 19/10/2013 18:07, "Disqus" escreveu:

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  20. Desculpe faltou uma palavra, sobra a frutose ser prejudicial ao figado.

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  21. Desculpe faltou uma palavra, sobra a frutose ser prejudicial ao figado.

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  22. Dr Souto, eu em meu marido vivemos o estilo LCFH há 4 meses. Seguimos ao pé da letra todas as recomendações do blog, não apenas para eliminar peso, mas para obtermos qualidade de vida. Temos uma filha de 1 ano e 3 meses, e nunca oferecemos açúcar, trigo, e porcarias para ela, mas ela come bastante frutas. Você acha que o consumo de frutas pode ser prejudicial para ela? Esse ano ela vai para a creche, e "todas" as quais eu visitei oferecem como opção de lanche: pão com geléia, biscoito doce, biscoito salgado, achocolatado com bolo (Cardápios criados por nutricionistas). Para evitar que minha família coma esses venenos, pensei em levar o lanche dela de casa, com frutas. O que você acha?

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  23. Alice prestes araldi21 de outubro de 2013 13:07

    O que me dizem do gergelim?
    Usei e ensinei, muito a receita do gersal - gergelim tostado e moído com um pouquinho de sal, para incrementar pratos. Posso utilizar o gersal para dar mais "corpo" e sabor a omeletes, oopsies (bolinhos de cream cheese) e outras receitinhas de lanche?
    Afinal meus amores estão enjoando do coco e as amendoas são mto caras aqui onde moro.

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  24. A frutose é metabolizada exclusivamente pela fígado, diferentemente da glicose, que é metabolizada por qualquer célula. E o fígado tolera apenas uma quantidade compatível com a disponibilidade evolutiva de frutose (o pouco que havia nas frutas silvestres). O resto, vira gordura e provoca esteatose e resistência à insulina


    2013/10/20 Disqus

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  25. Ela pode comer frutas e raízes à vontade. Uma estratégia é dizer na creche que ela é celíaca.


    Em 21 de outubro de 2013 11:43, Disqus escreveu:

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  26. Gergelim liberado.


    Em 21 de outubro de 2013 13:07, Disqus escreveu:

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  27. Patrícia Fernandes28 de outubro de 2013 23:34

    Comecei a dieta a 2 meses e estou muito feliz, eliminei 12 quilos e 5 cm de gordura abdominal!! Ainda sinto alguns sintomas da abstinência, principalmente quando abro mão e como algum carboidrato, mas estou muito feliz e já conquistei + 2 seguidores!!

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  28. Muito bom!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 28/10/2013 23:35, "Disqus" escreveu:

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  29. Muito obrigada Dr. Souto.

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  30. Yorkshire Concurseira2 de novembro de 2013 20:29

    boa noite Dr Souto, estou começando essa dieta agora e na verdade sou uma devoradora de doces,já tentei várias dietas mas não consigo seguir pq todas me dão fome em menos de 3 horas, e essa eu to conseguindo levar apesar do cardápio restrito,gostaria de saber se para passar a fase de abstinência posso utilizar sucos daqueles de pozinho light e gelatina diet? e quanto de iogurte natural é recomendado eu tomar por dia? ao dia tenho tomado duas vezes um copinho de 200ml sendo que uma das vezes é com uma fruta picada.

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  31. muito obrigado pelas informaçoes passadas aki nesse blog dr. jc estou em uma dieta cetogenica, e depois q alcançar meus objetivos vou passar a ingerir apenas carboidratos simples e de forma controlada!!!!!!!!!

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  32. Olá! O Link deve ter sido alterado pois não consegui acessar, tive que pesquisar e resultou nesse: http://revista.gq.globo.com/gastronomia/carboidratos-viciam-mais-do-que-cocaina/

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  33. Drº Souto, iniciei a dieta há 4 dias, mas sinto muitas náuseas e não tenho muito prazer em comer. Comer carnes, frangos, peixes e queijos me deixa nauseada só de pensar. Isso acontece só no início da dieta ou será que a dieta paleo não é pra mim?

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  34. Olá Danielle,

    Você gostava de carnes, frangos, peixes e queijos antes de começar paleo? Isso acontece as vezes sim. Leia: http://www.paleodiario.com/2014/02/a-gripe-low-carb.html

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  35. Patricia, obrigada. O q devo fazer? Aumentar o carbo? Comer sal? Sentir enjoo e muito ruim e se durar 3 semanas, nao sei se resisto. Me ajuda? Em 27/04/2014 18:31, "Disqus" escreveu:

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  36. Tenha calma Danielle, não vai durar isso tudo não! Pra mim funcionou comer azeitonas geladas, sal, bastante água com limão e pouco adoçante. E tente comer. Lembro que as vezes sentia enjoo, mas quando colocava o primeiro pedaço de carne na boca, achava bom e dava vontade de comer. Temperar carnes com limão pode dar certo. Depois me conte! ;)

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  37. Obrigada, Patrícia. Desculpe te fazer tantas perguntas, mas é que estou animadíssima. Já perdi quase 2 quilos em menos de 5 dias de dieta.
    Fiz o iogurte natural ensinado aqui no blog, mas creio que não fermentou. Ficou com mais gosto de leite do que de iogurte.

    1)Jogo tudo fora e faço outro? Ou posso ir tomando esse mesmo, SEM comprometer a dieta? Se for comprometer, prefiro jogar fora.
    2 ) Quando acertar o ponto do iogurte, quanto posso tomar por dia? 1 copo? Dois copos?
    3) Comprei chocolate amargo 85% cacau. Quanto posso comer por dia?
    4) Comprei nozes. Quanto posso comer por dia?
    5) Coca zero. Qual a quantidade por dia?

    Sobre o enjôo, ontem pedi um pedaço de picanha e só consegui comer a metade. Realmente não tenho vontade. Sabe o que melhorou o enjôo? Coca zero (que até então não tinha inserido na dieta e dois quadradinhos do chocolate 85% cacau.)

    Obrigada pela ajuda. Vcs estão me ajudando tanto. Estou muito feliz com a perda de peso.


    Em 27 de abril de 2014 19:18, Disqus escreveu:

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  38. Provavelmente não fermentou mesmo. Actimel ou iogurte? Tente reaquecer novamente o leite, sem deixar ferver, e coloque de novo no forno. se o objetivo é emagrecer, não exagere no iogurte. 200ml por dia penso que é o suficiente. Mas se não for, diminua.

    Restrinja a quantidade de carbs e veja como vai emagrecendo. Não tem uma quantidade específica de cada coisa. Dito isso, sugiro 2 ou 3 quadradinhos de chocolate, não abuse das nozes, poucas, 30g, 50g. Tome sua coca zero pensando que um dia vai largar. Tenha calma! http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2013/02/prezado-dr-souto-este-alimento-e.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2014/01/reflexoes-sobre-postagem-anterior.html

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  39. Mas o iogurte que não deu certo está todo na geladeira, em potinhos. Posso despejar na leiteira novamente, mesmo tendo estado na geladeira?
    SE puder, é não deixar ferver e colocar de volta no forno.


    Eu tomei um copo inteiro desse iogurte que não deu certo. Será que isso afetou minha cetose?


    Tenho que estar em cetose para emagrecer?


    A Coca zero interfere no emagrecimento?

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  40. Sim, pode reaquecer.


    Não precisa estar em cetose para emagrecer. E dieta cetogênica é outra coisa. Tenha calma e mantenha paleo, vc está começando.


    A coca zero não interfere no emagrecimento.

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  41. Dr Souto, boa noite!
    Em minhas andanças digitais, em busca de uma "mudança revolucionária" em minha vida, encontrei seu blog e, desde então, lá se vão 14 dias de "paixão à primeira vista". O embasamento teórico que você nos oferta é um grande diferencial e, seu bom humor, cativante.
    Comecei a "lowcarb" dia 27/04 e, passada a "crise dos primeiros dias (exagerada, né?), me sinto muito bem e a fome e ânsia por doces, minhas companheiras fiéis há 36 anos, já não me assombram tanto.
    Me sinto bastante estimulada cada vez que, navegando pelo blog, encontro um relato de sucesso e, creio eu, num futuro próximo, darei o meu. Só pra constar
    Um forte abraço à você e um também para a Patrícia Ayres.
    Rafaela

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  42. Obrigada Rafaela!
    Volte sempre! rsrsrsrs

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  43. :-)

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 02/05/2014 19:25, "Disqus" escreveu:

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  44. Leptin reset sem comer desses carbs açucarados viciantes é possível?

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  45. Sim. Com carbs paleo
    Em 10/06/2014 00:04, "Disqus" escreveu:

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  46. hilario martins Ferreira25 de junho de 2014 06:07

    Olá Patrícia,como estão correndo as coisas?
    Já eliminou mais quilos?
    Diga mais alguma coisa para incentivar.

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  47. Me conta a mágica, por favor!! Tenho 2 meses e só perdi 2 kg!!

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  48. http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2014/01/sobre-galgos-e-bassets.html

    Em 29 de agosto de 2014 22:03, Disqus escreveu:

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  49. Obrigada pela resposta Dr. Souto....já tinha lido estes dois posts, mas estou quase certa de que preciso restringir a quantidade das porções ingeridas. O problema é que quando faço isso, fico dando trabalho para os colegas de plantãoNão quero e não posso desistir de mim mesma! Estou me sentindo muito bem com a retirada do glúten porque estou sem dores abdominais, mas também preciso continuar perdendo peso!

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  50. Olá, Dr. Souto!

    "Assim que você põe na boca um alimento calórico, começa a produção da dopamina." Qualquer alimento calórico ou necessita ser uma combinação de gordura + carboidrato?



    Minha outra dúvida é sobre uma possível redução da serotonina com a dieta low carb... Suspeito estar experimentando esta situação principalmente na TPM, culminando em um quadro de forte compulsão. Sigo a dieta Paleo LCHF até a ovulação. Após, perco o controle.

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  51. Qualquer coisa gostosa libera dopamina nos centros de prazer.
    Carbos aumentam, sim, serotonina no cérebro. Cocaína também. A solução para isso não é ficar usando cocaína para manter a serotonina alta. A solução é parar de usar, aguentar no osso do peito a serotonina baixa por 14 dias, até que a serotonina volte a subir, aos poucos, sem cocaína. E sem carboidrato.


    Em 5 de setembro de 2014 23:27, Disqus escreveu:

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  52. Suplementar 5Htp ou L-Triptofano seria uma boa idéia?

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  53. Há relatos anedóticos nesse sentido


    Em 6 de setembro de 2014 10:51, Disqus escreveu:

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  54. Dr. Souto. uma indagação: " Em relação a cratina, whey protein e BCAA... bons, ruins?".

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  55. Whey, ok. BCAA, bastante evidência. Creatina, não tenho opinião formada.
    Sent from mobile phone
    Em 02/10/2014 12:37, "Disqus" escreveu:

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  56. BCAA, bastante evidência positivamente ou negativamente?!

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