domingo, 21 de outubro de 2012

Livro EM PORTUGUÊS sobre dieta paleolítica


Uma grande barreira para a difusão do movimento páleo / low carb em nosso meio tem sido a língua. Tudo o que há publicado sobre o assunto está em inglês. Bem, até agora. Caio Fleury nos brinda com o primeiro livro brasileiro sobre este tópico. Ele e Bruna Machado mantêm o excelente blog http://primalbrasil.com.br/, que recomendo a todos vocês.


Segue uma breve entrevista com o autor do livro:

1.Quem desenvolveu a dieta dos nossos ancestrais nos EUA? Como ela surgiu?

A Dieta dos Nossos Ancestrais foi desenvolvida por cientistas, antropólogos e médicos ao redor do mundo. Foi descoberta a dieta que os nossos ancestrais humanos consumiam por mais de 2 milhões de anos, durante o período paleolítico, a qual nossa espécie está geneticamente adaptada a consumir. Um dos cientistas que desenvolveu a dieta nos EUA é o Dr. Loren Cordain, que conduziu um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, conduziu a reavaliação de um Atlas Etnográfico sobre a dieta de mais de 229 sociedades primitivas ao redor do globo, criado por Dr. Murdock´s da Universidade de Harvard e seu respectivo consumo de fontes de alimento animal versus fontes vegetais. Por meio deste estudo e diversos estudos antropológicos foi possível criar uma dieta similar a que nossos ancestrais consumiam.

Ao longo das ultimas décadas A Dieta dos Nossos Ancestrais passou pelo escrutínio de antropólogos e historiadores dentro de uma perspectiva biológica evolutiva, o que é extremamente importante para acessarmos a validade de uma dieta, como Dr. Dobzhansky, notável geneticista Russo disse: “Nada faz sentido em biologia, se não for iluminado pela luz da Evolução”, ou segundo o próprio Dr. Cordain: “Nada em nutrição faz sentido se não for iluminado pela luz da evolução”.
Ao longo dos últimos 10 anos, cientistas e médicos ao redor do globo têm aplicado o modelo evolucionário na nutrição humana, o que resultou em milhares de estudos científicos sendo conduzidos para acessar os resultados da Dieta dos Nossos Ancestrais.

2. Quais são os benefícios para a saúde comprovados cientificamente pela Dieta dos Nossos Ancestrais?
Os cinco principais estudos conduzidos em seres humanos demonstraram que a Dieta dos Nossos Ancestrais melhora a saúde do ser humano em níveis mais altos do que a Dieta Mediterrânea e da dieta para diabéticos, recomendada pelo órgão americano (FDA) que regula remédios e alimentos. Estes estudos comprovaram que A Dieta dos Nossos Ancestrais também é mais eficaz para o emagrecimento do que estas dietas e é mais nutricionalmente densa, pois se consome mais
vitaminas, minerais e fitoquímicos do que a dieta da FDA. Praticamente todos os marcadores sanguíneos são melhorados com a Dieta dos Nossos Ancestrais dentre eles, maiores níveis de colesterol HDL “bom”, menores níveis de LDL e VLDL “ruim”, triglicérides, glicose em jejum, níveis de insulina, entre outros.

3. Qual a popularidade da Dieta nos EUA?


A Dieta dos Nossos Ancestrais é acompanhada por milhares de pessoas nos EUA. Qualquer um pode entrar no site do google trends (http://www.google.com/trends/) e digitar Primal Diet ou Paleo Diet, como é reconhecida internacionalmente e acessar o número de pessoas que seguem a dieta. Em sites como o Mark´s Daily Apple do Mark Sisson (http://www.marksdailyapple.com), existem centenas
de depoimentos e histórias de sucesso de pessoas que seguem a dieta e muitas informações a respeito. Existem muitos blogs e sites populares nos EUA com informações sobre a dieta. Em meu site http://www.primalbrasil.com.br/
escrevemos artigos sobre a alimentação dos nossos ancestrais, atividades físicas, saúde, estilo de vida, receitas apresentamos dicas de leituras, além de tudo traduzimos artigos e vídeos de entrevistas com médicos, cientistas e pesquisadores renomeados.

5. Qual é a posição da Dieta dos nossos ancestrais em relação ao consumo de carboidratos. Existe alguma porcentagem ideal?


A alimentação ideal para seres humanos depende de muitos fatores e é muito diversificada, porém, como demonstrado no atlas etnológico revisado por Dr. Loren Cordain, existe um padrão de consumo de proteínas e gorduras de no mínimo 50% das calorias diárias, na maioria das 229 populações isoladas estudadas. Isto significa que existe um padrão de consumo de alimentos ricos em proteína e gordura em sociedades isoladas. Existem diversas culturas que consomem grandes quantidades de carboidratos além das proteínas e gorduras.
Os carboidratos consumidos por elas são pouco processados, de baixa carga glicêmica, provenientes na maior parte de vegetais e tubérculos fibrosos e frutas selvagens, todas as quais sempre foram relacionadas por estudos como fontes de diversos benefícios a saúde. Não é a toa que os indivíduos das sociedades isoladas são extremamente magros e saudáveis e a obesidade é rara.

O que acontece hoje é que os carboidratos que a maioria das pessoas consomem são de alimentos processados extremamente concentrados, ricos em açúcar e farinhas refinadas. Estes alimentos processados e cheios de açúcar estão relacionados com o acúmulo de gordura visceral e o agravamento de marcadores sanguíneos como níveis triglicérides, colesterol HDL, glicose em jejum, colesterol VLDL, etc. Ao contrário dos carboidratos naturais e as gorduras monoinsaturadas, que estão relacionadas a melhora destes marcadores sanguíneos.

Por este e outros motivos, A Dieta dos Nossos Ancestrais proposta em meu livro e por diversos cientistas, antropólogos e médicos, sugere o consumo de quantidades substanciais de alimentos ricos em proteínas e gorduras principalmente monoinsaturadas de alimentos como peixes e frutos do mar, iogurtes orgânicos, aves e carnes orgânicas ricas em Omega 3 e proteína, ovos orgânicos e/ou enriquecidos com Omega 3, óleo de coco, abacate, azeite de oliva extra virgem, nozes e oleaginosas.

A dieta dos nossos ancestrais enfatiza o consumo de carboidratos naturais, que são disponíveis em abundância na natureza, como vegetais, frutas, tubérculos (mandioquinha, batata doce, inhame) vegetais, nozes e oleaginosas.

Ao consumirmos uma dieta natural, rica em alimentos como os descritos acima, conseguimos emagrecer e atingir nosso peso ideal, sem nos preocuparmos com a quantidade de alimentos ou calorias que estamos consumindo. Isso ocorre devido ao fato de estarmos consumindo alimentos que estamos mais adaptados geneticamente a consumir, da maneira que foi determinada por nossos genes ao longo de nossa evolução como espécie, por mais de 2 milhões de anos.

Informações sobre tais pesquisas podem ser encontradas no meu site
www.primalbrasil.com.br, no meu livro A Dieta Dos Nossos Ancestrais e em
diversas fontes internacionais divulgadas em meu site.


O livro pode ser encontrado na Livraria Cultura

23 comentários:

  1. Dr., li recentemente que existem fortes indícios que apontam ao fato da doença de Alzheimer ser outro tipo de diabetes, que várias doenças mentais podem estar ligadas ao vegetarianismo e demência ao consumo de carboidratos refinados. O que o senhor pode dizer a respeito?

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    1. De fato, tudo isso já foi escrito. As evidências sobre Alzheimer são robustas, e estou convencido de que de fato está associado à resistência à insulina no sistema nervoso central. O resto, bem, são estudos epidemiológicos, ou seja, podem levantar hipóteses mas não provam nada.

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  2. Que legal! Puxa preciso achar esse livro!
    É bom saber q agora temos tb essa fonte!
    E que site bom esse e o nome - Sabedoria Ancestral na vida moderna! Q tuuudo! rss
    Obrigada por compartilhar Dr.
    Abraços!

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  3. Dr, gostaria de saber a sua opinião sobre a inclusão do iogurte (laticínio) e dos tubérculos(alto índice glicemico) na dieta paleo que ele diz na entrevista

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    1. Para algumas pessoas, a simples remoção do trigo e do açúcar basta. Para aqueles q não são diabéticos e estão entrando nessa apenas pela saúde, ok. Para quem é diabético, tem síndrome metabólica grave ou precisa perder muito peso, uma versão mais low carb de paleo seria indicada.

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  4. Olá Doutor, gostaria de saber se eu consumir linhaça com frutas vai alterar no meu emagrecimento. E se eu posso usar mel algumas vezes.
    O período da menopausa atrapalha no regime? Estou estacionada no mesmo peso a semanas.
    Grata, Marília.

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    1. Marília: linhaça, sem problemas. Frutas, com moderação, e escolha as que contém menos açúcar

      Leia estas duas matérias:

      http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/quais-frutas-comer-e-em-que-quantidade.html

      http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html

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  5. Doutor, só para atualizar, o livro já está disponível também na saraiva!
    http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4268845/a-dieta-dos-nossos-ancestrais-guia-nutricional-para-perda-de-peso-e-manutencao-da-saude

    Obrigada mais uma vez pelo post! Abs

    www.primalbrasil.com.br

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  6. Dr., também gostaria de saber sua opinião sobre os laticínios e os tubérculos, por gentileza. Obrigado.

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  7. Comentários sobre laticínios:

    "O leite, seja ele integral, desnatado ou sem lactose, tem açúcar do leite que é a lactose. A lactose é formada por 1 molécula de glicose, e outra de galactose, que são 2 açúcares simples. No leite
    que é chamado de 'sem lactose' os fabricantes usam uma enzima para transforma a lactose em glicose e galactose. Se você toma um copo de leite sem lactose está consumindo 10 gramas de açúcar, só que 5 gramas serão galactose e 5 gramas serão glicose. Se vc tomar um copo de leite integral você estará tomando 10 gramas de lactose (que é a açúcar do leite). Se você tomar um copo de leite desnatado você estará tomando 10 gramas de lactose do mesmo jeito porque neste leite foi
    retirada a gordura (que é a melhor parte). Se o leite não está lhe fazendo bem, melhor retirar. E ele pode sim causar má digestão, azia, etc. Já a gordura do leite (nata, manteiga) e os laticínios
    fermentados (iogurtes, queijos) são recomendados.

    "Alergia propriamente dita aos componentes do leite é algo muito raro. O leite é rico em aminoácidos de cadeia ramificada, que pode provocar picos de insulina nas pessoas independemente dos carboidratos nele contidos. Para a maioria das pessoas, isso não é problema. Algumas pessoas, no entanto, são muito sensíveis às elevações de IGF-1 (Insulin-like gowth factor 1) que os laticínios induzem. O IGF-1 é uma fator de crescimento, útil para mamíferos em crescimento, mas não tão útil assim para adultos. Especialmente em patologias nas quais o IGF-1 está etiologicamente envolvido (ovários policísticos, espinhas, etc), pode haver grande benefício de eliminar os laticínios. Mais uma
    vez, isso não tem nada a com intolerância à lactose, que é uma incapacidade de digerir a lactose em glicose e galactose, levando à fermentação da mesma no intestino com consequentes distúrbios DIGESTIVOS (gases, cólicas, diarreias). A quantidade mínima de lactose que resta em queijos, por exemplo, não costuma ser um problema para pessoas com intolerância à lactose, exceto para aqueles casos mais extremos. Já para as pessoas que têm espinhas, PCOS ou dificuldade de perder peso, a restrição de laticínios (mesmo aqueles fermentados, já que aqui
    a lactose não é o problema) pode ajudar bastante, juntamente com uma dia páleo low carb. Páleo, na verdade, não inclui laticínios. O que eu proponho aqui no blog é, na verdade, "primal" (Mark Sisson), ou seja, apenas restringir os laticínios fermentados nos casos em que isso se mostrar necessário."

    "Então, reitero: intolerância à lactose ocorrerá apenas em coisas que têm lactose, e suas manifestações são devidas à fermentação bacteriana da lactose no intestino (diarreia, cólicas, gases). Se a pessoa beber leite sem lactose, não terá problemas. Se comer manteiga, não terá problemas. E provavelmente não terá problemas com queijos amarelos. Agora, se a pessoa tem piora dos sintomas de auto-imunidade, tem irregularidade do ciclo menstrual por PCOS (mesmo já estando em low carb), tem espinhas e erupções cutâneas, ou está com dificuldade de perder peso em low carb, é POSSÍVEL que a pessoa tenha intolerância aos laticínios por problemas que podem estar relacionados à caseína, a fatores de crescimentos contidos no soro do leite, e sabe-se lá a que outras coisas esotéricas que a ciência nem desvendou ainda. E é justamente aí que entram os princípios evolutivos: é um alimento que nunca fez parte da dieta humana até recentemente - portanto, é possível que haja benefícios em evitá-lo. Se vc já ficou 4 semanas sem usar e nada mudou, volte a usar. Se se sentir melhor sem, fique sem."

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  8. Comentários sobre tubérculos:

    "Starchy vegetables (vegetais ricos em amido), tais como batata, batata doce, mandioca, precisam ser muito moderados, dependendo do objetivo (perda de peso versus apenas manter a saúde). Frutas idem (ver postagem sobre frutas)"

    "Batata doce, se você está querendo perder peso, não é o ideal (carbs)."

    "Então, se você é uma dessas pessoas que funciona melhor com uma dieta mais rica em carboidratos, lembre-se de que há carboidratos seguros (arroz branco, batata doce, frutas) e outros que devem sempre ser evitados (trigo, açúcar), por motivos que vão além do peso."

    "Muitas pessoas que já desenvolveram resistência à insulina por muitos anos, podem levar muito tempo para reverter apenas parcialmente o quadro - em inglês diz-se que estão "metabolically derranged", isto é, metabolicamente "bagunçadas" - estas pessoas sempre serão mais resistentes à insulina, sempre terão que manter low carb pois estão impossibilitadas de metabolizar níveis de glicose que uma pessoa normal metaboliza com facilidade (frutas doces, arroz, batatas)."

    "Safe starch não tem a ver com índice glicêmico, e sim com ser tóxico ou não. Se vc precisa perder muito peso, nenhum amido é seguro. Para a saúde, precisa evitar o glúten e as lecitinas de leguminosas. Neste contexto, mandioca é segura, assim como arroz branco ou batata doce. Significa que não vão provocar doenças autoimunes, não significa que não irão lhe engordar"

    "essas coisas que crescem abaixo do solo são mais ricas em amido, que é um polímero de glicose. Mas vc tem razão, não têm glúten, e de resto são muito saudáveis. Tudo depende da tolerância individual aos carboidratos. Algumas pessoas precisam restringir bastante os carbs para perder peso, outras conseguem ótimos resultados apenas restringindo farináceos e açúcar. Em termos de minerais, fitonutrientes, vitaminas e fibras, as hortaliças folhosas são muito mais recomendadas, e têm a grande vantagem de não conter amido (glicose).

    Se seu objetivo for exclusivamente saúde (e seu peso e glicemia são normais), pode comer tudo isso. Se for emagrecimento, sugiro evitar batata e mandioca. Cenoura crua, ralada, na salada, Ok. Rabanete cru, Ok. Purê de cenoura já é bem mais complicado do ponto de vista de aumento da glicose no sangue (e, portanto, da insulina). No fim, a segredo é auto-experimentação e auto-conhecimento."

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  9. Leia tbm: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/06/prezado-dr-souto-exercicio-sem.html

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  10. Patricia leite de cabra é uma boa opção para quem não tolera leite de vaca.
    Obrigado e beijinhos para si.

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  11. Izabel, isso não sei dizer, mas eu não consumo nenhum leite, pra mim não faz bem. Já os fermentados do leite eu aprovo e recomendo! Faço iogurte, coalhada em casa. Como queijos gordos e manteiga.

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  12. Leite tem açúcar, não é aceitável para um diabético descompensado.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 23/04/2014 10:39, "Disqus" escreveu:

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  13. Sim Patricia eu tenho feito o actimel que a Patricia me cedeu a receita só que encontrei no supermercado leite de cabra UHT e já é a segunda vez k faço, o gosto não é tão agradavel, é mais para o salgado. Aqui perto de mim tem muitas cabras mas ninguém sabe tirar o leite :-( a minha duvida mesmo era sobre a lactose. Bem haja

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  14. Só gostaria de um esclarecimento: (antes digo q faço a dieta e vou muito bem, obrigado): quem acredita nessa lorota de "ancestral humano de 2 milhões de anos", "dieta PALEOLÍTICA" e "nutrição e evolução"? Se isso tivesse um mínimo de sentido, a consequência lógica seria uma diminuição na expectativa de vida, enquanto o observado é justo o contrário. Não existe esse negócio de "primal diet" ou "dieta do paleolítico"; o q há é uma dieta rica em gorduras animais e proteína e baixa em hidrato de carbono. Quantos fósseis de homo sapiens com mais 12 mil anos vcs acham q existe? Quantos restos de fezes fossilizadas foram encontradas para precisar o q era ingerido (sempre regulado pela geografia)? Alguém aqui já viu cascas de árvores e salamandras em alguma receita? Que tal uma porção de besouros, baratas, larvas, ratos e outras guloseimas? Pois é... esse conceito de q a dieta funciona pq é praticada a "milhares" (SIC!) de anos é uma grande besteira; não q isso tenha alguma interferência no resultado final, mas esse livro desse camarada, do ponto de vista HISTÓRICO é uma baita picaretagem.

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  15. http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/03/prezado-dr-souto-paelofantasia.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/dieta-paleolitica.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2011/12/evolucao-e-selecao-natural-implicacoes.html http://www.marksdailyapple.com/life-expectancy-hunter-gatherer/#axzz2zvJqhJTJ

    Em 25 de abril de 2014 14:39, Disqus escreveu:

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  16. http://www.montfort.org.br/old/cadernos/evolucionismo.html
    http://permanencia.org.br/drupal/node/566
    http://darwinismo.wordpress.com/2013/08/15/9853/
    http://www.dur-a-avaler.com/esperance-vie-paleolithique-os-ancetre-hommes/
    http://spartandiet.org/blog/2013/6/3/sorry-paleo-people-grains-are-part-of-the-human-diet
    http://paleohacks.com/questions/140749/what-did-paleolithic-people-actually-eat.html
    http://www.scientificamerican.com/article/why-paleo-diet-half-baked-how-hunter-gatherer-really-eat/

    Bons estudos dr.
    P.S.: O primeiro trabalho tem referências científicas LEGÍTIMAS de sobejo, sem charlatanismo e contos da carocha para adultos.

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  17. se eu te disser que insetos e larvas tem mais proteinas que um pedaço de bife? Descobri isso assistindo ao bear gryls que vive comendo isso hehehe.... sobre espectativa de vida acredito que você está tendo uma visão muito rasa sobre a estimativa de vida sendo q a milhões de anos atras não havia remédios, hospitais, médicos, higiene tão avançada. .. sem contar q a taxa de mortalidade era muito maior... se vivia num ambiente totalmente desfavoravel em que alem de sermos coletores caçadores tbm eramos presas

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  18. Felipe, não excluo as maravilhas da medicina para justificar a longevidade atual. Mas veja que a expectativa de vida de TODO o período paleolítico (cerca de 90 mil anos e NÃO 2 milhões como se apregoa erradamente) não houve aumento nessa expectativa, que era 35 anos. No período seguinte, o homem do neolítico passou a consumir em larga escala proteínas de animais domesticados e grãos (e derivados) cultivados. Resultado: aumento de 10 anos na expectativa e sem hospitais, antibióticos, higiene, etc. Claro q a revolução proporcionada pela agricultura propiciou uma vida mais segura. Bem, o q eu vou questionar é simples: a associação dieta low carb (que está fazendo maravilhas comigo... rsss) com paleolítico; e pela razão óbvia: o HOMEM (Homo sapiens, e não aquela macacada extinta q teimam ridiculamente conectar conosco) do paleolítico comia grãos (e já os processava como atesta vestígios de sorgo e trigo selvagem em ferramentas).
    http://www.pnas.org/content/98/19/10972.long
    http://www.pnas.org/content/early/2010/10/08/1006993107.abstract

    Abraços.

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  19. Não é bem assim.

    http://www.marksdailyapple.com/bone-dating-life-span/
    http://discovermagazine.com/1987/may/02-the-worst-mistake-in-the-history-of-the-human-race
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 26/04/2014 19:39, "Disqus" escreveu:

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