segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cuidado com produtos "Light"

Vamos deixar algo muito claro: o objetivo da indústria alimentícia NÃO é a sua saúde, o objetivo é VENDAS. Se as pessoas acreditarem que é necessário cortar a gordura da dieta, a indústria fará aquilo que o público quer. E, como um alimento do qual a saudável gordura natural foi extraída fica sem gosto, a indústria precisa ADICIONAR alguma coisa que lhe dê gosto e o faça ser consumido em grande quantidade. E que coisa será isso? AÇÚCAR é claro!

Como disse o Dr. Dráuzio Varella, a ideia de que se devesse cortar a gordura na dieta foi "uma das maiores confusões intelectuais sobre a saúde do homem do século XX."


Vamos analisar uma marca de "iogurte" que vi no supermercado.


A primeira coisa que você vê é que trata-se de produto LIGHT. Zero % de gordura! Ou seja, quem compra isso acredita na falácia das calorias, acredita que gordura faz mal, e pretende emagrecer.
Outro detalhe: embora esteja na seção dos "iogurtes", em nenhum lugar do rótulo você vê esta palavra. Veremos adiante que não se trata de comida de verdade, e sim de um produto industrial. Sua bisavó saberia o que é uma "bebida láctea"?

1) Este produto é comida de verdade?
O próprio fabricante se apressa em dizer que não:
Se você, como eu, tem mais de 40 anos, nem consegue ler direito esta parte do rótulo (eu ampliei muito a imagem acima)

Observe que isto NÃO É IOGURTE. Iogurte é comida de verdade. Mas, se você quiser comer iogurte de verdade, você terá de fazê-lo em casa.

A segunda frase é uma pérola: "Light como toda a bebida láctea desnatada". Como é que é?? Não importa quanto açúcar e quantas calorias a coisa tem, desde que seja desnatada (sem a "terrível gordura"). Isto é tão importante que vale a pena repetir - a indústria escreve light pelo mesmo motivo que coloca a foto de pessoas famosas, para vender - ISTO NÃO QUER DIZER SEM AÇÚCAR OU SEM CARBS!

Quer ver?

2) Este produto Light ajuda a perder peso?

Cada seta, abaixo, indica a presença de açúcar na fórmula:



  • Leite desnatado = água com açúcar (lactose=açúcar)
  • Soro de leite = água com muita lactose
  • Polvilho de mandioca = amido = açúcar
  • Amido modificado = açúcar
Percebem? Como você faz para pegar um alimento natural (o iogurte), remover a gordura, e fazer com que as pessoas consumam? Simples, adicione MUITO açúcar, aromatizantes e corantes. E depois escreva LIGHT no rótulo! Como sabemos, o açúcar vicia tanto quanto a cocaína, de modo que trata-se de estratégia infalível para alavancar vendas.



Vinte e oito, 28 gramas de açúcar - em cada copo de 200 ml deste produto alimentício. Quando você tomar 1 copo deste produto LIGHT, eis o que você estará consumindo:


Cada cubinho de açúcar tem em média 4g de açúcar - faça a conta!

Por fim, saiba que um morango tem apenas 1g de açúcar. Assim, vc quer emagrecer? MANTENHA A INSULINA BAIXA. Quer uma sobremesa de morango? Coma iogurte integral (COM gordura), feito em casa, misture com meia-dúzia de morangos, e pronto - comida de verdade!

E se alguém está se perguntando: "e quanto à lactose do leite integral?" Simples: os lactobacilos consomem todo este açúcar, transformando-o em ácido lático, que dá o gosto azedinho do iogurte, mas não é um açúcar, e não eleva a insulina.

Deixo o leitor com esta citação do grande cientista britânico John Yudkin: 

"O ser humano tornou-se cada vez mais hábil em separar desejo e necessidade, a tal ponto que a satisfação desenfreada do desejo tornou-se desastrosa para o indivíduo e para a espécie. As pessoas sempre desejaram alimentos doces porque gostavam dos mesmos. E, enquanto os únicos alimentos doces a que tinham acesso eram frutas, ao satisfazer seu desejo pelo sabor doce, as pessoas automaticamente satisfaziam a sua necessidade de vitamina C e outros tantos nutrientes. Porém, uma vez que o ser humano passou a fabricar a própria comida, especialmente após o desenvolvimento da tecnologia para o refino do açúcar e a manufatura dos alimentos, adquiriu a capacidade de separar a doçura e o conteúdo nutricional. O que as pessoas desejam desvinculou-se do que elas precisam."


******* 01/11/2012 ********

Algumas pessoas me perguntaram como fazer o iogurte natural. Pois bem, resolvi aprender, e é MUITO FÁCIL e barato.

Como tudo que eu tento fazer na cozinha, fui procurar no youtube:



É MUITO fácil. Usei 2 saquinhos (sim, saquinhos!) de leite integral (cada um custou 1,30) e 1 iogurte natural integral batavo (a coisa mais natural que achei no super). Preparei ontem às 23:30, e hoje ao meio-dia tinha 2 Kg de iogurte para sobremesa!

Abaixo, a foto da preparação:

E, abaixo, 12 horas após, o resultado final:
O gosto é ótimo, como só um produto natural e full fat pode ter.

Ingredientes: LEITE e lactobacilos. . Custo? R$ 2,60 para 2 quilos da coisa. Mal posso esperar para misturar com amoras:


Compare com os ingredientes do produto "light" industrializado:

Espero que isto ajude a consolidar o conceito de "comida de verdade".

domingo, 21 de outubro de 2012

A midia se rende II - Dieta sem glúten - revista Istoé

Há alguns meses a revista veja publicou reportagem em que começava a admitir que as gorduras podem ser saudáveis.

Aquela reportagem, embora representasse um avanço, estava longe de ser perfeita.

Já a revista IstoÉ, contudo, acertou na mosca com a reportagem abaixo. É perfeita, e fecha 100% com o conteúdo deste blog e com a experiência clínica.

No artigo sobre trigo, escrito meses atrás, a seguinte frase aparecia com destaque :

É possível que a retirada total do trigo represente a intervenção isolada mais importante de toda a dieta paleolítica.

De fato, ao poucos, a mídia se rende às evidências.

P. S.: Como já coloquei em outras partes do blog, a quantidade de carboidratos que cada um tolera é variável. Para alguns, apenas cortar farináceos é o bastante para perder peso. Para outros, é necessário cortar os demais carboidratos. E, de uma forma geral, não adianta substituir farinha de trigo por farinha de arroz, etc. As pessoas da reportagem substituíram massa e pão por peixe com salada, ok?



Medicina & Bem-estar
|  N° Edição:  2241 |  19.Out.12 - 21:00 |  Atualizado em 21.Out.12 - 23:47

Mais magros sem glúten

Dieta que restringe o consumo de alimentos que contêm a proteína conquista cada vez mais adeptos com a promessa de emagrecimento rápido e saudável

Monique Oliveira

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BELEZA
Juliana Paes limitou a ingestão do composto e sentiu melhora no metabolismo
A lista de seguidores famosos é longa. No Brasil, celebridades do porte de Juliana Paes, Luciana Gimenez, Camila Morgado e Alice Braga. Lá fora, gente do calibre das atrizes Halle Berry, Rachel Weisz e Miley Cyrus. Todas aderiram à dieta do glúten, a mais nova febre entre quem pretende emagrecer e manter a silhueta desejada. Só nos Estados Unidos, cerca de 1,6 milhão de pessoas estão seguindo o regime, de acordo com levantamento recente realizado pela Clínica Mayo, prestigiada instituição de pesquisa daquele país. Os relatos de sucesso de quem se submeteu a esse método alimentar são impressionantes: dão conta da perda de cinco quilos já na primeira semana e até 15, 20 e 30 quilos meses depois. A apresentadora Luciana Gimenez, por exemplo, comemora cerca de 32 quilos a menos depois de aderir à restrição do glúten e aliar a estratégia a uma rotina intensa de exercícios. “Deu para perceber a diferença de resultado em relação a outros regimes”, conta. Juliana Paes reduziu a ingestão da substância depois do nascimento do filho, Pedro. A tática a ajudou a voltar à bela forma – e a mantê-la. “Comecei na época em que o estava amamentando”, conta. “Senti que melhorou muito o meu metabolismo, deixando-o mais acelerado, e também observei que diminuiu a sensação de inchaço e desconforto abdominal”, disse.
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Na contabilidade dos especialistas que estão indicando o regime, o saldo também é positivo. “A pessoa percebe uma mudança imediata, para melhor, em todo o seu estado geral, além do declínio do peso corporal”, afirma o endocrinologista Tércio Rocha, do Rio de Janeiro, integrante da Academia Brasileira Antienvelhecimento. “Após duas semanas já é possível notar nitidamente uma redução de inchaço”, diz a médica nutróloga Vânia Assaly, de São Paulo. “E o emagrecimento torna-se bem visível 45 dias depois do início da dieta”, completa.
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O glúten é uma proteína sem valor nutricional e sem calorias. Está presente no trigo, na cevada, no centeio e no malte. É ele que proporciona o aspecto viscoso e confere elasticidade a bolos, pães e massas. Na indústria de alimentos, é adicionado a embutidos e até aos chocolates, justamente por conta dessa propriedade. A dieta consiste em diminuir sua ingestão, como fez a atriz Juliana Paes, ou bani-lo do cardápio. Portanto, seus seguidores ficam sem comer a maioria dos carboidratos presentes à mesa, devem se manter longe da cerveja e do uísque e, na dúvida, precisam ficar de olho nos ingredientes contidos nos alimentos vendidos nos supermercados. “No Brasil é obrigatória a indicação, no rótulo, da ausência ou da presença da substância”, diz o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
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O principal desafio dos adeptos do regime é encontrar substitutos à altura do trigo e dos produtos com ele produzidos. Aos poucos, porém, crescem as opções para quem deseja tirar o glúten da dieta. A Mundo Verde, empresa consolidada no setor de alimentação saudável, com 170 lojas no País, por exemplo, tem um catálogo de três mil itens livres da proteína. A Rede de Farmácias de Manipulação Officilab, do Rio de Janeiro, criou 12 produtos isentos de glúten. Vários restaurantes também estão incluindo no menu pratos sem o composto. É o caso do Biocarioca e da Delicatessen Zona Zen, no Rio, e do Outback, do América e do badalado Quattrino, em São Paulo, que possui opções no cardápio (leia receita à pág. 86). “Conheci os efeitos da retirada do glúten porque estudo muito sobre nutrição”, explica Mary Nigri, dona do Quattrino. “Fiz um teste comigo, vi resultados e resolvi criar as receitas”, lembra. Nos EUA, o mercado para atender à crescente demanda, o chamado “gluten-free market”, já gira na casa dos US$ 2 bilhões anuais. Entre as alternativas para substituir a farinha de trigo estão as farinhas de arroz e de amêndoas. “Outra substituição pode ser feita usando mandioca e batata”, explica Aline Möller, dona da consultoria Fit Gourmet, em São Paulo. A empresa presta consultoria àqueles que querem adotar uma alimentação livre de glúten “Ensinamos o cliente como seguir o regime”, diz
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RESULTADO
A apresentadora Luciana Gimenez perdeu 32 quilos após iniciar
o regime e encarar um plano intensivo de exercícios físicos
Há algumas explicações para o êxito desse plano alimentar. A primeira é a mais óbvia: as pessoas emagrecem porque, ao riscar do cardápio os alimentos que contêm glúten, deixam de comer pães, bolos e massas brancas. Desse modo, não ingerem mais uma enorme quantidade de calorias. “Grande parte desses alimentos é bastante calórica”, explica Vânia Assaly. A segunda razão – e as outras também – é mais complexa. A proteína está associada a reações de intolerância. A mais intensa desenha um quadro conhecido como doença celíaca. Trata-se de uma resposta genética grave ao composto que pode deflagrar diarreia crônica, desnutrição, fadiga e, em crianças, também pode levar a distúrbios do crescimento. “É uma reação do sistema imunológico. Um anticorpo é criado contra o glúten”, explicou à ISTOÉ o gastroenterologista Joe West, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido (leia mais no quadro à pág. 86). Estima-se que um a cada 214 brasileiros seja portador da enfermidade. A atriz Isis Valverde, 25 anos, descobriu que tinha a doença aos 19 anos. “Sentia dores abdominais, tontura, boca seca e perdi cabelo”, diz. Desde que tirou o glúten do cardápio, não manifesta mais os sintomas.
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Intolerâncias mais brandas também acontecem, e em número expressivo. “São mais frequentes do que a doença celíaca”, afirma o médico Luiz Carneiro, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Hoje sabemos que a sensibilidade ao glúten é dez vezes mais comum que a doença celíaca”, disse à ISTOÉ o nutricionista Tom O’Brien, da Universidade de Chicago (EUA). Nesses casos, o que ocorre é que, em vez de reações imediatas e mais fortes, como nos celíacos, há a deflagração de um fenômeno conhecido como reação alérgica tardia. “O indivíduo acumula anticorpos mais amenos ao glúten”, explica o microbiologista Bruno Zylbergeld, estudioso do tema. “Com o passar do tempo, isso pode desencadear os sintomas da intolerância”, diz. O fato é que essas respostas – mais ou menos severas, não importa – provocam no corpo inchaço, dificuldades digestivas e processos inflamatórios que contribuem para o acúmulo de peso. “A retirada do glúten evita essas reações”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo.
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Intolerância desde o nascimento
O médico cirurgião Gustavo Mattos, 31 anos, de São Caetano do Sul, é celíaco.
Embora esteja bem adaptado e nunca fuja da dieta, ainda sofre para encontrar
pratos livres do composto em restaurantes. “Os funcionários não sabem
informa os clientes sobre esse tema. Falta informação.”
De acordo com o endocrinologista Tércio Rocha, entretanto, não ingerir glúten traz benefícios para a silhueta de todos, intolerantes à proteína ou não. “As pessoas apresentam redução do inchaço abdominal, observam melhora no funcionamento do intestino e também têm diminuição da compulsão alimentar”, assegura. Este último benefício seria resultado da baixa ingestão de carboidratos vindos de alimentos produzidos com farinha de trigo não integral – pães e massas brancas, por exemplo. Por mecanismos complexos, essa categoria de alimentos agrava o impulso de comer além da conta. Há também indicações de que a ausência da proteína na dieta promoveria mudanças no perfil metabólico que favoreceriam a queima calórica e elevariam a sensação de saciedade. Sobre esse ponto, porém, não há consenso médico. “A literatura científica não descreve essas interações”, ressalva o endocrinologista Freddy Goldberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
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CUIDADO
A atriz Isis Valverde é portadora de doença celíaca. Por isso, não ingere mais a substância
Embora um dos maiores apelos da dieta seja a perda de peso, a restrição do nutriente é vista como uma maneira de melhorar a saúde de um modo mais amplo. Há muitos registros na ciência dando conta da associação da proteína com várias doenças. Um estudo da Universidade Karolinska, em Estocolmo, Suécia, por exemplo, relaciona o ingrediente à piora da artrite reumatoide, doença que deflagra um processo inflamatório crônico sobre as articulações. “Há evidências de que a saúde pode se beneficiar de mudanças alimentares e a dieta livre de glúten é uma delas”, disse o reumatologista Johan Frostegärd, da universidade sueca. Ele comprovou os benefícios do regime em pacientes que sofrem de artrite reumatoide.
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Cardápio familiar
O casal Rosa Araújo, 34 anos, e Marco Alberto Silva, 43, mudou as refeições da
família por conta do sobrepeso de Silva, que chegou a 126 quilos. Agora, não 

mais alimentos com glúten. Com o regime e uma rotina pesada de exercícios de duas a três
horas por dia, o empresário perdeu 38 quilos. Rosa acabou adotando a estratégia. Eles também
fornecem a mesma alimentação à filha Olívia, 3 anos. “É mais saudável”, explica Rosa
A ingestão do glúten está ainda vinculada à ocorrência de depressão, dores de cabeça e déficit de atenção. As pesquisas dão como hipótese mais provável para a relação entre a proteína e as doenças o processo inflamatório desencadeado pelo composto. Na opinião da nutricionista Lucyanna Kalluf, são os resultados em vários aspectos da saúde que acabam fazendo com que as pessoas mantenham a dieta. “Elas melhoram tanto que não querem mais voltar a ingerir a proteína.”
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O abandono do nutriente, porém, não seduz todos os especialistas. Há médicos que acreditam que a restrição total de glúten é radical demais e desnecessária. “Pessoas que não têm alergia ao composto dispõem de outras maneiras de perder peso”, opina o nutrólogo Durval Ribas Filho. O nutricionista Tom O’Brien é outro que chama a atenção para os problemas que a exclusão da proteína pode oferecer. “Os indivíduos podem ter dificuldade de encontrar alimentos substitutos e correm o risco de ter uma alimentação desequilibrada”, diz. No entanto, o aquecimento do mercado mostra que esse cenário está mudando. “Hoje é bem mais fácil substituir os alimentos com glúten por versões sem o nutriente, pois as lojas de produtos naturais já têm bastante variedade”, diz Juliana Paes, que optou pela moderação, reduzindo a presença da proteína à mesa, mas sem se privar dela por completo.
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Colaboraram: Mônica Tarantino e Simone Blanes
Foto: Felipe Lessa
Fotos: André Schliró; João Castellano/ag. istoé
Fotos: Kelsen Fernandes; João Castellano/ag. istoé; Steven Lawton/Getty Images; Marcus Mam/Madame Figaro/laif; Michael Tran/FilmMagic; Jen Lowery/Splash News

Livro EM PORTUGUÊS sobre dieta paleolítica


Uma grande barreira para a difusão do movimento páleo / low carb em nosso meio tem sido a língua. Tudo o que há publicado sobre o assunto está em inglês. Bem, até agora. Caio Fleury nos brinda com o primeiro livro brasileiro sobre este tópico. Ele e Bruna Machado mantêm o excelente blog http://primalbrasil.com.br/, que recomendo a todos vocês.


Segue uma breve entrevista com o autor do livro:

1.Quem desenvolveu a dieta dos nossos ancestrais nos EUA? Como ela surgiu?

A Dieta dos Nossos Ancestrais foi desenvolvida por cientistas, antropólogos e médicos ao redor do mundo. Foi descoberta a dieta que os nossos ancestrais humanos consumiam por mais de 2 milhões de anos, durante o período paleolítico, a qual nossa espécie está geneticamente adaptada a consumir. Um dos cientistas que desenvolveu a dieta nos EUA é o Dr. Loren Cordain, que conduziu um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, conduziu a reavaliação de um Atlas Etnográfico sobre a dieta de mais de 229 sociedades primitivas ao redor do globo, criado por Dr. Murdock´s da Universidade de Harvard e seu respectivo consumo de fontes de alimento animal versus fontes vegetais. Por meio deste estudo e diversos estudos antropológicos foi possível criar uma dieta similar a que nossos ancestrais consumiam.

Ao longo das ultimas décadas A Dieta dos Nossos Ancestrais passou pelo escrutínio de antropólogos e historiadores dentro de uma perspectiva biológica evolutiva, o que é extremamente importante para acessarmos a validade de uma dieta, como Dr. Dobzhansky, notável geneticista Russo disse: “Nada faz sentido em biologia, se não for iluminado pela luz da Evolução”, ou segundo o próprio Dr. Cordain: “Nada em nutrição faz sentido se não for iluminado pela luz da evolução”.
Ao longo dos últimos 10 anos, cientistas e médicos ao redor do globo têm aplicado o modelo evolucionário na nutrição humana, o que resultou em milhares de estudos científicos sendo conduzidos para acessar os resultados da Dieta dos Nossos Ancestrais.

2. Quais são os benefícios para a saúde comprovados cientificamente pela Dieta dos Nossos Ancestrais?
Os cinco principais estudos conduzidos em seres humanos demonstraram que a Dieta dos Nossos Ancestrais melhora a saúde do ser humano em níveis mais altos do que a Dieta Mediterrânea e da dieta para diabéticos, recomendada pelo órgão americano (FDA) que regula remédios e alimentos. Estes estudos comprovaram que A Dieta dos Nossos Ancestrais também é mais eficaz para o emagrecimento do que estas dietas e é mais nutricionalmente densa, pois se consome mais
vitaminas, minerais e fitoquímicos do que a dieta da FDA. Praticamente todos os marcadores sanguíneos são melhorados com a Dieta dos Nossos Ancestrais dentre eles, maiores níveis de colesterol HDL “bom”, menores níveis de LDL e VLDL “ruim”, triglicérides, glicose em jejum, níveis de insulina, entre outros.

3. Qual a popularidade da Dieta nos EUA?


A Dieta dos Nossos Ancestrais é acompanhada por milhares de pessoas nos EUA. Qualquer um pode entrar no site do google trends (http://www.google.com/trends/) e digitar Primal Diet ou Paleo Diet, como é reconhecida internacionalmente e acessar o número de pessoas que seguem a dieta. Em sites como o Mark´s Daily Apple do Mark Sisson (http://www.marksdailyapple.com), existem centenas
de depoimentos e histórias de sucesso de pessoas que seguem a dieta e muitas informações a respeito. Existem muitos blogs e sites populares nos EUA com informações sobre a dieta. Em meu site http://www.primalbrasil.com.br/
escrevemos artigos sobre a alimentação dos nossos ancestrais, atividades físicas, saúde, estilo de vida, receitas apresentamos dicas de leituras, além de tudo traduzimos artigos e vídeos de entrevistas com médicos, cientistas e pesquisadores renomeados.

5. Qual é a posição da Dieta dos nossos ancestrais em relação ao consumo de carboidratos. Existe alguma porcentagem ideal?


A alimentação ideal para seres humanos depende de muitos fatores e é muito diversificada, porém, como demonstrado no atlas etnológico revisado por Dr. Loren Cordain, existe um padrão de consumo de proteínas e gorduras de no mínimo 50% das calorias diárias, na maioria das 229 populações isoladas estudadas. Isto significa que existe um padrão de consumo de alimentos ricos em proteína e gordura em sociedades isoladas. Existem diversas culturas que consomem grandes quantidades de carboidratos além das proteínas e gorduras.
Os carboidratos consumidos por elas são pouco processados, de baixa carga glicêmica, provenientes na maior parte de vegetais e tubérculos fibrosos e frutas selvagens, todas as quais sempre foram relacionadas por estudos como fontes de diversos benefícios a saúde. Não é a toa que os indivíduos das sociedades isoladas são extremamente magros e saudáveis e a obesidade é rara.

O que acontece hoje é que os carboidratos que a maioria das pessoas consomem são de alimentos processados extremamente concentrados, ricos em açúcar e farinhas refinadas. Estes alimentos processados e cheios de açúcar estão relacionados com o acúmulo de gordura visceral e o agravamento de marcadores sanguíneos como níveis triglicérides, colesterol HDL, glicose em jejum, colesterol VLDL, etc. Ao contrário dos carboidratos naturais e as gorduras monoinsaturadas, que estão relacionadas a melhora destes marcadores sanguíneos.

Por este e outros motivos, A Dieta dos Nossos Ancestrais proposta em meu livro e por diversos cientistas, antropólogos e médicos, sugere o consumo de quantidades substanciais de alimentos ricos em proteínas e gorduras principalmente monoinsaturadas de alimentos como peixes e frutos do mar, iogurtes orgânicos, aves e carnes orgânicas ricas em Omega 3 e proteína, ovos orgânicos e/ou enriquecidos com Omega 3, óleo de coco, abacate, azeite de oliva extra virgem, nozes e oleaginosas.

A dieta dos nossos ancestrais enfatiza o consumo de carboidratos naturais, que são disponíveis em abundância na natureza, como vegetais, frutas, tubérculos (mandioquinha, batata doce, inhame) vegetais, nozes e oleaginosas.

Ao consumirmos uma dieta natural, rica em alimentos como os descritos acima, conseguimos emagrecer e atingir nosso peso ideal, sem nos preocuparmos com a quantidade de alimentos ou calorias que estamos consumindo. Isso ocorre devido ao fato de estarmos consumindo alimentos que estamos mais adaptados geneticamente a consumir, da maneira que foi determinada por nossos genes ao longo de nossa evolução como espécie, por mais de 2 milhões de anos.

Informações sobre tais pesquisas podem ser encontradas no meu site
www.primalbrasil.com.br, no meu livro A Dieta Dos Nossos Ancestrais e em
diversas fontes internacionais divulgadas em meu site.


O livro pode ser encontrado na Livraria Cultura

sábado, 6 de outubro de 2012

Quantas gramas de carboidratos tem X ou Y?

Site sugerido por um leitor, bem completo e em português; permite tanto colocar a quantidade do alimento e ver quantos gramas de carbs tem, como também colocar quantos gramas de carboidratos você pode comer e ver a quantidade permitida do alimento. Muito útil.

http://www.corpoperfeito.com.br/tabeladealimentos/default.aspx