sábado, 19 de janeiro de 2013

A Úlcera

A Úlcera

A incrível história de como toda a comunidade científica pode estar errada por mais de 100 anos e, mesmo depois que a ciência já demonstrou o erro, continuar negando-se a abrir os olhos por mais de 10 anos.

Úlcera péptica. Também conhecida como úlcera do estômago, e úlcera duodenal. Atualmente, é uma doença cada vez mais rara. Mas nem sempre foi assim. Meus professores de cirurgia contavam como esta patologia era comum. Naqueles tempos, os estudantes de medicina aprendiam a operar graças às úlceras perfuradas e às grandes hemorragias provocadas por elas. Vamos avançar para o século XXI. Nos dias de hoje, um médico residente é capaz de terminar seu treinamento sem jamais operar uma única úlcera perfurada. O que houve neste período? O que houve foi uma incrível mudança de paradigma. Descobriu-se que as úlceras não eram causadas por stress ou pelo ácido do estômago, mas por uma simples bactéria. Mas isto não interessava à indústria dos antiácidos, nem aos médicos que tratavam úlcera com psicoterapia. Vamos conhecer a incrível história de Barry Marshall, o médico australiano que lutou por mais de 10 anos para que o consenso médico mudasse. Por esta façanha, ganhou o prêmio Nobel de medicina em 2005. Me parece que este episódio é muito relevante para o que ocorre atualmente no mundo da nutrição e saúde.



Barry Marshal nasceu em 1951 na Austrália ocidental. Formou-se em medicina em 1975, e durante seu treinamento como médico recém formado, começou a trabalhar com o patologista Robin Warren, que estava intrigado pela presença de bactérias nas amostras de estômago de pessoas com úlceras. A sabedoria convencional da época ditava que não poderia haver bactérias no estômago, devido à alta acidez gástrica. Mas as bactérias recusavam-se a se adaptar às teorias. A perspicácia e insistência destes dois cientistas mudou a história da medicina. Mas não foi fácil. O Dr. Marshal já havia compilado toda a ciência que embasava seus conceitos, mas não conseguia convencer a velha guarda da medicina. Tentava conseguir fundos para conduzir estudos com seres humanos, mas as companhias farmacêuticas faziam de tudo para impor obstáculos (afinal, ganhavam bilhões com a venda de anti-ácidos, e este sujeitinho queria MATAR a galinha dos ovos de ouro). Desesperado, extraiu a bactéria do estômago de um de seus pacientes e inoculou  em si mesmo, produzindo a doença, e em seguida se tratou com antibióticos e curou-se. Publicou o seu feito como um relato de caso em uma revista científica. Ainda assim, passaram-se 10 anos antes que a medicina finalmente aceitasse que as úlceras eram causadas por bactérias. Os paralelos com o mundo da nutrição são evidentes (TODA a ciência básica e os ensaios clínicos já demonstram de forma inequívoca que são os carboidratos, e não a gordura, os responsáveis pela síndrome metabólica que tanta doença e sofrimento produz no mundo ocidental, mas a velha guarda não vai desistir de suas ideias sem lutar).

A seguir, traduzo uma sensacional reportagem e entrevista da revista científica Discover.

Discover Magazine: The magazine of science, technology, and the future
O médico que ingeriu a bactéria, produzindo uma úlcera em si mesmo, e resolveu um mistério da medicina.
A elite da medicina pensava que sabia o que causava as úlceras e o câncer de estômago. Mas eles estavam errados - e não queriam saber a resposta que era correta.
Por Pamela Weintraub|quinta-feira, 08 de abril de 2010

bmarshallDurante anos, um obscuro médico vindo da costa oeste da Austrália assistiu horrorizado a pacientes com úlcera que ficavam tão doentes a ponto de precisarem ter seus estômagos removidos ou sangrarem até a morte. Esse médico, um internista chamado Barry Marshall, estava atormentado porque ele sabia que havia um tratamento simples para as úlceras, que na época acometiam 10 por cento de todos os adultos. Em 1981, Marshall começou a trabalhar com Robin Warren, patologista do Royal Perth Hospital que, dois anos antes, descobrira que o estômago poderia ser invadido por uma bactéria, em forma de saca-rolhas, chamada Helicobacter pylori. Com biópsias em pacientes com úlcera e cultura de organismos em laboratório, Marshall vinculou não só as úlceras, mas também o câncer de estômago a esta infecção digestiva. A cura, ele percebeu, estava prontamente disponível: antibióticos. Mas os gastroenterologistas tradicionais o desconsideraram, apegando-se à velha ideia de que as úlceras eram causadas por estresse.

Incapaz de fazer seus estudos com ratos de laboratório (H. pylori afeta apenas primatas) e proibido de fazer experiências com pessoas, Marshall desesperou-se. Finalmente, ele realizou um experimento no único paciente humano que ele poderia eticamente recrutar: ele mesmo. Ele pegou um pouco de H. pylori do intestino de um paciente enfermo, misturou-o em uma espécie de sopa e bebeu. Com o passar dos dias, ele desenvolveu gastrite, o precursor de uma úlcera: Ele começou a vomitar, desenvolveu mau-hálito, e passou a sentir-se doente e exausto. De volta ao laboratório, ele realizou biópsias em seu próprio estômago, cultivando H. pylori e provando inequivocamente que as bactérias eram a causa subjacente das úlceras.
Marshall recentemente sentou-se com a editora sênior da revista DISCOVER, Pam Weintraub, em um hotel de Chicago, usando jeans e bebendo água mineral (sem helicobacter!). O homem que a revista The Star já chamou de "doutor cobaia" pode agora falar sobre o seu trabalho com o humor e a paixão de alguém que corria por fora e a quem finalmente foi feita justiça. Por seu trabalho com H. Pylori, Marshall e Warren dividiram o prêmio Nobel em 2005. Hoje, o tratamento padrão para úlceras é com antibióticos. E o câncer de estômago - no passado uma das formas mais comuns de câncer - está quase varrido do mundo ocidental.

Tendo livrado o mundo de duas doenças terríveis, Marshall agora está transformando seu antigo inimigo em um aliado. Como professor de microbiologia na Universidade da Austrália Ocidental, ele está trabalhando no desenvolvimento de vacinas para gripe cultivadas em cepas atenuadas de Helicobater. Numa época em que muitos médicos desdenham problemas inexplicados como sendo "coisas psicológicas", a história de Marshall serve tanto como inspiração quanto como um antídoto contra a arrogância frente ao desconhecido.

Você cresceu longe da cidade grande. Como era isso?
Eu nasci em Kalgoorlie, uma cidade de mineração de ouro a 400 milhas à leste de Perth. Meu pai era mecânico, e consertava motores a vapor e trens. Minha mãe era enfermeira. Todos os mineiros deviam muito dinheiro e bebiam demais, e minha mão disse: "temos de dar o fora daqui antes que sigamos o mesmo caminho". Em 1951 estávamos nos dirigindo para Rum Jungle, onde  havia um "boom" econômico com a mineração de urânio, mas na metade do caminho paramos em Kaniva, outra cidade em expansão econômica, com indústria baleeira e bons salários. Então, finalmente, meu pai começou a administrar fábricas de aves em Perth. Desde então, nunca nos faltou nada. Era como a série de TV Happy Days.

O que despertou seu interesse pela ciência?
Minha mãe tinha livros de enfermagem. Eu tinha 3 irmãos, e nós vivíamos mexendo com eletrônica, solda, pólvora e explosões. Tudo que posso dizer é que algumas coisas você absorve de seus pais por osmose. Na escola, minhas notas eram B's e C's, não muitos A's, mas devo ter ido bem no exame para a escola de medicina e devo ter tido carisma na entrevista, pois acabei na Faculdade de Medicina. Tudo que eu queria era ser clínico geral. Eu era bom no trato com os pacientes e muito interessado no porquê as coisas aconteciam. No final, desenvolvi uma abordagem mais madura: me dei conta de que pelo menos 50% dos pacientes  não eram diagnosticáveis.

Você se deparou com doenças inexplicáveis?
Na faculdade, você acaba aprendendo que você pode diagnosticar todo mundo e tratar tudo. Mas então você cai no mundo real e descobre que, para a maioria dos pacientes que cruzam a sua porta, você não faz a menor do que está causando os seus sintomas. Você poderia fatiar aquela pessoa em um trilhão de moléculas, estudá-las todas, e elas seriam todas completamente normais. Eu nunca fiquei satisfeito com a ideia de que, se excluirmos todas a doenças, a pessoa deve ter uma doença psicológica; assim, eu aceitei o fato de que, muitas vezes, eu não poderia chegar a um diagnóstico fundamental, e deveria apenas manter minha mente aberta.

E foi assim que você veio a repensar a causa das úlceras?
Antes do século 20, a úlcera não era uma doença respeitável. Os médicos diziam "você está sob muito stress". Na Europa e nos EUA do século 19, havia toda sorte de SPA'a malucos e picaretagem. Nos anos 1880, os médicos haviam desenvolvido uma cirurgia para úlcera, na qual cortavam a parte de baixo do estômago e reconectavam com o intestino. Hoje sabemos que, no início do século 20, provavelmente 100% da humanidade estava infectada com Helicobacter pylori, mas você pode passar assim a vida inteira e jamais desenvolver sintomas.

Qual era o pior cenário para pacientes com úlcera?
Uma úlcera duodenal com um buraco em si é muito dolorosa devido ao ácido do estômago. Quando você come, o alimento dilui o ácido temporariamente. Quando a refeição é digerida, o ácido volta e cobre a ferida exposta da úlcera, fazendo com que a dor volte. Isto era tão comum que a famosa Mayo Clinic foi construída com os recursos das cirurgias gástricas. Depois da cirurgia, metade das pessoas ficava melhor. Mas cerca de 25% dos pacientes curados da úlcera ficavam com sequelas gástricas, sem apetite e jamais recuperando completamente a saúde.

Com tantas evidências físicas de um problema real, por que as úlceras continuavam a ser rotineiramente classificadas como psicossomáticas?
Os médicos descobriram que podiam ver as úlceras com aparelhos de raio-X mas, claro, tais equipamentos estavam em grandes centros como Londres e Nova Iorque - de modo que os médicos destas metrópoles começaram a identificar úlceras em homens de negócio urbanos que provavelmente fumavam muito e tinham um estilo de vida com muito stress. Mais tarde, cientistas induziram úlceras em ratos colocando-os em camisas de força e largando-os em água gelada. Então, descobriram que poderiam inibir estas úlceras dando anti-ácidos aos ratos. Eles então fizeram a conexão entre úlceras, stress e ácido sem jamais conduzir os estudos duplo-cegos apropriados; mas a ideia fechava com o pensamento comum de todos.

Como você veio a desafiar esta teoria tão prevalente?
Eu estava no terceiro ano de meu treinamento em medicina interna em 1981, e eu tinha que desenvolver um projeto. Robin Warren, o patologista do hospital, disse que ele vinha identificando estas bactérias em biópsias de úlceras e de câncer de estômago de pacientes havia 2 anos, e que as bactérias eram sempre idênticas.

O que chamava atenção nestas infecções?
Os microorganismos tinham todos um formato de "S" ou forma helicoidal, e recobriam toda a superfície do estômago. Warren os havia encontrado em cerca de 20 pacientes, cujos espécimes lhe haviam sido enviados pois seus médicos achavam que eles tinham câncer. Ao invés de câncer, ele achou estas bactérias. Então ele me deu a lista de pacientes e disse "por que você não revisa os prontuários e descobre se há algo de errado com eles?". Resulta que um deles, uma mulher com cerca de 40 anos, tinha sido minha paciente. Ela veio consultar nauseada, com dor de estômago. Fizemos os exames usuais, que foram normais. Então, claro, ela foi mandada ao psiquiatra, que lhe prescreveu um anti-depressivo. Quando eu vi o nome dela na lista eu pensei "humm... isto é interessante".
bmarshall2Então outro paciente apareceu, um sujeito russo idoso com severas dores. Os médicos lhe deram o diagnóstico de angina, a dor que ocorre quando o sangue para o coração não consegue passar por uma coronária estreita. É raro, mas este fenômeno pode ocorrer no intestino e estômago também. Naquela época, não existia tratamento para para um homem de 80 anos com esta patologia, de modo que nós lhe demos tetraciclina (um antibiótico) e o mandamos para casa. Ele foi embora, e duas semanas depois ele voltou. Era como se tivesse molas em seus pés, praticamente dava cambalhotas no consultório. Estava curado! Tratar a infecção curou o seu problema. Eu tinha ainda mais um ano de residência pela frente, então preenchi a papelada para iniciar um estudo clínico com 100 pacientes à procura da bactéria causadora da infecção estomacal; este estudo começou em abril de 1982.

Mas num primeiro momento nada apareceu, certo?
Sim - nada até os pacientes de número 34 e 35, na semana da Páscoa, quando recebi uma ligação do microbiologista, muito excitado. Então fui até lá e ele me mostrou duas culturas sob o microscópio. Os técnicos de laboratório vinham jogando no lixo as culturas após dois dias, pois, com os estreptococos, no primeiro dia já aparecia alguma coisa, mas no segundo dia a placa já estava coberta com bactérias contaminantes. Esta era a mentalidade do laboratório: qualquer coisa que não crescesse em dois dias não existia. Mas o Helicobacter, nós descobrimos depois, cresce lentamente. Então começamos a deixar as culturas crescerem por mais tempo, e descobrimos que tínhamos 13 pacientes com úlcera duodenal, e todos tinham a bactéria.

Quando você se deu conta que o H. Pylori causava câncer de estomago também?  
Nós observamos que todos que desenvolviam câncer de estômago o faziam em um contexto de gastrite, uma irritação ou inflamação da mucosa do estômago. Sempre que achávamos alguém sem Helicobacter, não havia gastrite. Até onde sabíamos, a única causa importante de gastrite era o Helicobacter. Portanto, tinha que ser a principal causa do câncer de estômago também.

E como você divulgou sua descoberta?
Eu apresentei o trabalho no encontro anual do Real Colegiado Médico da Australásia, em Perth. Esta foi minha primeira experiência com o total ceticismo das pessoas. Para os gastroenterologistas, o conceito de que  um germe pudesse causar úlceras era como dizer que a terra era plana. Você então pensa: "Bem, é ciência, terão que aceitar". Mas não é assim. A ideia parecia muito estranha.

Então você e Robin Warren escreveram cartas à revista Lancet (uma das mais importantes revistas médicas do mundo).
A carta de Robin descrevia a bactéria e o fato de que era muito comum nas pessoas. Minha carta descrevia a história desta bactéria nos últimos 100 anos. Ambos sabíamos que estávamos lidando com a iminência de uma descoberta fantástica. No final de minha carta, eu disse que as bactérias eram candidatas a causas de úlceras e câncer do estômago.

Esta carta deve ter provocado uma verdadeira comoção.
Não provocou nada. Na verdade, nossas cartas foram consideradas tão estranhas que quase não foram publicadas. Na época eu trabalhava no hospital em Freemantle, biopsiando cada paciente que passava pela porta. Eu estava recebendo todos estes pacientes e não conseguia mais manter o controle sobre tantos dados. Então, eu procurei todas as companhias farmacêuticas em busca de financiamento de pesquisa para aquisição de um computador. Todas escreveram de volta dizendo que eram tempos difíceis, e que não dispunham de nenhum dinheiro para pesquisa. Mas eles estavam faturando 2 bilhões de dólares por ano com o antiácido Zantac (ranitidina) e outro bilhão com Tagamet (cimetidina). Você poderia fazer o paciente sentir-se melhor com a remoção do ácido. Tratados, a maioria dos pacientes não morria de sua úlcera, e não precisava de cirurgia, então as pessoas estavam dispostas a pagar 100 dólares por mês, muito dinheiro na época. Na América dos anos 1980, 2 a 4% das pessoas tinham comprimidos de Tagamet no bolso. Simplesmente não havia incetivo para buscar uma cura.

Mas uma companhia farmacêutica ajudou, certo?
Eu recebi uma carta interessante de uma uma companhia que fabricava um produto chamado Denel, que continha bismuto - semelhante ao Peto-Bismol nos EUA. A companhia havia demonstrado que seu produto cicatrizava as úlceras tão rapidamente quanto o Tagamet, muito embora o ácido continuasse presente. O estranho era que, de cada 100 pacientes tratados, 30 não apresentavam úlceras nunca mais, enquanto que se você parasse o Tagamet, 100 teriam úlceras novamente em 12 meses. Então a companhia afirmava: "Esta medicação deve cicatrizar as úlceras melhor do que apenas acabar com o ácido. Deve atuar de alguma forma sobre a causa do problema, seja lá qual for". Eles mandaram fotos de antes e depois. Nas fotos "antes", lá estava o Helicobacter; nas fotos "depois", não havia mais. Então, eu coloquei a droga sobre culturas de Helicobacter e você não acredita com que facilidade eles morriam. A empresa então me ajudou a apresentar meu trabalho numa conferência internacional de microbiologia em Bruxelas.

Os microbiologistas em Bruxelas adoraram o trabalho, e em março de 1983 eu estava incrivelmente confiante. Durante aquele ano, Robin e eu escrevemos um trabalho científico completo. Mas foi tudo rejeitado. Cada vez que apresentávamos nossas coisas para os gastroenterologistas, éramos recebidos com uma campanha de negativismo. Eu tinha em minhas mãos uma descoberta que poderia detonar uma indústria de 3 bilhões de dólares, não apenas das drogas, mas de todo a campo da endoscopia. Todo o gastroenterologista fazia 20 a 30 endoscopias por semana em pacientes que pudessem apresentar úlceras, e 25% deles de fato tinha. Como era uma doença recidivante que você não podia curar, o paciente sempre voltava. E cá estava eu, oferecendo tudo isso em uma bandeja para os infectologistas.

E quanto aos infectologistas, pelo menos eles lhe apoiaram?
Eles disseram: "Isto é importante. Isto é ótimo. Seremos os novos médicos das úlceras". Muitas pessoas começaram a pesquisar a microbiologia das úlceras. Mas os artigos ficavam diluídos dentre centenas de artigos sobre úlceras e ácido. Eu costumava enlouquecer com isso.

Para ir adiante, você precisava se uma sólida prova experimental. Que obstáculos você encontrou?
Nós vínhamos tentado infectar animais para ver se desenvolviam úlceras. Sempre falhava. O H. Pylori não infectava porcos, camundongos e ratos. Até que pudéssemos conduzir estes experimentos, estaríamos sujeitos a críticas. Então, eu tinha de planejar estudos em humanos. Eu estava desesperado: eu via pessoas que estavam quase morrendo de úlceras sangrando, e eu sabia que tudo que elas precisavam era de um pouco de antibiótico, mas não eram meus pacientes. Então o paciente ficava ali, sangrando, rebebendo bloqueadores de ácido, e na manhã seguinte a cama estava vazia. Eu perguntava "para onde ele foi"? Ele está no bloco cirúrgico, seu estômago foi extirpado.

O que o levou ao seu mais famoso e mais perigoso experimento, testar a teoria em você mesmo?
Eu tinha um paciente com gastrite. Eu peguei uma amostra da bactéria e a cultivei, verifiquei quais antibióticos a eliminavam no laboratório - neste caso era bismuto e metronidazol. Tratei o paciente e fiz uma nova endoscopia para me assegurar que sua infecção estava resolvida. Depois disso, eu misturei a bactéria em um caldo turvo e bebi na manhã seguinte. Meu estômago roncou um pouco e, depois de 5 dias, comecei a acordar de manhã dizendo "oh, não me sinto bem", e corria ao banheiro para vomitar. Após vomitar, eu ficava em condições para trabalhar, embora me sentisse cansado e não dormisse direito. Depois de 10 dias eu fui submetido a uma endoscopia que mostrou que a bactéria estava por todo o lugar. Havia muita inflamação, e uma gastrite havia se desenvolvido. Foi apenas então que contei à minha mulher.

Como ela reagiu?
Infelizmente eu não gravei a reação, mas em resumo significava que eu deveria parar o experimento e tomar os antibióticos. Ela estava paranoica de que ela pegaria a infecção, as crianças pegariam a infecção, e - caos - todos teríamos úlceras e câncer. Então eu disse "apenas me dê até o final de semana", e ela concordou.

Sua experiência pessoal o convenceu de que a infecção com Helicobacter começa na infância. Você pode explicar?
No princípio, eu pensava que se tratava de uma infecção silenciosa. Mas depois que eu a tive, eu pensei "não, é uma infecção que causa vômitos". E quando você pega esta infecção? Quando você anda engatinhando por aí, colocando coisas sujas na boca, com seus pequenos e sujos irmãozinhos. O motivo que você não lembra de ter contraído Helicobacter é que você contraiu antes de aprender a falar.

Você publicou uma síntese deste trabalho na Revista Médica da Austrália em 1985. Então as pessoas mudaram seus pensamentos?
Não, o artigo ficou lá, como uma hipótese, por mais 10 anos. Alguns pacientes ouviram falar do assunto, mas seus gastroenterologistas ainda assim recusavam-se a tratá-los com antibióticos. Ao invés disso, falavam aos pacientes dos possíveis efeitos colaterais e complicações dos antibióticos. Em 1985 eu basicamente podia curar qualquer um, e pacientes vinham me procurar em segredo - por exemplo, pilotos de avião que não queriam que ninguém soubesse que tinham úlcera.

Então, como você finalmente convenceu a comunidade médica?
Na época eu não sabia, mas Procter & Gamble, fabricantes do Pepto-Bismol nos EUA, era o maior cliente da Hill & Knowlton, a grande empresa de relações públicas. Quando vim trabalhar nos EUA, eles tornaram a coisa pública. As matérias tinhas títulos como "Médico-cobaia experimenta em si mesmo e cura úlcera", e a National Enquirer e o Reader's Digest cobriram o assunto. Nossa credibilidade sofreu um pouco, mas o interesse em nosso trabalho aumentou bastante. Sempre que alguém dizia "Ok, Dr. Marshall, mas não está provado", eu replicava "Bem, há muita coisa em jogo aqui. Pessoas estão morrendo de úlcera péptica. Nós precisamos acelerar o processo". E, no fim, o NIH (Instituto Nacional de Saúde) e o FDA (órgão equivalente à Anvisa nos EUA) fizeram isso. Eles abraçaram muito deste conhecimento nos EUA, e disseram aos editores das revistas científicas "nós não podemos mais esperar que você conduzam os estudos maravilhosos e ideais. Nós vamos nos mexer e disseminar a notícia". E isto aconteceu bem rápido no final. De 1993 a 1996, o país inteiro mudou de opinião.

Você então desenvolveu testes para H. pylori. Como eles funcionam?
O primeiro teste diagnóstico, feito após a biópsia, detectava o Helicobacter devido à sua capacidade de metabolizar ureia em amônia. Mais recentemente, eu desenvolvi um teste na respiração, baseado no mesmo princípio. O teste é comercializado pela Kimberly-Clark em todo o mundo. Aquela pequena descoberta definiu o resto de minha carreira.

É possível criar uma vacina contra o Helicobacter?
Depois de 20 anos e muito trabalho duro de companhias que gastaram milhões, nós ainda não conseguimos desenvolver uma vacina. O motivo é que, uma vez que esteja em você, o Helicobacter ganha controle de seu sistema imunológico. Quando me dei conta disso, pensei "bem, se é muito difícil fazer uma vacina contra H. pylori, que tal utilizar o H. pilory como veículo para vacinas contra outras coisas?" E este é o meu projeto de vacinas, e é minha vida no momento. Estamos fazendo uma vacina contra influenza. Vamos achar uma cepa de Helicobacter que não cause doença, e então vamos pegar o antígeno de superfície do vírus da influenza e cloná-lo no Helicobacter e administrá-lo na forma de um tipo de iogurte. Basta um pequeno gole, e 3 dias depois todo o seu estômago estará coberto com este Helicobacter modificado. Em poucas semanas, seu sistema imunológico começará a reagir contra ele, e identificará também os antígenos de influenza em sua superfície, e passará a fabricar anticorpos conta influenza também.

De que forma isso seria melhor que a atual vacina para influenza?
No momento, leva-se um ano para fabricar 50 milhões de doses de vacina contra gripe, de forma que você só é vacinado para a gripe do ano passado. Enquanto isso, nós estamos fabricando vacina para a gripe suína enquanto falamos. Nós sabemos a sequência de DNA do vírus da gripe suína. Você pode fabricar DNA e colocá-lo no Helicobacter. E, com um kit caseiro, eu posso fabricar 100.000 doses na minha banheira. Usando o mesmo método, uma vacina de Helicobacter contra malária seria muito barata. Você poderia fazer 100 milhões de doses no meio da África, sem refrigeração. Você poderia distribuir a vacina no aeroporto com algo como uma máquina de Coca-cola.

Baseado nesta sua experiência, deveríamos lançar um novo olhar para outras doenças que não têm causas bem compreendidas?
O caso de Helicobacter fez-nos perceber que não podemos excluir causas infecciosas para muitas doenças ainda não explicadas. Nos anos 80, infectologia era considerada uma especialidade ultrapassada, e os experts diziam que qualquer um com doenças infecciosas poderia ser curado com antibióticos. Mas e quando seu filho tinha 2 anos de idade? Cada semana ele vinha para casa com um vírus diferente. Você não sabia que infecção era aquela. A criança tinha febre por um ou dois dias, não dormia, tinha irritabilidade, e então passava. Bem, você acha que passou. Pode ter desaparecido, mas deixou uma cicatriz em seu sistema imunológico. E, quando eles crescem, desenvolvem colite, ou doença de Crohn ou talvez eczema. Há centenas de doenças como estas, e ninguém sabe a causa. Pode ser um germe, um germe que você ainda não consegue achar.

Como podemos achar estes patógenos misteriosos?
O que gostaríamos de fazer, de preferência, com fundos no NIH, é lançar grandes programas de longo prazo. Você registraria seu bebê no estudo no momento do seu nascimento. Nós decodificaríamos seu genoma. Nós faríamos um levantamento de seu microbioma [todos os microorganismos de seu corpo e seu DNA] e, talvez, do microbioma de seu marido, e tudo iria para um banco de dados. Então coletaríamos culturas de fezes do bebê uma vez por mês. E, cada vez que ele tivesse uma febre, nós coletaríamos uma amostra da mucosa da bochecha com um cotonete e guardaríamos. Nós faríamos isso com 10.000 bebês. Então, em 20 anos, descobriríamos que 30 deles desenvolveram colite, e poderíamos voltar ao banco de dados. Nós pegaríamos o material supercongelado 20 anos antes e o analisaríamos, e acharíamos as respostas. Nos últimos 20 anos as pessoas têm estado muito focadas em correlacionar doenças com fatores ambientais como produtos químicos e poluição. Mas o fator ambiental poderia ser um agente infeccioso que você teve em seu organismo em algum momento de sua vida. Apenas por que alguém descartou uma infecção nos anos 80 ou 90, não significa que estivesse correto. A tecnologia avançou muito desde então.

Mesmo hoje, contudo, não segue sendo difícil que novas ideias sejam ouvidas, quando as revistas médicas seguem sendo as responsáveis pelo acesso à informação, comportando-se como guardiãs do status quo?
É verdade, mas a revistas médicas estão mais atentas agora, pois cada vez que um novo manuscrito de um estudo chega a elas, eles dizem "espere um minuto, é melhor eu ter certeza que este não é mais um estudo como aquele do Barry Marshall. Eu não quero ter o meu nome naquela carta de rejeição que ele projeta em suas palestras". Agora eles talvez digam "é uma ideia tão diferente - estará correta?"
Nota do tradutor: esta última reposta é muito otimista, sabemos que infelizmente as coisas não são assim.

102 comentários:

  1. Mas as bactérias recusavam-se a se adaptar às teorias...

    Muito obrigada por mais este excelente artigo, Doutor!

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  2. Olá doutor, sei que este não é o lugar para sanar este tipo de dúvida, mas como é um post novo, possa ser dúvida de muita gente que ainda vai conhecer este blog.

    Gosto de frituras, e sabe-se que a quantidade de óleo para se fritar quatro coxinhas de frango é bastante, uns 200ml no mínimo.

    Estou usando óleo de soja pela segunda vez por não ter uma outra opção, pois outros óleos são bem mais caros.

    Isso afetaria minha dieta paleo por estar usando óleo de soja APENAS para frituras em que é necessário uma grande quantidade? Estou finalmente em cetose e fico com receio de atrapalhar.

    desde já, agradeço a resposta.

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    1. Óleos vegetais extraídos de sementes são problemáticos não por qualquer coisa a ver com cetose ou Atkins, e sim por serem ricos em ômega-6 e muito poli-insaturados. Esta poli-insaturação os torna quimicamente frágeis e faz com que, em altas temperaturas, como é o caso da fritura, eles sofram transformações químicas que dão origem a gorduras trans e outras moléculas orgânicas cancerígenas e aterogênicas. A gordura perfeita para fritura existe desde o paleolítico, e é barata. Chama-se banha, e você encontra em qualquer supermercado junto das manteigas. Costuma ser um tijolo de 1 Kg, e custa barato. E o gosto é MUITO melhor.

      Com exceção de azeite de oliva, desconfie de qualquer gordura que não seja sólida à temperatura ambiente (com exceção da margarina, que é sólida por ter sido artificialmente saturada e é um veneno).

      P.S.: fritura por imersão não é uma coisa saudável nunca. É para fazer de vez em quando. E não é pela quantidade de gordura, e sim pelas altas temperaturas a que a mesma é submetida por longo período de tempo.

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    2. Dr. José Carlos, usar manteiga na fritura é saudável? (pois moro sozinho, e é mais prático de usar - a banha duraria muito tempo na geladeira, passria do prazo de validade, penso eu...)

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    3. Sim. Mas saiba que banha dura "para sempre".

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  3. Bom dia, Dr.!
    Excelente post... é muito difícil quebrar paradigmas, principalmente quando tem interesse econômico envolvido. Prevalece, então, o poder do dinheiro!
    Assunto off topic: será que vc poderia me dar mais informações sobre o jejum intermitente? Li um comentário seu a respeito do jejum de 16h, para dar uma acelerada no metabolismo e fiquei interessada, porque tenho alguns poucos últimos quilos para eliminar e está difícil...
    Desde já, obrigada pela atenção.
    Abraços.

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  4. Rosy. Pretendo escrever uma postagem apenas sobre isso. É altamente eficaz, e obviamente é algo que fazia parte da existência humana no paleolítico (portanto para o qual estamos geneticamente adaptados). Se vc lê inglês, compre o livro Eat Stop Eat, de Brad Pilon (http://www.eatstopeat.com/)

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    1. Obrigada, Dr.!
      Na sexta-feira fiz o jejum de 24 horas, foi bem tranquilo, não tive fome, nem desânimo, falta de força, nada. Desde ontem iniciei o jejum de 16 horas, vou tentar adotar como estilo de vida. Estou me sentindo muito bem e completamente saciada (tenho comido bastante gordura). No entanto, meu intestino, que sempre foi preso, está completamente "desarranjado". Seria por conta dos dois dias de jejum?
      Infelizmente meu inglês é "caquético", então, vou esperar seu post a respeito do jejum.
      Um abraço.

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    2. Incrível como o low carb facilita o jejum, não é mesmo? O recomendado pelo autor é 24h, 1 ou 2x por semana. Mais q isso é exagero, ok?

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    3. Ok, Dr.!
      Vou fazer uma vez por semana, até porque, em pesquisa a alguns sites em inglês (com a ajuda da filha), vi relatos de quem fez 02 vezes por semana e não achou os resultados tão bons quanto quando fizeram apenas 01 vez. Vou experimentar deixar uma janela também entre as refeições, porque ODEIO este negócio de "ter" que comer de 03 em 03 horas e foi muito bom saber que não tenho que fazê-lo.
      E quanto a esta questão, acho mesmo que nosso organismo não está programado (adaptado) para estas refeições "picadas", tanto que muitas pessoas relatam que não sentem fome pela manhã (aqui em casa jamais tomamos café da manhã ou quando o fazíamos era para tentar nos enquadrar nos padrões atuais de boa alimentação), que seria exatamente o período em que os nossos ancestrais "iam à caça", em jejum.
      Então, agora posso "saltar" o café da manhã e me alimentar somente na hora do almoço, sem me sentir culpada... rsrsr
      Um grande abraço e mais uma vez obrigada pela atenção e disponibilidade.

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  5. Dr. José Carlos Souto: creio que este blog hospedado no Google esteja pequeno demais para a importância do assunto que é abordado nele. Gostaria de saber se existem planos de criar um site com domínio próprio, a exemplo dos seus colegas estrangeiros. Seria uma ótima idéia. Abraços.

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    1. Oi Dr. José,
      Se você precisar, posso ajudá-lo nessa questão.
      Com um domínio próprio, além de dados mais precisos de acesso ao seu blog, você pode abrir um fórum e os próprios visitantes se engajarem na discussão.
      Como não tenho um background clínico como o Sr, essa seria minha forma de contribuir com o movimento lowcarb/paleo.

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    2. Edison, me mande o seu email - vamos trocar uma ideia sobre isso.

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  6. Dr. José Carlos,
    Muito obrigada por todo este trabalho MARAVILHOSO que tem desenvolvido com tanta competência e seriedade. Sou nutricionista e fico muito enriquecida por todos os ensinamentos adquiridos com seu material. Tenho recomendado seu blog aos meus pacientes e acompanho quase todos os dias, quando posso.
    Gostaria de lhe perguntar uma coisa: sempre fiz low carb na vida, mesmo antes da graduação, por motivos genéticos (tenho tendência a ganhar peso). Mas somente há pouco tempo, resolvi baixar mais ainda meu consumo de carbo. Estou há um pouco mais de 20 dias com menos de 20g diárias. Estou me sentido otimamente bem, treino musculação três vezes por semana, trabalho, estudo, etc. Só tenho observado, após os primeiros 14 dias (antes eu não sentia NADA), uma dor de cabeça chata. Não é forte, mas incomoda. Quando começa, tomo cerca de um litro de água, o que alivia MUITO. Quando estou sem paciência de esperar aliviar, tomo dipirona e passa. Por que isso acontece? Tenho necessariamente que aumentar os níveis de carbo? Não consumo grãos, leguminosas e tubérculos há mais de um ano. Será que é possível existir alguma alergia a algumas das proteínas que venho ingerindo? Só uso carne vermelha, frango, ovos, castanha-do-pará, bacon, creme de leite, gelatina, abacate, coco, damascos secos, whey, albumina, limonada, mate, óleo de coco extra virgem e azeite.
    Dr. José Carlos, desde já, lhe agradeço muitíssimo por toda a atenção dedicada a todos nós!
    Um grande abraço,
    Núria Soares

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    1. Núria: eu não vejo vantagem de manter 20g de carbs ao dia se isso lhe dá cefaleia - não acho que a pessoa deva permanecer indefinidamente em cetose (embora ciclicamente seja uma boa). Se você suplementar com mais sódio, mais potássio (esses substitutos de sal com cloreto de potássio servem) e óxido de magnésio (2 comprimidos de 200mg à noite) e não melhorar, umas cenouras ou uns morangos de vez em quando não vão te matar :-)

      Me mande seu email - é bom saber quem indicar

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    2. Obrigada, Doutor José Carlos!
      Vou fazer a suplementação e observar. Quis manter os 20g de carb para sentir os efeitos após a indução. Acompanho pessoas que não sentem absolutamente nada, mesmo em cetose.
      Agora, por que o senhor diz que permanecer em cetose indefinidamente é ciclicamente bom?
      Meu email é consulta.nutrimanager@gmail.com
      Tenho um blog recém-publicado, onde é possível conseguir o endereço e o telefone do consultório:
      nutrinuriasoares.blogspot.com.br

      Meu abraço,
      Núria Soares

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    3. É, a forma como reagimos é diferente. Também já vi pessoas entrarem em cetose sem sentir nada, mas de vez em quando alguém passa mal por vários dias.

      O que quis dizer é que talvez a melhor estratégia não seja a cetose definitiva e permanente, e sim cetose cíclica, ou seja, faz um mês de páleo, 2 semanas de cetogênica, outro mês de páleo, etc. Do ponto de vista evolutivo, me parece fazer mais sentido. Nossos ancestrais comiam carbs sempre que podiam. A questão é que RARAMENTE podiam. Assim, entravam em cetose no inverno, comiam carbs (frutas) no verão, etc.

      Pessoal do Rio de Janeiro: quem precisar de uma nutri, está aí o contato dela (vi o blog, e gostei do que vi!).

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  7. Dr. José Carlos,

    Boa tarde, os sintomas de perda de força ainda persistem quando malho, principalmente quando pego peso; o Sr. recomenda a ingestão de alguns carbs a mais somente antes da atividade? E se recomenda, qual seria a fonte de carbs menos prejudicial? Há alguma outra fonte de energia mais imediata sem carbs?

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    1. É uma alternativa, Tiago. A batata doce é uma das melhores alternativas. Fale com a Cláudia do http://claudiafitblog.blogspot.com.br/ e veja a opinião dela também. Eu, por exemplo, já treinei PESADO estando com menos de 20g de carbs por dia, e em jejum. Ou seja, impossível não é. Mas eu acredito na auto-experimentação. Faça o teste com carbs.

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    2. Saudações, Doutor!

      Falando em testes, Tiago e Dr José, já experimentaram tomar 3 colheres de sopa de óleo de coco cerca de 15 minutos antes do seu treino PESADO? Ou 2, no caso de um treino mais leve?

      Tomo apenas o óleo, às vezes tomo também uma colherinha de café de cálcio (pó de casca de ovo) junto com o óleo. Sinto-me forte e com bastante energia assim.

      Falando em vitaminas, Doutor, li um artigo sobre suplementação com vitaminas C e E e seus efeitos na dieta de atletas. Eu julgava a dose que tomo moderada, mas percebo que pode ser excessiva.

      O que o senhor pensa sobre vitaminas? E as do Complexo B? E quanto ao cálcio + vitamina D ou cálcio + magnésio?

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    3. Além da batata doce, bastante popular entre atletas, uma boa fonte de carboidratos é o inhame taro, aquele marrom e peludinho. Dizem que o inhame taro tem poderes quase mágicos!

      Ah, Doutor, a propósito: fiz um post no blog sobre a minha vida low-carb, venha me dar a honra de sua visita quando puder.

      http://claudiafitblog.blogspot.com.br/

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    4. Cláudia, ainda não comprei o óleo de coco, pois no Brasil é muito caro - mas já anotei aquele seu endereço nos EUA que entrega aqui - uma hora dessas vou comprar. Mas na verdade, como eu disse, mesmo treinando em jejum, não noto nenhuma diferença em performance.

      Sobre vitaminas: há cada vez mais evidências de duas coisas: 1) que as formas químicas das vitaminas isoladas não são as mesmas e não têm os mesmos efeitos das formas encontradas nos alimentos; 2) que a suplementação acima dos níveis encontrados na natureza pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e de câncer.

      Há artigos recentes mostrando aumento do risco de calcificação das artérias com o uso de cálcio na forma de suplementos, MAS NÃO de cálcio na alimentação. Mais uma vez, o corpo parece estar preparado para metabolizar espinafre e couve (com seu cálcio devidamente integrado a compostos orgânicos) mas não para metabolizar o elemento químico cálcio isolado, em um comprimido.

      Eu acho que poucos suplementos são realmente necessários (e não perigosos):
      1) Óleo de peixe (se você come pouco peixe)
      2) Magnésio (é deficiente na dieta da maioria das pessoas, e ajuda a contrabalançar o cálcio)

      O resto, em uma dieta páleo, tem.

      Ainda quanto à vitamina C - qual a explicação para que os esquimós não desenvolvam escorbuto comendo ZERO vegetais? É que eles não consomem açúcar e farinha. A vitamina C compete pela mesma proteína transportadora na membrana celular do que a glicose. Assim, consumir doses altas de vitamina C só passou a ser uma necessidade para a humanidade quando a dieta da humanidade passou a ser baseada em carbs. Os navegadores tinham escorbuto não porque não consumissem frutas cítricas; precisavam frutas cítricas para usar como antídoto para as quantidades tóxicas de carbs que consumiam a bordo.

      Há também estudos que mostram que a necessidade de vitaminas do complexo B aumenta muito quando a dieta é baseada em carbs.
      Releiam: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/a-dieta-dos-esquimos-aventuras.html

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    5. É, Cláudia: eu sempre visito o teu blog - e recomendo!

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    6. Obrigada, Doutor! Como sempre, um prazer cada vez que visito seu blog, uma aula, quantas informações e quantos conhecimentos o Doutor partilha com seus leitores, quanta generosidade! É um raro privilégio poder trocar idéias consigo, agradeço imensamente.

      Quanto ao óleo de coco, como consumo bastante, compro no atacado, uma caixa fechada com 12 potes de vidro de 500ml. Sai bem mais barato assim, se o Doutor se interessar eu lhe passo o contato por e-mail. O óleo é virgem, orgânico, proveniente das Filipinas e recebe o rótulo aqui no Brasil, a empresa importadora tem sede no Rio de Janeiro.

      Quanto aos suplementos de vitaminas e minerais, a cada dia me convenço de que quanto mais nos afastamos da natureza, pior. Começam a surgir necessidades que não existiam antes; por exemplo, se tomo 1 grama de vitamina C, preciso de outro tanto de outra vitamina para contrabalançar, senão acaba prejudicando a absorção de nutrientes em vez de ajudar.

      Ainda quanto à vitamina C, eu já havia lido sobre a dieta dos esquimós e o experimento posterior. Foi chocante descobrir que quanto mais carbo se come, mais se precisa de vitamina C. O que quer dizer que quanto mais laranjas e outras frutas (fontes de vitamina C!), mais vitamina C é necessária. Isso é uma bola de neve, o Doutor já pensou nos biscoitos "enriquecidos" com vitaminas, nas gororobas que fabricam para crianças, tudo devidamente vitaminado?

      As cápsulas de vitamina E também têm seu lado sinistro, sei lá, suspendi as vitaminas em cápsulas e vou me manter por um tempo só com a alimentação, já rica em vegetais e carnes, fontes de minerais e complexo B.

      O que o Doutor pensa a respeito do pó de casca de ovo orgânico como fonte de cálcio? Acha que devo continuar a preparar e a tomar meu suplemento caseiro? Os homens das cavernas, será que quando conseguiam roubar um ovo de alguma mamãe ave desatenta eles lambiam bem e até comiam a casquinha rica em cálcio? Ou roiam os ossos das caças?

      Abraço, Doutor, obrigada novamente!

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    7. Muito obrigado por suas palavras :-)

      Mande sim (se for o caso, publicamente) os dados para a obtenção do óleo de coco.

      Quanto à vitamina C, observe que coisa fantástica a evolução: como as únicas fontes de açúcar na natureza também são fontes de vitamina C, uma dieta paleolítica jamais provocará escorbuto. O que provocava escorbuto era a dieta neolítica dos navegadores (farinha refinada = açúcar sem vitamina C). Somos um dos poucos animais que não sintetiza a própria vitamina C. Se houvesse necessidade de grandes quantidades na dieta, esta mutação não teria sobrevido. As quantidades necessárias são pequenas, e só se tornam grandes quando consumimos aquilo que não evoluímos para consumir.

      Não sei se nossos ancestrais comiam casca de ovo (acho que não...), mas sabemos pelo registro fóssil que roíam, sim, os ossos (os paleontólogos são capazes de identificar não apenas as marcas de dentes nos ossos fossilizados, mas inclusive determinar que as marcas foram produzidas por dentes humanos). Os esquimós comem as pontas macias das costelas até hoje.

      A coisa mais importante para manter a massa óssea é a atividade física com exercícios de resistência (musculação). Comer muito cálcio não aumenta a massa óssea, apenas deposita o cálcio nas artérias. Faça uma densitometria óssea - tenho certeza que será normal, pelo tipo de atividade física q vc pratica.

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    8. José Carlos, "entrei na conversa" só para falar do óleo de côco. Moro no interior da Bahia, e conheço um casal que mora em uma cidadezinha perto (vieram se refugiar da cidade grande), e trabalham com artesanato e extração de óleo de côco (de forma artesanal), resultando em um óleo de côco extra virgem, muito puro. Como é um local de difícil acesso, não é sempre que consigo contato, mas sempre que vou por lá compro uma garrafa de 1 litro, da última vez, paguei R$120,00!!

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    9. Pauline, vá lá, compre uma dúzia de garrafas, e venda no Mercado Livre por 240 reais (eu serei um dos compradores!)

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  8. Dr José Carlos, boa tarde!
    Cada dia que passo me sinto mais aliviada por ter mudado meu estilo de vida! Sei o quanto é difícil pois tenho ouvido críticas de todos os lados, principalmente porque estou tentando adaptar minha filha pequena (6 anos) que já teve colesterol ALTO (aos 4 anos) a uma alimentação PALEO. Não está sendo fácil, mas estou convicta e firme!

    Gostaria de saber sobre o MEL. É um alimento considerado PALEO? Pode ser consumido na dieta lowcarb / paleo?

    Obrigada!

    Letícia

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    1. Mel é páleo, desde que você tenha que subir numa árvore e seja picada por abelhas para consegui-lo :-) Em outras palavras, nossos ancestrais não podiam comprar 1 Kg de mel no mercado, sem NENHUM risco, e durante todas a estações do ano. É puro açúcar, mas como é enjoativo, em geral não se come tanto. Com moderação, é Ok dentro de uma dieta Páleo.

      Enfatize para quem fala da dieta de sua filha que NÃO é a "dieta da proteína". Que é uma dieta baseada em produtos naturais, sem conservantes, com frutas, verduras, carnes, peixes, aves e ovos, evitando porcarias, bolachas recheadas e doces. Acho que a maioria das pessoas cultas não teria NADA contra isso.

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    2. Obrigada Dr. José Carlos!

      As pessoas não param pra pensar NENHUM MINUTO. Eu comprei o livro e estou em Atkins e acho que as pessoas confundem a alimentação saudável (PALEO) com a minha alimentação atual (Atkins/LOWCARB).

      Por incrível que pareça, vivo no meio de pessoas MUITO CULTAS (família de advogados, juízes, farmacêuticos e etc) e que me questionam o tempo todo. Enquanto não pude cuidar da alimentação da minha filha, aos 4 anos ela teve alto indíce de colesterol (considerado alto para adultos). No final de 2011 decidi tomar as rédeas da alimentação dela, que melhorou consideravelmente. As taxas de colesterol baixaram para o nível normal, mudei a alimentação dela sem traumas, pois ela come DE TUDO (principalmente saladas, verduras, frutas e etc). Mas quando saio de casa para trabalhar (horário comercial normal) minha mãe fica falando pra ela comer as coisas (pão, bolo, bolacha AGUA E SAL) PORQUE EU ESTOU AGINDO ERRADO COM ELA, QUE DIETA É COISA DE ADULTO E NÃO DE CRIANÇA. Tipo um terrorismo psicológico. TRISTE.

      Mas tenho fé e sei que Deus está cuidando da minha pequena enquanto eu não estou lá. E não por obra do acaso, mas sim por obra de Deus, encontrei o seu blog e posso me sentir segura em relação a minha decisão de mudar a nossa alimentação.

      Obrigada pela sua colaboração!

      Abs.
      Letícia

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    3. É duro, Letícia, eu sei. E é uma batalha morro acima. O pior é que AS MESMAS pessoas que lhe criticam irão lhe criticar um dia se sua filha for uma adolescente diabética: "como é que uma mãe deixa isso acontecer com uma criança"? "Que tipo de adulto deixa uma criança ficar desse tamanho?". Entende que NÃO HÁ saída, vão lhe criticar independentemente do que você faça. Assim, minha postura é a seguinte: a filha é sua. Já que vc será criticada de qualquer forma, faça o que vc acha certo, e sua filha sairá ganhando.

      P.S.: Não recomendo Atkins para crianças, recomendo páleo
      P.S.: Compre o último livro do Lustig e dê para alguém (que leia inglês) que lhe critica.

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    4. Também não considero Atkins para crianças. Porém, como as duas maneiras de se alimentar tem pontos em comum, as pessoas confundem muito.

      Estou tentando montar um cardápio PALEO pra ela (faço planejamento semanal da nossa alimentação, assim poupo tempo no mercado, comprando somente o necessário), mas é difícil pois temos pouca informação em português. Tento me basear pelas suas postagens (tenho todas salvas no meu computador, para consultar quando quiser).

      Minha maior dificuldade é em relação aos embutidos (bacon, salsicha, linguiça e etc) que são liberados em Atkins, porém não tenho certeza em PALEO e em relação às frutas (que ela ama!). Tenho feito gelatina diet batida com nata para enganar um pouco a vontade de doces, mas ela tem bastante vontade! Ontem teve um passeio escolar e comeu 2 pedaços de BOLO DE CHOCOLATE. Me pediu pra fazer um pra ela, mas que tipo de farinha devo usar? Vejo muitos blogs Atkins/LOWCARB que indicam farinha de arroz (?), farinha de soja (?) e fico em dúvida pois já li postagens suas falando que não são indicadas!

      Penso como você disse: " Já que vc será criticada de qualquer forma, faça o que vc acha certo, e sua filha sairá ganhando." Tenho fé!


      Obrigada novamente!
      Letícia

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    5. Embutidos não devem ser a base da alimentação, mas eu não restringiria (especialmente o que você puder conseguir que seja menos industrializado). Evite soja. Frutas estão liberadas em páleo (as frutas para COMER, não os sucos de fruta). É impossível evitar que ela coma umas guloseimas de vez em quando, e seria maldade proibir de comer um bolo de chocolate num aniversário DE VEZ EM QUANDO. Não sou bom com receitas. Mas as melhores farinhas são de coco e de amêndoas. Mais uma vez, fuja da soja. Você não pode controlar o mundo lá fora, mas pode controlar o ambiente de casa, e isso já ajuda muito. Como ela não come açúcar o tempo todo, o paladar fica mais sensível, e mesmo bolos que pouco açúcar serão apreciados pelo sabor do cacau em pó, e não tanto pelo açúcar. Há um MONTE de livros de receitas páleo, inclusive voltados para crianças, mas obviamente são todos em inglês.

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    6. Melhor agora! Eu já uso a farinha amêndoas em casa, fizemos cookies ontem com ela! Por isso perguntei do mel, porque na receita vai 1 colher de sopa de mel. Utilizei também cacau em pó PURO (sem adição de açúcar) e coco ralado desidratado (também sem açúcar). Inicialmente ela estranhou, mas depois adorou! É um ótimo snack! :)

      Se puder indicar os livros, eu agradeço!

      Abs.
      Letícia

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    7. http://www.amazon.com/Paleo-Indulgences-Healthy-Gluten-Free-Cravings/dp/1936608685/ref=pd_sim_b_3

      http://www.amazon.com/Practical-Paleo-Customized-Whole-Foods-Lifestyle/dp/1936608758/ref=pd_sim_b_5

      http://www.amazon.com/Paleo-Comfort-Foods-Homestyle-Gluten-Free/dp/1936608936/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1358947439&sr=8-1&keywords=paleo+comfort+food

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    8. Dr. Carlos, na sua postagem "Como devo comer? Comida de verdade" (http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/como-devo-comer-comida-de-verdade.html) o senhor não fala nada sobre EMBUTIDOS (salsichas, linguiças, peito de perú, presunto, bacon e etc).

      Eles fazem parte da dieta PALEO? Seu consumo é proibido, livre ou moderado?

      Obrigada!

      Letícia

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    9. Moderado. Eu, por exemplo, tento comprar linguiças e salames diretamente do produtor - o fato de morar pertinho da serra gaúcha facilita, é claro. Presunto, prefira o fatiado na hora do que o pré-embalado (experimente ler o rótulo do pré-embalado).
      Bacon - escolha uma boa marca e coma bastante! (http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/01/bacon.html)

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    10. Letícia, vc pode nos passar a receita desse cookie?
      Se me permite uma sugestão, talvez fôsse interessante falar para sua mãe ler o Blog do Dr. José Carlos... com muito tato, de repente vc consiga trazer ela para o modo "low-carb paleo" de pensar. Jr.

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    11. Para a Letícia: estou muito animada com a dieta LOW CARBS, principalmente depois que descobri algumas receitas fantásticas, indico dois blogs para vc aprender a variar a alimentação sem sair da dieta!
      http://dietadodratkinsbrasil.blogspot.com.br/
      http://www.opiny.com.br/

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    12. Letícia, me passe seu email, não vou publicá-lo.

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    13. Letícia, ela gosta de ovos? Faça omeletes "doces" pra ela. aqui eu faço com canela ou cacau, com leite de coco e coco ralado e com um pouco de sucralose. Assim que sai da frigideira, passa uma manteiga que vai derretendo.. hummm!

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  9. Concordo inteiramente com o Maurício Carvalho!

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  10. olá dr.José como esta? Acompanho seu blog e gosto muito do seu trabalho.Estou acima do peso preciso perder pelo menos 15 kilos segui sua dieta por 10 dias meus planos era de seguir por mais tempo mas parei pois no fim dos 10 dia para minha surpresa ao invés de perder eu ganhei alguns gramas,fiquei apavorada tive crises compulsivas...em fim psicologico totalmente desiquilibrado.Mas durante esse periodo minha qualidade de vida melhorou muito,vivia inchada,ansiosa e com constantes compulsões nos dez dias que se seguiram tudo isso desapareceu até a qualidade do meu sono melhorou.Acontece que meu objetivo maior é emagrecer preciso desesperadamente perder peso,o que houve comigo?Amei a dieta mas por que sera que não funcionou para perda de peso sera que foram calorias a mais???Obs.fiz caminhada e exercicios com peso 3vezes por semana.Aguardo ANSIOSA sua resposta um abraço Karla

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    1. Karla, 10 dias? Quanto tempo levou para GANHAR os 15 Kg?

      Leia isso:
      http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html

      Depois isso:
      http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/comi-carboidratos-foi-tudo-por-agua.html

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    2. Boa note Dr.Souto...Obrigada por sua atenção.Li todos os post que me indicou e entendi bem melhor o processo,aquela explicação sobre a balança foi muito boa me fez ver como estava enganada pois a minha alta de peso foi de um dia para o outro, vou continuar estou firme e com o passar dos dias eu volto com boas noticias"boas para mim pelo menos".Dr.mais vez obrigada estou fascinada por seu trabalho,vc é entusiasmado e apaixonado pelo que fazpor faz tão bem.Parabens!!Abraços Karla

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  11. Vinicius Alves Toco23 de janeiro de 2013 11:02

    Dr.José,

    Primeiramente muito obrigado pela sua sempre atenção conosco!
    Infelizmente meti o pé na jaca e por 02 dias comi pão, molhos doces, batatas-fritas e etc. Com isso a cetose que estava em nível máximo, regrediu para o primeiro nível 10+, mas tudo bem(foi o preço que paguei por isso). Andei lendo e refletindo e creio que o chamado "dia do lixo", como alguns praticantes de ativades físicas preconizam, seria um dia em que eu poderia consumir uma certa quantidade de Carboidratos com o único intuito de repor o glicogênio de forma a ter um bom desempenho nas práticas esportivas. Como final de semana costumo passar com a família então seria 1 dia (sábado ou domingo) este dia do lixo.

    Mas estou com uma dúvida, tenho consumido o creme de leite de lata, o que mata a vontade de doces e ao mesmo tempo me auxilia em refeições rápidas. Descobri ontem um Creme de Leite Culinário, que pela quantidade x preço me pareceu muito interessante!! A dúvida é pelo seguinte pois, em sua composição informa, possuir:
    --------------------------------
    Creme de leite, creme vegetal, leite desnatado in natura ou reconstituído, leite em pó desnatado, estabilizantes (goma jataí, carragena, guar, gelatina, fosfato dissódico e citrato de sódio), aroma idêntico ao natural de creme, emulsificante monodiglicerídeos e corante natural de urucum e cúrcuma.

    informação nutricional

    Porção de 15g (01colher e 1/2 de sopa)
    Quantidade por porção %VD(*)
    Valor energético 38kcal= 160kJ 2
    Carboidratos 0,6 g 0
    Proteínas 0,4 g 1
    Gorduras totais 3,8 g 7
    Gorduras saturadas 1,1 g 5
    Gorduras trans 1,2 g **
    http://www.vigor.com.br/foodservice/produtos/leco/cremes-recheios-e-coberturas/creme-culinario-1-litro/64/
    --------------------------------

    A dúvida é, devo olhar sempre "só" os carboidratos? Ou pelo fato de possuir leite também deva me atentar e corta-lo?

    Obrigado!!

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    1. Aqui não se trata de carboidratos ou não, e sim de coisas que são tóxicas. Eu não como e não recomendo carragena ou "creme vegetal" (gordura trans). Isto é uma aberração feita em laboratório. Nata e creme de leite são simplesmente os sobrenadantes do leite. 1000 anos atrás você poderia comprar nata ou creme de leite. Tenho medo só de ler esta lista de ingredientes. Sinceramente, eu não daria isso nem pro meu cachorro...
      Mas não vai te engordar!

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  12. Dr. José Carlos, boa noite.

    Vejo muitos blogs famosos sobre receitas Atkins que indicam MUITO o uso de PIS (proteina isolada da soja), farinha de trigo integral, fibra de trigo, fibra de soja, linhaça, farinha de arroz, farelo de aveia... e isso me deixa confusa, pois o senhor já nos mostrou aqui o quanto o gluten pode fazer mal, bem como a soja.

    O senhor poderia falar sobre essas farinhas? Pelo menos responder se o uso delas é saudável ou não (independente da dieta)?

    Obrigada!!

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    1. Por isso o nome deste blog é dieta low carb E PALEOLÍTICA. Você pode emagrecer comendo PIS e farinha de trigo integral. Mas você também pode emagrecer com câncer ou HIV. Low carb é extremamente eficaz para perder gordura, mas - na minha opinião - adotar a perspectiva páleo é o que torna a abordagem saudável. O que proponho é largar a junk food e trocar por comida de verdade, alimentos oriundos da natureza e não de fábricas e laboratórios. Não adianta trocar junk food por junk food low carb.

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    2. É exatamente isso que tenho me questionado! Estou em Atkins, mas com uma orientação mais paleolítica, pois não quero fazer "dieta" quero reeducar minha alimentação para uma alimentação saudável.

      Vi em um comentário o senhor dizendo que podemos usar farinha de amêndoas e coco. Já tenho utilizado, mas isso quer dizer que um pão, por exemplo, talvez eu não consiga fazer com essas farinhas, já que elas não são de trigo ou soja (sei lá, não entendo muito de pães e bolos). Será possível fazer um pão sem utilizar esse tóxicos (farináceos) somente utilizando farinha de amêndoas/coco?

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    3. Acho que dá para fazer, sim. Na verdade, o melhor mesmo (na minha opinião) é largar o pão E seus substitutos. Acredite - é apenas um hábito, nada mais. Gosto das analogias com cigarro. Nos EUA agora é comum a venda de um "cigarro eletrônico". Parece de verdade, acende uma luzinha na ponta quando se traga, e tem nicotina de verdade (mas não tem a fumaça e o alcatrão cancerígenos). Eu não sei você, mas eu acho que alguém que "parou de fumar" mas continua usando cigarros eletrônicos, ainda não parou de verdade.

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    4. Concordo!
      É engraçado que parei de fumar no mesmo dia em que decidi que ía parar (fev/2012). PAREI. Não utilizei nenhum substituto, não engordei, não fiquei mal-humorada, simplesmente parei.

      Mas é impressionante como os carboidratos são difíceis! Digo, não tive muitos sintomas de abstinência quanto ao cigarro, apenas minha boca ficava seca e moderadas dores de cabeça.

      Quando iniciei o processo de reeducação alimentar, a falta do carboidrato nos 3 primeiros dias me proporcionaram uma INCRÍVEL E ENORME dor de cabeça. No nível do insuportável (passei o dia com paracetamol 750mg de 8h em 8h), sem contar a fraqueza... quando isso aconteceu pude perceber o quanto o consumo de açúcares (me refiro a todos: carboidrato, maltodextrina, sacarose, frutose, lactose e etc) é nocivo a saúde. É um vício muito pior que qualquer outra droga, pois estamos sendo drogados desde o nascimento! A crise de abstinência é absurda, fiquei assustada. Foi pior que o cigarro!

      Por isso agradeço por toda sua colaboração com o blog!

      Obrigada!

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  13. Dr.,
    Conversando com um amigo meu sobre esta dieta (low carb e páleo), ele disse que não gostaria de fazê-la por acreditar ser muito catabólica, ou seja, não o ajudaria a ganhar um percentual considerável de massa muscular, principal objetivo dele; faz algum sentido o que ele disse ?

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    1. Meia-verdade. Eu ganhei vários quilos de massa muscular em vigência de dieta low carb. Olhe o site da Cláudia Villaça (http://claudiafitblog.blogspot.com.br/) e veja que isso não é uma verdade. Se o seu amigo é um fisiculturista ou powerlifter sério, bem, talvez ele possa se beneficiar de uns carbs no esquema do livro Dieta TNT (ver minha postagem sobre livros) ou no esquema de carbs 1x por semana. Se ele for um sujeito naturalmente magro, não haveria porque fazer low carb ao tentar ganhar massa muscular. Mas se ele tiver mais de 20% de gordura corporal, não adianta nada puxar ferro e ganhar massa muscular, pois os músculos ficarão escondidos. Para ter uma barriga de tanquinho e definição muscular, precisa se aproximar de 10% de gordura corporal (em homens), e não conheço melhor forma de fazer isso do que Low Carb + musculação: come-se calorias e proteínas para aumentar a massa muscular, e perde-se gordura pela restrição de carbs. Ele é amigo mesmo? Compre o livro TNT e dê de presente para ele.

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  14. DR José Carlos, olá!
    Estou em fase de indução em Atkins, e li no livro que ele indica o uso de multivitaminicos no processo. O sr. poderia indicar algum? Li em alguns blogs/comunidades Atkinianas que pode ser Centrum ou Century, entre outras. Apreciaria sua opinião e sugestões.

    Desde já agradeço.

    Larissa

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    1. Larissa, pode ser. Mas eu pediria ao farmacêutico uma formulação de multivitamínico sem ferro, pois dieta Atkins já é rica em ferro, e ferro demais está associado a alguns problemas.

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  15. Dr.
    Comprei Wey Protein e fiz um espetacular shake com Wey de chocolate, creme de leite e uma pedra de gelo...o problema é que tenho intolerância à lactose, por isso nem todo dia posso fazer isso; algum problema em utilizar o creme de soja? Pelo menos no rótulo do produto não há quase nada de carbs.

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    1. Soja é PÉSSIMO para sua saúde. Misture água e nata (nata não tem quase nada de lactose). Outra alternativa é leite de coco. Água e ovo cru com Whey dá uma textura boa também. Qualquer coisa menos soja.

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  16. Doutor, estou fazendo a dieta low-carb gostaria e de pedir uns exames para verificar se minha saúde está ok, por exemplo colesterol. Quais exames são importantes, o que devo pedir a um clínico que provavelmente não aprova a minha dieta? Desde já agradeço, Leandro.

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    1. O ideal é fazer exames antes e depois. Mas vamos lá:
      Glicemia, Hb glicada, colesterol total e HDL, triglicerídeos, Apolipoproteína-B, PCR ultra-sensível, creatinina, TGO, TGP, Gama-GT

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  17. Dr José Carlos, o que você acha do suplemento waxy maize? é um carboidrato de baixo ig , com zero açúcar.

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    1. Se, por algum motivo (qual?????), eu resolvesse me entupir de carboidratos, eu comeria um pote grande de sorvete Häagen-Dazs.

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    2. Hahaha, muito boa a resposta!

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    3. Estou iniciando na dieta low carb,graças a influência desse blog,vejo grandes resultados estéticos e tenho certeza que não é um ganho só estético, mas, de saúde também! Obrigado, Dr José Carlos

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  18. José Carlos, estou encantada com seu blog. Estou fazendo a dieta Atkins, acompanhando meu esposo que precisa perder peso e baixar o triglicérides. Mas ao pesquisar, e descobrir os benefício da dieta low carbs, resolvi aderir e já tive muitos benefícios. Sou ex-obesa depois de me submeter a uma bariátrica há 10 anos, mas de lá prá cá fui readquirindo um pouco de peso pois a alimentação continuava errada. Então foi muito bom encontrar seu blog, pois sendo escrito por um médico, nos dá informações precisas e seguras, estou adorando! Mas ainda tenho algumas dúvidas, e se me permite, gostaria de lhe perguntar:
    1 - como suplemento, estamos usando um multivitamínico e cromo, é o suficiente? O que você indicaria?
    2 - quero introduzir meus filhos na dieta low carbs, e gostaria de saber como fazê-lo, pois o rapaz de 18 anos é atleta de kikcboxing, e a menina tem apenas 13 anos. Se puder me orientar ou indicar alguma leitura, fico agradecida.

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    1. Pauline: que legal, fico satisfeito com seu relato.
      Acho que seu suplemento com cromo está ok. Com comida de verdade, em geral não precisa suplementar quase nada.
      Dê ao seu filho o livro diet TNT (veja minha postagem sobre livros). Para a menina, a dieta páleo (com frutas incluídas) é bem adequada. Se vc lê inglês, há bons livros na postagem sobre livros.

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    2. Obrigada pela atenção, vou procurar o livro indicado!

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  19. dr. bom dia, como podemos substituir ou compensar a falta de calcio do leite se deixarmos de tomar leite? especialmente em criança pq dizem q criança precisa beber leite, dai fico me perguntando qdo a criança tem intolerancia ou alergia de lactose, como compensa o calcio? obg,

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    1. Queijo tem muito mais cálcio do que leite. Crianças evolutivamente foram programadas para beber leite apenas até os 2 anos de idade (nossos ancestrais não ordenhavam búfalos selvagens na áfrica, caso contrário estariam mortos e nós não estaríamos aqui). Uma dieta rica em vegetais de folhas verdes (a couve por exemplo tem mais cálcio do que o leite) fornece todo o cálcio que você precisa. Uma criança pequena com intolerância verdadeira à lactose (uma doença rara) pode consumir leite sem lactose ou consumir cápsulas de lactase.

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  20. dR. li em um livro de alimentação saudável que os carboidratos são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro.

    "o papel fundamental dos carboidratos é a formação de energia para as células do organismo, particularmente o cérebro, único órgão dependente exclusivamente de carboidratos."

    essa informação procede??? o cérebro realmente depende EXCLUSIVAMENTE de carbos? se reduzirmos os carbos (dieta lowcarb) podemos atrapalhar o desenvolvimento do cérebro?

    obrigada.

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    1. Os neurônios dependem de glicose (não exclusivamente, pois podem usar corpos cetônicos, que é o que acontece no jejum prolongado e na dieta dos esquimós - e na minha, cujo cérebro está te respondendo neste momento).

      MAS EM NENHUM LUGAR está escrito que esta glicose tenha que vir da dieta. Eu não como carbs há quase 2 anos, não estou em coma, e minha glicose no sangue é 80 mg/dl. De onde ela vem?? Do fígado (chama-se gliconeogênese, a capacidade do fígado de transformar proteínas em glicose - desenvolvida devido à escassez de carboidratos em nossa dieta por 2 milhões de anos - período no qual nosso cérebro cresceu mais do que nunca)

      Se não fosse assim, os esquimós (e os Masai, da África, e nossos ancestrais) morreriam todos.

      Tema de casa: leia TODA esta postagem: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/12/a-dieta-dos-esquimos-aventuras.html

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  21. queria saber se deu certo , pois estou com mesmo problema e olha q só faz dois dias e a dor de cabeça é horrivel!!! se for pra comer so proteina e ficar assim é ruim demais!!!! ai desisto sem pensar duas vezes!!!! abraçosss

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  22. Dr. Souto, minha esposa tem problemas sérios de gastrite, e ela me perguntou se no seu Blog não havia nada sobre o assunto. Ela já não aguenta mais fazer endoscopia e tomar omeprazol, que é o que mais o médico dela sabe fazer. Então procurei e achei este post. Minha duvida: Qual exame ela precisa fazer para saber se tem mesmo esta bactéria?

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  23. Emerson, o H. pylori é a primeira coisa que os gastros pesquisam atualmente em uma endoscopia. Sua esposa segue páleo? Tipo, ZERO de glúten?


    Em 21 de maio de 2013 00:56, Disqus escreveu:

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  24. Não, ela não segue à risca não. Cortando glúten pode ajudar?

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  25. Ok!! Mas e a bactéria os médico dela nunca comentaram. Se ela tiver mesmo?

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  26. Emerson, eu não acredito q um gastro não tenha visto isso em 2013. Ele apenas esqueceu de mencionar.

    2013/5/21, Disqus :

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  27. Dr. Souto me desculpe se tiver falando besteira, mas a minha mãe teve H.pylori, tentou o tratamento convencional e não adiantou muito... aí ela partiu pro tratamento com limão! E hoje ela não tem mais problemas. Eu sei que o limão é um omeprazol natural. As pessoas acham absurdo falar em limão pra gastrite, mas sei que funciona.

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  28. Sobre isso, não sei, Patrícia, mas também não duvido. Mas já vi suficientes casos de pessoas com gastrite/refluxo melhorarem com plaeo a ponto de sugerir paleo como primeira linha de tratamento

    2013/5/21, Disqus :

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  29. Muito obrigado Dr. Souto e Patricia! Acho que agora minha esposa engaja de vez na Paleo!!

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  30. Dr. Souto olhei a ultima endoscopia dela feita em 13/05. Lá diz: Realizado teste para H.pylori
    Teste da Urease: Negativo

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  31. Eu sabia. Páleo nela.


    Em 21 de maio de 2013 23:05, Disqus escreveu:

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  32. Isso é muito caro! :O


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  33. Puxa que história linda do Dr. Barry Marshall! Comovente a dedicação dele!
    " este é o meu projeto de vacinas, e é minha vida no momento." F E N O M E N A L ! Precisaríamos de muitos mais deste no mundo!



    Enquanto isso, apresentadoras de TV analfabetas funcionais ganham rios de dinheiro. Nossa sociedade está doente. E não é pouco não...


    Muito obrigado por compartilhar este post conosco Dr.!


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  34. Andresa Marcelina Marques5 de setembro de 2013 00:32

    oi Dr. José Carlos


    tenho uma dúvida. A minha irmã fez endoscopia e foi constatado H. Pilori. Só que ela está fazendo a dieta e esta se sentindo super bem. Ela está sem saber se toma ou não os antibióticos, já que só a dieta já tá eliminando os sintomas. Gostaria de saber a sua opinião.

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  35. Eu perguntaria ao gastro dela (minha experiência é que gastrites e refluxo sempre melhoram com páleo, mas talvez eliminar o H pylori seja bom mesmo assim). Se for tratar, importante usar um probiótico antes e depois para restaurar a flora intestinal.


    Em 5 de setembro de 2013 00:32, Disqus escreveu:

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  36. Li esta postagem e tive uma visão (cheio de emoções) de que, em 30 ou 40 anos, haverá um prêmio Nobel de medicina para um médico que disseminou o conceito paleolítico. Torço para que este prêmio venha para o Brasil. Não sei se o Dr. Souto já recebeu algum prêmio, mas tenho certeza que já ganhou muitas orações de gratidão.

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  37. Tem MUITA gente na fila antes de mim para esse prêmio... a começar por Taubes, R. Wolf e M. Sisson.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/11/2013 01:34, "Disqus" escreveu:

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  38. Compreendo. E acho que esse premio virá... e quando acontecer, vou lembrar... "Eu sabia, eu previ"... rsrsrs...

    Quando as autoridades sinalizarem que páleo é bom, a grande mídia fará campanhas pela nova dieta


    A Globo, por exemplo. Falem bem ou mal é grande formadora de opinião:
    - fez uma grande campanha pela década de 90 e hoje a maioria das pessoas fazem caminhada, pode começar pela campanha "high intensity interval training" - HIIT, e a massa seguirá;
    - faz campanhas continuamente em sua programação sobre o consumo de grãos integrais, pode começar a campanha "Low Carb-paleo", e a massa também vai aderir à ideia.


    E então, em um futuro próximo teremos documentários sobre uma época sombria da humanidade em que metade da população mundial sofria de obesidade... :-)

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  39. Não sou tão otimista

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 26/11/2013 05:25, "Disqus" escreveu:

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  40. Eu tinha em minhas mãos uma descoberta que poderia detonar uma indústria de 3 bilhões de dólares

    Essa afirmacao explica tudo. Nao so nas areas cientificas, mas em tantas outras áreas tambem.

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  41. Olá Doutor! Gostei muito do seu blog e acho que já o li quase todo. Tem muitas informações valiosas nele. Eu só queria tirar algumas dúvidas:

    Desde 2004 eu já tive 3 úlceras. Minha última úlcera eu tive no meio de 2013, e agora já estou curado. O último gastro que eu fui disse que o meu diagnóstico é bom agora, que eu só preciso de exercício físico e tentar ficar menos nervoso. Porém já fazem anos que eu não consigo viver sem tomar 40mg de Omeprazol todos os dias de manhã, ou então é certo que as dores de estômago virão. (Também não tenho conseguido me exercitar consistentemente ou mesmo Sinto que tenho uma gastrite crônica desde minha 1a úlcera. Para piorar, eu ainda tenho intolerância à lactose.



    Existem ressalvas em páleo para quem tem essas duas condições?
    Gostaria de tentar ir me adaptando aos poucos a LCHF, porque minha dieta atual, de acordo com os padrões que vejo no blog são MUITO POUCO saudáveis, com muitos carboidratos (que é o que os médicos todos parecem recomendar para se recuperar da úlcera, aliás - batatas, pão, arroz...).
    Do que eu já tentei me adaptar, as dores de estômago começam a vir, e eu me sinto indigesto depois de comer um prato de picanha com queijo (queijo mussarela e prato não tem lactose, pelo que pesquisei) e ovo no almoço. Sinto uma sonolência e fraqueza forte, e só melhoro depois de umas 10 horas. E tem sido mais ou menos assim todos os dias. Um detalhe é que nos lanches não consigo evitar consumir carboidratos, sempre acaba indo um biscoito, um pão, alguma coisa do tipo.
    Alguma sugestão para diminuir ou acabar com as minhas indigestões?

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  42. O primeiro passo a eliminar completamente o trigo e o açúcar adicionado. Completamente. Isso elimina os sintomas de refluxo/gastrite (obviamente partindo do pressuposto de que vc já eliminou o H pilori). Depois disso, é preciso reduzir DEVAGAR a dose de omeprazol.


    Em 16 de janeiro de 2014 09:39, Disqus escreveu:

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  43. Quanto devagar devo reduzir o omeprazol exatamente? Um mês? Um ano?

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  44. 1 mês é uma boa idéia

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 17/01/2014 12:11, "Disqus" escreveu:

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  45. OLA DR.JOSE COUTO, descobri seu bloga pouco tempo faço a dieta atinks a 4 meses e perdi 25kg.SO que nunca fui ao medico e recentemente com dores de estomago descobri uma gastrite levee h.piroli positiva , onde o gastro me receitou antibioticos varios estou tomando minha pergunta e ainda posso permanecer sem os caboidratos tomando antibioticos? e outra duvida me deu estateose grau 1, diabetes deu 100,08, e ainda pedras na visicula sera que to muito mau , nao sei o que fazer mas ainda preciso perder muitos kgs.... me ajude

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  46. Olá Zenaide,

    Está no caminho! Tenha calma e faça paleo LCHF - restringindo bem os carbs, zero açúcar, sem grãos (trigo, soja), farinhas, arroz, elimine óleos de sementes (soja, milho) e óleo de canola.
    Esteatose hepática ("gordura no fígado"), cálculos de vesícula biliar, são associados à síndrome metabólica, obesidade, diabetes... páleo/LCHF é o melhor pra você!

    Leia: http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2012/12/atkins-ou-nao-atkins.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/como-devo-comer-comida-de-verdade.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/quais-frutas-comer-e-em-que-quantidade.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/05/dieta-e-perigosa-para-os-rins.html

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  47. Olá Dr. Souto,
    Estou tratando refluxo esofágico, que me causou uma esofagite, com cápsulas de cloridrato de betaína para sanar a deficiência de ácido no estômago. Passei a seguir a dieta lowcarb / paleo no mês passado. Gostaria de saber se existe alguma contra indicação nisso ou se somente a dieta já resolveria o problema.

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  48. Muito provavelmente a dieta resolverá

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 15/03/2014 09:39, "Disqus" escreveu:

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  49. Minha opinião é que páleo melhora a gastrite, e que há que testar diferentes alimentos para saber qual está te dando sintomas. Ovos? Laticínios? Ou será o stress (quando o H pylori é negativo, essa é uma possibilidade). Teste mais gordura, menos gordura, gorduras diferentes - é um caminho de autoconhecimento.

    2014-04-02 15:49 GMT-03:00, Disqus :

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