quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um endocrinologista admirável

O Dr. Rennan Caminhotto, leitor deste blog, trouxe ao meu conhecimento um fascinante texto publicado em 2004 pelo Dr. Luiz Cesar Póvoa, endocrinologista. Infelizmente, o Dr. Póvoa faleceu em 2012. Sinto-me obrigado a prestar aqui uma homenagem a este grande médico, que não tive a oportunidade de conhecer em vida, mas cuja obra, como verão, fala por si.

Primeiramente, reproduzo abaixo a nota de falecimento da página da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ASBESO)

:: Notícia - 17/12/2012 - Morre Dr. Póvoa
Endocrinologista Luiz Cesar Póvoa, um dos maiores da Endocrinologia brasileira, morre no RJ.

Morre Dr. Póvoa
O endocrinologista Luiz Cesar Póvoa, um dos mais importantes e respeitados na Endocrinologia brasileira, faleceu no último sábado, 15/12, em Búzios, RJ, durante o 41° Encontro Anual do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), evento que ajudou a criar. O falecimento foi causado por problemas cardíacos e diabetes e sua cremação aconteceu no Rio de Janeiro.
Autor de diversos livros, dos quais um dos mais importantes é aHistória da Endocrinologia Brasileira, Dr. Póvoa construiu uma carreira admirada por todos e um currículo extenso e respeitável. Foi membro de diversas instituições internacionais, como a American Endocrine Society e a British Society of Endocrinology.
O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Dr. Airton Golbert, afirmou que ele “foi uma das mais proeminentes personalidades da medicina do Rio de Janeiro e da Endocrinologia brasileira”.
O Instituto e o Flamengo: Paixões
O especialista dedicou-se também a lecionar, exercendo o posto de professor titular da UFRJ e da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Recentemente foi homenageado pela PUC com o título de professor emérito.
Sempre que havia oportunidade, gostava de reafirmar sua paixão pelo IEDE e pelo Flamengo. Por causa disso, os familiares e o Clube de Regatas Flamengo promoveram seu velório na sede rubronegra, enquanto comentavam que Dr. Póvoa havia morrido como sempre disse desejar: em atividade, durante um Encontro do IEDE, evento que era seu xodó.

Segue, abaixo, reprodução do editorial publicado pelo Dr. Póvoa na revista Arq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 2 Abril 2004:

Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

Print version ISSN 0004-2730

Arq Bras Endocrinol Metab vol.48 no.2 São Paulo Apr. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302004000200003 

EDITORIAL

Calorias são calorias?


Luiz Cesar Póvoa
Sócio Honorário da SBEM, Professor Titular de Endocrinologia da PUC/UFRJ, Diretor de Ensino e Pesquisa do IEDE, Membro Titular da Academia Nacional de Medicina
Endereço para correspondência


HÁ CERCA DE 4 DÉCADAS, a mídia começou a trazer a público milagres sobre "dietas sadias". Coincidentemente, ou talvez por causa desta coincidência, deu-se um enorme aumento na incidência de obesidade e suas co-morbidades. Nesta época, aparece o livro de Teller com o título "Calorias não engordam", pioneiro no campo da literatura leiga acerca das dietas hipoglicídicas.

No entanto, o primeiro livro escrito sobre as mesmas foi em 1863 por William Banting (1796-1878), marceneiro de renome, que publicou um opúsculo com a dieta que fazia, criando, assim, a "dieta de Banting"; são quase 150 anos de observação que permitiu, de certa forma, uma avaliação epidemiológica, tendo, inclusive, criado, na língua inglesa, o verbo to bant, sinônimo de emagrecer, muito utilizado no princípio do século passado. Aos 30 anos, tendo começado a engordar, fez exercícios, dietas com comidas leves, spas em Seamington, Cheltenham e Harrogale, além de banhos turcos que o levavam à exaustão. Aos 66 anos, pesando mais de 100kg e medindo cerca de 165cm, escreveu que não podia amarrar os sapatos, falar lhe cansava, doíam-lhe as juntas, descia escadas com dificuldade e achava estar ficando surdo. Em agosto de 1862, procurou o otorrinolaringologista famoso, Dr. William Harvey, que, recém chegado de Paris, havia ouvido uma conferência de Claude Bernard que atribuía ao fígado a secreção de uma substância açúcar-símile que, eventualmente, poderia ser nociva e aumentava o peso das pessoas. Quando Dr. Harvey examinou Banting, associou a surdez à obesidade e deu-lhe uma dieta com restrição de bolos, tortas, doces e açúcar, tão em moda na época. Tal orientação fez com que Banting, ao Natal, pesasse 80kg e, após um ano, chegou aos 60kg. Tendo perdido cerca de 40kg (quase 1kg por semana) e a cintura diminuindo em cerca de 36cm, sentia-se magnificamente bem, melhorando de todas as queixas, inclusive da surdez, e ficou tão feliz que amealhou, junto à família e amigos, 5000 libras esterlinas, iniciando um fundo para manutenção do Middlesex County Convalescente Hospital, priorizando o estudo da Nutrição. Como era de se esperar, seus livros e folhetos sobre a "Banting diet" passaram a ser ridicularizados e distorcidos.

Dr. Harvey, fellow do Royal College of Surgeons, passou a ter problemas com os colegas, problemas estes, ao nosso ver, existentes até hoje, pois é um tratamento que apresenta resultados, porém faltam elementos convincentes para explicá-los. Programas com pequenas alterações, modificando o conteúdo de gorduras, foram feitos pelos Dr. Felix Niemeyer (Stutgart), Dr. Yan Freden (Upsalla) e Dra. Helen Denswore (USA), tendo resultados semelhantes.

Em 1906, um fato histórico contribuiu para a avaliação da dieta. Um antropólogo de Harvard, Stefanssen, famoso por ter cruzado o Ártico sozinho por ter se perdido de uma expedição, viveu com os esquimós durante o inverno e se alimentou de carne e peixe durante todo o período. Voltou anos após com outro antropólogo, Dr. Anderson, para um trabalho do Museu Americano de História Natural, e ficaram 4 anos vivendo com o padrão alimentar dos esquimós, nada sentindo. Em 1928, internaram-se no Bellevue Hospital de New York, para um estudo clínico controlado orientado pelo Dr. Eugene Dubois, médico chefe e professor da Cornell, com 5 perguntas a serem respondidas:
1.A retirada dos vegetais causa escorbuto ?
2.Dieta somente de carnes causa doenças por deficiência?
3.Haverá deficiência de minerais e de cálcio em particular?
4.Haverá efeitos deletérios em coração, vasos e rins ?
5.Haverá crescimento de bactérias patológicas no intestino ?
Os resultados do estudo de um ano foram publicados no Journal of Biological Chemistry com a seguinte resposta para os 5 itens – Não.
Em 1933, um estudo clínico feito na Royal Infirmary, em Edimburgo, mostrou que, com dietas de 800 a 2700Kcal, observa-se que a perda de peso diária era a seguinte:
a) € Carboidratos / Gorduras Ø - 49g
b) € Carboidratos / Proteínas Ø - 122g
c) Ø Carboidratos / Proteínas € - 183g
d) Ø Carboidratos / Gorduras € - 205g
Isto permitiu que os autores afirmassem que as perdas são inversamente proporcionais ao conteúdo de carbohidratos na alimentação (Lyon e Dunlop).
Em 1955, Albert Pennington (USA) reafirmava que a perda de peso parecia ser inversamente proporcional a ingesta de material glicogênico. Em outras palavras, quanto mais a alimentação aumentasse a produção de insulina, menor era a perda. Concluía, o autor, que a dieta recomendada é caloricamente irrestrita com o baixo teor de carboidratos, alto em gordura e moderado em proteínas.

Pouco após, os Drs. Alan Kexwick e Gaston Pawan, em uma observação no Middlesex Hospital em Londres, demonstraram resultados semelhantes em estudos controlados.

Apesar das evidências, em sua grande parte cientificamente corretas até então, foi o Dr. John Yudkin, professor de Nutrição e Dietética do Queen Elizabeth Hospital, da Universidade de Londres, que, confirmando os estudos, afirmou que uma dieta com teor ilimitado de gorduras e proteínas, porém com pouco ou nenhum carboidrato, era mais efetiva na perda de peso, até mesmo com a ingestão de 2.600 calorias, do que uma dieta hipocalórica clássica.

No ano 2000, 51 indivíduos foram avaliados por 6 meses em Durham, Carolina do Norte, tendo com este tipo de dieta perdido 10% do peso, e o colesterol baixado, em média, 10,5mg; 20 indivíduos que continuaram com a dieta perderam cerca de 11% do peso e o colesterol diminuiu, em média, 14mg.

William Banting foi, sem dúvida, o pai da dieta hipoglicídica, e a maioria dos dados históricos aqui citados foi retirada de uma monografia premiada com o Sophie Coe Prize 2002, no Simpósio Oxford de História da Alimentação, patrocinado por esta Universidade.

Continuo, no entanto, a ressaltar o papel de John Yudkin (1911-1995), que, tornando-se diabetologista, foi participante do UKPDS e manteve seus pontos de vista exteriozados em centenas de trabalhos e nos 12 livros que publicou.

O Centro de Nutrição de Populações Indígenas chama-nos a atenção para a tribo dos Massai, nômades que vivem nos atuais territórios do Quênia e Tanzânia, e somente alimentam-se de carne e leite e são muito altos e magros.

Também o Dr. Farid Alakbarov fez um estudo, Nutrition for Longevity, onde analisa a dieta da população do Azerbaijão, baseada em kebabs (carneiro, peixe ou galinha), com poucos vegetais e rica em laticínios. No censo de 1981, haviam 48,3 habitantes com 100 anos ou mais para cada 100.000, hoje certamente este número é maior, sendo a maior relação de centenários no mundo. Ao comentar este estudo, o Prof. Yudkin diz "not fat, but sugar leads to coronary heart disease". Após "Calorias não engordam", inúmeros outros livros populares foram editados, entre os quais poderíamos citar "Dieta Específica de Carboidratos", "Dieta da Idade da Pedra", "Poder da Proteína", "Dieta dos Astronautas", "Dieta dos Esquimós", "Vivendo sem Pão", "Coma Gorduras e Fique Magro" e, certamente tendo omitido muitas, chegamos à dieta do Dr. Atkins, que, consolidada em um programa mercadológico fantástico, tornou-se um "best seller" em suas diversas apresentações.

Talvez este sucesso não acadêmico tenha afastado as Universidades, por temor de terem seus resultados utilizados indevidamente. Foi, no entanto, ao nosso ver, uma omissão criticável.

Somente em 2003, as Academias se manifestaram de forma definida no New England Jornal of Medicine. Cary Foster e cols. fizeram um estudo randomizado em 63 pacientes que, fazendo uso da dieta hipoglicídica ou hipocalórica, concluíram que, nos primeiros 6 meses, a dieta hipoglicídica produziu uma perda de peso 4% maior que a hipocalórica clássica, não repetindo tal diferença em um ano. No entanto, chamou atenção o fato da dieta hipoglicídica ter corrigido melhor os fatores de risco cardiovascular.
No mesmo número, Samaha e cols. compararam a dieta hipoglicídica com a dieta hipolipídica em grandes obesos (IMC 43), com 39% de diabéticos, num total de 32 pacientes, e concluíram que, durante 6 meses, os pacientes emagreceram mais quando tinham redução de carboidratos do que com redução de lipídeos. Houve melhora na sensibilidade à insulina e dos níveis de triglicerídeos.

Neste mesmo ano, Bravata e cols. publicaram um artigo de revisão no JAMA sobre a eficácia e segurança das dietas hipoglicídicas, tendo analisado todos os estudos publicados em inglês no período de 01/01/1966 até 15/02/2003. Reviram 2.609 artigos e analisaram dados de 3.268 pacientes, concluindo que não existem evidências suficientes para recomendar ou combater este tipo de dieta, cujo resultado depende, em seu ponto de vista, do teor de calorias, ou seja, emagrecem os que comerem menos calorias.

Apesar dos números apresentados, este trabalho é retrospectivo e, como tal, com as interpretações subjetivas que este tipo de desenho permite.
No mesmo número, George Bray escreve um artigo com o título "Dietas hipoglicídicas – Realidades sobre a perda de peso", chamando atenção para os diversos pontos entre os quais destaca o seguinte: dois tipos de tratamento são indicado para obesidade – os cognitivos e os não cognitivos. Os cognitivos, tais como mudança de estilo de vida, dieta e exercícios, são fundamentais para a manutenção da perda de peso. Os não cognitivos incluem drogas, cirurgia e modificações ambientais, e não podem ser analisados isoladamente.

Esta pequena revisão, que não teve pretensões de ser um trabalho científico, mas nos adverte do perigo dos prejulgamentos, pois estamos em um momento em que precisamos de dados e não de novas opiniões sobre os pontos obscuros desta dieta que, sem dúvida, apresenta excelentes resultados em alguns pacientes, sendo ferramenta auxiliar importante para quem trata de obesidade - doença complexa, multifacetada e poligênica, onde não existe uma dieta ideal, permite-nos até mesmo especular se uma caloria é sempre uma caloria.


23 comentários:

  1. Dr. Souto, parabéns pelo artigo... e com estes dados esperemos que alguns nutricionistas consigam reformular o que pensam ao respeito....... é triste ver como muitas pessoas ainda acreditam em profissionais que não se atualizam com a informação na área que atuam.... (isto é válido para qualquer área). Sou seu admirador..... obrigado pelos artigos interessantes que vc posta aqui no seu blog.......

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  2. Charles Silva do Nascimento18 de abril de 2013 21:12

    Olá doutor, muito obrigado pelas suas valiosas informações. Tenho 28 anos e estava com 105 kl. me sentindo péssimo. Comecei a cortar carboidratos e emagreci 10 kl com bastante dificuldade. Quando descobri este blog iniciei imediatamente a dieta paleo e já emagreci 5 kl e diminuição incrível de medidas, é fantástico! vou continuar pois ainda falta chão para o peso ideal mas estou convencido que funciona. Tenho dúvidas com relação ao momento correto de comer: o melhor é comer a cada três horas, ou quando sentir fome? e se não estiver necessariamente com fome mas quiser comer, tudo bem? devo diminuir a porção de proteína e gordura à noite? outra dúvida é se existe uma proporção correta sobre a gordura. Adoro gordura! e quando li que poderia comer não fico nem um dia sem comer belas fatias de bacon; costela e picanha quando possível, sempre com bastante gordura. Devo continuar assim mesmo?

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  3. Dr. Souto muito obrigado por dedicar seu tempo transformando vidas com informações valiosas e pela atenção que tem com cada comentário postado em seu blog. Estou seguindo o novo estilo de vida low-carb/paleo há 20 dias apenas e já estou certo que esta é a alimentação que quero ensinar para meus futuros filhos!

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  4. Olá Charles.
    Parabéns pela conquista! Muito bom emagrecer com saúde e sem fome, não é mesmo?
    coma somente quanto tiver fome e o tanto suficiente para ficar satisfeito. Não precisa vigiar nada disso de comer tal coisa a noite ou não. O que recomendo mesmo é caprichar nas gorduras boas (manteiga, banha, óleo de coco, azeite) porque são elas que saciam por muito mais tempo e não afetam os níveis de glicose no sangue.
    Eu tbm não passo um dia sem bacon e torresmos!...

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  5. É verdade Emerson! Aqui em casa todo mundo adotou esse estilo de vida, sem stress, sem ficar vigiando nada... tão mais simples comer assim! Também sou muito grata ao Dr. Souto!!

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  6. Tenho pedras na vesicula. existe alguma contra indicacao, principalmente pelo excesso de gordura prejudicar o figado e levar a uma crisa??

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  7. Parabéns, Charles. Você deve comer apenas quando tiver fome, e não deve comer quando não tiver fome. Nunca deve restringir gordura e proteína (se parar de perder peso, pode pensar em reduzir um pouco a proteína). A única coisa a limitar a gordura natural dos alimentos deve ser o seu apetite. Continue assim!

    Sent from Galaxy S3
    Em 18/04/2013 21:12, "Disqus" escreveu:

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  8. :-)

    Sent from Galaxy S3
    Em 18/04/2013 23:05, "Disqus" escreveu:

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  9. Não existe excesso de gordura. Gordura não prejudica o fígado. Se sua pedra na vesícula não incomodar, deixe-a quieta.


    2013/4/19 Disqus

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  10. Muito bom esse artigo!

    E me fez repensar como meu médico agiu hoje comigo, eu coleterol ruim deu 185 mg/dl, e ele me recomendou o uso de Rusovas 10mg por três meses, achei um exagero, mas meu marido disse que ele é o médico, e me disse achava que eu comia ovos com bacon pela manhã (quase todas manhãs) e que deveria tomar o medicamento, mas eu continuo achando que não deveria. O pior que já comprei as três caixas, e não sei se vou tomar, não sou a favor de medicamento para cuidar de casos leves como o meu. Me ajudem por favor!

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  11. .... já abriu as caixas? Volta na farmácia e troca por cosmético! ;)!!

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  12. Cristiane Vianna Silva19 de abril de 2013 21:41

    Excelente artigo, muito esclarecedor. Obrigada por compartilhar conosco esta pérola.
    Aproveito para tirar uma dúvida: Em algumas partes do arquivo ele fala sobre "carnes e laticínios", creio eu serem "in natura". Achei meio confuso esta afirmação.

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  13. Ele apenas está citando o que se consome na dieta tradicional do Azerbaijão. Não sei se consomem in natura ou não. O mais importante é que tem poucos carbs.

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  14. Mas como saber se é um bacon de procedencia? O rotulo do bacon da Sadia dizia" 0 carbo" mas contem açúcar. O que comprei na parté de carnes, no supermercado, tem o selo de aprovação do ministerio da saude e de outro orgao que esqueci. Nao contem açúcar, no entanto contem nitrito e nitrato, que lembro q dr souto falou disso em algum post, de ser prejudicial. Dr souto e Patricia, me deem uma luz sobre o bacon... E outa coisa: como saber se a carne que compro nos supermercados sao de gados alimentacos com pastos e salmao sem ser criado em cativero?? Onde posso obter ais informacoes e no que acreditar??
    Grata!

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  15. Dr. Souto muito obrigada por tido o que escreve. Comecei a dieta paleolica sem nenhum tipo de carboidratos simples a 3 meses e não perdi nem um quilo ou medidas apesar de estar me sentindo melhor. Começarei o jejum intermitente para ver se me ajuda um pouco na perda de peso.
    Mas acredito que exista algo de errado comigo já que estou acima do peso. O senhor comece algum medico adepto a dieta paletó em Curitiba, Joinville para que eu possa consultar? Todos os médicos que fui, indocrinologistas, criticaram minha dieta.
    Muito obrigada.

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  16. Olá, Dr.

    Primeiramente, queria agradecer e parabenizar por uma quantidade de informação tão ampla e profissional que o Sr. disponibiliza livremente na internet.

    Direto ao ponto: perdi 7Kg em 26 dias, estou mais ativo, dormindo melhor e com barriga sempre cheia. Pra quem sempre foi meio gordinho, isso é uma vitória!

    Está evidente, para qualquer um que acredite no processo evolutivo dos seres vivos, que isso é um fato. Mas, do mesmo jeito que um fanático religioso vai dizer que Darwin é um mentiroso, muita gente chega pra me dizer que ninguém emagrece desse jeito.

    Sou administrador, nada com medicina ou nutrição, e esses valiosos textos me estimularam a pensar sobre quebra de paradigmas. Escrevi até um texto sobre isso em administração.

    Em tese, para escolher entre uma estratégia ortodoxa, conservadora, que se contradiz com o contexto histórico e uma outra que se encaixa em várias teorias da história, da biologia, da termodinâmica, a ciência SEMPRE deve optar pela segunda, não é isso?

    Então, vou enfatizar essa pergunta fazendo alusão ao seu texto http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/04/ptolomeu-os-epiciclos-e-as-calorias.html



    Queria saber se quando for visitar meu cardiologista, vai dar algum resultado estranho pra ele, ele vai brigar comigo, e se ele vai tentar me convencer a me entupir de amido novamente.


    Grato,

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  17. Legal, Daniel.

    O mais provável é que seu exames estejam todos melhores. O colesterol total pode até subir, mas o HDL também sobe, e a relação (que é mais importante) melhora. Se ele quiser lhe convencer a se entupir de amido, bem, lembre que há outros médicos no mundo...


    Em 20 de abril de 2013 20:09, Disqus escreveu:

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  18. Recomendo ler: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/04/prezado-dr-souto-me-disseram-que-faz-mal.html


    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/01/bacon.html

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  19. ester candido benatti21 de abril de 2013 09:53

    Julio, o glúten pode desempenhar algum papel nos problemas com a vesícula, principalmente se a pessoa for celíaca e não souber.A produção do hormonio que contrai a vesicula fica prejudicada.
    Talvez a dieta possa te ajudar neste ponto.

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  20. disqus_KfvEY9IqjI21 de abril de 2013 13:53

    Farei ossi. Tks :)

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  21. Olá, Dr. Souto! Parabéns pelo Blog!
    Não sou obesa, nem tenho sobrepeso, mas como sempre percebi que a minha alimentação não me proporcionava bem estar - me sentia cansada, fome a todo momento, além de constipação crônica - sempre lia o que encontrava acerca de nutrição.
    Foi quando achei o site Emagrecer de Vez e o seu blog com informações muito mais consistentes do ponto de vista científico e verdadeiras. Me apaixonei! E tenho seguido há um mês a dieta páleo. Me sinto muito melhor, apesar de ainda não conseguir fazê-la com a rigidez que gostaria, pois ainda estou me adaptando e há momentos em que dou uma "fugida", sobretudo em reuniões sociais. Mas graças a pessoas como você que se dispõem a falar a verdade, que podemos saber comer com consciência, cientes do que é "comida de verdade".
    Este artigo está excelente, como todos no seu Blog, mas algo me deixou intrigada... O Dr. Póvoa faleceu de problemas cardíacos e diabetes.... Não é contraditório?
    Um grande abraço e parabéns mais uma vez!
    Ana

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  22. Não sei nada sobre a vida pessoal dele. Mas é completamente possível que ele tenha desenvolvido diabetes após uma vida inteira comendo carbs, descobriu na própria pele q os conselhos q dava aos pacientes não funcionavam, e tenha mudado seus conceitos. O dano acumulado em uma vida toda não pode ser completamente desfeito. Um ex-fumante sempre terá mais risco q alguém q nunca fumou.

    Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from android phone
    Em 01/05/2013 12:24, "Disqus" escreveu:

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