terça-feira, 9 de julho de 2013

Na medicina, às vezes a verdade está bem na frente do seu nariz

Estava folheando uma revista hoje, quando encontrei uma propaganda de página inteira do Hospital Albert Einstein sobre DIABULIMIA.

Trata-se de um transtorno de imagem corporal no qual as pacientes - meninas adolescentes portadoras de diabetes tipo I - apresentam simultaneamente anorexia nervosa.

A anorexia é a doença psiquiátrica de maior mortalidade que existe, superando de longe a depressão ou a esquizofrenia. Nesta doença, que afeta predominantemente meninas, o risco de morrer de fome é de cerca de 20%, na medida que a pessoa afetada se enxerga gorda, não importa o quão desnutrida já esteja:



Agora, imagine o que acontece quando uma menina dessas é, ao mesmo tempo, diabética tipo I? E então ela DESCOBRE aquilo que já explicamos neste blog tantas vezes, que reduzir a insulina produz emagrecimento? Elas simplesmente PARAM de usar insulina, aumentando ainda mais seu risco de vida em relação à simples anorexia, pois apresentam ainda hiperglicemia e cetoacidose diabética.

Aqui, cabe uma breve digressão. No diabetes tipo I, o pâncreas sofre um ataque autoimune e cessa completamente a produção de insulina. Isto é completamente diferente da redução da insulina que ocorre em uma dieta low carb. Quando os níveis de insulina caem a ZERO (coisa que, saliento novamente, só é possível no diabetes tipo I), a gordura é removida de dentro das células gordurosas de forma tão acelerada que provoca um acumulo de corpos cetônicos, a chamada CETOACIDOSE DIABÉTICA. Esta é uma situação patológica, que pode levar à morte, na qual os corpos cetônicos atingem níveis no sangue cerca de 8 vezes mais altos do que se consegue atingir em uma dieta cetogênica. Vou repetir, para que fique bem claro: aquelas pessoas que tentam atingir elevados níveis de cetose através de restrição severa de carboidratos atingem níveis sanguíneos de cerca de 0,5 a 3 mmol/L. Na cetoacidose, os níveis ultrapassam 25 mmol/L. Assim, é IMPOSSÍVEL uma pessoa com pâncreas funcionante desenvolver cetoacidose apenas com dieta low carb, mesmo que quisesse.

Bem, continuando. O texto abaixo, extraído do site do Hospital Albert Einstein, é fascinante pois mostra que tanto os endocrinologistas quanto as meninas doentes SABEM que a chave para a perda de peso é a redução dos níveis de insulina. Vejam só:

Diabulimia: distúrbio que pode ser fatal

Muher aplicado substancia no braçoTranstorno afeta pacientes com diabetes tipo 1 que deixam de tomar a insulina deliberadamente
Adolescentes do sexo feminino com diabetes tipo 1 formam o grupo de maior risco para o desenvolvimento de diabulimia, transtorno alimentar ou de imagem corporal, como a bulimia e a anorexia, porém com características relacionadas à administração da insulina. Portadoras de diabulimia aliam a rejeição aos alimentos – comum a todos os transtornos de imagem corporal – à redução ou até ao abandono do tratamento do diabetes por saberem que a perda de peso é um dos efeitos mais imediatos da falta de insulina. É mais um distúrbio que coloca a saúde em risco em nome da estética da magreza.
Um dos principais hormônios produzidos pelo corpo humano, a insulina é de vital importância para o funcionamento do organismo e para o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Nos portadores de diabetes tipo 1, o pâncreas é incapaz de produzir a insulina, que precisa ser suprida por meio da autoadministração.
A conduta clássica no tratamento da doença consiste em ensinar a criança ou adolescente a se medicar para que possa manter sua autonomia e independência. “O paciente recebe todas as informações relacionadas à importância de administrar corretamente a insulina, tanto no que se refere à dose certa quanto aos intervalos adequados, e é alertado sobre o que pode acontecer se não seguir à risca o esquema”, diz o Dr. Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Einstein.

O outro lado da informação

Com pleno conhecimento sobre o mecanismo de ação da insulina, pacientes com propensão ao distúrbio alimentar acabam tendo nas mãos um poderoso instrumento para provocar o rápido emagrecimento. Sem insulina, o corpo perde a capacidade de utilizar a glicose como fonte de energia e vai buscar essa energia na gordura. (...)


A anorexia é uma doença, e suas consequências são devastadoras. Mas a obesidade, a síndrome metabólica e o diabetes tipo II também podem ter consequências devastadoras, e são MUITO mais comuns.

A pergunta que devemos fazer é: já que todos sabemos (veja as porções marcadas em amarelo, acima) que a insulina é o hormônio chave para a regulação do tecido adiposo, por que médicos e nutricionistas ainda perdem tempo mandando as pessoas passarem fome?

Com restrição de carboidratos:

1) Já conhecemos o mecanismo hormonal (vide acima);
3) Já provamos que é segura (também aqui e aqui)

O que mais falta para a sua adoção em larga escala?

45 comentários:

  1. Caro Dr. Souto,

    Penso que é exatamente o fato de que a indústria da doença gera uma receita de mais de 30 bilhões de dólares ao ano, que essas informações não são usadas para ajudar os pacientes.

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  2. Dr. Souto, desculpe se este não for o local apropriado para minha dúvida, mas como estou no mobile, não acesse a busca. Gostaria de experimentar a dieta low carb, mas sempre tive receio até chegar a ler seu post em resposta a um professor de ed. física que perguntava a relação entre low carb e musculação. Faço treino para hipertrofia, não tenho pretensão de competir nem nada, apenas permanecer saudável me exercitando da forma q gosto, que é a musculação. Através dela e de uma nova postura em relação a alimentação já baixei bastante meu percentual de gordura, mas sinto q estagnei. Como infelizmente não encontrei nenhum nutricionista voltado ao esporte em minha cidade (e a q me consultei por 2x não se mostrou interessada no meu objetivo me passando uma dieta de gaveta q nada tinha a ver com minha rotina), estou sem acompanhamento. Poderia pedir-lhe q me indicasse um post seu onde explique como devo proceder para iniciar no low carb? Nesse início, seria prudente reduzir os carbos para o pré e pós treino, somente? Há alguma dieta de, digamos, transição?

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  3. Se as pessoas tomarem conhecimento que comida de verdade, ainda que em grande quantidade, emagrece, o que será feito com os estoques e mais estoques de comida enlatada, abarrotada de açúcar, entupida de farinhas que lotam os supermercados?

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  4. E o preço da carne e verduras?

    Porém, acho que se essa mudança ocorrer, ela vai ser bem lenta e terá tempo para produção de alimentos de modo geral mudar e acompanhar tais mudanças...

    Por exemplo, já é ensinado nos cursos de nutrição/enfermagem da UFPE que as gorduras boas são as gorduras animais e os azeites extraídos de frutas (e não de sementes), desde 2009 pelo menos, quando morei numa pensão com alunas de ambos os cursos. Então podemos supor que os alunos de medicina da UFPE, que tiveram os mesmos professores de nutrição que elas, também estão tendo essa formação.

    Hoje, fala-se muito sobre óleo de coco e o mesmo é caríssimo e dificil de ser achado, mas há algum tempo atrás, se você quisesse óleo de coco teria que fazer em casa.

    Acho que o mais dificil é os médicos admitirem, para que a industria de alimentos mude para acompanhar o novo mercado.

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  5. Izabel, eu, quando comecei a dieta, também pensei que ela fosse cara, impraticável pelas camadas mais pobres da sociedade. Num primeiro momento (os primeiros 15 dias) você realmente come feito um leão tarado e o custo da sua alimentação dispara. Depois a sua fome vai diminuindo e você passa a comer menos comida que antes. Vai por mim: com esta dieta você economiza!

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  6. Isso explica porque os idosos, ao iniciarem o padecimento de Diabetes do tipo II, emagrecem. Isso todo mundo vê, todo mundo sabe.

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  7. npessoa, eu me referi ao preço da carne e verdura, caso essa dieta fosse recomendada pelos médicos da mesma maneira que uma dieta low fat é hoje.


    É claro, que se os alimentos mais procurados passassem a ser carne, ovo e verduras, o preço iria as alturas e faltaria tais alimentos em alguns mercados.


    Não sei como é ai onde você mora, mas aqui no nordeste, a parte de hortalicias dos supermercado não sustentaria mais que 10 famílias low-carb.

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  8. Penso que falta vontade política. A 'indústria da doença' é muito lucrativa.
    Mas tbm falra vontade de pensar... me desculpe Dr. Souto, sei que é médico, e é obvio que não é o caso do Dr, mas existe uma mentalidade muito bitolada no seu meio. A grande maioria dos médicos agem como se nós pacientes, 'pobre mortais', não tivéssemos nenhum conhecimento para poder sequer conversar com eles...

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  9. Teresa Cavalcanti10 de julho de 2013 13:02

    Não exatamente, Izabel. Considerando um aumento da demanda por carnes e legumes, inicialmente estes preços subiriam.


    Mas daí os produtores de outros produtos também iriam querer entrar no mercado de carne e legumes, já que estes agora seriam os mais lucrativos.


    Com a entrada de mais produtores, aumentaria-se a oferta desses alimentos e, a médio e longo prazo, ocorreria queda em seus preços. Eventualmente, o mercado se equilibraria (:

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  10. Agora a pouco, estava no supermercado comprando ovos e uma senhora bonitinha de 84 anos ao meu lado comentou que tinha saúde de ferro por comer de 4 a 5 ovos todos os dias. Ela contou que os médicos se assustam com os exames dela que são perfeitos comendo ovo e gordura.
    Perguntei qual óleo ela usava e ela me disse:
    "- Óleo? Que nada! Isso é veneno. Uso banha de porco até para deixar a carne de molho. Ovos e banha são saúde, minha filha. Os "médicos" é que enchem a gente de doenças com essas coisas modernas. Depois passam remédio. As fábricas é que ganham dinheiro com os remédios de colesterol. "
    Sabedoria e experiência nas palavras daquela senhora que é analfabeta (descobri depois), mas sabe o que faz bem.

    Ontem fui ao médico e quando comentei dos quilos perdidos, ele quis saber o que eu andava comendo. Quando contei, ficou assustado e me mandou parar "pra ontem". Disse que assim eu iria enfartar em pouco tempo porque as gorduras entupiriam as minhas artérias e que meu corpo ficaria fraco sem pão, arroz e feijão. Tentei argumentar, mas ele repetia que isso não é para todo mundo e não é o que a Organização Mundial de Saúde recomenda, nem é o que ele estudou 20 anos na universidade. Disse que ele sabia o que era melhor pra mim porque estudou para isso, pode?
    Eu fechei o assunto dizendo que levaria os exames que ele me pediu e assim ele tiraria as próprias conclusões.
    Sinceramente, essa situação me deixou um pouco preocupada. Não vou desistir jamais da alimentação que sigo porque me faz imensamente bem, mas é complicado não ter um profissional de saúde para acompanhar de perto ou pelo menos tentar entender o por quê da minha mudança. Eles simplesmente fecham os olhos e não aceitam. É uma pena que não estejam dispostos a pesquisar, a estudar sobre o assunto ao invés de ficarem parados no tempo, enraizados numa informação sem evidências científicas. Nós, pacientes, sofreríamos menos e seria tudo bem mais simples.

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  11. Milhares de hectares são usados para plantar soja, girassol, colza (vilgo "canola"), trigo, batata etc. Se o mundo fosse "paleo" estas áreas férteis poderiam ser aproveitados em outras coisas, diminuindo o custo das carnes e legumes.

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  12. E se fizermos o Movimento Bacon Livre e organizarmos uma passeata na av Paulista?
    Brincaderias à parte, a base de conhecimento que existe neste blog é fantástica. Tenho divulgado para amigos obesos, diabéticos e pessoas em geral que se preocupam com a alimentação e a saúde. Acho que o caminho é tirar este estilo de vida do underground e torná-lo disponível para o grande público.
    Mas abrir os olhos dos nutricionistas já seria de enorme ajuda. A maioria dos meus amigos discordam de mim pq "a nutricionista falou que pão integral é ótimo e bacon mata e ela estudou isso durante 4 anos".
    Pelas reações que eu li contra a Polyana que foi no programa do gugu, estamos muito longe de uma solução.

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  13. Hoje de manhã, saindo da academia, resolvi comprar umas frutas no supermercado no caminho pra casa - estava indo a pé, e logo após o treino sou um pouco mais liberal com frutas (não preciso perder peso). Comprei uma banana, uma pera e uma bergamota. Quanto eu gastei?? 1 Real. UM real. Se eu tivesse comprado porcaria, teria gasto no mínimo 3 ou 4x mais, não é mesmo? Precisa levar em conta não apenas o $ que se gasta com comida de verdade, mas também o $ que se DEIXA de gastar com lixo. E nem estou levando em conta o $ que se deixa de gastar com remédios, médico, etc...

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  14. Primeiro, leia aqui: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/01/como-devo-comer-comida-de-verdade.html

    Há quem prefira se jogar de cabeça, há quem prefira ir aos poucos. Eu sugiro cortar completamente o trigo (e demais grãos) e o açúcar. O resto, pode ir mudando aos poucos. Por uns 15 dias pode haver um pouco de "fraqueza" para a atividade física, que depois melhora.



    Eu e várias pessoas treinamos razoavelmente pesado com menos de 50g de carboidratos/dia - no seu caso, que o faz apenas para saúde, não haverá problema. Se fosse um jovem magro de 20 anos querendo ficar "bombado", uma maior ênfase nos carbs poderia ser apropriada.

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  15. Kel, minha sugestão: use a medicina para cuidar de suas DOENÇAS agudas: traumas, sangramentos, febre alta, tumores... Para cuidar de sua SAÚDE, sua curiosidade e informação lhe serão MUITO mais úteis do que os médicos. Neste quesito, a idosa analfabeta (acima) pode lhe ensinar muito mais.

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  16. Teresa Cavalcanti10 de julho de 2013 16:53

    Em pensar que muitas pessoas acham que está certíssimo e saudável comer uma barrinha proteica pós-treino, já que só olham o tanto de carbs e proteína e nem consideram o que colocam no lugar do açúcar ou mesmo o próprio açúcar.


    E elas custam pelo menos R$3,00, cotando por baixo.

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  17. Oi Teresa,
    só para exclarecer...

    eu disse o que você disse com outras palavras...

    Marina Garcia disse:
    "Se as pessoas tomarem conhecimento que comida de verdade, ainda que em grande quantidade, emagrece,"



    Eu argumentei:
    "Como ficaria o preço da carne e verduras?"

    (visto que aumenta a procura)



    E no mesmo post eu argumentei o que você disse:
    "Porém, acho que se essa mudança ocorrer, ela vai ser bem lenta e terá tempo para produção de alimentos de modo geral mudar e acompanhar tais
    mudanças...

    ... Acho que o mais dificil é os médicos admitirem, para que a industria de alimentos mude para acompanhar o novo mercado."


    Acho que vocês não entenderam o que eu disse rsrsrsrs

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  18. Dr.Souto,
    Fugindo um pouco do "escopo", mas ficaria muito grata pela ajuda. Minha mãe está sofrendo muito com a menopausa - ela não faz low carb nem paleo e eu imaginei que uma dieta paleo seria bom para aliviar os sintomas da menopausa, já que estes sistomas aparentemente são agravados pelo consumo de gorduras poliinsaturadas. Ela tem enxaquecas terríveis se faz reposição hormonal com estrogênios, mas sem eles ela tem ondas de calor, ansiedade e insônia. Eu não entendo os mecanismos da menopausa, e tentando ajudar ela de algum modo encontrei isso, o que me deixou mais perdida ainda:

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14501548

    Eu achei isso lendo esse outro aqui:

    http://raypeat.com/articles/articles/hot-flashes-energy-aging.shtml

    E porque mulheres na menopausa têm dificuldade de perder peso mesmo praticando low carb?

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  19. A informação só transforma a vida dos que se importam com a saúde. Se um dia 100% das pessoas souberem que comida de verdade, low carb, é o caminho, AINDA ASSIM a maioria das pessoas optará por continuar comendo lixo.

    Se informação bastasse, ninguém fumaria.
    Em 10/07/2013 18:47, "Disqus" escreveu:

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  20. Acho que tudo começa com a Gigantesca indústria da alimentação, antes da indústria da doença". Estamos falando de contra indicar Trigo, doces, refrigerantes, etc. São marcas fortíssimas e milionárias (imagina deixar claro o tanto que uma coca-cola faz mal, ou que quase nada da Nestlé faz bem pra saúde, ou que nenhuma padaria do mundo vende comida saudável). Concordo que ainda assim muitas pessoas continuarão comendo essas comidas, e tem que ser assim mesmo, tem que ser uma escolha. Mas o que é inconcebível é as pessoas continuarem achando que comendo pão integral, granola, e açaí vão emagrecer facilmente, que podem comer macarrão, leite de soja porque é saudável ou que açúcar são só calorias vazias, etc. Depois vem mudar a mentalidade dos profissionais de saúde, o que é bem difícil também. É vergonhoso passar a indicar exatamente o contrário do que era feito anteriormente, a mudança é enorme e é quase uma religião para médicos e nutricionistas que repetem o que aprenderam sem se quer dar ouvidos a algo diferente, mesmo que recheado de evidências. Esses dois pontos devem ser suficientemente fortes para mudar a política de saúde de um grande país (no nosso caso como copiamos as recomendações americanas, dos EUA) deve ser mostrado que os gastos com saúde relacionados à alimentação são absurdamente relevantes para os governos e sociedade (apesar de aí também existirem aqueles que se beneficiam muito dessa indústria da doença). Mudada a política e recomendação das grandes entidades de saúde seria possível uma grande mudança de paradigma alimentar. Na prática não acredito nisso. O caminho, acho que é aos poucos, mesmo. Blogs, palestras, reportagens, livros (só traduzir vários) e boca a boca. Tem que haver uma massa pensante, mobilizada e preparada para começar a operar a mudança. No Brasil não vejo isso nem perto do que vejo nos EUA que possuem comunidades paleo, sites, revistas, livros, documentários de grande qualidade (e mesmo assim ainda é visto como uma dieta dentre tantas outras). Mas acho que temos que ser bem enfáticos e embasados, temos que sair do armário, e mostrar um monte de informação sempre que questionados ou procurados pelas pessoas que nem imaginam da verdade. Caso contrário, vai ficar parecendo que é só mais uma das tantas dietas malucas como da lua, da sopa, do tipo sanguíneo, etc. Dr. Souto e demais participantes, vamos escrever livros em português, vamos aparecer na grande mídia na marra, vamos ao enfrentamento da ignorância alimentar dogmática vigente. Essas idéias podem salvar muitas vidas (muitas mesmo!!!), ou não...

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  21. Concordo com isso também e imagino que os que mais precisam dessa dieta low-carb (diabéticos, pessoas com sindrome metabolica...).
    São os que menos a seguirão...

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  22. Náira Rosenstiel10 de julho de 2013 22:22

    Falando em síndrome metabólica Dr. Souto, como podemos constatar que sofremos de tipo de síndrome? Fui hoje ao endocrino e pedi todos os exames possíveis, inclusive o de insulina, será que por esse exames já é possível constatar ou não o problema, ou é necessário algum exame mais específico?
    Tenho tireoidite de Hashimoto, e a ultima vez que fiz um exame para contagem de anti-corpos foi a uns 2 anos atrás. O médico na época me disse que apesar de eu já apresentar os sintomas do hipotiroidismo só poderia tratar quando a doença de fato estivesse instalada, porém esse médico que fui hoje disse que não, que pelos meus sintomas, e se meus anticorpos estivessem altos, eu já deveria estar sendo medicada.

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  23. Dr, no que a dieta paleo pode estar relacionada com inchaço e sensibilidade mamária, mais aumento do nível de prolactina? Será que foi o aumento do consumo de carne vermelha (antes da dieta, eu comia pouquíssima carne vermelha)?

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  24. Adorei essa do "leão tarado" heheeheh. É exatamente como me sinto :)

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  25. O problema não é falta de vontade política, na verdade o problema é o excesso dela. Não custa lembrar que essa onda low fat toda se inicia com o governo americano se intrometendo no que as pessoas devem comer. Sobretaxando comidas gordurosas e subsidiando a agricultura de grãos. O infame Mcgovern Report, o FDA. E aqui no Brasil nossas agencias que copiam o que é feito por lá.

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  26. Rennan Caminhotto11 de julho de 2013 10:18

    Fato.

    O Diabetes prova, por A + B, quem controla
    os estoques de gordura no organismo.

    Diabéticos do tipo I descompensados, apesar de comerem horrores, possuem na maioria das vezes quadros
    de lipodistrofia (Grande falta de tecido gorduroso).

    Tenho usado essa analogia (da perda de peso
    no diabetes) para convencer pacientes.

    Ótima matéria! Vou lembrar-me dela nas
    consultas.

    Um abraço,

    Rennan

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  27. Eu NUNCA precisei perder peso e, ainda sim, pela minha saúde (e também pra parra de passar forme com as dietas low fat) resolvi mudar de vida. Desde que mudei minha alimentação, emagreci 2 quilos, sem o propósito de fazê-lo e comendo uma quantidade de indecente de comida rsrs.Tenho alertado constantemente meus familiares sobre os perigos de se entupir com comida abarrotada de carboidratos, mas os que mais precisam sequer se dão o trabalho de me escutar e ainda me chamam de "magra de ruim" :/

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  28. Eu NUNCA precisei perder peso e, ainda sim, pela minha saúde (e também pra parar de passar forme com as dietas low fat) resolvi mudar de vida. Desde que mudei minha alimentação, emagreci 2 quilos, sem o propósito de fazê-lo e comendo uma quantidade de indecente de comida rsrs.Tenho alertado constantemente meus familiares sobre os perigos de se entupir com comida abarrotada de carboidratos, mas os que mais precisam sequer se dão o trabalho de me escutar e ainda me chamam de "magra de ruim" :/

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  29. Christiano Moreira11 de julho de 2013 12:25

    Prezado Dr. Souto, parabéns pelo blog. Estou fazendo uma dieta low-carb a 25 dias, comecei com 150 kilos, estou com 138 kilos, já perdi 12 kilos, meus exames:

    Anteriores - dia 12/06/2013
    Glicemia de jejum 117
    Insulina de jejum 60,70
    Triglicerídeos 257
    Colesterol Total 152
    HDL -34
    LDL Calculado - 67
    LDL Dosado - 81
    VLDL - 51

    Hoje - dia 10/07/2013
    Glicemia de jejum 83
    Insulina de jejum 13,96
    Triglicerídeos 213
    Colesterol Total 167
    HDL -30
    LDL Calculado - 94
    LDL Dosado - 97
    VLDL - 43

    Ainda não voltei no médico, tenho consulta amanhã, mas acredito que está ótimo, realmente o segredo é controlar a insulina, muito obrigado pelas dicas.

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  30. Esta indo MUITO bem!
    Em 11/07/2013 12:25, "Disqus" escreveu:

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  31. Dr. num determinado blog li a informação de que a quinoa era um dos alimentos mais saudáveis que há. Qual a sua opinião sobre? Tudo de bom!

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  32. Justamente, pura ilusão! O pão integral e essas malditas barrinhas sabotam e muito a saúde das pessoas!

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  33. Christiano Moreira11 de julho de 2013 15:37

    Dr. Souto, esqueci de perguntar, eu tenho problema de gota e meu acido úrico aumento para 13, tem relação com a dieta low-carb?

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  34. balela...isso é papo de capa de revista boa forma
    Quinoa = arroz


    Quinoa
    http://ndb.nal.usda.gov/ndb/foods/show/6359

    Arroz branco
    http://ndb.nal.usda.gov/ndb/foods/show/6276

    Arroz integral
    http://ndb.nal.usda.gov/ndb/foods/show/6274

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  35. Monica, dá uma consultada no seu painel do Disqus pls. Te fiz uma pergunta referente à cabelo. Estou investigando mais suspeitos de causarem queda.

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  36. Teresa Cavalcanti12 de julho de 2013 08:30

    Eu discordo que quinoa seja igual ao arroz.

    A quinoa é base da alimentação dos povos nos andes. Eu acredito que uma alimentação low carb, pra quem não precise emagrecer, acrescida de quinoa não deva ser prejudicial, da mesma maneira como de tubérculos, como dos povos que o Dr. Souto postou há um tempo atrás que comiam peixes, tubérculos e coco.

    Estou só supondo, claro (:

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  37. O que eu quero dizer é que quinoa engorda igual arroz. Muito amido, poucas fibras. Para quem não precisa emagrecer, segundo o Dr. Souto, arroz pode fazer parte da dieta.

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  38. Dr, ja faz algum tempo que acompanho o maravilhoso blog, comecei bem perdendo muito peso mas enfim, a carne foi fraca tive um ganho de peso inexplicável que me desanimou. Voltei a comer carbo e q raiva, acho que era a balança porque inesperadamente emagreci mesmo colocando carbo. Estou começando no domingo esta jornada para nunca mais parar (a familia já esta bem avisada pois adoram me tentar com pizza e pao de queijo heheheh) mas algumas perguntas não querem calar, parece idiota (talvez seja) mas estou respirando e tomando coragem, vamos lá.

    Sou programador e tenho me exercitado pouco (amo me exercitar mas é vergonha do corpo mesmo) então fico muito tempo sentado (pra piorar sou sócio da empresa agora e trabalho em casa) ontem por exemplo comi sei la meia peça de costela (divina) eu como pacas. Me deixa ver se eu entendi algo que ta me corroendo, é claro que eu exagerei e posso engordar mesmo não sendo carbo certo? É que com este negocio de não contar calorias e poder comer a vontade parece que não tem limite, mas acho que eu emagreceria mais se eu comesse somente umas 2 vezes por dia e em menos quantidade (sem passar fome já que esta dieta tira a fome) a outra coisa é mais doida ainda. Vamos supor que a noite antes de dormir eu coma uma ou duas bananas. Meu corpo que está com baixo nível de glicose vai ter um pequeno pico liberando mais insulina que por sua vez vai causar uma pequena hipoglicemia que vai me dar uma necessidade de comer algo doce. Como vou estar dormindo meu corpo vai ter que acessar gordura de forma acelerada otimizando assim a queima de gordura. Certo? Fiz esta besteira algumas vezes e quando acordo a noite para urinar por exemplo estou com uma fome quase insuportavel mas volto a dormir e acordo sem fome. Desculpem pelo testamento. Grato

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  39. Seguinte: pode engordar mesmo comendo zero de carboidratos, simplesmente é bem mais difícil. Mas, em todo o caso, uns jejuns são uma boa. E minha experiência é que, depois da fase inicial de deslumbramento por poder comer à vontade, a fome diminui e a coisa se ajeita - o corpo só está compensando por causa da nova liberdade recém ganha.

    Há quem defenda comer carboidratos à noite (procure no google "carb backloading"), mas isso pressupõe treinar pesado no dia seguinte para esvaziar o glicogênio acumulado e, de quebra, criar massa muscular. Minha sugestão é que vc se atenha a low carb, sem bananas.


    Em 12 de julho de 2013 18:13, Disqus escreveu:

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  40. Dr. Souto, estou na menopausa e sinto calores horríveis, os chamados fogaços. Comecei a dieta e já perdi 2kg. Existem algum alimento que possa me ajudar a amenizar estes calores. Agradeço a gentileza de resposta.
    Eliene Oliveira

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  41. Olá, tenho algumas dúvidas: Posso comer uma banana caturra antes de ir pra academia como pré-treino? E quanto a beterraba e cenoura, estão proibidas mesmo cruas?

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  42. Pode sim, mas vai queimar banana, e não gordura (insulina alta impossibilita a queima de gordura)


    2014-05-23 10:00 GMT-03:00 Disqus :

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  43. Mt bom este post.

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