segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Azeites batizados

A proteste testou várias marcas de azeites de oliva no mercado. Resultado? Vários não são o que dizem ser.

No entanto, apenas alguns são ruins para você, na medida em que contêm óleos extraídos de sementes. Outros, embora estejam fraudando a sua boa fé, dizendo-se extra-virgens quando são apenas virgens, não trazem prejuízos à sua saúde.

O livro Toxic Oil, de David Gillespie, explica bem as diferenças entre os diferentes azeites de oliva:

Em resumo, virgem é o óleo extraído das azeitonas sem o uso de calor ou produtos químicos - as frutas são esmagadas em uma pasta e centrifugadas, e o óleo separado. Extra-virgem é apenas um óleo virgem cujo sabor é julgado como sendo superior, devendo ter menos de 0,8% de ácidos graxos livres.
Refinado é o azeite (de oliva) que não pôde ser classificado como virgem ou extra-virgem devido ao teor mais elevado de ácidos graxos livres - ele é então refinado por processos físicos e químicos de modo a reduzir seu teor de ácidos graxos livres para menos de 0,3% - produzindo um óleo quase sem cor e sem sabor. Como diz Gillespie, "O azeite de oliva refinado não é nutricionalmente inferior ao virgem, mas se você tem aversão a comida que tenha sido quimicamente tratada, então não compre azeites de oliva denominados "refinados", "puros", "light" ou "extra-light". 

Agora, com a devida compreensão do assunto, vamos à reportagem:


Azeites: de oliva só no rótulo

  • Teste da Proteste indica que as marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados
  • Menos da metade dos 19 produtos avaliados, apenas oito, apresentam qualidade de extravirgem
  • Entidade vai notificar o Ministério Público, Anvisa e Ministério da Agricultura para que fiscalização seja mais eficiente
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Atualizado:

Apenas oito das 19 marcas avaliadas realmente são extravirgens
Foto: FOTO: SXC.hu
Apenas oito das 19 marcas avaliadas realmente são extravirgens FOTO: SXC.hu


RIO — A Proteste - Associação de Consumidores testou 19 marcas de azeite extravirgem e constatou que quatro (Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real) não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados. Menos da metade dos produtos avaliados, apenas oito, apresentam qualidade de extravirgem. São eles: Olivas do Sul, Carrefour, Cardeal, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor, Qualitá. Os outros sete (Borges, Carbonell, Beirão, Gallo, La Espanhola, Pramesa e Serrata) são apenas virgens. Dos quatro testes que a entidade já realizou com esse produto, este foi o com o maior número de fraudes contra o consumidor.

As propriedades antioxidantes do azeite de oliva são o principal atrativo do produto, devido ao efeito benéfico à saúde. Mas para que o azeite mantenha suas características, é importante que ele não seja misturado a outras substâncias. Os quatro produtos declassificados pela entidade são, na verdade, uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. Em diversos parâmetros de análise, essas marcas apresentaram valores que não estão de acordo com a legislação vigente. Os testes realizados indicaram que os produtos não só apresentam falta de qualidade, como também apontaram a adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza a fraude.

Outros sete não chegam a cometer fraude como esses, mas também não podem ser vendidos como extravirgens. A entidade ressalta que o consumidor paga mais caro, acreditando estar comprando o melhor tipo de azeite e leva para casa um produto de qualidade inferior.

É considerado fraude o produto vendido fora das especificações estabelecidas por lei. Para as análises, foram considerados parâmetros físico-químicos para detectar possíveis adulterações: espectrofotometria (presença de óleos refinados); quantidade de ceras, estigmastadieno, eritrodiol e uvaol (adição de óleos obtidos por extração com solventes); composição em ácidos graxos e esteróis (adição e identificação de outros óleos e gorduras); isômeros transoleicos, translinoleicos, translinolênicos e ECN42 (adição de outras gorduras vegetais).

A entidade vai notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo fiscalização mais eficiente. Nos três testes anteriores foram detectados problemas. Em 2002, foram avaliados os virgens tradicionais e foi encontrada fraude. Em 2007, a situação se repetiu com os extravirgens. Em 2009, uma marca que dizia ser extravirgem não correspondia à classificação. Para a Proteste, isso demonstra que os fabricantes ainda não são alvos da fiscalização necessária.

A importadora da marca Quinta D´Aldeia, a Sales, informou que foi notificada pela Proteste no último dia 4 e está buscando esclarecer "estas divergências" junto à entidade. A empresa também garantiu que o lote 80, utilizado pela Proteste para os testes, "encontra-se em consonância com a legislação, conforme laudo elaborado a pedido da empresa, razão pela qual se faz necessário analisar o suposto laudo na qual a reportagem se baseia". Disse, ainda, que está à disposição para realizar contraprova para comprovar o resultado do teste da entidade.

A Angel, importadora da Vila Real, e a importadora da Figueira da Foz ainda não retornaram o contato da reportagem. A outra marca desclassificada não teve representante localizado pela reportagem.

A Carbonell informou que todos os lotes de produtos da marca são submetidos a um rigoroso controle de qualidade dos laboratórios do governo da Espanha credenciados e exigidos pelo Brasil. "Esses laboratórios certificam que os produtos cumprem todas as normas de qualidade brasileiras", complementou em nota. A empresa informa, ainda, que realizou na Espanha uma contraprova em amostra do mesmo lote analisado pelo teste e constatou que as características do azeite correspondem a um produto extravirgem "da mais alta qualidade".

44 comentários:

  1. Esses óleos refinados usam hexano como solvente. O hexano é um dos componentes da gasolina! Veja o item 3.2 deste manual da Embrapa: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/18455/1/doc171.pdf

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  2. É - especialmente os refinados de sementes, que precisam BEM mais hexano para sua extração.


    2013/11/11 Disqus

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  3. Dr.Souto, Comprei um chileno , chama-se "Tocca", extra virgem e com 0,2% de acidez e é em garrafa escura. Produzido e engarrafado no mesmo local. Será q com estas informacoes posso conceitua-lo como confiavel?? Ah! minha nutricionista recomendou tomar uma colher de sopa em jejum, diz que com isso acelera a queima de gordura. Sabe dizer algo sobre isso?? Grata. Abs.

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  4. olha só, sem querer eu ja comprava andorinha, vou continuar comprando :)

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  5. O que acelera a queima de gordura é NÃO comer carboidratos. NADA que você coma acelera a perda de gordura, seria um contrassenso. O que ocorre é, por exemplo, se você optar por pular o café da manhã e fazer JI até o almoço, uma colher de sopa de óleo de coco vai aumentar sua cetose e deixar vc com menos fome até lá, mas a queima de gordura será por conta do jejum e da baixa insulina, não por conta do óleo de coco.


    Em 12 de novembro de 2013 02:50, Disqus escreveu:

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  6. Só deus sabe


    Em 12 de novembro de 2013 02:50, Disqus escreveu:

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  7. Dr., minha amiga (Dra em Engenharia de Alimentos) me deu outra informação acerca do azeite virgem / extra-virgem. Ela diz que o extra-virgem é a primeira extração, sem processo químico. Do "bagaço", digamos, vem a segunda extração, e já tem processo químico (aquecimento e/ou uso de solvente - que é removido depois), e este é o azeite virgem. Por fim, a acidez se dá por conta da qualidade da semente e do armazenamento.

    Será que no Brasil é diferente?

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  8. Só se for. Alguém aí é do ramo?


    Em 12 de novembro de 2013 09:19, Disqus escreveu:

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  9. Regiane Afonso Ramos12 de novembro de 2013 10:03

    Dr. Souto, uma conceituada nutricionista de Campinas postou o comentário abaixo. O que vc acha? Pergunto-lhe, pois está acontecendo comigo.

    “Cortou” carboidrato e ainda assim não emagrece? Está com dificuldade para dormir? Se suas respostas foram sim, talvez você esteja com baixa produção de serotonina e a ficar sem carboidratos pode prejudicar seu sono e aumentar seu níveis de cortisol e você não emagrece".

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  10. Para mim o sentido da causalidade é reverso. Se a pessoa está estressada e dormindo pouco, acaba não perdendo peso a despeito de ter cortado os carboidratos (pois fica mais resistente à insulina). Aí, é necessário investir na higiene do sono (eliminar fontes de luz azulada após o por do sol, silêncio, cortina blackout, etc) - e a atividade física durante também ajuda para melhorar o sono à noite.


    Em 12 de novembro de 2013 10:03, Disqus escreveu:

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  11. Dr. Entao e mito dizer que o corpo queima gordura no repouso (metabolismo basal ) nao estando em cetose?

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  12. O azeite que passa por solvente é chamado de "refinado".

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  13. Não é mito. O corpo queima gordura em repouso não estando em cetose. A insulina precisa estar muito baixa para que a concentração de beta-OH-butirato passe de 0,5 (cetose). Mas uma queima de gordura mais lenta, sem cetose, ocorre no repouso, se a pessoa estiver com a insulina baixa, mas não baixíssima. O que é mito é que tomar uma colher de sopa de azeite de oliva, ou seja lá o que for, vá acelerar a queima de sua própria gordura.


    2013/11/12 Disqus

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  14. Não que seja mais ou menos confiável, mas eu gostei do mitos x verdades deste site aqui:

    http://www.azeite.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1459:mitos-e-verdades-na-hora-de-escolher-o-azeite-de-oliva&catid=91:mitos-e-verdade&Itemid=133

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  15. Tá difícil esse país ... Gasolina, leite, azeite, whey .... tudo batizado. Só tem gente querendo levar vantagem em cima dos outros.

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  16. Menor risco de batismo = plantas e bichos.


    2013/11/12 Disqus

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  17. Ah, Luiz, mas aí é pra saber se o sabor é bom, encorpado, frutado e etc... Só serve pra quem é perito nisso... Pra nós, reles mortais, o que importa é não comprar gato por lebre, né?!

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  18. O que minha amiga disse é que o "refinado" é aquele que passa por tratamento para neutralizar os ácidos graxos livres. Exatamente como está ali em cima no livro Toxic Oil. Não é o que passa por solvente. Inclusive ela disse que é com soda cáustica que se neutraliza os ácidos graxos! :O

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  19. O termo "refinado" dá uma idéia de melhoria. Mas melhoria por qual motivo? Quando se pega o bagaço da azeitona e taca calor e hexano para tirar mais óleo, o que sai é um óleo muito pior que o extraído anteriormente. É preciso "refinar" o produto adicionando desodorizantes, clarificadores, desoxidantes etc.

    Com relação aos nomes, o artigo terceiro desta lei que só vale na União Europeia dá uma luz sobre o assunto:

    http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2002:155:0027:0031:PT:PDF

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  20. Fatima Aparecida Rocha Guimara12 de novembro de 2013 18:39

    Boa tarde Dr. Souto.
    Hoje comprei óleo de coco numa feira onde vende produtos artesanais.
    o óleo está numa garrafa pet reutilizada...rsrsr...mas me pareceu tão branquinho e tão limpinho que resolvi arriscar.....qdo cheguei em casa coloquei no freezer pra testar e ele solidificou em mais ou menos 30 minutos.
    Eu experimentei e tem a mesma textura, cheiro, gosto do óleo da Copra que costumo comprar.
    A pergunta é:- fiz um bom negócio??....será que posso confiar??
    ET. moro no interior da Bahia

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  21. Eu li que os melhores azeites são os mais jovens, engarrafados no local e de vidro escuro. Se o rótulo estiver falando a verdade o seu tem meio caminho andado para ser bom. Acho que pelo gosto dá para ter uma noção. Os importados que já comprei geralmente tinham um ótimo sabor, mas confesso que não sou fã de azeite, raramente uso (gostava de usar quando comia pizza e macarrão. he :D).

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  22. E-mail da minha amiga: "Refinação compreende: processo de neutralização para extração de ácidos graxos livres (diminuir a acidez); clarificação o óleo (eliminar a cor natural do óleo); desodorização (eliminação de odores e gostos característicos do óleo).
    Neutralização: processo químico realizado com aquecimento do óleo em NaOH. Os ácidos graxos livres (provocam rancificação, tornando o óleo rançoso). Desta reação forma sabão que é retirada com lavagem do óleo em água quente.
    Clarificação: processo físico, realizado através de filtração com carvão ativo, eliminando pigmentos naturais da semente e compostos que dão gosto. É necessário porque quando o óleo é aquecido, pode transferir sabor ao alimento ou cor estranha. Este processo deixa o óleo límpido, mto desejado pelo consumidor.
    Desodorização: processo físico através da injeção de vapor no óleo para eliminação de compostos odoríferos. Serve para não deixar o ambiente fedido qdo o óleo é aquecido.
    Todo estas etapas são importante pra tds as oleaginosas ou sementes que darão óleo.

    No caso do azeite de oliva, o processo é diferente. A azeitona inteira é prensada a frio, e daí sai o óleo extra-virgem, da 1ª prensagem. A acidez final depende das condições de armazenamento das azeitonas. Se a temperatura for alta e/ou alta umidade, haverá maior % de ácidos graxo livres e portanto o azeite terá acidez maior. O óleo é extraido de azeitonas verdes. As pretas dariam cor ao óleo. Como é um óleo extra-virgem, nenhum outro processo poderá ser feito. Nem mesmo a eliminação de odores ou cor ou gosto.

    O azeite virgem é prensado uma 2ª vez. A torta da 1ª prensagem é fervida e prensada novamente. E tb a acidez vai depender da matéria prima inicial e das condições do 2º processo. Este óleo tb não sofre nenhum outro acabamento.
    Ambos são considerados óleos de mesa e não são usados na culinária uma vez que tem cor (esverdeado), sabor e odor (característicos da oliva) e como têm grande quantidade de ácidos graxos mono-insaturados não suportam altas temperaturas de cozimento. Por isso não são usados para fritura.
    O aquecimento oxida os ácidos graxos e forma peróxidos que são irritantes para a mucosa do estômago além de diminuir a qualidade do óleo ".

    No fim das contas não faz a menor diferença pra nós, mas é legal saber. Se tiver alguém mais da engenharia de alimentos, comente! Bjs!

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  23. Por sorte estou comprando um honesto (Andorinha). Gosto do sabor e principalmente daquele bico retrátil, acho horrível quando as garrafas têm um super bocão que faz cair um monte de azeite.
    www.vidalowcarb.com.br

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  24. deixei um depoimento nos comentários do tópico sobre Jejum Intermitente, mas como não sei se o Dr. Souto é atualizado sobre os comentários, vou transcrevê-lo aqui: boa tarde, comecei meu modo de vida Paleo a quase 6 semanas e 7 quilos já foram pro espaço. o maravilhoso de tudo isso é que faço JI e malho (treino pesado) durante os JI e ñ sinto mais vertigens e fraqueza. por vezes fico sem comer depois do treino para completar o JI e ainda assim ñ sinto fome. me sinto muito bem ñ estando preso a se alimentar de 3 em 3 horas e por incrível que pareça, sinusite e até caspas (sim, caspas) sumiram.

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  25. Só esqueceram de ressaltar que o excesso de carne e queijo citado na reportagem é o da McOferta, acompanhado por batata grande, refri grande e McFlurry c/ Suflair.


    http://veja.abril.com.br/noticia/saude/dieta-rica-em-proteina-animal-aumenta-risco-de-diabetes-diz-estudo

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  26. Óleo de coco (e gordura saturada em geral) é sólido em temperatura abaixo de 25 graus


    Em 12 de novembro de 2013 18:39, Disqus escreveu:

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  27. Muito bom Nélson. Eu leio TODOS os comentários, embora às vezes não consiga tempos para responder. AH, e a rinite e caspa melhoraram por causa da dieta - não é coincidência.


    Em 13 de novembro de 2013 13:03, Disqus escreveu:

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  28. Sobre o Quinta D'Aldeia eu já sabia, ô troço ruim... Não passa nem perto do cheiro e do sabor do azeite de verdade. Os que me surpreenderam foram o Borges e o Gallo. Prefiro o extra-virgem por sabor mesmo, mas foi bom saber que o virgem não faz mal.

    Meu sonho de consumo em relação ao azeite é um ter um daqueles azeites brutos, não-filtrados, com pedacinhos de azeitona no fundo do vidro, como aquele Verdenso... pena que é muito caro pra uma adolescente que depende dos pais :/

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  29. Prezado Dr. Souto, existe alguma evidência de que uma dieta baseada em frutas seja prejudicial a saúde, como apresentado na reportagem abaixo?

    http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/11/gravida-faz-dieta-baseada-em-frutas-e-gera-polemica-na-web.html

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  30. É uma dieta baseada exclusivamente em carboidratos e frutose - o que vc acha?


    2013/11/13 Disqus

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  31. Achei que por ser somente de frutas estava isenta de perigo. Muito obrigada pela atenção!

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  32. O pâncreas é agnóstico no que diz respeito à origem dos picos de glicose no sangue - ele só "vê" glicose. Da mesma forma que seu pâncreas não diferencia entre pão preto e pão branco, também não diferencia entre frutas e qualquer outra fonte de açúcar. É diferente uma pessoa comer uma dieta com 65% de calorias em gordura, 25% em proteínas e 10% de carboidratos sendo que esses 10% vem de frutas com pouco açúcar e saladas. Uma dieta com, digamos, 90% de carboidratos será sempre um Hiroshima nutricional, não importa se feita de algodão doce ou de frutas. Bem, na verdade, provavelmente com frutas seria um Nagasaki, um pouco menos menos pior do que com algodão doce...


    2013/11/13 Disqus

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  33. Hiroshima nutricional foi hilário! Ótimo esclarecimento. Valeu!

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  34. http://dietaquefunciona.com.br

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  35. Dr. Souto, aumentei a ingestão de carbos paleo, logo antes de deitar, e durmo perfeitamente bem! Faço assim por recomendações que li sobre manter o café da manhã sem carbos e aumentar à noite, pra melhor regulação da glicose durante o sono. Antes eu tomava até melatonina e ainda assim não gostava do resultado. Existe alguma relação entre aumento de carbos à noite e melhor qualidade do sono ou é coisa da minha cabeça?

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  36. SIM


    Em 15 de março de 2014 23:51, Disqus escreveu:

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  37. Show mesmo, ganhei um vidro da minha cunhada e adorei, e o bico pra mim foi novidade, muito prático.

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  38. Dr. Souto: Eu sei que a recomendação é não usar azeite para cozinhar, porque perde suas propriedades quando aquecido. Além disso, as nutricionistas costumam dizer que, quando aquecido, o azeite se transforma numa gordura "ruim", ou seja, saturada. Minha dúvida é, se gordura saturada não é ruim, então não faz mal usar azeite para cozinhar, apenas não terá benefícios. Estou errada? Pergunto isso porque não consigo gostar do sabor da manteiga, da banha nem do óleo de coco. No entanto, sou apaixonada por azeite. Gosto muito mais de um ovo frito no azeite do que na manteiga. Não me preocupo com a perda de valor nutricional porque uso muito azeite cru também, eu jogo azeite no meu prato inteiro. O que o senhor acha? Obrigada
    Gi

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  39. Olá Gisele,

    Pode usar azeite. http://authoritynutrition.com/is-olive-oil-good-for-cooking

    Explore mais o blog! Use a barra de ferramentas “Pesquisar
    este Blog” e digite o que procura. Leia os comentários que são muito ricos!

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  40. Ele perde ALGUMAS propriedades com o aquecimento (os polifenois), mas não fica tóxico, nem saturado, nem trans - PODE USAR.


    Em 3 de junho de 2014 14:03, Disqus escreveu:

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  41. o bom do dr. Souto é que ele é sempre hilário, uma ironia refinada, muito bom! hihihihihi

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  42. Além do que o dr. Souto lhe disse, Gisele, ainda tem outro detalhe: até +-180o. C, por +- 30 min. o azeite "aguenta" bem o aquecimento, sem perder tanto. Mt melhor que óleos cheios de w6 (ômega 6), né?

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  43. A acidez depende da rapidez da colheita e transporte até o processo da moagem e produção do azeite. Quanto mais tempo a azeitona oxidar maior será a acidez. Ou seja, contato com o solo, manuseio das frutas e rapidez na colheita determinam um bom azeite. Os azeites chilenos segundo minhas pesquisas estão ganhando a maioria dos prêmios internacionais. O Chile não tem tradição por isso se esforça na qualidade e já consegue produzir os melhores azeites do mundo. Lembrem dos carros japoneses (feitos no Japão). Busco também os azeites que tenham o certificado Kosher. Ideal que sejam garrafas escuras. Agora a questão do solo e as propriedades de cada azeite é papo para o Prof. José Luiz M Garcia.
    Pensem em outra coisa. Os senhores acham possível uma única marca produzir tamanha quantidade de azeite? O ideal é comprar de pequenos produtores.
    Quanto dura uma garrafa de azeite? Não é melhor pagar um pouco mais por um bom azeite?

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  44. Amelia Schwarzeluhr10 de agosto de 2014 18:51

    idem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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