terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Fígado

Quando você fala a alguém que decidiu seguir um estilo de vida páleo low carb, há 3 medos-fantasma (totalmente fictícios) que imediatamente vêm à tona na conversa: isso vai fazer mal para os rins, para os ossos e para o fígado. Sobre rins e ossos, já escrevi (aqui e aqui). Hoje é o dia do fígado.

Esteatose hepática, ou fígado gorduroso, ou ainda doença não-alcoólica do fígado gorduroso (nonalcoholic fatty liver disease, ou NAFLD) é uma condição fortemente associada à síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Um número cada vez maior de pessoas é afetado por esta condição, que relaciona-se fortemente com o risco cardiovascular. Nos EUA, cerca de 1/3 dos adultos têm esteatose - uma verdadeira epidemia.

Já publiquei uma postagem especificamente abordando o fato de que uma dieta pobre em carboidratos não prejudica os rins. Muito pelo contrário, o que prejudica os rins são o diabetes, a hipertensão e a síndrome metabólica, todas patologias associadas ao consumo excessivo de carboidratos. Mas a lógica errônea que leva algumas pessoas a preocupar-se com os rins ao menos faz algum sentido (rins doentes não toleram muita proteína. É como uma pessoa com insuficiência cardíaca, que não tolera exercícios físicos - isso não deveria jamais levar as pessoas a concluir que exercícios fazem mal para o coração! Pelo contrário, fazem bem! Apenas um coração DOENTE não tolera exercício. Apenas um RIM DOENTE não tolera proteínas).

Mas, quando começaram a me perguntar se esse estilo de vida fazia mal para o FÍGADO, minha reação era de espanto. Por que faria? Qual a lógica? De que forma, através de que mecanismo fisiopatológico uma dieta pobre em açúcar e farináceos, e rica em vegetais, frutos do mar, peixes carnes e ovos afetaria negativamente este órgão? Decidi à época que não escreveria sobre o assunto, pois era uma dúvida muito descabida. Acontece que o número de pessoas perguntando a mesma coisa só aumenta! E, pior ainda, profissionais de saúde (cuja profissão deveria pressupor estudo) têm afirmado isso na mídia... Então, decidi que estava na hora de dar voz à ciência.

Como sempre, fui ao pubmed.gov. Sendo este um banco de dados gigantesco, em geral é possível encontrar artigos defendendo diferentes posições em relação a um assunto. Eu cruzei todas as palavras-chave possíveis, e não havia nada, NADA que implicasse uma dieta de baixo carboidrato como fator de risco para doenças do fígado. Embora uma dieta low carb NÃO SEJA uma dieta de alta proteína, pesquisei também a relação entre dieta hiperproteica e fígado. Mais uma vez, NADA. Esse assunto conseguiu o impossível - a UNANIMIDADE na literatura científica - simplesmente não há NADA publicado que ligue negativamente dietas de baixo carboidrato ou de alta proteína com doença hepática - é uma lenda urbana.

O que significa que eu poderia terminar essa postagem por aqui. Mas vou continuar, pois o que encontrei, ao contrário, foi uma PLETORA de estudos indicando o BENEFÍCIO da restrição de carboidratos e do aumento de proteínas no que diz respeito a doenças hepáticas, particularmente à esteatose (fígado gorduroso). O mito não está apenas um pouco errado. Ele representa o oposto da realidade.


Os estudos em animais são muitos, e nos mostram o seguinte:
  1. O que leva à esteatose é a conversão do excesso de glicose e frutose em triglicerídeos no fígado; se esta conversão excede a capacidade do órgão de exportá-los, eles acumulam-se nos hepatócitos (células do fígado);
  2. Quanto menos carboidratos na dieta, menos esteatose;
  3. Quanto MAIS proteína na dieta, menos esteatose e menos disfunção hepática.
Vejamos:

Em animais, observa-se que uma dieta cetogênica (com GRANDE quantidade de GORDURA) é capaz de impedir completamente o desenvolvimento de esteatose no fígado de camundongos geneticamente obesos, e que esse efeito é independente da obesidade
(Okuda, T. & Morita, N., 2012. A very low carbohydrate ketogenic diet prevents the progression of hepatic steatosis caused by hyperglycemia in a juvenile obese mouse model. Nutrition & Diabetes, 2(11), p.e50. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3506983/)

E o que acontece em camundongos quando se usa uma dieta HIPERPROTEICA, consistindo em 35% de proteínas? Eles perdem peso, reduzem o percentual de gordura e reduzem a acumulação de gordura no fígado. Ou seja, uma dieta com MUITA proteína (que NÃO é o que se propõe neste blog), PROTEGE o fígado contra a esteatose hepática (Schwarz, J. et al., 2012. Dietary Protein Affects Gene Expression and Prevents Lipid Accumulation in the Liver in Mice. PLoS ONE, 7(10). Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3479095/)


Neste outro estudo em ratos, várias variáveis foram testadas: proteínas na dieta, exercício de resistência e esteroides anabolizantes. O que mais prejudicou o fígado foram os esteroides, e o que mais AJUDOU foi um consumo mais ELEVADO de proteínas e a atividade física (Aparicio, V.A. et al., 2013. Effects of the dietary amount and source of protein, resistance training and anabolic-androgenic steroids on body weight and lipid profile of rats. Nutrición hospitalaria, 28(1), pp.127–136.).


Em outro estudo, o acúmulo de gordura no fígado (esteatose) foi induzido em ratos, com uma dite rica em SACAROSE (açúcar de mesa). Os ratos com esteatose foram então colocados em duas dietas: uma dieta controle, com mais carboidratos (a dieta da pirâmide alimentar), e outra com baixo carboidrato e alta proteína. A dieta low carb com mais proteína reverteu a esteatose nos roedores, ao contrário da dieta com mais carboidratos, semelhante à pirâmide alimentar (Uebanso, T. et al., 2009. Hypocaloric high-protein diet improves fatty liver and hypertriglyceridemia in sucrose-fed obese rats via two pathways.AJP: Endocrinology and Metabolism, 297(1), pp.E76–E84. Available at:http://ajpendo.physiology.org/cgi/doi/10.1152/ajpendo.00014.2009)


Neste outro estudo em camundongos, várias estratégias foram testadas (LCHF, pirâmide alimentar, dieta hiperproteica com low carb ou com low fat, restrição calórica, etc). O único achado consistente foi o de que dietas com MAIS proteína BENEFICIAM o fígado, reduzindo a esteatose (Garcia-Caraballo, S.C. et al., 2013. Prevention and reversal of hepatic steatosis with a high-protein diet in mice. Biochimica et biophysica acta, 1832(5), pp.685–695.)


Uma coisa que confunde quem é novo na área é o seguinte: embora todos os estudos em roedores mostrem que reduzir os carboidratos e/ou aumentar as proteínas seja benéfico para o fígado (e para os rins, e para a síndrome metabólica), há vários estudos em roedores nos quais uma dieta de alta gordura INDUZ esteatose, resistência à insulina e até mesmo obesidade. Isso contrasta radicalmente com os efeitos das mesmas dietas LCHF em humanos. Se, por um lado, é verdade que roedores têm uma dieta natural muito diferente da nossa (grãos, por exemplo, fazem parte da dieta normal destes animais, que são virtualmente herbívoros na natureza, não tendo evoluído comendo carne gorda portanto), por outro lado é importante saber que as dietas que são fornecidas aos animais de laboratório são dietas sintéticas comercialmente disponíveis. Uma dieta de alta gordura para camundongos, por exemplo, não é feita com manteiga de vacas alimentadas com pasto e ovos de galinhas caipira. Isto fica bem demonstrado neste fascinante estudo no qual os pesquisadores descobriram que dietas de alta gordura, baixa proteína e baixíssimo carboidrato produzem acúmulo de gordura no fígado de roedores. Aumentar a quantidade de proteínas na dieta protege o fígado até certo ponto, mas o que realmente faz diferença é a presença ou ausência de COLINA na dieta. A colina está normalmente presente nas dietas LCHF de humanos, pois faz parte da gordura animal oriunda de comida de verdade, mas está AUSENTE das dietas LCHF sintéticas oferecidas aos roedores. Esta dieta deficiente em colina provoca disfunção das mitocôndrias, que perdem a capacidade de oxidar adequadamente as gorduras, levando à acumulação das mesmas nas células hepáticas (e isso é agravado pela deficiência de proteínas na dieta). A reintrodução da colina na dieta dos roedores eliminou o efeito deletério da dieta LCHF sobre o fígado dos roedores. (Schugar, R.C. et al., 2013. Role of Choline Deficiency in the Fatty Liver Phenotype of Mice Fed a Low Protein, Very Low Carbohydrate Ketogenic Diet. PLoS ONE, 8(8), p.e74806. Available at:http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0074806). Ou seja, não era a gordura na dieta dos animais que lhes prejudicava, mas a ausência de colina (que, na comida de verdade, estaria presente). E quais as maiores fonte de colina na dieta humana? Ovos (gema!) e carnes gordas.

Outro detalhe importante é que óleos poliinsaturados ômega-6 são especialmente eficazes em produzir o acúmulo de gordura no fígado. Sabedores desse fato, pesquisadores induziram disfunção hepática em ratos associando álcool e óleo de milho em suas dietas. Quando o óleo de milho foi substituído por gordura saturada, o fígado dos animais melhorou (Zhong, W. et al., 2013. Dietary fat sources differentially modulate intestinal barrier and hepatic inflammation in alcohol-induced liver injury in rats.American journal of physiology. Gastrointestinal and liver physiology, 305(12), pp.G919–932.)
Os autores salientam que as gorduras poliinsaturadas (óleos extraídos de sementes) são frágeis, oxidam-se facilmente, o que aumentam muito os danos oxidativos. Já as gorduras saturadas, especialmente as de cadeia média (óleo de coco por exemplo), são muito mais estáveis, reduzindo o stress oxidativo.


E em humanos? Há algum estudo que indique que poucos carboidratos, mais proteínas e/ou mais gordura seja prejudicial para o fígado? Desafio o leitor a achar algum!


A única referência bibliográfica que encontrei relacionando de forma adversa uma dieta com mais proteínas e fígado, foi um relato de caso em que 2 pacientes com Anorexia tratadas em regime de hospitalização desenvolveram hiperamonemia, isto é, excesso de amônia no sangue (que ocorre quando o fígado precisa remover o nitrogênio de um excesso de aminoácidos oriundos de uma dieta hiperproteica) quando foram submetidas a uma alimentação hiperproteica na forma de suplementos. E o único envolvimento do fígado nesses casos foi o de produzir o excesso de amônia em virtude de um excesso de proteínas inadvertidamente oferecidas na forma de SUPLEMENTOS. O fígado, em si, não foi afetado nesse processo. Ou seja, mesmo quantidades absurdamente elevadas de proteínas na dieta, tóxicas devido a hiperamonemia, não foram tóxicas para o fígado. Parece, de fato, ser virtualmente impossível prejudicar o fígado com proteínas. Já com açúcar… (Welsh, E., Kucera, J. & Perloff, M.D., 2010. Iatrogenic hyperammonemia after anorexia. Archives of internal medicine, 170(5), pp.486–488.)


Qual a melhor forma de induzir esteatose rapidamente em humanos? Basta consumir frutose em grande quantidade. Como já expliquei em outra postagem, a maior parte da frutose que consumimos não vem das frutas, e sim do açúcar (SACAROSE), que é composto de glicose+frutose. Em um estudo experimental em voluntários humanos, uma dieta de alta frutose por apenas 7 dias foi capaz de produzir esteatose hepática e deposição de gordura nos músculos, além de resistência à insulina no fígado, especialmente em pessoas com história familiar de diabetes (Lê, K.-A. et al., 2009. Fructose overconsumption causes dyslipidemia and ectopic lipid deposition in healthy subjects with and without a family history of type 2 diabetes. The American Journal of Clinical Nutrition, 89(6), pp.1760–1765. Available at:http://ajcn.nutrition.org/content/89/6/1760.)


Neste outro estudo, voluntários sadios receberam uma dieta hipercalórica, rica em gordura e com 300g de carboidratos por dia (ou seja, o equivalente científico de uma ida ao McDonald’s). Sabe qual a intervenção que foi capaz de reduzir os efeitos deletérios desta dieta hipercalórica e de alto carboidrato sobre o fígado? uma dieta HIPERPROTEICA. Isto mesmo, uma dieta com 200g de proteína/dia protegeu significativamente contra o desenvolvimento de esteatose provocado por uma má dieta (high fat + high carb - Bortolotti, M. et al., 2009. High protein intake reduces intrahepatocellular lipid deposition in humans. The American Journal of Clinical Nutrition, 90(4), pp.1002–1010. Available at: http://ajcn.nutrition.org/content/90/4/1002)


Neste outro estudo em humanos, pacientes com esteatose hepática foram submetidos a duas dietas hipocalóricas - uma de baixa gordura, e outra de baixo carboidrato. Ambos grupos obtiveram melhora - ou seja, low carb não prejudica o fígado (mas sabemos que o grupo low fat passa fome, e o low carb não). (De Luis, D.A. et al., 2010. Effect of two different hypocaloric diets in transaminases and insulin resistance in nonalcoholic fatty liver disease and obese patients. Nutrición hospitalaria, 25(5), pp.730–735.)


Neste outro estudo, adultos obesos com resistência à insulina foram randomizados para dieta high carb (pirâmide alimentar) ou low carb (menos carboidratos), e enzimas hepáticas (TGO, TGP, Gama-GT) foram usadas para monitorar a melhora do fígado. O grupo da dieta de baixo carboidrato obteve melhora mais significativa do que o da pirâmide alimentar - o que seria de se esperar, já que na pirâmide alimentar 60% das calorias vêm de carboidratos - causando esteatose (Ryan, M.C. et al., 2007. Serum alanine aminotransferase levels decrease further with carbohydrate than fat restriction in insulin-resistant adults.Diabetes care, 30(5), pp.1075–1080.)


Neste fascinante estudo, voluntários com diferentes características (magros, obesos, hiperinsulinêmicos e normoinsulinêmicos) foram submetidos a uma dieta de alta gordura e baixo carboidrato (LCHF) e a uma dieta de baixa gordura e alto carboidratos (pirâmide alimentar) e a produção de gordura no fígado foi mensurada: a dieta da pirâmide alimentar levou a um aumento significativo de produção de gordura no fígado, assim como o estado de hiperinsulinemia (que é revertido em dieta LCHF). No gráfico abaixo, isso pode ser visto de forma clara:


Produção de gordura no fígado com LCHF (à esquerda) e pirâmide alimentar (à direita) - qual das duas prejudica o fígado?? 
(Schwarz, J.-M. et al., 2003. Hepatic de novo lipogenesis in normoinsulinemic and hyperinsulinemic subjects consuming high-fat, low-carbohydrate and low-fat, high-carbohydrate isoenergetic diets. The American Journal of Clinical Nutrition, 77(1), pp.43–50. Available at:http://ajcn.nutrition.org/content/77/1/43)

Neste outro estudo, a mesma coisa foi observada: voluntários com diabetes tipo 2 foram randomizados para 4 grupos, um com dieta de alto carboidrato (pirâmide alimentar), outro com pirâmide alimentar + exercício, outro com uma dieta de mais gordura (mono-insaturada), e outro com mais gordura + exercício. O resultados? Só houve melhora significativa da gordura no fígado nos 2 grupos que receberam uma dieta de alta gordura, independentemente do exercício; afinal, uma dieta com mais gordura é uma dieta com menos carboidrato (Bozzetto, L. et al., 2012. Liver Fat Is Reduced by an Isoenergetic MUFA Diet in a Controlled Randomized Study in Type 2 Diabetic Patients. Diabetes Care, 35(7), pp.1429–1435. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3379578/)


Neste interessante estudo, voluntários com esteatose foram submetidos a uma dieta low carb e high fat (LCHF - com apenas 20g de carboidratos por dia, ou seja, uma dieta cetogênica), e a quantidade de gordura no fígado foi medida de forma não-invasiva com ressonância magnética. Em apenas TRÊS dias, já houve melhora da esteatose. Ou seja, uma dieta Atkins mostra benefícios mensuráveis no fígado em apenas 3 dias (Hollingsworth, K.G. et al., 2006. Low-carbohydrate diet induced reduction of hepatic lipid content observed with a rapid non-invasive MRI technique.British Journal of Radiology, 79(945), pp.712–715. Available at:http://bjr.birjournals.org/content/79/945/712)


E o estudo acima não é um achado isolado. Este outro estudo no qual pacientes obesos com esteatose foram randomizados para 2 grupos, um grupo de restrição calórica (fome) e outro grupo de restrição apenas de carboidratos abaixo de 20g mostrou benefícios muito maiores no grupo de dieta Atkins do que no grupo da fome. Ambos grupos perderam peso, mas o low carb não passou fome e ficou com o fígado melhor (Browning, J.D. et al., 2011. Short-term weight loss and hepatic triglyceride reduction: evidence of a metabolic advantage with dietary carbohydrate restriction123. The American Journal of Clinical Nutrition, 93(5), pp.1048–1052. Available at:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3076656/)


Neste outro estudo, 5 pacientes obesos com esteatose comprovada por biópsia foram colocados em dieta Atkins cetogênica por 6 meses. Sim, Atkins, aquela dieta que seu amigo disse que destruiria o seu fígado. A perda de peso média foi de 12 Kg, variando de zero a 36Kg. Todos foram re-biopsiados em 6 meses. Dos 5 pacientes, 4 (os que perderam peso) mostraram melhora na esteatose, na inflamação hepática e no grau de fibrose do fígado (Tendler, D. et al., 2007. The effect of a low-carbohydrate, ketogenic diet on nonalcoholic fatty liver disease: a pilot study. Digestive diseases and sciences, 52(2), pp.589–593.)


Neste próximo estudo, o autor testa o que denomina de dieta cetogênica mediterrânea espanhola (uma dieta cetogênica, LCHF, mas carregada de azeite de oliva, peixe e vinho tinto - o que poderia ser melhor??). 14 paciente obesos foram tratados por 12 semanas. Regressão completa da esteatose foi observada em 21% dos casos, e 93% mostraram MELHORA da esteatose. Além disso, houve redução de peso, IMC e circunferência abdominal, LDL, enzimas hepáticas (TGO, TGP), glicose, triglicerídeos, pressão arterial e aumento do HDL. Nada mal para uma dieta que lhe disseram que iria lhe matar e prejudicar seu fígado (Pérez-Guisado, J. & Muñoz-Serrano, A., 2011. The effect of the Spanish Ketogenic Mediterranean Diet on nonalcoholic fatty liver disease: a pilot study. Journal of medicinal food, 14(7-8), pp.677–680.)


Neste outro estudo, os autores compararam uma dieta mediterrânea convencional (alta gordura monoinsaturada, mas não low carb) com a dieta da pirâmide alimentar (high carb, low fat) em 12 pacientes com esteatose comprovada por biópsia de fígado. Eles foram randomizados para as duas dietas por 6 semanas, e depois trocados de grupo por mais 6 semanas. Os resultados foram inequívocos: houve redução de 39% da gordura no fígado no grupo com mais gordura na dieta quando comparado com o grupo de pouca gordura na dieta (pirâmide alimentar) (Ryan, M.C. et al., 2013. The Mediterranean diet improves hepatic steatosis and insulin sensitivity in individuals with non-alcoholic fatty liver disease.Journal of hepatology, 59(1), pp.138–143.). Como se vê, a pior coisa que você pode fazer para alguém com esteatose é oferecer-lhe uma dieta “balanceada” baseada na pirâmide alimentar.


Neste outro estudo, obesos mórbidos que estavam com cirurgia bariátrica já agendada foram submetidos a uma dieta LCHF (baixo carboidrato, alta gordura) por 4 semanas antes da cirurgia. Por quê? Porque estas pessoas costumam ter tanta gordura no fígado que a cirurgia se torna difícil. Pois bem, houve redução significativa da doença hepática em 4 semanas de LCHF (Benjaminov, O. et al., 2007. The effect of a low-carbohydrate diet on the nonalcoholic fatty liver in morbidly obese patients before bariatric surgery.Surgical endoscopy, 21(8), pp.1423–1427.). Incrível que os autores não tenham se dado conta de que, com mais alguns meses de dieta, a cirurgia provavelmente seria desnecessária para alguns destes pacientes.

Em um editorial na revista Gastroenterology, o editorialista apresenta resultados que claramente indicam a superioridade das dietas low carb em relação às low fat (pirâmide) no que diz respeito à esteatose hepática, mas conclui, conservadoramente, que tanto uma quanto a outra são indicadas, embora, ele admite, LCHF seja SUPERIOR para diabéticos. Mas veja, em nenhum momento ele afirma que que uma dieta pobre em carboidratos e rica em gorduras faça mal ao fígado, até porque isso negaria toda a literatura que ele mesmo cita em seu texto. O autor nitidamente não é um proponente de LCHF, mas devido à honestidade intelectual, concede que é uma abordagem eficaz para REDUZIR a gordura no fígado (Boden, G., 2009. High or Low Carbohydrate Diets: Which is better for weight loss, insulin resistance and fatty livers? Gastroenterology, 136(5), pp.1490–1492. Available at:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2677123/). Nesta outra revisão bibliográfica, os autores salientam o papel dos carboidratos na gênese do acúmulo de gordura no fígado bem como o papel das dietas de baixo carboidrato no tratamento dos problemas hepáticos (York, L.W., Puthalapattu, S. & Wu, G.Y., 2009. Nonalcoholic fatty liver disease and low-carbohydrate diets. Annual review of nutrition, 29, pp.365–379.)

Este outro estudo é fascinante, pois foi conduzido de forma prospectiva, randomizada, com 100 homens e mulheres com sobrepeso para os quais foram fornecidos substitutos de refeições por UM ANO, com quantidades iguais de calorias nos dois grupos (com um déficit de 500 calorias), mas um grupo com as proporções da pirâmide alimentar (1,1g de proteína por Kg) e outro com o dobro de proteínas (2,2g/Kg). Ao final de um ano, não houve modificação nas enzimas hepáticas, função renal, densidade mineral óssea ou excreção de cálcio. Ou seja, é MAIS um estudo (prospectivo, randomizado), negando a lenda urbana de que proteínas prejudicam o fígado, os rins ou os ossos (Li, Z. et al., 2010. Protein-enriched meal replacements do not adversely affect liver, kidney or bone density: an outpatient randomized controlled trial.Nutrition Journal, 9, p.72. Available at:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3023677/)


Falando em estudos prospectivos e randomizados em humanos, pacientes com gordura no fígado foram randomizados para 2 grupos, ambos com redução de 30% das calorias: um grupo de baixo carboidrato, e outro de baixa gordura. Ambos grupos obtiveram sucesso no tratamento da esteatose. Mas, como sabemos, em low carb a redução das calorias é espontânea, enquanto em low fat esta redução se dá mediante fome crônica. E, só para lembrar: onde está o tal PREJUÍZO que low carb produziria no fígado? (Haufe, S. et al., 2011. Randomized comparison of reduced fat and reduced carbohydrate hypocaloric diets on intrahepatic fat in overweight and obese human subjects. Hepatology (Baltimore, Md.), 53(5), pp.1504–1514.)

Não se trata de citação seletiva da literatura. Eu procurei bastante. Simplesmente não existe relato de malefícios de low carb, LCHF ou de aumento do proteína sobre a saúde hepática. Não apenas isso, mas todas e cada uma dessas intervenções têm, ao contrário, efeitos benéficos sobre o fígado, tanto em modelos animais quanto em seres humanos.

Do conjunto de estudos acima, conclui-se que uma dieta LCHF (low carb, high fat, ou seja, baixo carboidrato e alta gordura), com quantidade adequada de proteínas (cerca de 2g/Kg de peso ideal), composta de comida de verdade, rica em colina, na qual a gordura seja predominantemente monoinsaturada e saturada, e pobre em gorduras polinisaturadas ômega-6 (óleos se sementes) é a estratégia ideal para evitar e tratar a esteatose. E, por acaso, a dieta acima descrita é uma dieta páleo low carb.


Por fim, deixo aqui uma reportagem do Medscape, que salienta a importância de evitar e tratar a esteatose. Não vou traduzir todo o texto, mas os pontos-chave são:

  • Em termos de morbidade e mortalidade hepáticas, a obesidade é mais perigosa do que o abuso do álcool;
  • Álcool aumenta o risco de doenças hepáticas, e esse risco é multiplicado se houver obesidade concomitante;
  • A obesidade foi equivalente ao dano de mais de 20 doses de bebida por semana;
  • O estudo não diz isso, mas me parece óbvio que a obesidade não é a causa desse risco elevado, e sim um marcador de síndrome metabólica devido ao consumo excessivo de carboidratos em geral e de açúcar em particular que, como já vimos, prejudica o fígado. Assim, é triste que profissionais de saúde diagnostiquem a esteatose, e recomendem justamente o OPOSTO daquilo que poderia ajudar as pessoas ao mesmo tempo a perder peso e a reverter o dano hepático.

Obesity Trumps Alcohol in Liver Damage

Daniel M. Keller, PhD
May 13, 2013
AMSTERDAM, the Netherlands — In terms of liver-related morbidity and mortality, obesity is even more dangerous than alcohol consumption, a study of more than 100,000 women has shown.
"For both overweight and obese women in this study, heavy drinking increased the absolute risk of liver events." The effect was additive if the women were overweight and super additive if they were obese, said lead author Paul Trembling, BM, MRCP, clinical research fellow at the Institute for Liver and Digestive Health, University College London, the United Kingdom.
Dr. Trembling presented the results here at the International Liver Congress 2013.
Dr. Trembling and his team examined the effect of the interaction between body mass index and alcohol consumption on liver-related events in the general population of women middle-aged and older.
The researchers obtained data on 107,742 women who participated in the UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening. They obtained follow-up data from routine healthcare databases and death certificates.
BMIs were calculated from self-reported height and weight at recruitment, and subjects reported their alcohol consumption 3.5 years after recruitment.
The combined risk here is super additive.
Median age at baseline was 61 years, 35% of the participants were smokers, 32% had hypertension, 24% had hypercholesterolemia, 6% had heart disease, and 5% had diabetes.
For alcohol intake, 62% of participants consumed 0 to 3 units per week (23% drank 0), 3% drank 16 to 20 units per week, and 2% drank more than 20 units per week.
For BMI, 44% of participants were in the normal range (18.50 - 24.99 kg/m²), 37% were overweight (25.00 - 29.99 kg/m²), and 19% were obese (≥30.00 kg/m²).
Investigators used hospital inpatient data and death certificates with any mention of alcoholic liver disease or fatty liver to determine the outcome measure of the incidence of a first event related to chronic liver disease, cirrhosis, or decompensation of cirrhosis.
During follow-up, there were 616 first events, including 110 deaths, 74 of which were from a liver-related cause. The standardized event rate was 0.06 per 100 participant-years.
For women who drank 20 units per week or less, being overweight was a risk-factor equivalent to drinking more than 21 units of alcohol per week, Dr. Trembling reported (adjusted hazard ratio, 1.7 vs 1.8). "For those who drink heavily, the risk of an event increases whether or not you are overweight and whether or not you are obese."
Table. Influence of Weight and Alcohol on Risk for Liver Outcomes
BMI (kg/m²)Alcohol (Units/Week)Adjusted Hazard Ratio (95% Confidence Interval)*
<30<211.0
≥30<211.7 (1.4–2.0)
<30≥211.8 (1.0–3.4)
≥30≥212.4 (0.8–7.6)
*After adjustment for metabolic factors.

Dr. Trembling reported that the event rate was higher in heavy drinkers who are overweight than in heavy drinkers who are not. It was also higher in people who are overweight but do not drink heavily. "The combined risk here is additive," he pointed out.
The risk is even higher in those who drink heavily and are obese. "The combined risk here is super additive," he said. The risk for an event is higher in those who are overweight than in those who drink heavily, and higher in those who are obese than those who drink heavily, he noted.
After adjustment for factors other than metabolic risk, the hazard ratios increase, indicating that features of metabolic syndrome contribute to the risk associated with weight.
Dr. Trembling concluded that the absolute risk for liver events increases with increasing alcohol consumption and weight gain, but BMI appears to be the greater risk. The absolute risk for events attributable to high alcohol intake is similar to that attributable to being overweight, and obesity results in a higher risk than heavy alcohol consumption.
"If you're obese, the damage that you do to yourself by drinking is much greater than if you're just overweight, explained senior researcher William Rosenberg, MBBS, DPhil, professor of hepatology at University College London.
"This is the first study really to demonstrate this in a large population of women," he said. "People are not aware that they are putting themselves at this risk."
During a news conference, moderator Daniele Prati, MD, from the Ospedale Alessandro Manzoni in Lecco, Italy, pointed out that Europe has the heaviest alcohol consumption in the world, and that alcohol consumption is the third leading cause of early death and illness, after tobacco and hypertension.
"From the early 1970s to 2000 in England, there was a 10-fold increase in women aged 35 to 44 dying from liver cirrhosis," he said.
He praised the study for its large size and for its assessment of the influence of alcohol and weight on liver-related morbidity and mortality. "There is a need to better set the proper thresholds, alone and in combination, to be able to prevent liver disease," Dr. Prati explained.
Solutions do not lie with hepatologists, he told Medscape Medical News. "Most of the work should be done with education and by the government in terms of...sensitizing the population to the risk. That's probably the only way, because both obesity and alcohol, despite the relevance for public health (not only in terms of liver disease), are conditions for which we have no really effective treatments," he concluded.
Dr. Trembling and Dr. Rosenberg have disclosed no relevant financial relationships. Dr. Prati reports consulting for Roche, Bristol-Myers Squibb, Novartis, and AbbVie.
International Liver Congress 2013: 48th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL). Abstract 115. Presented April 27, 2013.

147 comentários:

  1. Quase um ano nesta dieta e meu gama gt deu 124. Não bebo muito. Esperava que estivesse baixo mas isto não aconteceu comigo. Obrigado por mais este belo post.

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  2. 90% melhora. O que significa que 10% não melhora. Mas não PIORA. Cuidado com óleos de sementes. Dê preferência para óleo de coco.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 24/12/2013 20:53, "Disqus" escreveu:

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  3. Post muito bem formulado, cheio de estudos relevantes.

    Vejo que LCHF para o figado apresenta caso parecido com a "polemica" da gordura saturada na dieta: Esta eh no Mínimo neutra para risco cardiovascular, mas quando substituída por carbs o risco aumenta. Final das contas, em termos relativos, acaba sendo protetora. Assim como aqui, a LCHF eh no mínimo neutra, e (muito) provavelmente protetora e terapêutica.

    Dr. Souto, quero deixar aqui duas frases que notei que saíram com erro de digitação no texto: "Desfio o leitor a achar algum!"; "Ambos grupos grupos obtiveram melhora"

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  4. Obrigado Arthur, amanhã eu corrijo!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 24/12/2013 21:34, "Disqus" escreveu:

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  5. Falando ainda em figado, mas sobre triglicerides: existe alguma disfunçao que faça com que o nivel de triglicerides suba muito, mesmo depois de varios meses de dieta LCHF?

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  6. Sim. Mas menos do que antes de LCHF.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/12/2013 00:37, "Disqus" escreveu:

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  7. Ou seja, depois de 6 meses de LCHF o triglicerides saltar de 200 para 400 pode ser devido a alguma disfunção, se entendi bem a resposta. Em caso positivo, que tipo de disfunção seria e como identifica-la em exames? Grato pelo retomo.

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  8. Isso é tão improvável a ponto de eu apostar que o exame está errado ou que há carboidratos escondidos em alguma coisa.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/12/2013 00:54, "Disqus" escreveu:

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  9. Vou refazer os exames de qqer forma, pois carbs escondidos a este ponto acho mto mais improvavel. A base da minha alimentacao eh composta de verduras, carnes, peixes e alguns legumes. Completam o cafe com nata pela manha, abacate, creme de leite/leite de coco, chocolate 85%(1quadrado p dia), ovos, macadamias e queijos. Nao tomo suco de frutas nem refrigerante.
    Me estranha o fato de ter subido pela 2a vez, saindo de 200 para 260 e depois 400. Fiz o ultimo exame por desconfiar de erro no anterior...grato

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  10. Danilo, estranho mesmo. Pois com colesterol isso acontece com cerca de 20 % das pessoas. Com triglicerídeos, não tinha visto. Mas também não vou negar a realidade. Pq você não faz aquele teste que eu proponho para quem tem resposta paradoxal com colesterol? Seguir low carb, mas fazer um pouco menos high fat, e focar mais em gorduras monoinsaturadas (oliva, nozes, castanhas, amêndoas, abacate), frutos do mar (ômega 3) e óleo de coco (saturada de cadeia média). E, em contrapartida, evitar queijos, banha e carnes gordas. Acho que vale o teste. Não importa que LCHF funcione maravilhosamente bem para um monte de gente, se não funciona para você.
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/12/2013 01:16, "Disqus" escreveu:

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  11. De acordo. Mas como o LDL deu 62 na ultima medicao, contra 162 na anterior, suspeito que tem algo errado. ApoB/apoA deu 1,1...nada muito fora da referencia....e proteina reativa 1,0.....enfim, vamos ver o que sai...e se for o caso vou testando modificações na dieta e vendo impacto no pefil lipidico. Abs

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  12. Parabéns pela postagem!!! Tirou todas as minhas dúvidas!!!

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  13. Dr Souto, gostaria de recomendar a dieta Paleo para minha sogra, que pesa mais de 100kg e tomar um coquetel de tantos remédios. A minha dúvida é porque ela já teve episódios de diverticulite, e não sei se a nossa dieta seria apropriada. A Atkins com certeza não é recomendada, mas acho que a Paléo com bastante fibra e gordura boa seria uma opção,, pois sinto que a maior diferença da Paleo é a ausência de constipação da Dieta Atkins.

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  14. Por favor, faça um post de LANCHES Low-Carb e Paleo. Por favor³³³!!! Obrigada!

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  15. Boas noticias Dr Souto! Nós ja disconfiavamos.

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  16. Dr. Parabéns por mais uma excelente postagem. Aproveito a oportunidade também para tirar uma dúvida que me ocorreu nesse natal: castanha portuguesa é uma castanha, rica em gordura, ou uma oleaginosa, rica em CHO?
    Quanto à pergunta da Aline, quero contribuir para a respostas, sugerindo castanha de caju e abacate com creme de leite e coco ralado como opções de lanches low carb, embora eu saiba que o estilo LCHF recomenda abolir essas pequenas refeições.
    Grato,
    Samaroni Maia

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  17. Olá Aline, quero contribuir sugerindo castanha de caju e abacate com creme de leite e coco ralado como opções de lanches low carb, embora eu saiba que o estilo LCHF recomenda abolir essas pequenas refeições.
    Grato,
    Samaroni Maia

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  18. Post perfeito Dr. Souto.
    Tenho observado que as pessoas abominam as gorduras, tanto jovens como também pessoas de mais idade. Penso que a Dieta Low carb deveria começar pelo ensino de como deveríamos classificar as gorduras e o quão importante ela é para o nosso organismo. Não é raro ouvir comentários debochados quando menciono minha dieta rica em abacate, ovos, carnes entre outras gorduras saturadas. .

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  19. Existe alguma remota possibilidade da sucralose, por ser derrivada do açúcar, ter alguma contribuição nisso?

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  20. Remota..., por suas ações na flora intestinal

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/12/2013 23:33, "Disqus" escreveu:

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  21. Olás! Sobre a "resposta paradoxal com colesterol" onde posso encontrar mais informações aqui no blog? Eu realmente não consegui encontrar. Grata!

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  22. Pois é... fiquei a tarde toda hoje vendo os vídeos (Corrida no Ar) e lendo o blog e outras coisas. Pelo que entendi, esses lanches, futuramente, serão desnecessários. Porém, eu vou iniciar agora.... Muito obrigada Samaroni pela atenção! Dr., se puder fazer um post, ficarei feliz :) Obrigada!

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  23. Vários blogs de receitas estão indicados à direita.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 26/12/2013 01:30, "Disqus" escreveu:

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  24. Só nos cometários

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/12/2013 23:44, "Disqus" escreveu:

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  25. Ricardo Rossignatti26 de dezembro de 2013 08:04

    Bom dia , tem um site tirando parodia do seu segue endereço

    http://lowcarbpaleo.blogspot.com.br/

    att

    Ricardo

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  26. Faz tempo já - o melhor a fazer é ignorar.


    2013/12/26 Disqus

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  27. Dr. Souto, uma amiga da minha mãe, com quase 50 anos foi diagnosticada com esteatose hepática por causa de MEDICAMENTO. Existe isso? Segundo ela, a médica informou que alguns medicamentos podem ser causadores dessa doença no fígado e, portanto, ela deve restringir tudo na alimentação, especialmente gordura. A alimentação dela não tem gordura, apenas carbos integrais (mas ela come muito pouco) e muita proteína. Gostaria de poder ajudá-la de alguma maneira. Desde já, agradeço!

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  28. Qualquer coisa tóxica para o fígado pode induzir esteatose (álcool, medicamentos, açúcar...). O tratamento consiste em evitar o agente agressor. Carboidratos são um desses agentes agressores. Se fosse minha paciente, eu mandaria comer no MÍNIMO 3 ovos com a gema por dia (por causa da colina, importante para reverter a esteatose), restringir muito a frutose (açúcar E frutas doces), restringir tanto quanto possível os óleos de sementes, e usaria óleo de coco para cozinhar.


    Em 26 de dezembro de 2013 08:29, Disqus escreveu:

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  29. E, obviamente, não restringiria a gordura total na dieta, visto que, em virtude dos artigos que citei acima, isso seria má-prática de minha parte.

    Em 26 de dezembro de 2013 08:40, Jose Carlos Souto escreveu:

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  30. Ela tem passado o dia todo quase que com frutas e queijos magros. Disse que já falaram tanta coisa pra ela que ela já não sabe mais o que fazer, por medo de comer e ficar doente, não come. Triste.

    Muito obrigada pelo esclarecimento!

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  31. Manda ela ler essa postagem. As pessoas precisam entender que não importa o que EU acho. Importa a ciência. Mais ciência do que tem nessa postagem, impossível.


    Em 26 de dezembro de 2013 08:52, Disqus escreveu:

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  32. Já estou imprimindo. ;-)

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  33. Dr Souto, gostaria de recomendar a dieta Paleo para minha sogra, que pesa mais de 100kg e toma um coquetel de tantos remédios. A minha dúvida é porque ela já teve episódios de diverticulite, e não sei se a nossa dieta seria apropriada. A Atkins com certeza não é recomendada, mas acho que a Paléo com bastante fibra e gordura boa seria uma opção, pois sinto que a maior diferença da Paleo é a ausência de constipação da Dieta Atkins.

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  34. Concordo!


    Em 26 de dezembro de 2013 10:40, Disqus escreveu:

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  35. Essa postagem foi tipo um ultimato. Muito obrigado, Doutor Souto. ;)

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  36. Olá Dr. Souto! Mais um excelente post, parabéns! Tenho uma dúvida sobre um caso meio 'ao contrário' aqui.. no caso de pessoas com distúrbios alimentares, como calcular o peso ideal pra chegar a proteína diária (1 a 2g) e a quantidade de calorias? Pq, como o estomago encolheu mt, se for comer gordura somente até a saciedade, vai ser MUITO pouca, já q o estomago está beeeem pequeno (efeito da anorexia). Minha amiga qr melhorar desse problema e qr seguir a alimentação, pq sente os efeitos do carb e tem medo da compulsão. Então oq o senhor sugere sobre contagem de calorias, divisão em macros, etc...? Obrigada!

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  37. Usa uma calculadora de IMC e um IMC de 22

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 26/12/2013 13:42, "Disqus" escreveu:

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  38. Ok, obrigada! Acho q ela ñ vai seguir certinho (pq falar 55Kg pra ela vai assustar), mas ao menos dá pra ter uma noção... feliz ano novo e boas festas!!! (com mt picanha e maminha de alcatra!)

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  39. Dr, fui questionada, em plena ceia natalina, sobre o mau hálito que a maioria das pessoas que fazem dieta da proteína, tem.
    Expliquei que paleo é diferente, mas fiquei preocupada, isso pode acontecer conosco tb? Eu não senti diferença, mas como o organismo se adapta e melhora muito, existe algum ponto negativo sobre o estilo primal?


    Desde já agradeço, seu blog tem sido minha maior referência.

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  40. A diferença é que Dr. Souto se baseia e cita as fontes de trabalhos científicos. Li quase todos que citou nesse artigo e confirmo a veracidade das informações. Já a paródia.... É só molecagem e falta do que fazer!

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  41. A patroa nunca se queixou. Nem eu percebi nela. Dito isso, me sentiria mais atraente magro e com hálito cetônico do que gordo e com hálito de Colgate.
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 26/12/2013 22:00, "Disqus" escreveu:

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  42. Verdade. Desculpe =/

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  43. Dr Souto, socorrooo! To louco pra começar a comer no estilo paleo, mas antes quero eliminar com urgencia os quilos que me atormentam. Tenho 29 anos e estou com 118 kg(42% gordura). Como estou determinado a sair da casa dos 100 ate fevereiro, resolvi comer apenas 1 latinha de atum light por dia(fraciono pra comer de 3 em 3 horas) junto com 1 lata de guarana zero(sem ele nao sou capaz de engolir o atum rs). Alem disso, tomo 3 xicaras de cha verde ao longo do dia e bebo 200 ml de cafe puro ao acordar pra caminhar por 45 minutos(repito esse exercicio a tarde e a noite). Mas pra minha desilusao, tenho notado perda rapida de peso, mas lenta de gordura. O que me leva a perguntar: o que to fazendo de errado pra perder mais musculo q gordura? Sera pelo fato de ta consumindo pouquissima proteina(nesse caso, quanto deveria ingerir?) Ou sera que preciso de gordura pra me livrar da gordura? Agradeço desde ja a disponibilidade de me responder.

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  44. Está se matando de fome!!! Coma páleo low carb até a saciedade. E faça musculação. Sem musculação, é impossível não perder massa magra com qualquer estratégia de emagrecimento.


    Em 27 de dezembro de 2013 09:36, Disqus escreveu:

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  45. Musculaçao é o problema, doctor! Sou completamnte complexado pra entrar numa academia com todo esse peso( vaidade e frescura, sei disso, mas ainda nao superei.) Se eu aumentar a quantidade de proteina, nao dá uma diminuida na perda de massa ou nao tem nada a ver? E quanto a gordura? Se faz necessario a ingestao dela pra perder a corporal ou se perde mesmo comendo apenas a proteina magra? Sei que sem gordura, vou enlouquecer de fome, mas gostaria de testar meu limite rs.

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  46. Precisa proteína E gordura e certa quantidade de calorias para preservar a massa magra. Se vc continuar nessa coisa de 500 calorias por dia, é dieta de fome, e isso é o contrário do que propomos aqui. Quanto a academia, o que mais tem é gente acima do peso, especialmente no início do ano.


    Em 27 de dezembro de 2013 10:24, Disqus escreveu:

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  47. Aline Marossi Girasole27 de dezembro de 2013 11:19

    Eu não tenho vesicula, posso fazer dieta paleo mesmo assim? Será que meu corpo aceita o high fat?

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  48. Aline Marossi Girasole27 de dezembro de 2013 11:20

    Eu retirei a vesicula ano passado, posso aderir a dieta paleo tambem? Será que meu corpo aceitará gordura?

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  49. Eu retirei a vesicula ano passado, posso aderir a dieta paleo tambem? Será que meu corpo aceitará gordura???

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  50. Sim - é só ir devagar


    2013/12/27 Disqus

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  51. O blog dele é tão ruim que só traz mais credibilidade a esse.

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  52. Dr. Souto, outro dia comentando com algumas pessoas sobre a dieta LCHF ouvi o seguinte comentário: " O problema dessa dieta é que no futuro o seu nível de colesteról vai estar lá em cima", como explicar para elas que isso não ocorrerá?

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  53. Lê meus NOVE artigos sobre isso

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 27/12/2013 13:15, "Disqus" escreveu:

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  54. Entendi, dr. Obrigado por responder.

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  55. Boa Tarde, Dr. Souto...Espero que tenhas tido um natal muito bom e já auguro um ótimo ano novo pra ti!!
    Lendo o post sobre esteatose fiquei muito feliz. Lembro que meu primo te procurou na ocasião da palestra do Sheraton com estas mesmas dúvidas. O bom é que o médico que o atende foi super favorável a dieta Lowcarb-paleo. Ponto pra este profissional pelo menos. O que quero deixar bem evidente é que estas questões do fígado eu escutei muitas vezes e não sabia me colocar e este post foi abrangente, perfeito, como tudo que fazes. Obrigada mais uma vez...

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  56. Obrigado. Está nos meus posts favoritos, junto com o do diabetes e o da paleofantasia.


    Em 27 de dezembro de 2013 14:12, Disqus escreveu:

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  57. Olá Dr Souto nestes últimos dias fiz um hemograma completo e os valores do colesterol total aumentaram consideravelmente gostaria que você podesse fazer somente uma avaliação dos valores de hdl e ldl pois vejo que o meu hdl esta bem acima dos valores de referência e se isso já era realmente esperado nessa dieta paleo.Mando em anexo a foto do exame do colesterol que foi a unica alteração em todos os exames que eu fiz!!!

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  58. Edite a imagem para evitar mostrar o nome do medico responsável.

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  59. eu estamparia esse exame em uma camiseta e ia jantar com ela na churrascaria kkk

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  60. Caro Dr. Souto, fiz exames no início do mês, todos os parâmetros melhoraram (glicose subiu um pouco - 104 mg/dl - o que jé foi muito bem explicado em outro artigo aqui do site), principalmente o triglicerídeos que despencou de 142 para 74 mg/dl em seis meses.

    O que ficou um pouco alterado, porém após esse artigo, creio que nem devo me preocupar é o TGO em 42 U/L, correto?

    Creatinina em 1,35 mg/dl e uréia em 54 mg/dl também não deve ser nada preocupante (também li o artigo sobre rins e osteoporose), né?

    Pois bem, outra questão que desejaria compreender um pouco melhor é a questão da suplementação de vitaminas e minerais preconizadas tanto pelo Atkins quanto pelo Mark Sisson, principalmente pelo Atkins que embora comercialize suplementos, em seu livro oferece a formulação dos suplementos vendidos em seu instituto. Qual sua opinião e sugestão nesse sentido? Se houver algum link do próprio site, agradeço a orientação. Fiquei intrigado com o cromo sérico em 0,10 ug/l sem saber se está bom, mal, enfim, se há indicação de suplementar assim como outros nutrientes e se existe no mercado algum polivitamínico ou se formulas manipuladas são mais adequadas.

    Por fim, iniciei há seis meses e eliminei cerca de 6 kg (104kg para 98kg) e segui integralmente as recomendações do site. Esperava um índice melhor de redução, pratico atividades físicas diariamente (aeróbico intervalado 3x semana e musculação nos outros dias) e tenho restringido até mesmo a salada e frutas, apenas as de baixíssimo IG (por isso a preocupação com a indicação de suplementação, se é viável). Neste artigo (http://www.fat-new-world.com/2011/02/porque-muitos-falham-entrar-em-cetose.html) assim como em comentários aqui do blog, observei que o excesso de proteína torna-se glicose no fígado e gostaria de saber as proporções adequadas para saber se não estou exagerando na carne, mesmo optando sempre por carnes gordurosas, além da nata, manteiga, bacon, etc. Observar o padrão do apetite (fome) pode ser um bom parâmetro?

    Desculpe o abuso por tantas curiosidades, ok?

    Abraço!!!

    Leo

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  61. Hahahah merece mesmo!

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  62. Caro Dr. Souto, fiz exames no início do mês, todos os parâmetros melhoraram (glicose subiu um pouco - 104 mg/dl - o que jé foi muito bem explicado em outro artigo aqui do site), principalmente o triglicerídeos que despencou de 142 para 74 mg/dl em seis meses.

    O que ficou um pouco alterado, porém após esse artigo, creio que nem devo me preocupar é o TGO em 42 U/L, correto?

    Creatinina em 1,35 mg/dl e uréia em 54 mg/dl também não deve ser nada preocupante (também li o artigo sobre rins e osteoporose), né?

    Pois bem, outra questão que desejaria compreender um pouco melhor é a questão da suplementação de vitaminas e minerais preconizadas tanto pelo Atkins quanto pelo Mark Sisson, principalmente pelo Atkins que embora comercialize suplementos, em seu livro oferece a formulação dos suplementos vendidos em seu instituto. Qual sua opinião e sugestão nesse sentido? Se houver algum link do próprio site, agradeço a orientação. Fiquei intrigado com o cromo sérico em 0,10 ug/l sem saber se está bom, mal, enfim, se há indicação de suplementar assim como outros nutrientes e se existe no mercado algum polivitamínico ou se fórmulas manipuladas são mais adequadas.

    Por fim, iniciei há seis meses e eliminei cerca de 6 kg (104kg para 98kg) e segui integralmente as recomendações do site. Esperava um índice melhor de redução, pratico atividades físicas diariamente (aeróbico intervalado 3x semana e musculação nos outros dias) e tenho restringido até mesmo a salada e frutas, apenas as de baixíssimo IG (por isso a preocupação com a indicação de suplementação, se é viável). Neste artigo ( http://www.fat-new-world.com/2011/02/porque-muitos-falham-entrar-em-cetose.html ) assim como em comentários aqui do blog, observei que o excesso de proteína torna-se glicose no fígado e gostaria de saber as proporções adequadas para saber se não estou exagerando na carne, mesmo optando sempre por carnes gordurosas, além da nata, manteiga, bacon, etc. Observar o padrão do apetite (fome) pode ser um bom parâmetro?

    Desculpe o abuso por tantas curiosidades, ok?

    Abraço!!!

    Leo

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  63. Olá Leo,

    Primeiro, parabéns pelos seus resultados! Talvez seja pouco na balança, mas creio que em saúde ganhou muito!

    Sobre polivitamínicos é sempre bom fazer exames pra saber como estão os níveis de carência. Por exemplo, pra quem faz páleo/LCHF não é indicado tomar nenhum suplemento com ferro, pois na alimentação já conseguimos suprir muito bem esta necessidade. Já o magnésio não. Parece que nosso solo está bem pobre desse mineral. O Dr. Souto recomenda Óxido de magnésio (250 a 500mg). Se estiver a dosagem estiver alta, é laxativa, diminua a dosagem. Além de ajudar no controle glicêmico, evitar que o cálcio se deposite nas artérias, evitar arritmias cardíacas e cãibras. Vit D é bom verificar.
    O nosso indicador de 'quanto e quando' devemos comer deve ser sempre a fome! Se tiver fome, coma ATÉ ficar saciado. Se não tiver fome, não coma!

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  64. Eu também, e ainda diria: "olha o meu HDL - e eu como coisas gostosas ainda por cima!!"

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  65. Corrigido, obrigado

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  66. Patrícia, muito obrigado pela resposta!

    Sódio, cálcio, potássio, fósforo, B12, ácido fólico, cobre, zinco, todos estão com parâmetros adequados. Hb em 14,1 g/dl, então como você bem me alertou, o Ferro parece estar ok também!

    A vitamina D está em 30,3 ng/ml, será que preciso suplementar (?), pois no exame o parâmetro de suficiência vai de 30 à 100 ng/ml. E nesse caso, apenas com fórmula manipulada, pois acredito que não há no mercado disponibilidade para compra sem receita, né? (coisas da ANVISA...)

    O cromo como relatei em 0,10 µg/L, pesquisei mas não achei informação na net sobre o mesmo! Como o Atkins refere o picolinato de cromo como um suplemento importante em sua dieta, fiquei com essa dúvida.

    Por fim, você sugere alguma marca específica do Óxido de magnésio? Pelo que entendi, é fundamental na dieta low carb assim como não há contraindicação, é isso mesmo?

    Bem, é isso! Mais uma vez, obrigado pelas orientações, uma vez que a nutróloga em que fui me recomendou a tradicional dieta de 1200 calorias (a qual evidentemente sucumbi na segunda semana e foi quando encontrei o blog) e agora, de posse dos resultados dos exames (que propositalmente esperei seis meses para observar os resultados com a low carb), mesmo obtendo melhorias significativas e emagrecimento, receio voltar e me estressar... rss. Por tanto agradeço a ajuda e os esclarecimentos que de outro modo, não teria como obter.

    Parabéns pelo trabalho, desprendimento e generosidade de vocês!

    Um feliz 2014!!!!!

    Leo

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  67. Arthur agradeço pela sua anâlise e realmente me esqueci de editar o exame para não expor ninguém erro meu!!

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  68. Acho que a minha insegurança na verdade foi mais pela minha mãe que disse que eu ia ter um infarto a qualquer momento kkk. Estou ainda na luta para tentar explicar a ela sobre a verdadeira nutrição, mas e tantos médicos para dizer ao contrário e o BEM ESTAR da rede globo que ela vê todos os dias também não ajuda!!

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  69. Leo, o Dr. Souto já falou por aqui em suplementar vit D até ficar acima de 50. 4000 UI/dia e meça novamente em 2 meses.
    Quanto ao cromo, mal não deve fazer! Parece que ele ajuda na vontade por doces... Eu já tomei, pra mim não fez diferença, mas pode ser que pra vc faça.
    Eu já comprei da Sundow, mas não tem nenhuma específica.


    Obrigada pelo carinho! :)

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  70. Nossa cara, desse jeito você se mata já já... rsrs. Perder peso rápido demais é ilusão. Não adianta estabelecer metas impossíveis e arruinar o que realmente importa: o longo prazo.


    Olha, não sou médico mas pratico musculação há certo tempo e te digo: nesse esquema aí você vai perder sua massa muscular inteira e, com isso, vai diminuir o metabolismo. Vai acabar engordando mais ainda quando seu limite de suportar a fome for atingido e você sair da linha. Acredite, você sairá da linha, mais cedo ou mais tarde e quando isso acontecer, vais ganhar gordura pra caramba.


    Pode adotar o paleo sem medo de ser feliz. É high fat mesmo e pode comer carne. É para comer muita carne. É verdura e carne (vermelha, peixes, frutos do mar etc) até não aguentar mais


    E outra: faça musculação. Se você tem muito complexo, vá à academia 6 da manhã ou no fim do expediente... vá quando ninguém quer ir.


    Musculação é, de longe, o que mais emagrece. Você leva (dependendo do treino) até 48h só para repor o que gastou. Se fizer todo dia, alternando os grupos musculares, vai ficar 24h/dia queimando calorias feito louco enquanto descansa, trabalha, toma banho etc, todo "quebrado" do treino.


    E ainda mais: vai viciar nisso. Te garanto que um treino de 1h por dia de alta intensidade (carga para hipertrofia com 30 segundos de descanso) vai te deixar moído, queimando gordura e aumentando a massa muscular o dia todo o . O corpo não tem outra escolha a não ser aumentar os músculos, se você imprimir carga no seu treino. Mas tem que ser acompanhado de um profissional, pelo amor de Deus! caso contrário você toma uma lesão e aí são meses perdidos se recuperando.


    Não ligue para o que os outros pensam. A vida da gente é curta demais para perder tempo tentando agradar quem a gente não conhece, não é verdade?

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  71. Em 2012 fiz um ultrasson de abdome que acusou esteatose nível 2. Iniciei com lowcarb em março/2013. Novo exame em julho/2013 e apareceu esteatose nível 1. E ontem fiz novo exame, e o médico me disse que não detectou esteatose. Muito grato ao Dr. Souto.

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  72. Bom dia, Dr. Souto! Vejo que muitas pessoas seguem a dieta paleo por conta própria e minha dúvida é a seguinte: Venho desenvolvendo de forma recorrente cálculos renais (inclusive vou pedir a meu urologista pra saber qual substância está em excesso para formá-los) e acne resistente... existe algum risco pra mim em seguir a dieta paleo por minha conta?

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  73. :-)


    2014/1/6 Disqus

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  74. Assim como ovelhas devem comer grama por conta própria, pessoas devem comer a dieta para a qual evoluíram. Seu urologista, ao fazer o exame de urina de 24h, poderá lhe dar dicas de coisas a mais (por exemplo, necessidade de consumir mais citrato, ou mais água, ou um diurético).


    Em 6 de janeiro de 2014 10:22, Disqus escreveu:

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  75. Dr., nesses 3 ultrassons que fiz até hoje, sempre aparecem 2 pedras de cerca de 1cm no rim direito. Nunca tive dor, cólica, nada. Apenas fiquei sabendo delas porque fiz o ultrasson em 2012 para investigar o fígado mesmo, já que na época o TGO/TGP veio um pouco acima do valor referência. Na época a cardiologista recomendou procurar um urologista, mas como as pedras nunca me incomodaram e também nem sei a quanto tempo estão lá, até hoje não fui, e penso em não ir mesmo. O que o Sr. acha, existe algum risco? Grato.

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  76. Sim. O risco de vc NÃO fazer paleo, já que sobrepeso e síndrome metabólica são fatores de risco para litíase urinária. Apenas cuide para não negligenciar os vegetais (coma muitos), a água e beba limonada.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 06/01/2014 10:46, "Disqus" escreveu:

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  77. Perfeito!


    Dr. Souto, sinta-se culpado, voltei a comer carne (; Depois de 12 anos! E não foi nem um pouco difícil, estou impressionada. O que é almoçar sem filé e salada? Haja saciedade.

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  78. Mea culpa!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 06/01/2014 14:53, "Disqus" escreveu:

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  79. Oi, dr souto fazem 7 meses que minha irma começou a fazer a dieta atikins, inicio com 140 kg, e hoje esta com 109 kg,muito feliz e disposta a continuar.. so que algumas alergias que ela tinha quando criança voltaram, faziam 17 anos que ela nao tinha nenhum tipo de alergia, e essas alergias só dão anoite, começou qnd ela tomava remedios para dor de cabeça, mas ela parou, todo dia ela vai dormi bem e acorda toda empolada... o que pode ser??? e dps dessas alergias ela parau de emagrecer..

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  80. Algo com glúten, tipo farelo de trigo ou de aveia na dieta?

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 07/01/2014 21:10, "Disqus" escreveu:

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  81. Não,nenhum tipo, o a unica coisas que o medicos de cidade pequena fala é para parar a dieta

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  82. Óleos de sementes, lacticínios, ou pode não ser nada relacionado a dieta, pode ser alergia a qualquer coisa (gato, cachorro, pólen, amaciante de roupa...), difícil saber à distância. Agora, esses colegas são muito burros mesmo. Vejamos: uma dieta low carb tem vários alimentos restritos; como alguém pode ser alérgico à AUSÊNCIA de alguma coisa? Francamente...

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 07/01/2014 21:37, "Disqus" escreveu:

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  83. E só ta comendo proteína e gordura e folha.. não tem como ser isso..e só dá depois que ela dormi mais ou menos 1 hora muito estranho.. Dr, muito obrigada você é ótimo, realmente incrível sua sabedoria..

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  84. Percevejos?

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 07/01/2014 21:47, "Disqus" escreveu:

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  85. Bolha, parece um monti de picada de formiga

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  86. Parecem percevejos

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 07/01/2014 21:51, "Disqus" escreveu:

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  87. Boa tarde Dr. Souto, estou a 60 dias seguindo seu blog e a dieta LCHF, estou mais magra e mais feliz, com plena disposição, só que com crises de hipoglicemias nos dias em que me esforço mais, por exemplo, limpar a casa, ou caminhadas, geralmente ocorre a noite, todos os dias é como se eu tivesse energia até as 18:00 hrs, depois a energia vai se indo, e quando me esforço um pouco mais junto vem a crise de hipoglicemia...Quando eu estiver adaptada a esta dieta isso vai passar? Tem algo mais que posso estar fazendo para melhorar a sensibilidade à insulina (além de abolir os carboidratos que já venho fazendo)? Seria interessante medir glicose e insulina para uma melhor avaliação? Fico grata desde já pela sua atenção!

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  88. Compre um glucosímetro e meça sua glicose nestes momentos e me diga quanto deu.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 08/01/2014 17:00, "Disqus" escreveu:

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  89. ok...estarei fazendo isso e repassando ao Dr...Obrigada!

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  90. Olá Dr. Souto, desde meu início na lchf, há 3 meses, fiz exames de sangue há 1 mês atrás, e tive alterações no TGO/AST e TGP/ALP. Não tenho problemas no fígado, que eu saiba. O que poderia ser? Fiquei assustada! Você poderia dar sua opnião? Obrigada!

    ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST/TGO)

    Resultado.....: 41 U/L Valores de referência: Mulheres : até 32 U/L

    ALANINA AMINOTRANSFERASE (ALT/TGP)

    Resultado.....: 53 U/L Valores de referência: Mulheres: até 32 U/L

    Outros resultados:

    HDL COLESTEROL
    Resultado.....: 81 mg/dL

    COLESTEROL TOTAL
    Resultado......: 193 mg/dL

    TRIGLICÉRIDES
    Resultado.....: 58 mg/dL

    LDL COLESTEROL
    Resultado.....: 100 mg/dL

    VLDL COLESTEROL
    Resultado.....: 12 mg/dL

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  91. Como era ANTES


    Em 17 de janeiro de 2014 01:59, Disqus escreveu:

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  92. Foi a primeira vez que fiz este tipo de exame, para estes dois primeiros componentes. Não sei como era antes, infelizmente. =/

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  93. Seguramente vc tinha fígado gorduroso como quase todo mundo que tem síndrome metabólica e/ou sobrepeso. E seguramente estava pior, pois agora você está tratando o problema. http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/12/o-figado.html


    2014/1/17 Disqus

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  94. Ok. Entendido! Me fui sugerido também a possibilidade de estes valores estarem relacionados à atividade física intensa, que é o meu caso. Vou procurar refazer estes exames mais adiante, para controle. Obrigada Dr. Souto. =)

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  95. Arthur, essa proporção triglicerídeos/ HDl é uma divisão que tem que dar abaixo de 1, é isso?
    Acabei de fazer uns exames, e meu colesterol deu 254, uhuhuhu; sei que não é preocupante, mas os triglicerídeos estão em 73, o que é ok, mas para os meus níveis anteriores eu achei "muito". Somente a frutose e carboidrato fazem os triglicerídeos aumentarem ou a gordura também faz?
    Antes eu enfiava a cara no trigo e no açúcar mas tinha orgulho do nível dos meus triglicerídeos. hehehe

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  96. Dr Souto, tenho comentado e indicado a dieta e o blog para pessoas de grupos de doenças autoimunes e de esclerose múltipla (meu caso). E continuando minha pesquisa aqui, não encontrei nenhuma referência, ou mais precisamente links ligados a estes protocolos, dirigidos especificamente para esses pacientes. Desculpe se não for o caso, ou se já tiver e eu é que não os encontrei, mas gostaria de sugerir o acréscimo de links na barra de busca ao lado, como por exemplo o da Dra Terry Wahls (em inglês) e o Vida Primal, que cita o dela e é do Brasil. O Dr já conhece a história dessa médica? É fantástica! Abraço e gratidão!

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  97. Conheço, e recomendo!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 09/02/2014 00:57, "Disqus" escreveu:

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  98. Boa noite Dr. Souto, gostaria de fazer 2 perguntas! 1pergunta, fígado gordo e quimioterapia têm alguma coisa em comum, há 4 anos fiz 2 ciclos de quimio, 6 meses cada ciclo. Agora passado este tempo a oncologista diz que tenho o fígado gordo e k é efeitos da quimio. Como disse num outro comentário mais atrás, eu tive câncer no intestino.
    A 2 pergunta, o k me tem a dizer sobre a planta do aloé. Obrigado e bem haja

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  99. Dr., tenho sindrome ductopenica idiopatica do adulto, e só consegui diagnosticar isso depois de sete anos pesquisando em dezenas de médicos a causa do aumento das enzimas do fígado. Associada a tal condição, tenho esteatose hepatica, e, apesar de dieta (comum) com redução de 12% do peso corporal, não houve NENHUMA regressão dos marcadores de TGO TGP e GGT (entre 2 e 6 vezes os valores de referência), embora, por ocasião desta perda de peso, a esteatose tenha melhorado (evidente que ganhei todo este peso novamente).
    Estudando o assunto específico da questão das enzimas, nutrição e lendo muitos artigos, e depois de constatar que mesmo os melhores hepatologistas não sabem como resolver o problema, resolvi testar a restrição do carboidrato e a eliminação total do gluten, algo que me parece fazer algum sentido.
    E pesquisando isso, cheguei aqui. Comecei há 4 dias, vou aguardar uns 30 e refazer os exames das enzimas.
    Você conhece algum precedente em que a restrição de carboidrato e a retirada do gluten tenham contribuído para a melhora deste quadro?
    Em tempo, em 4 dias, apesar dos deslizes, perdi cerca de 2 quilos, alguns centimetros de cintura e um problema de pele no rosto (até hoje não diagnosticado) melhorou absurdamente a ponto de ter suspendido a medicação.
    Abs
    Rodrigo

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  100. Coisas tóxicas podem dar esteatose, incluindo álcool, óleos poliinsaturados extraídos de sementes, açúcar (frutose), grãos e QT.
    Sobre babosa, não sei nada.
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 24/02/2014 18:27, "Disqus" escreveu:

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  101. Rodrigo, se o aumento das enzimas for por esteatose, vai melhorar. Agora, se for por colestase (em função da síndrome), acho que não. Veremos. De qualquer forma, você já viu que há muitos outros benefícios.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 24/02/2014 19:06, "Disqus" escreveu:

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  102. Muito obrigado Dr.. Vou continuar a experimentação, ao menos auxiliará na confirmação ou revisão do diagnóstico.
    Sucesso e parabéns pelo blog.

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  103. Essa postagem caiu como uma luva para mim. Tive hepatite medicamentosa na adolescência e precisei seguir uma dieta pobre em gorduras, embora mesmo se não tivesse tido essa prescrição teria feito a mesma coisa, pois só a visão de uma batata frita me enjoava e causava repulsa. Depois de muito ouvir que Atkins fazia mal para o fígado, passei a associar os enjoos do começo da dieta com uma possível resposta do fígado. Ontem li um comentário sobre a Atkins Flu e vi que era uma reação normal e passageira. Recomecei a fazer LCHF e ontem, logo que comecei a enjoar apelei para pitadinhas de sal, bastante água e focar mais em gorduras (porque da outra vez focava mais nas proteínas, ledo engano). Hoje estou me sentindo bem, sem enjoar e já comecei a perder peso (mesmo se for só água).

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  104. Danilo, isto tambem aconteceu comigo. Meus triglicerideos estavam normais e agora , depois de 6 meses dobraram. Será alguma medicação que tomo ou bebida alcoólica, pois bebi bastante vinho alguns dias antes.

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  105. Teste amido resistente por 30 dias


    Em 28 de março de 2014 16:58, Disqus escreveu:

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  106. Junior Valadares8 de maio de 2014 18:24

    Qual remédio / suplemento vocês utilizam para obter o óxido de magnésio?

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  107. Óxido de magnésio

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 08/05/2014 18:24, "Disqus" escreveu:

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  108. Junior Valadares12 de maio de 2014 12:56

    Procurei na farmácia com esse nome genérico 'óxido de magnésio' e o atendente tentou me vender hidróxido de magnésio. Explquei que não era a mesma coisa, daí ele falou que não sabia o que poderia ser. Vocês mandam manipular ou tem alguma marca ou nome de produto de sua preferência?

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  109. Tem da marca sundown, essa marca barata suplementos que tem nas farmácias grandes

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 12/05/2014 12:56, "Disqus" escreveu:

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  110. Junior Valadares12 de maio de 2014 13:23

    Encontrei cloreto de magnésio em cápsulas. Serveria como alternativa para suplementação de magnésio?

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  111. Serve.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 12/05/2014 13:24, "Disqus" escreveu:

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  112. Excelente post. Não sei se minha pergunta faz muito sentido mas fiquei com uma dúvida.

    Gatos com anorexia ou hiporexia costumam ficar com fígado gorduroso, inclusive, se eles ficarem alguns dias sem comer podem morrer justamente acúmulo de gordura no fígado.

    O problema é tratado quando eles voltam a se alimentar.

    Sendo eles mamíferos imagino que teriam alguma semelhança com os humanos... Pelo que li no texto, o que é um risco para desenvolver a esteatose é o excesso de glicose\insulina...

    Qual o sentido em a suspensão da alimentação levar a esteatose?! Ou simplesmente o organismo deles é completamente diferente??

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  113. Carol, não sei - coloquei FASTING e FATTY LIVER no pubmed.gov e não achei nada.


    Em 13 de maio de 2014 01:11, Disqus escreveu:

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  114. Carol, fiquei curioso e fui atrás. Tudo indica que isso é um fenômeno específico de gatos e outros carnívoros obrigatórios, Feline Hepatic Lipidosis.
    Artigo FASCINANTE: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3739000/ "Peculiarities of One-Carbon Metabolism in the Strict Carnivorous Cat and the Role in Feline Hepatic Lipidosis"
    "Moreover, while glucose is the precursor in humans [109], in cats, fatty acids are not synthetized at all from glucose by the feline liver, and acetate is the predominant carbon source [110]. It was suggested in mink that acetate could be the substrate for hepatic de novo synthesis of fatty acids, as a result from incomplete fatty acid oxidation (i.e., ketogenesis) [102], which is typically enhanced in times of increased free fatty acid intake by the liver [111]. Furthermore, food-deprived cats develop hyperketonaemia more rapidly and to a greater degree than dogs during starvation [112,113]. The hypothesis that some de novo synthesis of fatty acids occurs is also supported by the increased hepatic concentrations of palmitate in cats with FHL [95]. Overall, the origin of hepatic TAG in cats with FHL is the mobilization of fatty acids from adipose tissue; yet, hepatic de novo synthesis of fatty acids may further exacerbate liver fat accumulation."

    Em 13 de maio de 2014 08:30, Jose Carlos Souto escreveu:

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  115. As mentioned above, adult cats require more dietary protein than omnivorous species, due to a higher endogenous glucose demand, higher basal nitrogen requirement, as well as a need for specific essential amino acids. Unable to adapt urea cycle enzymes, aminotransferases and gluconeogenic enzymes to reduced protein intake, cats possess limited ability to adjust protein metabolic pathways to conserve nitrogen. This means that this species, similar to other carnivores, derives a part of its energy requirement from the breakdown of body proteins.

    Rapid onset of protein malnutrition in anorectic cats may be an important feature of FHL.

    This review demonstrates the importance of understanding the peculiarities of feline metabolism and the perturbed molecular mechanisms that occur with obesity and energy restriction to fully understand the pathophysiology underlying FHL and to develop and implement new strategies to prevent and treat FHL. These strategies should not only aim at maintaining an adequate food intake and achieving safe weight loss in obese cats, but should also focus on dietary supplementation of essential amino acids, EFA, l-carnitine, SAMe and labile methyl donors, such as cobalamin, choline, betaine and folate. Importantly, the complicated link between liver function, one-carbon metabolism and energy metabolism is just beginning to be elucidated and requires further investigation.


    2014-05-13 10:06 GMT-03:00 Jose Carlos Souto :

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  116. Genial, realmente fascinante =)
    Muito obrigada. Nem esperava uma resposta tão completa.

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  117. "A curiosidade matou o gato" :-)


    2014-05-13 14:06 GMT-03:00 Disqus :

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  118. O engraçado que eu notei lendo esse estudo é que ninguém contesta que o animal deve comer o que evoluiu para comer, e que isso determina várias doenças que ele pode ou não ter decorrente de hábitos alimentares. Isso nem é foco de discussão, é apresentado como fato e não argumento.
    Já para os humanos...
    Parece-me que o pessoal da veterinária - talvez por não terem políticos, indústrias e etc "metendo o dedo" - tem mais bom senso que os nutricionistas.

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  119. Com certeza, até os bichos têm mais bom senso.


    2014-05-13 17:11 GMT-03:00 Disqus :

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  120. O senso dos animais costuma ultrapassar e muito o da comunidade científica envolvida com nutrição. Exceto o dos gatos. Acho impressionante um animal com comportamento alimentar tão chato e desfavorável à espécie. São extremamente exigentes e odeiam mudar de hábitos. (São tão chatinhos, que as vezes desenvolvem anorexia por não gostar da comida - deve ser o único animal que morre de fome tendo comida disponível).
    Os meus como foram acostumados só com ração não comem carne de jeito nenhum. Da para acreditar nisso? Um felino que não aceita carne. (Nem peixe!!!!)
    Se tentar oferecer salmão da melhor qualidade ele se nega. Como se isso já não fosse estranho, existe um só alimento no mundo que não é ração que deixa meu gato doido: Polvilho. Não pode comer perto dele que ele fica alucinado.
    A ração que dou tem 31% de proteína, é uma ração boa, mas to longe de achar isso aceitável. =(, meus próximos vão ser alimentados com carnes cruas desde novos.

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  121. Sempre tive cachorros. Comem qualquer coisa, se for podre, preferem.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 13/05/2014 19:38, "Disqus" escreveu:

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  122. Tenho gatos e cachorros desde criança, e os gatos têm um paladar bem seletivo mesmo. O meu gato mais velho não aceita nada além de ração, é super enjoado. Já os outros 2 comem ração e qualquer outra coisa menor que eles: adoram ovo, iogurte, carne, frango e peixe (os meus são vira-latas, não sei se gatos de raça são mais enjoados). Mas mesmo comendo essas coisas não deixam de comer a ração, isso que acho mais louco, parece que ficam viciados mesmo. Por indicação de uma leitora aqui do blog eu troquei a ração deles pela da marca Farmina, que diz ser livre de grãos. Custa muito mais caro que as outras, mas acho que vale a pena no final das contas.

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  123. Obrigada pela dica da ração, Jussara, adorei mesmo. Vou pesquisar sobre ela e ver se encontro para comprar.
    Os meus são vira latas também, do tipo mais vira-lata de todos, rs...Mas ainda assim são chatos desse jeito! (Só cuidado com os seus gatos que comem comida, nunca dê comida temperada pois alho e cebola fazem mal a eles, espinafre e algumas outras coisas que costumamos comer também).
    ^^

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  124. Ah Jussara, pesquisei agora e vi que a Farmina é que produz a Matisse né?! Uma amiga minha que entende muito de gatos tinha me recomendado essa ração já há um tempo, disse que é excelente. Eu ia comprar mas acabei esquecendo. E nem é tão cara como uma Royal (fora de possibilidades, rs).
    Agora com certeza vou comprar dela, e tem para gatos castrados. =)
    Obrigada de novo.

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  125. Vinícius Petrolli14 de maio de 2014 17:38

    Dr Souto. Dentro destes 2g de proteinas por Kg de peso citados acima, considerando que a carne bovina é composta de 35% de proteínas, é correto dizer que: se as proteínas que eu como fossem provenientes somentes da carne, eu poderia comer em torno de 400 gramas de carne por dia, considerando meu peso de 70kg?

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  126. Na minha conta 400g de carne dá só 100g de proteína. Ou seja, manda ver.
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 14/05/2014 17:38, "Disqus" escreveu:

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  127. De nada, Carol, imagina.
    É a mesma que produz a Matisse sim. Espero que dê certo e que seus gatos gostem. Eu pensei que os meus fossem recusar, mas eles comem, só não comem tanto quando comiam da outra, mas eu acho até bom. :D

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  128. Eles comem mais é proteína crua mesmo (até preferem, como bons felinos que são :D), raramente comem algo temperado. Mas eu vou ficar de olho, obrigada pela dica. :)

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  129. boa noite doutor, estou com esteatose hepatica, evoluindo numa insuficiência renal, adquiri diabetes na minha primeira gestação...eu comecei a seguir a dieta paleo hoje, será que ela pode me fazer mal, por conta dos meus rins, desculpe a falta de informação!

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  130. Bom dia à todos! Dr. Souto: Fui diagnosticada com esteatose e por esse motivo resolvi emagrecer, pois estava pesando 80 kg. Comecei a fazer a Dieta Dukan e emagreci cerca de 10 kg. Depois passei a fazer a Páleo LCHF e perdi mais 5 kg, estou hoje com 65 kg e continuo firme na páleo. Fiz novos exames e a esteatose foi embora. Agora eu e meu marido fomos diagnosticados com pedras na vesícula. Minha médica falou que elas são muito pequenas e podem migrar para outros lugares, por esse motivo são perigosas e temos que tirá-las com urgência. Acontece que a médica falou, também, que temos que tirar a vesícula inteira porque a partir do momento em que ela começa a produzir pedras, não pára mais. Esse é o problema Dr. Souto: "NÃO QUERO RETIRAR A MINHA VESÍCULA". Será que eu não poderia retirar apenas as pedras e manter a vesícula? Por favor me ajude, me dê a sua opinião. Eu sei que a maioria dos médicos tem uma venda nos olhos, aqui onde moro - Belém do Pará - não existem profissionais que trabalhem em uma abordagem low carb, por esse motivo peço sua ajuda. Desde já agradeço por tudo, seu blog mudou a minha vida!

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  131. Não. Ou não faz nada, ou tira toda.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2013/12/a-vesicula.html

    http://emedicine.medscape.com/article/175667-treatment#2

    Surgical treatment of asymptomatic gallstones without medically complicating diseases is discouraged. The risk of complications arising from interventions is higher than the risk of symptomatic disease. Approximately 25% of patients with asymptomatic gallstones develop symptoms within 10 years.

    Persons with diabetes and women who are pregnant should have close follow-up to determine if they become symptomatic or develop complications.
    However, cholecystectomy for asymptomatic gallstones may be indicated in the following patients:

    Patients with large gallstones greater than 2 cm in diameter

    Patients with nonfunctional or calcified (porcelain) gallbladder observed on imaging studies and who are at high risk of gallbladder carcinoma

    Patients with spinal cord injuries or sensory neuropathies affecting the abdomen

    Patients with sickle cell anemia in whom the distinction between painful crisis and cholecystitis may be difficult

    Patients with risk factors for complications of gallstones may be offered elective cholecystectomy, even if they have asymptomatic gallstones. These groups include persons with the following conditions and demographics:
    Cirrhosis

    Portal hypertension

    Children

    Transplant candidates

    Diabetes with minor symptoms

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    Em 01/09/2014 09:15, "Disqus" escreveu:

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  132. E se eu retirar a vesícula, vou ter que reduzir a ingestão de gorduras?

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  133. Olá Socorro,

    leia: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/12/a-vesicula.html

    "Ok, mas o que fazer se você acreditou nas diretrizes e vem se alimentado há anos de acordo com a pirâmide alimentar (60% de carboidratos ou mais), e em função disso já teve de retirar a vesícula?
    Como explicado acima, seu fígado continua fabricando bile, a diferença é que você não pode dispor de uma grande quantidade de bile concentrada para digerir uma grande quantidade de gordura de uma só vez. Qual a solução? Fracionar a gordura em pequenas quantidades durante o dia, e aumentar a gordura na dieta os poucos, a fim de que seu intestino se acostume."

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  134. Eu entendi Patrícia, mas me restou uma duvida com relação a esta frase: "aumentar a gordura na dieta os poucos, a fim de que seu intestino SE ACOSTUME." Isso quer dizer que uma pessoa sem a vesícula vai ter que fracionar a ingestão de gordura por um certo tempo e depois que o intestino dela se acostumar ela pode voltar a comer normalmente, sem fracionar? Grata.

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  135. Sim, o intestino se acostuma.

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  136. Dr. Souto, comecei a dieta novamente faz umas 2 semanas.. e ontem começou a me dar uma diarreia amarela.. pesquisei e ví que pode ser por causa da baixa produção de bile pelo fígado.. será isso causa da dieta? ou devo ter peg alguma bacteria/virus? o que devo comer??

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  137. Maria Aparecida de Aquino11 de setembro de 2014 14:42

    Estou muito satisfeita com esta leitura. A cada dia reaprendendo e se renovando. Vou seguir a risca esta dieta Louw-Carb e Paleolítica.

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  138. Ola Dr. Souto,
    Quais exames identificam a esteatose hepática e a partir de quais niveis é considerado que se está com a esteatose hepática?

    Fico grato.

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  139. Ecografia, tomografia ou ressonância.

    2014-09-25 21:44 GMT-03:00 Disqus :

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  140. Gabriel Henrique Bestetti29 de setembro de 2014 02:53

    Muito obrigado, Dr. Souto! Tenho esteatose e seguirei essas recomendações... Deus lhe pague!

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  141. Dr. meu pai tem hepatite C tem vários anos e claro toma remédios para controlar. Ele tem uma alimentação "tradicional", se eu conseguir convencer ele entra na paleo/LCHF, posso ta ajudando e muitoo na sua melhora não é?

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  142. Se uma ovelha tiver hepatite e optar por comer grama, será uma ótima ideia.
    2014-09-29 11:43 GMT-03:00 Disqus :

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  143. Após uns 14 dias sem trigo, tenho certeza que vc voltará a tolerar o resto novamente (ovos, manteiga, etc). Se for usar amido resistente, use pouco, no começo.

    Em 3 de outubro de 2014 15:34, Disqus escreveu:

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  144. Muito obrigada! Fiquei super animada agora. Ovos e manteiga p mim lembra infância.

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