domingo, 26 de julho de 2015

Você tem medo de quê?

Com frequência recebo emails com questionamentos peculiares. Dentre eles, destaca-se uma categoria: a dos emails de pessoas com receio de que todo o tipo de problema seja devido à sua dieta.

Além do fato evidente de que os problemas podem ter diversas causas, de que nem tudo na vida tem a ver com sua dieta, e de que há coisas que são simplesmente aleatórias, existe algo mais profundo que ajuda a explicar a origem de tais questionamentos.

Embora os contextos sejam fictícios, a totalidade das perguntas abaixo (em negrito) são reais, e foram feitas por leitores aqui do blog. O que há de comum a todas elas?

- A pessoa come McDonald's todos os dias, e um dia fica gripada. Conclusão? "Foi um vírus, sabe como é, esse inverno está muito úmido". A pessoa passa a comer salada, peixe grelhado, e ovos mexidos com tomate cereja e cebola no café da manhã, e um dia fica gripada. "Doutor Souto, fiquei gripada, será que isso é por causa da dieta??".

- A pessoa come Nesfit no café da manhã, e Miojo no almoço, e um dia passa a "sentir dores no alto da cabeça e algumas alfinetadas na fronte com algum zumbidos temporarios nos ouvidos". Ela pensa que pode ser stress, ou enxaqueca, ou mesmo que precisa visitar um otorrinolaringologista para ver o que poderia estar acontecendo. A pessoa passa a evitar pão e açúcar, e começa a focar-se mais em vegetais refogados, frutas de baixo índice glicêmico e substitui seu pão normal por um pão de farinha de amêndoas com linhaça. Então, um dia, começa a "sentir dores no alto da cabeça e algumas alfinetadas na fronte com algum zumbidos temporarios nos ouvidos; isso pode ser por causa da dieta?".

- A pessoa vinha comendo no refeitório da empresa, como todo mundo: arroz com feijão, polenta, macarrão com molho, etc. Um belo dia, começa a perceber "lingua branca rachada, aftas e rachadura em partes do corpo". Ela vai ao médico, que passa a contemplar opções do tipo síndrome de Sjogren, candidíase oral, etc. A pessoa passa a escolher determinados alimentos no refeitório em detrimento de outros: deixa de comer macarrão, arroz com feijão e polenta, e começa a comer mais carne assada e dois pratos bem cheios de vegetais. Um belo dia, começa a perceber "lingua branca rachada, aftas e rachadura em partes do corpo". Agora, subitamente, vem o medo: "isso é por causa da dieta??"

- "Um amigo meu, jovem, saudável, sem sobrepeso, descobriu um trombo diagnosticado com doppler na safena proximal; entraram com anticoagulante por 3 meses". Especula-se se isso possa ter acontecido após uma viagem muito longa de avião, ou se é o fato dele trabalham muitas horas em pé, ou mesmo dele ser portador de alguma síndrome hereditária que favoreça fenômenos trombo-embólicos (trombofilia). "Um amigo meu praticante do estilo Paleo/LCHF há um ano aproximadamente descobriu um trombo diagnosticado com doppler na safena proximal; entraram com anticoagulante por 3 meses. Minha dúvida é: poderia ter relação com a dieta?"

Eu poderia continuar por incontáveis parágrafos, mas creio já ter deixado o meu ponto claro. As pessoas estão com MEDO. Um medo tão grande, a ponto de que se atribua à dieta praticamente qualquer dissabor, desde uma gripe até uma trombose. Porque, no fundo, as pessoas ainda acham que estão fazendo algo ERRADO. No fundo, sentem-se tal qual crianças levadas, que desobedecem a mãe, e, quando algo realmente acontece, tem como maior receio ouvir aquela TERRÍVEL frase: "Viu? Eu bem que te avisei!". Quem de nós nunca passou por isso? Pois é, ocorre que agora estamos lidando com adultos, que não estão desobedecendo os pais, e sim diretrizes. No entanto, me é nítido que os amigos, familiares e médicos estão cumprindo, para essas pessoas, o papel da mãe arquetípica de suas infâncias, e dizendo "VIU, EU NÃO DISSE"? E, o que é pior, as pessoas efetivamente reagem como crianças desobedientes, crivadas de CULPA.

Querem ver o exemplo mais evidente da culpa e do medo em ação? Se você resolver comer um monte de milho verde, já sabe o que encontrará dentro do vaso no dia seguinte, certo? Se uma pessoa passasse a adotar uma dieta vegetariana, é de se esperar que o aspecto de suas fezes (cor, pedaços de folhas, se afundam ou flutuam), fosse mudar, certo? Alguém ligaria para um médico, surpreso porque o milho verde apareceu no vaso sanitário? Podem imaginar um vegetariano, recém "convertido", em pânico porque suas fezes mudaram de aspecto após uma mudança TOTAL em sua alimentação? É CLARO que não. Qualquer pessoa sabe, por óbvio, que o que entra influencia o aspecto do que sai. O que me gera espanto é a quantidade de pessoas que escrevem TODAS as semanas, no blog, que estão apavoradas porque as fezes mudaram de aspecto depois de sua mudança de alimentação, se isso pode ser sinal de algum problema, de alguma doença, se precisam parar com sua nova alimentação. A diferença é que tais pessoas estão com MEDO. No fundo, do ponto de vista psíquico, são como crianças, que foram alertadas por sua mãe que, se fizerem determinada coisa, algo ruim irá acontecer. Inconscientemente, estão a procura de QUALQUER pequeno sinal, para voltarem correndo para suas mães dizendo "desculpa, mãe, eu jamais deveria ter desobedecido". Afinal, no fundo, não queremos é decepcionar nossas mães arquetípicas, isto é, nossos amigos, familiares, médicos e, por que não, até mesmo os apresentadores de TV. Eles nos avisaram de que coisas terríveis aconteceriam. Nós não demos ouvidos. E agora é tarde: nosso cocô flutua!! Ou - Deus nos proteja! - o xixi está amarelo, e com espuma!

As pessoas fazem uma bateria de 20 ou 30 exames, dentre os quais um ou dois vêm alterados. Muitas vezes, são exames bastante inespecíficos, como VSG, proteína C reativa, etc, coisas que podem estar alteradas por causa de uma unha encravada ou por mero acaso. Poucos dias atrás, um paciente meu, internado no hospital, teve por engano os mesmos exames coletados em dois dias consecutivos. Em um dia, o HDL estava abaixo de 40. No dia seguinte, estava acima. As pessoas não se dão conta de que exames são uma fotografia estática de um processo dinâmico. Ou seja, determinado exame pode estar ruim apenas naquele dia. Se eu medir 30 coisas, alguma delas, estatisticamente, estará fora do valor esperado - por PURO acaso. E eu vou ficar em pânico por causa disso? Depende. Estou com MEDO ou não? Se eu passo comendo Pizza Hut e Burger King, sou como todo mundo e, bem, todo mundo tem algum exame alterado de vez em quando, certo? Quem procura, acha, certo? Por outro lado, se eu deixei de consumir Pizza Hut e fast food, agora eu tenho feito receitas alternativas, como lasanha de abobrinha e pizza com massa à base de farinha de linhaça e ovos, e um ou dois exames vêm alterados, dentre 20 ou 30, vem  reação: "Meu deus, eu vinha gostando tanto de fazer low carb, já não sentia fome toda hora e já tinha perdido 7 Kg, será que terei que abandonar tudo?". Só um mecanismo psíquico, ao meu ver, é capaz de explicar esse fenômeno. A pessoa QUER abandonar, ela está à procura de um motivo, qualquer um, pois ela, desde o início, entrou nessa história com MEDO. O medo de decepcionar sua mãe arquetípica, o medo da vergonha que sentirá ao ouvir o terrível "eu não disse?". É CLARO que tal exame alterado seria sumariamente ignorado se a pessoa estivesse comendo Pizza Hut, afinal todo mundo tem um ou outro exame alterado. É CLARO que tal exame está alterado por causa de sua dieta, afinal eu não disse que isso faz mal?? A alteração de exame é a mesma, a interpretação depende de quanto MEDO você tem.

Semana passada, a seguinte pergunta surgiu no blog: "Creatinina em 0,9ml/dl é preocupante numa dieta páleo?". Essa pergunta é fantástica em diversos níveis. Primeiramente, porque creatinina de 0,9 é ABSOLUTAMENTE normal. O que torna a pergunta deveras curiosa, não é mesmo? Afinal, como uma creatinina de 0,9, que indica funcionamento normal dos rins, poderia ser normal na vigência de um tipo de dieta, mas não em outra? Tal pergunta só pode fazer sentido se vista à luz do MEDO. Se você acredita que trocar o pão pelo salmão carrega em si o germe da destruição de seus rins, então nem mesmo uma creatinina normal será motivo de tranquilidade. Essa creatinina, não obstante encontrar-se bem no meio da faixa da normalidade, deve ser normal para quem come pão, mas não para mim, que não como. Afinal, minha mãe arquetípica (familiares, amigos, médicos) disse que meus rins iriam sofrer. A creatinina está normal. Mas minha mãe sempre tem razão. Acontece que creatinina de 0,9, no MEU CASO, é ruim. Só seria normal se eu comesse calzone e arroz doce.

Há ainda outro fenômeno bem comum. Joãozinho começa uma dieta low carb, pois está acima do peso e suas calças não estão mais servindo, um sinal de que sua circunferência abdominal aumentou muito (um fator de risco cardiovascular extremamente importante). Após 30 dias evitando pão, massa, açúcar, refrigerantes e doces, Joãozinho decide fazer um monte de exames. Joãozinho descobre, para seu desespero, que sua glicose está em 110, e seu colesterol total está em 230, com HDL 55 (valores de colesterol que, diga-se de passagem, nem ruins são). Só há um detalhe: Joãozinho NUNCA fizera estes exames antes. Joãozinho está em pânico porque ele já começou essa empreitada com MEDO. No fundo, ele estava à procura de confirmação de seus piores receios. A hipótese alternativa, e MUITO MAIS provável, de que sua glicose estivesse em 150 e seu HDL em 35 antes da dieta, nem lhe passa pela cabeça. Afinal, por algum motivo, ele sentia que estava optando pelo caminho escuro e perigoso. Deveria ter escutado sua mãe...

Receios relacionados a componentes da síndrome metabólica.

Pergunta real, feita aqui no blog: "Essa dieta pode aumentar minha pressão?"

Eu tenho dificuldade de entender esse tipo de pergunta. Afinal, o blog inteiro existe, basicamente, para provar, baseado em estudos científicos com alto nível de evidência (metanálises, ensaios clínicos randomizados), que low carb é uma alternativa não apenas saudável, mas a alternativa MAIS indicada para o manejo de situações como diabetes, sobrepeso e síndrome metabólica.

Síndrome metabólica, só para relembrar, é aquele conjunto de alterações causadas pela resistência à insulina e pela resposta compensatória do organismo, que é secretar ainda mais insulina (hiperinsulinemia compensadora): ganho de peso (especialmente com deposição de gordura visceral, ou seja, na barriga), glicose limítrofe ou diabetes ou ainda necessidade de usar medicamentos para controlar a glicose, pressão alta ou necessidade de usar medicamentos para controlar a pressão, HDL menor que 40 em homens ou 50 em mulheres, triglicerídeos maiores do que 150. Fazem parte ainda da síndrome, de forma acessória, a esteatose (gordura no fígado) e o ácido úrico elevado.

Assim, a pergunta "tenho gordura no fígado, posso fazer essa dieta" é especialmente estranha, visto que na verdade esse é O MOTIVO pelo qual a pessoa DEVERIA mudar sua dieta para uma dieta low carb. Para mim, isso soa tão bizarro como perguntar "estou com pneumonia bacteriana, posso usar antibiótico?". Uma pessoa muito magra e sem problemas de saúde teria alguma razão em perguntar "posso fazer essa dieta?". Uma pessoa doente, com síndrome metabólica, obviamente deveria estar preocupada por AINDA NÃO estar fazendo uma dieta low carb. Deveria olhar para uma pizza e perguntar: "posso fazer ESSA dieta?". Mas não. O MEDO é o que gera a ansiedade. É irracional - como o medo de voar.

Veja, pressão alta é um dos componentes da síndrome metabólica (SM). Se a pessoa tem pressão alta como parte da SM, obviamente terá grande chance de melhora ou resolução desse quadro com a reversão da SM mediante restrição de carboidratos e perda de gordura visceral. Nem toda a pressão alta é devida à síndrome metabólica, contudo. Nesses casos, a pessoa poderá permanecer hipertensa mesmo após a mudança de seus hábitos e estilo de vida. Ainda assim, não existe nenhum caminho de pensamento, por mais contorcido que seja, pelo qual seja concebível imaginar que uma estratégia alimentar na qual se eliminam açúcar, farináceos, alimentos processados, e foca-se em vegetais, peixes, aves, carnes e oleaginosas possa PREJUDICAR um hipertenso. Bem, na verdade existe, sim, um caminho aberrante de pensamento: aquele produzido pelo MEDO. Um medo abstrato, divorciado da realidade. O medo provocado pela mãe arquetípica (familiares, médicos, amigos, televisão).

A ilusão de controle e o pensamento mágico.

Certa feita li um texto em que um psicólogo norteamericano explicava porque algumas pessoas têm tanto medo de voar, mas não de dirigir, quanto todo mundo SABE que voar é muito mais seguro do que dirigir. A explicação não é racional. Mas parte dela está ligada à ilusão de controle. Dentro do avião, o piloto (pior ainda, o piloto AUTOMÁTICO) controla a sua vida. Se o piloto quiser jogar seu jato nos Alpes, como fez o alemão no ano passado, você NADA pode fazer. Quando você dirige, no entanto, você tem o CONTROLE. Pode correr ou andar devagar. Pode frear a qualquer momento. Pode escolher o caminho a seguir. Não obstante, isso em NADA muda o fato de que você tem um risco de morrer ORDENS DE MAGNITUDE maior ao dirigir do que ao voar. O que lhe deixa mais seguro é apenas a ilusão de controle.

A ilusão de controle faz parte da vida. E anda de mãos dadas com o pensamento mágico. Em algumas situações, isso é mais claro, como nas sociedades primitivas em que faz-se uma dança da chuva, em que o pensamento mágico gera a ilusão de controle (do clima), ou quando um torcedor de futebol usa sempre a mesma camisa da sorte, pois o pensamento mágico o faz supor que, na medida em que estava usando esta camisa nas duas últimas vezes em que seu time ganhou, usá-la novamente poderá, de alguma forma, exercer controle sobre o resultado da partida.

Mas a ilusão de controle nem sempre é tão gritante. Frequentemente, por exemplo, manifesta-se através da compreensão determinística de fenômenos probabilísticos. Explico. Existe uma certa probabilidade de que qualquer fenômeno ocorrerá. Tal probabilidade poderá ser muito pequena (quase impossível), ou muito grande (quase certa). A maioria dos fenômenos está no meio desses dois extremos. A ideia de que coisas que fazemos ou deixamos de fazer terão um efeito DETERMINÍSTICO sobre fenômenos futuros é pensamento mágico aliado à ilusão de controle. Não temos CONTROLE sobre a ocorrências de fenômenos futuros (doenças, por exemplo). Podemos, SIM, influenciar a PROBABILIDADE da ocorrência de fenômenos futuros, mas isso não nos dá CONTROLE determinístico sobre os mesmos.

É sob essa ótica que devemos encarar perguntas do tipo "mas ele nunca fumou, COMO pode estar com câncer de pulmão?". O que há de errado nessa frase? A ilusão de controle. Não há nada que você possa fazer que o impeça de ter câncer de pulmão. Se houvesse, você teria CONTROLE sobre essa ocorrência futura. Não, você pode influenciar (e muito) a PROBABILIDADE de vir a ter um câncer de pulmão (ao não fumar, por exemplo).

A vida, nesse sentido, pode ser vista como uma grande rifa. Uma rifa, na qual cada um de nós recebe cupons para várias coisas, boas ou ruins. Você recebe um cupom para câncer de pulmão, um cupom para diabetes, um cupom para um ataque cardíaco, etc. Alguns de nós, porém, compramos cupons extras. Quem fuma, por exemplo, compra 30 cupons a mais na rifa do câncer de pulmão. Uma pessoa que tem 30 cupons, tem, de fato, 30 vezes mais chance de ser contemplado na rifa da vida. Mas, como todo mundo sabe, uma rifa é PROBABILÍSTICA, e não determinística. E, como todo mundo sabe, nas rifas de verdade, muitas vezes quem acaba levando a televisão de tela grande é justamente o sujeito que comprou apenas um cupom. Tudo o que você pode fazer é comprar mais ou menos cupons na rifa da vida. Mas você não tem o controle do sorteio. Ninguém tem.

Nem quem faz dieta páleo. Algumas vezes recebo perguntas do tipo "Estou seguindo esse estilo de vida, mas tive uma gripe forte na semana passada, que me deixou de cama. Leio no grupo do Facebook que as pessoas que seguem páleo não se gripam. O que pode estar acontecendo?". Mesmo que se acredite na ideia (não comprovada, mas talvez plausível) de que uma alimentação saudável possa reduzir seu risco de contrair influenza, apenas o pensamento mágico e a ilusão de controle explicam a ideia de que uma dieta páleo tornaria alguém invulnerável a essa patologia bastante contagiosa. Pode ser que uma pessoa que se alimenta mal tenha mais cupons na rifa da influenza, pode ser que quem siga uma dieta páleo tenha apenas um cupom, o que reduziria a sua chance de ser contemplado. Mas é preciso que fique claro que todo mundo tem cupons, e que o sorteio é genuinamente aleatório. Nosso único controle é sobre o número de cupons que adquirimos, nada mais.

A única cura para o MEDO irracional é o conhecimento. Se você ainda acha que low carb irá "sobrecarregar os rins", "sobrecarregar o fígado", causar osteoporose, causar aterosclerose, impedir o cérebro de funcionar por falta de glicose, causar todo o tipo de doenças por causa da carne vermelha e que a única coisa que você perderá é água e músculos, bem, então você tem mais é que ter MEDO mesmo - aquele medo profundo que nossos antepassados tinham perante os raios e trovões no contexto da mais profunda ignorância. Comece clicando em cada um dos links sublinhados na frase acima, e comprando e lendo o livro do Gary Taubes. Pois apenas depois de estar livre dos medos irracionais é que você poderá desfrutar a maravilhosa tranquilidade de quem não vive de ilusões de controle, e sabe que, no fundo, podemos no máximo influenciar quantos cupons compraremos na loteria da vida.

*** ATUALIZAÇÃO ***

Recebi uma mensagem de uma leitora, que é mais um exemplo do texto acima. Lá vai:

"Ontem tive uma pré-sincope quando estava em pé dentro do ônibus para casa e quando meu namorado foi me buscar a primeira associação que ele fez foi relacionada a minha nova dieta. Eu nunca fiz nenhum tipo de dieta e só comecei a seguir esse estilo por acreditar no bem que pode me fazer.
O engraçado é que eu sempre passei mal quando fico em pé em ônibus (principalmente cheio) e por isso evito, mas só porque agora mudei minha alimentação para uma "maluca" (é isso que ouço), a causa passou a ser essa.  
Mas é difícil se manter firme mesmo após tantas criticas dos outros. Fui levada para emergência e não falei sobre meu hábitos alimentares, me limitei a dizer que estava, sim, alimentada, e tomei uma bronca do meu namorado e família por não comentar. Hoje fui procurar casos relacionados aos meu sintomas e descobri que posso ter síndrome vasovagal, que vai ser confirmada ou não por um cardiologista que eu já marquei. Bem complicado lidar com os outros quando acham que você tá se agredindo por estética, quando na verdade está buscando saúde através do que realmente é saudável."
Ok, vejamos: Se você está de pé e fica tonto, é uma síndrome vasovagal. Se você está de pé, fica tonto, mas come camarões com catupiri com legumes na manteiga, é por causa dessa dieta louca e você está se matando. Só o MEDO de problemas mitológicos explica essa interpretação.

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