Por que, com a mesma dieta, uns engordam e outros não?

A insulina, como qualquer hormônio, não age no vácuo. Os hormônios atuam sobre enzimas e receptores celulares. E a distribuição destas enzimas e receptores (geneticamente determinada) é responsável pelas diferenças de acúmulo de gordura entre partes do corpo e entre diferentes pessoas. Se o paradigma do balanço calórico fosse verdade, as pessoas deveria engordar de maneira uniforme – igualmente em todas as partes do corpo, e igualmente entre si, desde que comessem (e dispendessem) a mesma quantidade de calorias. Todos sabemos que não é assim. Alguns engordam na barriga, outros abaixo da cintura, e outros simplesmente não engordam por mais que comam. Algumas áreas do corpo são completemente poupadas pela obesidade (couro cabeludo por exemplo). Agora que compreendemos a fisiologia, a explicação é simples: a distribuição das enzimas-chave é diferente em diferentes partes do corpo, levando a um efeito diferencial da insulina em locais diversos. Da mesma forma, nas pessoas com predomínio de enzima LPL no músculo e pouca expressão da mesma nos adipócitos, as calorias consumidas serão particionadas preferencialmente para os músculos, levando a menos ganho de peso e mais (necessidade de) atividade física, com o mesmo consumo calórico e com os mesmos níveis de insulina.

O consumo de carboidratos leva ao aumento da insulina em todas as pessoas, mas a resposta das pessoas à insulina depende de fatores geneticamente determinados.