Novo estudo comprova que as dietas low carb reduzem os riscos cardiovascuares

O jornal americano USA TODAY repercutiu um novo estudo, recentemente publicado, sobre os efeitos das dietas low carb sobre os fatores de risco cardiovasculares. Reproduzo aqui a história:

As dietas low carb ganham ainda mais apoio com novo estudo

By Nanci Hellmich, USA TODAY

Updated 8/30/2012 10:00 PM 

À medida que as pessoas acendem suas churrasqueiras para o próximo feriado, um novo estudo promove os benefícios das dietas de baixo carboidrato (low carb), a dieta dos amantes de carne.

Uma revisão de 17 estudos diferentes, que acompanhou um total de 1141 pacientes obesos em dietas low carb – algumas das quais muito similares à dieta Atkins – concluiu que os mesmos perderam uma média de 9 Kg em 6 meses a um ano.

De uma forma geral, os participantes também melhoraram no que diz respeito à sua circunferência abdominal, pressão arterial, triglicerídeos (gordura no sangue), glicose (açúcar no sangue) e proteína C reativa (uma medida de inflamação crônica, e também fator de risco cardiovascular). Houve ainda aumento do HDL (“bom” colesterol). O colesterol LDL (“ruim”) não mudou significativamente.

“Estas melhorias ocorreram durante a perda de peso, e sabe-se que a perda de peso produz estas melhorias”, diz Wiliam Yancy, professor associado de medicina na Duke University e um dos pesquisadores que trabalhou neste estudo. O artigo foi publicado no periódico científico Obesity Reviews.

Yancy já conduziu várias pesquisas sobre a dieta Atkins, incluindo algumas com fundos do Atkins Foundation. “Uma dieta low carb é um plano sensato a seguir para perder peso e para melhorar os fatores de risco cardiovascular”, diz ele.

“Uma dieta low carb é um plano sensato a seguir para perder peso e para melhorar os fatores de risco cardiovascular”

As dietas low carb eliminam o consumo de pães, massas, batatas, arroz, bolos, biscoitos e algumas frutas e alguns vegetais ricos em amido, e encorajam o consumo de peixes, aves, carne, ovos, manteiga, queijo e algumas frutas e vegetais pobres em amido (saladas).

Gary Foster, diretor do Centro para Pesquisa e Educação sobre Obesidade da Universidade de Temple, fez eco às observações de Yancy: “muitos destes benefícios são devidos à perda de peso propriamente dita, e não à uma dieta específica, com exceção do HDL, que realmente parece melhorar mais com as dietas low carb do que com as demais“.

Ele não estava envolvido com este estudo em particular, mas já já conduziu um estudo comparando uma dieta low carb com uma dieta restrita e calorias e gorduras e concluiu que ambas produziram perdas de peso e melhoras metabólicas semelhantes.

“Nós já superamos a época em que podíamos dizer que a dieta Atkins era perigosa para a saúde. Esta é uma posição ultrapassada”, disse Foster. “Esta é uma alternativa viável para perda de peso”.

“Nós já superamos a época em que podíamos dizer que a dieta Atkins era
perigosa para a saúde. Esta é uma posição ultrapassada. Trata-se de uma alternativa viável para perda de peso”.

Robert Atkins, um cardiologista, publicou seu primeiro livro em 1972. A versão revisada, chamada A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins, foi um best seller duas décadas mais tarde. Ele morreu em abril de 2003, após um queda com traumatismo craniano.

Os experts em nutrição têm há muitos anos favorecido uma abordagem convencional, que reduz as calorias e as gorduras mas permite o consumo de grande variedade de alimentos.

Um pequeno estudo recentemente publicado descobriu que pessoas que estavam tentando manter o peso (após perder peso em uma dieta) queimaram uma quantidade significativamente maior de calorias – cerca de 300 calorias a mais por dia – comendo uma dieta low carb do que comendo uma dieta low fat (restrita em gorduras).

Cerca de dois terços das pessoas nos EUA têm sobrepeso ou são obesas, o que aumenta o risco de doenças cardíaca, diabetes tipo II, muitos tipo de câncer e outras doenças crônicas.