Low Carb e diabetes

Diabetes tipo 2. Quando falamos em diabetes, nos dias de hoje, estamos nos referindo quase sempre ao diabetes tipo 2. Quando eu estava na faculdade, no final dos anos 1980, esta doença era conhecida como diabetes do adulto. Eram outros tempos. De lá para cá, a incidência de diabetes aumentou de forma epidêmica, e hoje já não é raro que crianças sejam portadoras de diabetes tipo 2.

No diabetes tipo 1, o problema fundamental é a ausência total de insulina. Isto ocorre devido à destruição auto-imune das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção deste hormônio (como quase toda a doença auto-imune, o trigo e o glúten parecem estar envolvidos na gênese dessa doença). Como a insulina é essencial para que a glicose possa ser utilizada pelas células e para que a gordura seja mantida dentro das células gordurosas, sua ausência leva aos elevadíssimos níveis de glicose no sangue e ao emagrecimento anormalmente rápido com consequente liberação de vastas quantidades de ácidos graxos no sangue, levando à chamada cetoacidose diabética.

No diabetes tipo 2, a insulina é produzida normalmente (ao menos nos primeiros anos da doença); o que ocorre é a resistência à insulina, ou seja, as células deixam de responder a este hormônio. A resposta do organismo é aumentar a quantidade de insulina produzida. É como se a insulina fosse um “som”, que as células pudessem ouvir; se as células vão ficando “surdas”, é necessário “gritar” mais alto para que elas escutem. E, como no caso da surdez, quanto mais tempo se mantem o som alto, mais surdas elas ficam – é um ciclo vicioso. Na medida em que as células deixam de responder à insulina, o açúcar acumula-se no sangue.

Assim, a característica definidora de ambas doenças, diabetes tipo 1 e 2, são os níveis elevados de açúcar no sangue. Mas, no diabetes tipo I, o corpo é incapaz de produzir insulina, enquanto no diabetes tipo 2 o corpo produz insulina em excesso – mas as células-alvo deixam de responder.

Nosso corpo é altamente regulado. É extremamente comum que os receptores para qualquer substância, seja ela um hormônio, um neurotransmissor ou o que for, aumentem ou diminuam em resposta ao estímulo. Quando entramos em um ambiente com algum cheiro, sentimos imediatamente. Mas após vários minutos neste ambiente, deixamos de sentir o cheiro – os receptores em nosso nariz deixam de responder. Precisamos sair, ficar vários minutos fora, e voltar para sentir o cheiro novamente. Se estamos na rua, com sol, e entramos em uma sala de cinema, ficamos temporariamente cegos – os receptores luminosos de nossa retina estão pouco responsivos, na medida em que estavam super-estimulados pelo excesso de luz. Após vários minutos, começamos a enxergar no escuro – as moléculas foto-receptoras da retina ficam cada vez mais responsivas. Quando saímos do cinema para o sol, ficamos ofuscados. Mas, após vários minutos de super-estimulação, a quantidade de foto-receptores da retina diminui drasticamente, e podemos enxergar perfeitamente. O termo em inglês para isso é “downregulation”, literalmente “regulação para baixo”. Quando ficamos no sol, temos um downregulation dos foto-receptores de nossas retinas – será necessário mais luz para estimulá-los.

Não é normal, para um ser humano, ter níveis constantemente elevados de insulina. Afinal, a insulina é estimulada fundamentalmente por elevações dos níveis sanguíneos de glicose. E, do ponto de vista evolutivo, tais elevações eram esporádicas, até mesmo raras (não havia farinha e açúcar por 99,5% de nossa evolução, as frutas eram silvestres e sazonais, e as raízes disponíveis eram fibrosas).

Mas, e o que aconteceria se os níveis de insulina fossem mantidos elevados a todo o momento? O que aconteceria se você seguisse as orientações dietéticas convencionais (pirâmide alimentar), ou seja, comer 11 porções de farináceos aos dia, com intervalos de no máximo 3/3 horas? Níveis constantemente elevados de insulina. E o que isso provoca? Com o tempo, em pessoas geneticamente predispostas, isso leva a uma progressiva resistência à insulina (“downregulation” dos receptores). As células dos músculos podem acumular certa quantidade de glicogênio. Quando esta quantidade é atingida, elas tornam-se resistentes. Os adipócitos, por sua vez, permanecem sensíveis por mais tempo – assim, o corpo impede que quantidades excessivas de glicose acumulem-se nos músculos e outros órgãos – e a insulina faz o seu trabalho de dirigir tais calorias para o tecido gorduroso.

Como já escrevi em outra postagem, está atualmente bem estabelecido que o consumo excessivo e prolongado de açúcar é responsável pelo desenvolvimento de diabetes tipo 2 em pessoas geneticamente predispostas. O mecanismos envolve também a frutose e seus efeitos tóxicos sobre o fígado, mas o importante é que todos os casos de diabetes tipo 2 são precedidos de resistência à insulina. De fato, o diabetes tipo 2 nada mais é do que um caso severo de resistência à insulina, uma resistência tão grande que mesmo o hiperinsulinismo compensatório é incapaz de controlar, levando assim à hiperglicemia (elevação do açúcar no sangue).

O paradoxo

Há diversas doenças humanas caracterizadas por intolerância a uma determinada substância. Vamos listar algumas delas:

  • Fenilcetonúria: nesta doença congênita, a pessoa é incapaz de metabolizar o aminoácido fenilalanina. Este aminoácido está presente em quase todos os alimentos proteicos, inclusive no leite materno. Se não tratada, a doença leva a danos neurológicos severos. O tratamento consiste em eliminar a fenilalanina da dieta.
  • Doença Celíaca: caracterizada pela intolerância grave ao glúten. Pessoas acometidas apresentam diarreia intensa e desnutrição. O tratamento consiste em eliminar o glúten da dieta.
  • Intolerância à lactose: em suas manifestações mais severas, se caracteriza por cólicas intensas e diarreia severa mesmo com mínimas exposições à lactose, como por exemplo às pequenas quantidades existentes em queijos curados e mesmo em comprimidos. O tratamento consiste em eliminar a lactose da dieta.
  • Intolerância Hereditária à Frutose: esta rara doença genética, caracterizada pela ausência da enzima aldolase-B, impede o metabolismo da frutose. Os sintomas podem ser muito severos, incluindo sintomas neurológicos. O tratamento consiste em eliminar a frutose da dieta.
  • Doença de urina do xarope do bordo (“Maple syrup urine disease”), também conhecida por Cetoacidúria de cadeia ramificada. Doença genética rara caracterizada pela incapacidade de metabolizar aminoácidos de cadeia ramificada (leucina, isoleucina e valina). Se não tratada, leva a danos neurológicos. O tratamento consiste em eliminar estes aminoácidos da dieta.
  • Diabetes tipo 2: doença caraterizada pela intolerância à glicose e progressiva resistência à insulina. Caracteriza-se por acúmulo de glicose no sangue e, se não tratada, pode evoluir para com complicações cardiovasculares e renais. O tratamento consiste em eliminar a gordura da dieta e tomar remédios que aumentem ainda mais a insulina, já elevada.


COMO É QUE É??????

Em TODAS as doenças em que há uma incapacidade total ou parcial de metabolizar/tolerar determinada substância, o tratamento consiste em remover ou reduzir esta substância. POR QUE seria diferentes no diabetes??? Qual o tratamento para uma doença cuja característica definidora é o acúmulo de glicose no sangue? QUAL????? Eliminar a glicose da dieta, é ÓBVIO!

Como, eu pergunto, COMO isso pode ser ignorado? É simples. Repita-se uma inverdade mil vezes, e ela será vista como se verdade fosse. Este é o paradoxo do manejo atual do diabetes.

O bizarro raciocínio que leva a sabedoria convencional vigente a recomendar pão, suco, macarrão, arroz e batatas para diabéticos pode ser assim resumida:

  1. De que morre um diabético? Do coração ou dos rins.
  2. O que causa doenças do coração? Gordura na dieta.
  3. O que causa doenças dos rins? Proteínas na dieta.
  4. Então, temos que dar ao paciente uma dieta pobre em gordura e pobre em proteínas. Necessariamente esta dieta será rica em carboidratos, mas tudo bem, pois são “carboidratos complexos”, e além disso podemos dar remédios para baixar esta glicose na marra.

Lógica bizarra e pensamento mágico – o casamento perfeito. Ocorre que os itens 2 e 3 são COMPROVADAMENTE ERRADOS.

 – TODOS os estudos prospectivos e randomizados e TODAS as metanálises são unânimes em afirmar que a gordura da dieta não está relacionada ao risco de doenças cardiovasculares. Se você é novo neste blog, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.

 – JAMAIS um estudo mostrou que uma dieta low carb seja prejudicial aos rins (VEJA AQUI). Por incrível que pareça, até mesmo em pacientes com insuficiência renal, a função renal MELHORA com a perda de peso, não importando se a dieta é hipoproteica ou normoproteica. Em outras palavras, perder peso ajuda a preservar a função renal – e você já sabe qual a melhor estratégia para perder peso, não é mesmo?

E, afinal, o que são carboidratos complexos? O ministério da saúde, com a competência típica dos órgãos governamentais, nos ensina o seguinte: 

  • Carboidratos complexos “são mais lentamente digeridos, evitando assim, as grandes elevações e queda dos níveis glicêmicos. São eles: arroz, aveia, feijão, massas, batata, milho, pão”.

Que posso dizer??? A sabedoria é limitada, mas a ignorância é, definitivamente, infinita. Quando vejo coisas assim, constato que o caminho em direção à entropia é inexorável.

Existe um conceito chamado índice glicêmico. Índice glicêmico nada mais é do que uma comparação de o quanto diferentes alimentos elevam a glicose no sangue quando comparados à uma solução de glicose pura. Neste índice, a glicose pura tem um escore 100. Vejamos o índice glicêmico de alguns alimentos (clique em cada um deles para a referência bibliográfica):

Açúcar de mesa (sacarose) …………….. 65 

Pão branco …………………………………… 75

Pão integral ………………………………….. 77

Batata branca ……………………………….. 98

Aveia (mingau) ……………………………… 82

Aveia Quaker crua, pura ………………… 60

Arroz Branco ………………………………… 89

Arroz integral ………………………………… 66

Massa (espaguete) …………………………. 64

Milho verde ………………………………….. 62

Feijão preto ………………………………….. 30

Feijão (outra fonte) ……………………….. 48

A sacarose (açúcar de mesa, o pó branco) é metade glicose e metade frutose, daí o fato de seu índice glicêmico ser 65 e não 100 (glicose pura). 

Observe o seguinte: com exceção do feijão, todos os outros “carboidratos complexos” aumentam a glicose no sangue tanto ou MAIS do que a mesma quantidade de açúcar puro. Observe ainda que o pão integral é PIOR do que o pão branco, que é PIOR do que o açúcar.

Leitor, entenda: o AMIDO, aquilo que torna branco o trigo, o arroz, a batata, etc, é um POLÍMERO de glicose. Em outras palavras, uma molécula de amido é um conjunto de moléculas de açúcar, ligadas umas às outras como a contas de um rosário:

GLICOSE:

AMIDO:

A única diferença entre glicose e amido, para todos os efeitos, é que o amido não é doce ao paladar.

Em outras palavras: não há nada de complexo em um carboidrato na forma de amido. É APENAS MUITAS GLICOSES EMENDADAS UMAS ÀS OUTRAS. Aliás, como vimos acima, se você quiser aumentar a MUITO a glicose no sangue, e rápido, não adianta beber água com açúcar: melhor mesmo é um pão integral, uma porção de arroz ou então aveia.

Vamos então recapitular.

  1. O diabetes tipo 2 é uma forma de intolerância à glicose;
  2. Esta intolerância manifesta-se por resistência à insulina com consequente hiperinsulinismo e hiperglicemia;
  3. O tratamento óbvio é a retirada da substância mal tolerada (açúcar e amido) da dieta, como se faz em todas as doenças caracterizadas por intolerâncias alimentares;
  4. Reduzir os carboidratos significa manter estável os níveis de proteínas e aumentar a quantidade de calorias obtidas da gordura;
  5. A despeito de muitos estudos com nível de evidência grau I (ensaios clínicos e metanálises) que indicam o contrário, as diretrizes continuam a afirmar que a gordura natural dos alimentos é prejudicial;
  6. A despeito da ausência de evidências neste sentido, as diretrizes continuam a afirmar que uma dieta pobre em carboidratos é perigosa para os rins (veja também isto);
  7. Em virtude destes dois últimos postulados que, em não sendo baseados em realidade, constituem-se em pensamento mágico, pré-científico, as diretrizes recusam-se a retirar o açúcar da dieta de pessoas com uma doença definida por acúmulo de açúcar;
  8. Para reduzir a dissonância cognitiva criada por esta situação bizarra, cria-se uma categoria fictícia denominada “carboidratos complexos”, que são alimentos ricos em amido, cuja característica definidora é aumentar o açúcar no sangue tanto ou mais do que o conteúdo de um açucareiro;
  9. A estratégia, evidentemente, não dá certo. Conclui-se então que a única solução são medicamentos.

Neste momento, o leitor poderá dizer que tudo que escrevi até aqui não passa de mera especulação. Afinal, acaso existiriam estudos com nível de evidência alto (ensaios clínicos, prospectivos e randomizados), que corroborem estas afirmações?? SIM. EXISTEM. VÁRIOS.

  • Este estudo prospectivo e randomizado mostra que uma dieta low carb reduz a necessidade de medicação e melhora os fatores de risco cardiovascular em diabéticos quando comparada a uma dieta de baixa gordura;
  • Este estudo mostra que uma dieta low carb melhora os fatores de risco cardiovascular em diabéticos tipo 2;
  • Este artigo de revisão afirma que “está na hora de abraçar a dieta low carb como uma opção viável para reverter o diabetes, os fatores de risco para doença cardiovascular e a epidemia de obesidade”;
  • Este artigo sugere que “uma dieta low carb pode ser preferível a uma dieta low fat para a indução de perda de peso e para o controle glicêmico de diabéticos tipo 2”;
  • Este estudo prospectivo e randomizado com 2 anos de duração indicou que uma dieta low carb foi superior a uma dieta low fat na redução dos fatores de risco cardiovascular;
  • Este artigo conclui que as dietas de baixa gordura são as piores no manejo do diabetes tipo 2;
  • Este estudo prospectivo e randomizado comparando dieta low carb versus dieta de baixa gordura + Xenical (uma droga com o bizarro objetivo de bloquear a absorção da gordura) indicou que a dieta low carb foi a única que melhorou a glicemia e a resistência à insulina;
  • Este estudo demonstrou uma melhora dramática em pacientes com diabetes tipo 2 severo com o emprego de dieta low carb;
  • Este estudo prospectivo e randomizado mostrou que uma dieta low carb é tão eficaz quanto uma low fat no manejo do diabetes, mas a low carb é superior no que diz respeito aos fatores de risco cardiovascular;
  • Este famoso estudo prospectivo e randomizado, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que qualquer coisa é melhor do que dieta de baixa gordura em obesos e/ou diabéticos, e que a hemoglobina glicada baixou significativamente mais no grupo low carb;
  • Neste estudo retrospectivo, houve melhora significativa, mantida por 44 meses, de controle glicêmico com low carb;
  • Este estudo demonstra que quanto maior for a glicemia, melhor será o efeito de uma dieta low carb;
  • Este relato de caso mostra que um paciente diabético com insuficiência renal crônica teve sua doença renal revertida quando trocou sua dieta low fat por uma dieta low carb. Quem disse que low carb é ruim para os rins??
  • Este estudo indica uma miríade de melhora em fatores metabólicos diversos em diabéticos que fazem low carb;
  • A lista é interminável. Veja ainda aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.

CASOS REAIS:

CASO 1 – Nilza, 43 anos, diabética tipo 2, leitora do blog:

“Semanas após dieta low-carb, percebi que era tão viciada em carboidratos como fui viciada em cigarro no passado. É libertador retirar estes alimentos da dieta.

Como sei que os dados ajudam a convencer alguns incrédulos e a corroborar os argumentos com fatos, vou partilhar os meus (tenho diabetes II e os desajustes metabólicos correspondentes).

Vou comparar exames de 05/13 e 07/13, com apenas 45 dias de dieta low carb. Até então, estava fazendo dieta hipocalórica de 1200 calorias.

Tenho 1,64 de altura.

Peso antes da dieta: 90 Kg

Peso no momento da repetição dos exames: 80 Kg

  • Glicose: de 133 para 86
  • Hemoglobina glicada: de 6,0 para 5,1
  • Triglicerides: de 211 para 110
  • Colesterol total: de 131 para 113
  • HDL: 40 (sem mudanças)
  • LDL: de 71 para 51
  • VLDL: de 42 para 22


As doses dos remédios foram reduzidas à metade. Consumo ovos, carne, bacon e cozinho com banha etc. Segui todas as recomendações do Dr. Souto (sou uma carnívora feliz).

Contra fatos não há argumentos. Quem quiser viver à base de carboidratos é livre para fazer suas escolhas, mas se vc é diabético, estude com carinho o assunto, porque é a sua saúde e a sua vida que estão em jogo.

Eu li o livro indicado pelo Dr. Souto para diabetes (Diabetes Solution, Dr. Bernstein). Se vc tem diabetes, inclusive a tipo I, terá verdadeiras revelações. Vale a pena aprender inglês só para ler o livro. O conteúdo é didático e perfeitamente acessível para leigos.

Dr. Souto, seu blog realmente mudou minha vida.”

Para ilustrar, pedi à Nilza que me mandasse seus exames (podem conferir os resultados e datas):

Agora, os exames pós-dieta:

CASO 2 – Felipe Barroso

“Prezado Dr. Souto,

descobri seu blog através de um podcast do emagrecerdevez.com em março deste ano e desde lá venho acompanhando e lendo tudo que eu posso. Comecei meu estilo de vida Low Carb em 11/3/13. Antes de começar a contar o resultado, gostaria de dizer que fui diagnosticado como diabético em junho de 2009 e por 2 meses tentei seguir a dieta de Endocrinologista e tomando remédio Galvus e Metformina, consegui emagrecer 4 quilos com a dieta dela, mas passava muito mal com os remédios. Tenho 1,80m e pesava na época 102kg, fiquei com 98, fraco e sem ânimo pra nada. Bom, larguei a dieta e os remédios e de vez em quando controlava minha glicose em casa com aparelho, ficava sempre na faixa dos 120/130. Nada assustador. Mas no começo deste ano começou a bater 160 e eu cheguei aos 104kg, tava difícil! Encurtando hoje após 3 meses de Low Carb estou pesando 88kg e me sinto cheio de energia e vitalidade. Tinha muitas cólicas, gases, azia e má digestão, isso tudo desapareceu com simples eliminação do trigo. É INACREDITÁVEL!!!! Minha glicose em jejum no aparelho em casa fica na casa de 75/85.

Fiz 2 exames de sangue, o primeiro em 11/4/13, ou seja, 1 mês após a dieta, os números: 

  • Hemoglobina Glicada 5,6%
  • glicose 101
  • triglicerideos: 194
  • HDL: 30


O segundo fiz semana passada em 11/6, ou seja, 3 meses após o inicio:

  • Hemoglobina Glicada 5,2%
  • glicose 100
  • triglicerideos: 120
  • HDL: 39


Desculpe a longa mensagem, mas graças ao seu blog, ao seu trabalho, minha vida mudou de rumo e pra melhor. Só tenho a agradecer!
MUITO OBRIGADO!
Forte abraço,
Felipe”

Veja a dieta que foi prescrita em 2009 para este paciente, e entenda por que ele não melhorava, nem mesmo com remédios:

Minha intenção aqui não é criticar o médico(a) que prescreveu essa verdadeira bomba de açúcar contra um diabético. Afinal, ele/ela estava apenas seguindo as diretrizes da sua especialidade e do Ministério da Saúde. Mas estou, sim, é criticando fortemente as referidas diretrizes que, como demonstrei nesta postagem, são baseadas em crenças infundadas, pensamento mágico e falta de juízo crítico. A preponderância da evidência científica de alto nível, bem como a velha, boa e simples lógica, apontam para a dieta low carb como, no MÍNIMO, uma alternativa igualmente válida no manejo do diabetes tipo 2 e, ao meu ver, uma estratégia muito superior.

***************** 31/07/13 ******************

Mais um depoimento:

Leitora Katarina Peixoto:

Oi Souto. Mais uma vez, muito obrigada. Este post é de uma clareza

extraordinária. O meu marido baixou de 160 para 96 a glicose e a sua

hemoglobina glicada está abaixo de 6, somente com a dieta e, agora,

com pilates. Há 8 meses sem carboidratos, emagreceu 15 kg, ganhou

saúde, debelou um quadro de síndrome metabólica e mudou a vida. Eu,

como já tinha dito antes, emagreci, cheguei a passar 6 meses sem

bombinha de asma (não tinha necessidade de comprá-la!!), sem um só

eczema novo, sem rinite e muito mais saudável. Eu puxo mais ferro do

que corro, mas emagreci mais. Nunca mais tive um só episódio de

hipoglicemia de fim de dia de trabalho. De fato, como disse a Nilza,

tirar o glúten é a experiência mais próxima que há de se largar o

cigarro. Eu passei mal nos três primeiros dias. Hoje, olhando para

trás, não consigo acreditar na quantidade de açúcar que ingeria. E

isso que ainda como carbos (eu sou mais paleo que low carb, na

verdade), mas a demanda pelos carbos despencou.

Um abração e obrigada, mais uma vez.”