Priscila – 40 Kg com Low Carb

Depois da postagem excessivamente pesada da semana passada, segue uma postagem mais leve – bem mais leve – 40 Kg mais leve!

“Em dezembro de 2012, soube que estava com esteatose (gordura no fígado) grau 3, “devido aos meus 107 Kg aos 27 anos”, e o médico queria me receitar uma medicação. Porém, eu questionei se perder peso resolveria, e ele disse que sim, mas que “5 kg não adiantariam”. Como sempre estive acima do peso (tanto que nem achava alguém com 80kg gorda) e nunca tive problemas em exames de sangue e afins, não eram uma maravilha, mas ok, resolvi mudar completamente meus hábitos e perder a tal gordura no fígado sem remédios (odeio remédios).

Passei por diversas fases, primeiro troquei tudo que comia por uma versão integral (achando que era mais saudável, afinal, nos impõem isso como verdade), depois passei pela Dukan (quase, porque comia frutas), depois contei calorias até da folha de alface, não chegava a 1.300/dia e vivia com fome, pingava uma gota de azeite e passava o papel para tirar o excesso, depois, cortei o glúten, mas ainda com medo de gordura, afinal eu tinha acumulado isso em um órgão, não faria sentido consumir. Até que, há 1 ano, mais ou menos, me achei no estilo de vida LowCarb, e principalmente comendo comida de verdade. Comecei a ler seu blog e foi mais fácil, pois o glúten eu já não consumia há mais de 1 ano, mas ainda tinha a questão da gordura. Desde que eu aderi completamente o estilo LCHF, com direito ao meu querido café com manteiga e óleo de coco (que, por sinal, meu pai disse que minha avó já tomava com 2 colheres de manteiga desde pequena), já se foram mais de 20Kg. No total, com todo o processo, contabilizo mais de 40kg perdidos, mas já me desapeguei a balança e hoje conto saúde.

Meu LDL passou de 114 (em 2012) para 122. Meu HDL foi de 63 para 98. A glicose de 82 para 78. Os triglicerídeos de 157 para 82. O VLDL-Colesterol de 31 para 16. E o que me dá mais orgulho, a gordura do fígado sumiu. Independente dos números dos exames, das calças que perdi, a minha maior vitória foi ver meu fôlego voltar, ter noites completas de sono (acordada mais de 30x na noite), minha psoríase melhorou 60%, não tenho sono depois do almoço e fico disposta o dia todo.

Mais ainda, foi voltar ao meu médico e responder que “Não, eu não fiz uma redução de estômago ou tomei remédios que poderiam me enlouquecer”.

Hoje, já não sinto falta alguma dos alimentos com glúten, fico horas sem comer não por privação, mas por saciedade, não conto calorias, como bacon (imagina! rs), abacate (que evitei tanto já que é uma pancada calórica), ovos (choro a cada gema que joguei fora no passado, em omeletes sonsos com claras) e assim por diante.Faço suplementação com amido resistente (já usei a banana verde e a fécula de batata) e tomo Kefir. Vou registrando – quando posso – no instagram (@priscilalopessilva).

Tudo são flores? Claro que não!!! O açúcar ainda é (e sempre foi) um vilão, mas, já não há compulsões, culpa e 1/2 pizza doce. Quando me permito, como, sem problemas “o melhor doce do universo” como o sr disse na palestra. Mas o glúten não tem vez de forma alguma. Na refeição seguinte, não tem desculpas, não tem “já que eu comi no almoço um docinho, posso comer na janta”. Retomo meu estilo de vida. Venço um dia de cada vez, e se tropeço, me levanto. Acho que assim como eu me inspiro em pessoas que conseguiram não emagrecer simplesmente, mas conquistar saúde, posso dizer que encontrei a estrada a ser seguida.

Priscila Lopes”