sábado, 16 de novembro de 2013

Vegetarianismo


Já recebi várias vezes perguntas de leitores vegetarianos.

E compreendo que há motivos éticos e filosóficos para a adoção deste estilo de vida. Mas não de saúde.

Para quem é vegetariano por motivos não relacionados à saúde, é possível adaptar uma dieta low carb e até mesmo um pouco páleo. Para quem é vegano, bem, é complicado...

A primeira ponderação é a seguinte: folhas verdes não têm calorias, e uma dieta vegetariana, na ausência de carne, pode descambar facilmente para o junk food - afinal, pães, massas, bolos, croissants, batatas fritas, tudo isso e vegetal, não é mesmo?

Assim, os princípios permanecem os mesmos.

  • A maior parte das calorias deve vir de gorduras (abacate, nozes, castanhas e amêndoas, azeite de oliva e óleo de coco - e nada de óleos extraídos de sementes). Se consumir laticínios - coma queijo e manteiga; se consumir ovos - melhor ainda. Se consumir peixes, faça-o todo os dias.
  • O Açúcar está banido, não importa se for mascavo, agave, etc.
  • Os grãos (especialmente os que contém glúten) devem ser eliminados.
  • Sobre as frutas, aplicam-se as mesmas dicas descritas aqui
  • Proteína de soja deve ser evitada (saiba mais)
  • Se você não tiver problemas de auto-imunidade, coma feijão e lentilhas para ajudar a suprir a falta de proteínas
  • Há um autor que tem um ebook sobre como formular uma dieta vegetariana low carb, high fat, obtendo as proteínas a partir de Whey.
Todo o vegetariano deveria ler este livro:



Mas a leitora Eliana me fez um GRANDE favor. Há um texto maravilhoso, de uma ex-vegana, que há horas eu penso em traduzir, mas não tenho tempo. Muito do que está no livro acima, está também neste texto, que a leitora Eliana fez a gentileza de traduzir. Segue o texto:

VEGAN NUNCA MAIS – A HISTÓRIA DE UMA VEGAN EM RECUPERAÇÃO


Nota: Esta é a história de uma ex-incondicional vegan que desistiu de ser vegan  e voltou a comer carne. O veganismo a estava destruindo fisicamente e isso lhe trouxe uma revelação: os seres humanos precisam comer carne. Ela percebeu que o veganismo era uma incoerência para sua existência humana. Talvez um triste comentário sobre radicalismo do movimento vegan é que esta pessoa recebeu toneladas de mensagens de ódio por ter contado sua históriaincluindo ameaças contra ela e sua famíliaPara aqueles que desejam debater a história, eu também postei isso no forum de debate vegetariano (Vegetarian Debate Forum).


Muitos de vocês sabem que venho recentemente lutando com problemas de saúde, pela primeira vez em minha vida. Quando descobri que meus problemas estavam diretamente relacionados com  minha dieta vegan, eu fiquei devastada. Dois meses atrás, depois de aprender da maneira mais difícil que nem todas as pessoas são capazes de manter a saúde sendo veganas, eu tomei uma das mais difíceis decisões de minha vida e desisti do veganismo, voltando a comer uma dieta onívora. Minha saúde foi imediatamente recuperada. Esta experiência tem sido despretensiosa, reveladora e profundamente transformadora. Para saber toda a história, apenas continue lendo...

Parte 1 - Impacto na saúde

A primeira vez que a médica me disse que eu estava com numerosas deficiências de vitaminas e minerais, que eu estava quase anêmica e que minha vitamina B12 estava tão baixa que ela quis me dar uma injeção imediatamente, eu me recusei a acreditar nela. Eu pedi a ela para me mostrar os resultados dos exames de sangue porque eu pensei que havia algum erro. Mas não havia nenhum erro, estava ali em preto e branco; deficiências e anormalidades por todos os lados.

Os resultados explicavam perfeitamente o motivo de eu me sentir fraca e exausta por mais de seis meses. Embora anteriormente eu tenha vivido para me exercitar e fazer uma hora de elíptico não era suficiente para mim, vi que posteriormente fazer mais de 20 minutos em ritmo calmo me fazia querer passar o resto do dia na cama me recuperando. Quando eu podia dormir até meio-dia, eu me sentia tonta quando me levantava, eu não podia me lembrar de simples palavras ou nomes de meus amigos, e eu sentia muito frio, mesmo no meio de um sufocante verão árabe. Dentre os inumeráveis sintomas que eu listei aqui e aqueles que não irei descrever publicamente, o pior de todos era a minha depressão. Este terrível e persistente inimigo contra o qual eu tenho lutado de modo intermitente, voltara sorrateiramente à minha vida, pintando as bordas do meu mundo de um preto doentio e roubando a alegria que eu havia lutado tanto para recuperar.

A médica, que era gentil e muito compreensiva, era surpreendentemente conhecedora de dietas veganas e tinha uma longa carreira em nutrição. Após descartar qualquer outro possível problema de saúde, ela pacientemente falou, em meio às minhas lágrimas e soluços, e explicou que - sim – humanos são mais saudáveis quando comem grande quantidade de variados vegetais, mas que estaríamos errados ao ignorar as pequenas quantidades de produtos animais que muitos de nós necessitamos tanto. “A maioria dos corpos humanos funcionam muito bem com produtos animais ocasionais. Ovos e pedaços de carne de vez em quando são uma pequena mas muito importante parte de uma dieta saudável.” Ela me disse isso com uma expressão de tristeza em seu rosto, porque ela podia ver o quanto aquilo era difícil para mim.

Ela me disse que enquanto há pessoas que conseguem muito bem ser saudáveis sendo veganas ou cuja dieta seja predominantemente vegan, há muitas pessoas que simplesmente não conseguem. Afinal, cada ser humano é biologicamente e psicologicamente diferente, ela explicou. Eu ouvi pacientemente, refutando suas afirmações com o conhecimento que eu havia adquirido ao longo dos anos. Afinal de contas, eu não era uma vegan comum, eu era radical, determinada e oh uma vegan tão crítica dos outros e tão "evangelizadora"!. Eu nunca deixei passar uma oportunidade de dar algum sermão. Ela estava preparada. Com muita paciência, ela me explicou como muitos dos “fatos” que eu estava citando estavam simplesmente errados ou foram apresentados de um jeito que distorceu a verdade. Foi horrível e eu quase desmaiei no consultório, porque eu estava muito agitada.

Ela respeitava o fato de que eu estava convicta a permanecer vegan e trabalhou isso comigo por mais de uma hora para tentar entender como eu podia maximizar os nutrientes em minha já  maravilhosamente  saudável dieta vegan. De acordo com ela, eu já estava fazendo tudo certo. Juntamente com algumas sugestões na dieta, ela também recomendou uma variedade de suplementos, além dos que eu já tomava diariamente, inclusive comprimidos de ferro.

Eu permaneci em silêncio quando ela me deu uma injeção de vitamina B e tentei não chorar enquanto esperava na fila da farmácia pelos meus comprimidos de ferro, e quando eu cheguei em casa, escondi os papéis e a caixa de comprimidos atrás da mesa de cabeceira. Não contei a ninguém durante dias, nem mesmo para Cody. Eu havia falhado e este seria meu pequeno segredo sujo.

Durante uma semana eu tomei os comprimidos de ferro obedientemente, de certo modo ignorando o fato de eles não serem veganos. Eu senti uma certa melhora imediatamente após a injeção de vitamina B e estava esperando o mesmo efeito dos comprimidos de ferro. Infelizmente, era óbvio após poucos dias, que eles estavam me deixando doente. Eu não conseguia manter a comida no estômago e passava horas no banheiro, alternando entre ficar debruçada ou sentada no vaso sanitário. Eu estava perdendo peso e me sentindo pior do que nunca.

Eu voltei ao consultório e, tão paciente como nunca, a médica disse que obviamente eu não estava tolerando bem os comprimidos. Eu sou sensível a praticamente todos os medicamentos, mesmo Advil me faz passar mal, então não foi nenhuma surpresa. Ela me pediu se eu podia considerar a inclusão de alguns ovos em minha dieta todos os dias. Eu balancei a cabeça, alguns ovos não podiam realmente ter tanta importância. Ela explicou que sim, eles realmente tinham. Mas eu ainda disse não. Absolutamente não. Depois de mais uma longa sessão de aconselhamento, ela prescreveu outro tipo de suplemento de ferro. Mais uma vez eu tentei lutar contra as lágrimas na farmácia.

A nova série de comprimidos foi ainda pior. Eu preferiria me sentir fraca, tonta e deprimida do que violentamente doente. Após 2 semanas eu joguei os comprimidos no lixo e voltei novamente ao médico.

Ela conversou longamente comigo, explicando mais uma vez, e com grandes detalhes, exatamente como a dieta vegan estava prejudicando meu corpo. Nutrição é uma ciência extremamente inexata; ninguém entende perfeitamente a complicada dança das vitaminas e minerais, muito menos a sinergia dos alimentos integrais e seu papel em nossa saúde. Mas ela tentava me mostrar uma análise abrangente, de forma que eu pudesse entender. Ela explicou sobre o ferro heme, a falta de nutrientes específicos que conduzem diretamente à depressão e à ansiedade, conversou em detalhes sobre a vitamina A, taurina, retinol, betacaroteno, vitamina D, ácidos graxos ômega, assim como a B12 e sobre os resultados desastrosos e irreversíveis  para a saúde que podem ocorrer quando o corpo finalmente depleta seus últimos estoques dessa crucial vitamina e muito mais.

Explicou como os problemas de saúde que nos afligem no mundo ocidental não são causados por produtos animais, longe disso. Os seres humanos vêm consumindo animais (em muito maior quantidade do que atualmente) por milhões de anos sem efeitos prejudiciais, e historicamente nunca houve uma única cultura vegan. Precisamos prestar atenção nas recentes adições à nossa dieta para descobrir as causas de nossas pragas modernasaçúcar refinado, óleos vegetais hidrogenados, gorduras trans, farinhas refinadas, produtos químicos tóxicos e a desnaturação de todas as formas de alimentos industrializados. De acordo com ela, evitar produtos animais orgânicos e saudáveis era não somente desnecessário para a saúde, mas na maioria dos casos positivamente prejudiciais ao nosso bem-estar.

“Veja, ela concluiu, “para muitas pessoas, talvez a maioria, uma dieta baseada somente em vegetais não é uma boa coisa. Isto obviamente não está funcionando para você e não há nada do que se envergonhar. O corpo humano tem evoluído para utilizar saudavelmente e de forma eficiente a carne, não comprimidos ou pílulas. Você vem tomando suplemento de vitamina B12 durante anos e tentando tomar suplementos de ferro há semanas, mas eles simplesmente não estão sendo utilizados por seu organismo. Suplementos são um substituto muito pobre para alimentos integrais. Tomar medicamentos não é a melhor opção e isto não é necessário; você poderia certamente recuperar sua saúde com uma dieta equilibrada. Minha recomendação é que você tente fazer isso.

Eu balancei a cabeça em silêncio.

“Desculpe, eu simplesmente não posso e não vou fazer isso”, disse a ela pela milionésima vez, enxugando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. “Isso simplesmente não vai acontecer. Eu não me importo o quão doente estou. É errado comer animais! "

Ela se inclinou sobre a mesa e fez mais um apelo para que eu pensasse mais cuidadosamente sobre minha saúde e bem-estar. “Natasha, você está prejudicando a si mesma. Você está muito, muito doente. Seu cabelo está caindo, sua depressão voltou e você está fazendo mal a si mesma. Você não pode continuar assim.”

Eu a encarei por vários segundos, então me levantei e saí da sala.

Voltei a dar seguimento às injeções de vitamina B dentro do cronograma (e várias visitas a outros vários tipos de médicos, incluindo um cardiologista – falarei mais sobre isso mais tarde), mas eu estava apenas sendo levada,  sempre me negava a pensar nos sérios problemas de saúde que eu vinha tendo, era tudo tão doloroso.

Continuei a comer saudavelmente, como sempre fiz. Um maço inteiro de verduras todas as manhãs em minha vitamina de frutas, feijão quase todos os dias, toneladas de frutas cítricas de lanche nos intervalos do almoço, tofu, patê de nozes, grãos integrais, grãos germinados, vegetais grelhados e, claro, minhas vitaminas diárias; toda a comida deliciosa e linda que eu adorava. Supunha-se que esta dieta iria me manter saudável, além de salvar o mundo e não me fazer ficar doente. Tudo que já tinha sido dito por veganos pregava que esta era a forma ideal de os seres humanos se alimentarem.

Eu desejei desesperadamente que isto estivesse correto, para que minha ética prevalecesse sobre minha fisiologia.

Obviamente, eu nunca questionei porque eu estava sempre com fome. Nem porque dois hambúrgueres vegetarianos, uma salada gigante de vegetais crus e uma tigela de nozes não podia me manter satisfeita por mais de duas horas. Era exaustivo, psicologicamente difícil e entediante tentar me manter alimentada, mas eu achava que valia a pena. Eu era saudável. Ao menos era o que eu pensava até que foi provado o contrário. Eu ainda não sei porque aceitei por tanto tempo que esse cansaço, essa exaustão e depressão crescente eram uma parte normal da vida, que isso era o esperado com o avanço dos anos. Afinal, tenho apenas 28 anos e nunca em minha vida tive problemas de saúde. Mas o fato é: eu queria que o veganismo funcionasse. Eu queria desesperadamente que isto estivesse correto, para que minha ética prevalecesse sobre minha fisiologia.

Eu delicadamente abordei o assunto do meu problema de saúde com vários amigos veganos. Ainda fiz comentários em outros blogs e no twitter, destacando minhas lutas. A resposta não foi nada menos do que chocante. No espaço de poucos dias, recebi uma enxurrada de emails de colegas blogueiros “veganos”, que me confidenciaram que eles não eram realmente veganos “por trás dos panos”. Eles comiam ovos, ocasionalmente peixe ou um pedaço de carne, tudo para se manterem saudáveis, mas era muito assustador para eles admitir isso em seus blogs. Também recebi emails de dois proeminentes e respeitados membros da comunidade vegan AR. Um deles era um autor muito querido de um livro de receitas veganas, o outro um famoso blogueiro dos direitos dos animais e seus emails detalhavam suas lutas para manter a saúde, o que os levou, sem o conhecimento de outras pessoas,  a  voltar a comer carne. Muitas pessoas me mandaram links de outros veganos que estavam lutando com o veganismo com relação aos problemas de saúde e foram forçados a voltar a comer animais e produtos animais, ou decidiram parar de seguir uma dieta vegana, tais como: Raw Model, Debbie Does Raw, Daniel Vitalis, Sweetly Raw, Chicken Tender, The Non-Practicing Vegan, e PaleoSister, para citar apenas alguns. Era estimulante saber que eu não era a única sofrendo desse problema, e, quanto mais eu ouvia, mais parecia que eu não estava  mesmo na minoria.

Infelizmente, também numerosas pessoas entraram em contato comigo para me oferecer conselhos não solicitados e muitas vezes desrespeitosamente arrogantes. Eles quiseram ter a certeza de que eu havia entendido que eu somente estava doente porque eu estava “fazendo veganismo incorreto”. “Você tem experimentado mais verduras/feijão/tofu/nozes?” As perguntas eram implacáveis. Eu estava perplexa com as sugestões para que comesse goji berries importadas, usasse maca em pó em minhas vitaminas ou comesse mais espirulina. Todas essas exóticas recomendações eram supostamente necessárias para que eu ficasse saudável numa dieta que é preconizada como natural e ideal; aquilo absolutamente não fazia sentido.

Muitos mais veganos apenas reviraram os olhos, descaradamente céticos de que eu estava me sentindo mal, a começar daí. A percepção de que as pessoas que eu considerava anteriormente como amigas estavam agora com toda energia  recusando-se a acreditar na veracidade dos meus problemas de saúde, foi chocante. Poderiam honestamente pensar que eu desistiria do veganismo imediatamente? Eles realmente acreditavam que eu não havia tentado de tudo ao meu alcance  antes de realizar essa mudança? “Passe um dia em meu corpo que mal consegue andar de exaustão, sentindo tonturas, frio e depressão, e então julgue-me!” Eu queria gritar para eles. Mas não o fiz. Eu somente parei de falar sobre isso.


Depois disso, continuei em silêncio por vários meses. Eu menti para mim mesma, para meus leitores, para o mundo, dizendo que eu me sentia saudável e bem, quando na realidade eu me sentia pior do que nunca. Durante esse tempo eu fui de médico em médico e tentei cada sugestão e recomendação, esperando desesperadamente por uma cura. Eu estava determinada a fazer o veganismo funcionar; estava sempre convencida de que eu iria encontrar uma solução, assim que dobrasse a esquina. Tentei evitar o assunto dos meus problemas de saúde com meus colegas veganos, me sentindo mortificada por eles insistirem em que aquele que não podia ser saudável com uma dieta vegan obviamente “não estava fazendo a coisa certa”. Eu queria gritar, mas me mantive calada, ouvindo suas arrogantes e ignorantes opiniões sobre o porquê de tantas pessoas “falharem” no veganismo. Alguns deles até sugeriram que aqueles que não podiam permanecer saudáveis como veganos deveriam, voluntariamente, sacrificar sua saúde pela causa. Como feminista, essa retórica de ódio ao corpo me enfurecia. A voluntária participação na negação e degradação das minhas necessidades físicas cheirava a machismo, controle patriarcal e violência contra o corpo feminino, e tudo aquilo que eu lutava contra. Mas, mesmo assim, mantive minha boca fechada. Eu não sabia mais o que fazer.

Durante 3 anos eu construí a minha vida inteira na premissa do veganismo. Era a paixão da minha vida, a luz que me guiava. Ser vegan era tudo para mim. Eu acreditava que minhas ações me faziam uma  ativista  dos direitos dos animais; eu estava salvando vidas e mudando o mundo. Agora sei que não é assim,    mas levou um longo tempo para que eu percebesse isso. Durante meses fui consumida por minha doença auto-induzida, mas ainda não podia abandonar o veganismo; eu não podia parar de lutar por aquilo em que acreditava. Mesmo que aquilo estivesse me prejudicando.

Parte 2 – Cura

A primeira mordida que dei em um pedaço de carne após 3 anos e meio de veganismo foi, ao mesmo tempo, a coisa mais difícil e a mais fácil que eu já tinha feito. Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto a saliva enchia a minha boca. O mundo ficou reduzido a um insignificante vazio e eu só comia, comia e comia. Chorei de tristeza e de raiva, enquanto suspirava de prazer e alegria. Quando terminei a última mordida, recuei e esperei começar a passar mal. Eu acabara de devorar um pedaço de animal morto, a coisa mais cruel que eu poderia imaginar e certamente meu corpo iria rejeitar essa degradação e então eu seria absolvida, o que significava que eu realmente devia ser vegan.

Eu me senti profundamente feliz por finalmente ouvir a sabedoria do meu corpo.

Em vez disso, meu rosto estava corado, minha mente serena e meu estômago cheio, mas… busquei uma palavra para descrever como me sentia… confortável. Percebi que, pela primeira vez em meses, eu me sentia saciada sem sentir dor de estômago. Eu havia comido somente um pequeno pedaço de carne de vaca e mesmo assim me sentia totalmente saciada, mas ainda leve e revigorada, tudo de uma vez. Eu estava radiante com aquela nova e inesperada combinação de sensações. Como era incrível não ser mais necessário comer durante uma hora inteira até meu estômago ficar esticado e distendido sobre minhas calças, apenas para ganhar uma hora ou duas de saciedade. Que maravilhoso ser capaz de comer a exata a comida que há muito tempo meu corpo estava pedindo. Eu me senti profundamente feliz em finalmente ouvir a sabedoria do meu corpo. Que revelação.

Foi então que percebi algo estranho: meu coração estava batendo devagar, compassado. Normalmente, após uma típica refeição com vegetais, arroz e feijão ou outra comida rica em amido, meu coração galopava e pulava  por uma hora ou mais depois. Várias consultas com um cardiologista, mais exames de sangue, eletrocardiograma e um ecocardiograma confirmaram que meu coração estava em perfeita ordem. O cardiologista me explicou que  as palpitações que eu sentia após as refeições eram um sintoma de minhas deficiências, mas eram também um sinal da instabilidade da glicose no meu sangue, causada pelo alto teor de carboidratos que eu estava consumindo. Agora, após comer um único pedaço de carne, meu coração batia forte,   compassado e lento. Isso me fez chorar por todos os cantos de novo, desta vez de alegria.

Nos últimos dois meses, eu tenho comido diariamente peixe, um pedaço de carne ou ovos. Para meu constante espanto, percebi que consigo digerir um bife com vegetais muito, muito melhor do que eu digeria grãos integrais/nozes/vegetais. Agora sei que a teoria lipídica é completamente infundada, esses alimentos de origem animal não irão me prejudicar ou fazer com que eu fique doente, de forma alguma; na verdade, as vitaminas e minerais que eles fornecem, juntamente com o colesterol benéfico e a saudável gordura saturada, irão restaurar a minha saúde. E eles têm feito isso. Há poucas coisas tão saudáveis e nutritivas quanto produtos animais orgânicos, alimentados com grama. Assim, nos últimos meses, eu tenho comido animais e produtos animais todo santo dia. E eu posso falar com um grande e agradecido sorriso no rosto: Eu estou de volta! Após um mês em minha nova dieta, meus exames de sangue já estavam normais, ou quase normais. Após dois meses, cada uma das deficiências e valores que estavam fora da normalidade foram completamente restaurados para níveis normais e saudáveis. Não tive nenhum problema. Nenhum.

Sempre dizem que você só sabe o que é ter saúde quando você a perde. E eu nunca percebi o quanto estava doente até começar a me sentir melhor. Radiante é a única palavra que eu poderia usar para começar a descrever como me sinto agora. Se eu fosse uma mulher religiosa, milagrosa deveria ser a palavra de escolha para expressar a transformação que sofri nos últimos dois meses. Estou encantada com minha saúde agora; deleitando-me com o comando claro e preciso dos meus pensamentos, a força das minhas pernas quando corro, o calor que irradia da minha pele, a força melódica e lenta do meu coração e o perfeito conhecimento do meu corpo quando ele me fala exatamente o que devo comer, quanto e quando.

Comer carne todos os dias tornou-se incrivelmente fácil porque era exatamente o que eu estava precisando todo o tempo.

Minha dieta é agora, obviamente, muito, mas muito diferente do que era antes. No começo, quando a médica sugeriu que eu comesse pequenas porções de carne ou ovos diariamente para recuperar minha saúde, entrei em pânico. Que nojento, pensei. Certamente eu teria que forçar esses alimentos dentro da boca e seria uma batalha somente para engolir aquilo sem vomitar imediatamente. A médica apenas sorriu e me disse para observar o que eu queria. Não aquilo que eu pensava que devia comer, mas aquilo que eu honestamente, realmente queria. Isso imediatamente afetou meu lado emocional. Então, com o apoio de minha médica, eu realmente ouvi o meu corpo pela primeira vez em anos. E, talvez sem nenhuma surpresa para mim, me encontrei  regressando para o modo como eu havia me alimentado toda a minha vida antes de me tornar vegan, de volta aos anos em que eu me sentia saudável e invencível e quando nunca precisei lidar com as quedas bruscas de açúcar no sangue, com oscilações de humor e fome insaciável, que era acompanhada de barriga estufada e inchada. Comer carne diariamente tornou-se extremamente fácil porque era disso que eu precisava durante todo o tempo.

As mudanças que experimentei eram diversas e ocorreram tão rapidamente e decisivamente, que eu quase não podia acreditar. Dentro de uma semana eu já podia me levantar sem enxergar pontos escuros nos olhos e eu estava dormindo tranquilamente a noite inteira. Para meu alívio, minhas constantes dores de estômago e inchaço desapareceram completamente. Em duas semanas, pude notar que minhas alergias estavam diminuindo, mesmo na época em que todas as árvores e flores estavam começando a florescer em nossa vizinhança. Também nessas duas semanas, eu não precisava mais colocar um agasalho apenas para me sentar no sofá e meus dedos dos pés e das mãos não estavam mais parecendo estar congelados. Na terceira semana, eu já conseguia completar 20 minutos de exercício aeróbico leve sem sentir tonturas ou náuseas, algo que eu tinha sido incapaz de realizar durante meses. Nessas 3 semanas, também notei a mais incrível mudança de todas: minha depressão estava diminuindo. Dias se passariam até que eu não mais caísse num choro convulsivo durante horas, ou estivesse em estado letárgico. Em 4 semanas, notei três coisas muito estranhas: minha misteriosa dor lombar, que vinha me aborrecendo por quase um ano, havia desaparecido, embora eu não tivesse mudado o tipo de calçado ou feito qualquer fisioterapia; a pele do meu rosto estava exuberante e viçosa e as linhas finas que eu achava que eram um sinal por eu estar perto dos 30, estavam tão atenuadas que mal podiam ser percebidas, embora eu não tivesse mudado nada nos cuidados de rotina da minha pele; e, finalmente, notei que meu cabelo estava farto, brilhante e muito mais encorpado do que esteve durante anos, embora eu não tivesse mudado nada em relação aos meus cuidados de rotina com eles.

E agora, após 2 meses completos de não-veganismo, eu posso honestamente dizer que me sinto renascida.

Na quinta semana, notei uma constante e permanente onda de energia que me acompanhou durante todo o dia. Comecei a me sentir capaz de executar tarefas, fazer exercícios e escrever, tudo no mesmo dia, sem necessidade de paradas frequentes para descansar. Fiquei esperando que a exaustão se apoderasse de mim… mas não vi sua cara feia nenhuma vez. Após 6 semanas, eu estava eufórica com minha força e energia e literalmente andava pela academia de boca aberta, admirando minha resistência e a nova força que encontrei. Eu era incansável.  Também em 6 semanas eu sabia com certeza, de um jeito que só uma pessoa com as cicatrizes da batalha contra a  depressão pode saber, que meus sentimentos de tristeza tinham ido embora para sempre. Alegria e a mais indescritível sensação de alívio e tranquilidade eram agora apenas um fato quando eu acordava pela manhã. E agora, após completar 2 meses de não-veganismo, posso dizer honestamente que renasci. Nem mesmo a palavra curada poderia descrever isso, porque foram ultrapassadas as minhas mais ardentes expectativas. Estou saudável, em forma e feliz, mais do que  me lembro de um dia ter sido. Meus dias estão abarrotados com horas de exercícios, além de  montar meu cavalo, passear com meus cachorros, rir com meus amigos, trabalhar, escrever e estou apenas levando uma vida simples. Eu me sinto mais saudável e forte (tão forte que nem tenho como descrever) do que me senti durante anos e isso não é algo que irei desistir novamente. Estou de volta!

Part 3 – Repensando minhas crenças

Três anos e meio de veganismo não somente me deixou exausta, depressiva e muito doente, mas também encheu minha mente de dúvidas e perguntas sobre a ética acerca do veganismo. Se realmente preciso comer animais para ser saudável, como isso pode ser tão errado? Isso tem sido uma jornada complicada e reveladora e agora eu me encontro numa situação muito diferente da que eu estava 3 anos atrás, um ano atrás, ou mesmo vários meses atrás. Talvez, se minha saúde não tivesse melhorado tão dramaticamente em consequência de eu ter voltado a comer carne, eu não estaria tão certa, mas acontece que ela melhorou extraordinariamente, e agora que eu tenho minha vida e felicidade de volta e que nunca mais desistirei disso. Resumindo: eu não posso mais pensar que é errado comer animais.

Vários anos atrás, eu acreditava que o veganismo combinava perfeitamente com minha determinação de remodelar drasticamente o mundo. Como feminista revolucionária e anti-imperialista, o veganismo parecia ser ainda uma nova maneira de lutar contra as injustiças que estamos enfrentando. Mas com o passar dos anos e com meu corpo devorando-se para conseguir o sustento que minha dieta vegan não podia fornecer, comecei a perder a vontade e a energia para fazer o trabalho vital que eu adorava tanto. Eu não tinha mais a clareza mental para escrever minhas famosas denúncias contundentes, ou energia física para ensinar, organizar e conseguir solidariedade. Eu estava perdendo as forças, aproximando-me de um colapso. Eu percebi que o veganismo e minha opção em comprar alimentos “livres de crueldade” estavam se tornando rapidamente meu único caminho para o ativismo. Era a única  coisa para a qual eu realmente não tinha mais energia. Como uma fanática radical, sempre fui contrária à ênfase do capitalismo nas soluções pessoais e me recuso a aceitar o mito dominante de que podemos comprar nossa saída da catástrofe. E ainda… com o declínio das minhas reservas de energia e meus problemas de saúde devastadores, percebi que era exatamente isso que eu estava fazendo. Quando tropecei nessas palavras de uma citação de Megan Mackin sobre veganismo: "Surge de uma maneira muito eficaz para fazer alguém se  associar a um movimento: pegam  o ativista mais compassivo, especialmente garotas, e fazem com que  o foco delas se mantenha direcionado para um  jeito de viver que drena energias e reforça a adesão de outros. Os rapazes continuam aderindo, mas agora mais livremente, sem muita interferência.

Finalmente, me forcei a aplicar a mesma ética que eu havia utilizado para analisar os alimentos vegetais a fim de analisar também os alimentos de origem animal, e tentei calcular o impacto global das escolhas dos meus alimentos. Logo percebi que eu tinha que fazer uma séria mudança. Como eu havia escrito anteriormente, os alimentos que eu estava comendo sendo vegan não salvaram mais vidas animais e não eram eticamente melhores do que os alimentos que estou comendo agora como onívora, com duas diferenças principais. Em primeiro lugar, agora não minto mais para mim mesma sobre o fato de que a vida requer a morte. Em segundo lugar, agora sou saudável. Assim como sempre foi, eu ainda me importo imensamente com o meio ambiente, o bem-estar dos animais e a política dos alimentos, mas meus conceitos de como fazer o meu melhor e efetuar a maioria das mudanças mudou drasticamente. Eu reexaminei a linha de partido do veganismo, que tem uma base moral, e admiti para mim mesma que eu nunca me senti confortável com a declaração arbitrária de que devemos desenhar uma linha na areia da ética. Na verdade, nos meus tempos de vegan, nunca deixei de procurar por uma solução ainda melhor e uma maneira mais ética de se viver. Acredito definitivamente que estou no caminho certo. Meus novos pensamentos não possuem mais os slogans apelativos do veganismo, tais como “Comer carne é assassinato”, mas eis aqui um rápido resumo:

Em uma daquelas estranhas coincidências que a vida está sempre colocando em nosso caminho, meus problemas de saúde causados pelo veganismo coincidiram com com um período intenso de ativismo pela justiça em relação aos alimentos em minha própria vida. Nessa época do meu trabalho como defensora dos direitos à alimentação eu tive muitas, muitas discussões com agrônomos, fazendeiros, agroecologistas e defensores dos países do hemisfério sul e aprendi como eu estava errada em minha convicção anterior de que o veganismo poderia salvar o mundo. Enquanto o veganismo apresenta uma solução para os problemas do mundo muito simples e fácil de entender, e além disso tem se tornado uma tentativa de estratégia politicamente correta, é no máximo um band-aid para a ecologia e para as crises de fome mundial que estamos enfrentando. A necessidade de fazer o mundo inteiro ser vegan com o objetivo de bloquear o aquecimento global ou prevenir a fome crônica é simples e indiscutivelmente falsa.

Como aprendi enquanto estava sentada aos pés dos principais ecologistas revolucionários do mundo e de defensores dos direitos da alimentação, a única maneira de a humanidade sobreviver de um modo sustentável e significativo é vivermos inteiramente dentro dos nossos sistemas alimentares locais, comendo plantas e animais que vivem naturalmente  em terras próximas. E isso não inclui, logicamente, milhões de acres de grãos, cujo cultivo é compreensível somente para lugares muito pequenos no globo. Para produzir a comida vegan que eu costumava considerar tão livre de crueldade, a agricultura moderna e industrializada força o crescimento das plantações na terra que são incompatíveis e antinaturais, priva o planeta de seus recursos, destrói ecossistemas inteiros, extermina espécies inteiras de plantas e animais e cria um caos de morte e destruição conforme mais e mais terras não cultivadas são necessárias para substituir as terras cultivadas.

Esta devastação planetária (e as implicações sócio-culturais resultantes) vem acontecendo muito mais do que o advento da exploração agrícola das fazendas industriais, que foram introduzidas somente nas últimas décadas. Claro que, como qualquer ser humano decente, eu abomino o mal que é a pecuária industrial, e me oponho à escravidão, tortura e abuso. Também reconheço que a produção em massa de grãos é o que leva à criação das fazendas industriais, em primeiro lugar; isto simplesmente não seria possível de outra maneira. Não produzimos tantos grãos porque queremos ter fazendas industriais; temos fazendas industriais porque estamos plantando uma avalanche de grãos. O veganismo, embora venha da premissa decente da compaixão, tem, em última análise, uma visão limitada e não resolve os nossos problemas. A única maneira de vivermos sem causar devastação a este planeta é através de alimentos genuinamente locais, de preferência não cultivados. E viver realmente de culturas locais, sem o consumo massivo de monoculturas industrializadas de grãos ou soja, em quase todas as partes do mundo, necessita o consumo de carne animal para sermos saudáveis.

Como vegan, não gosto de pensar sobre o fato de que sem os produtos dos resíduos animais, como ossos e sangue, a agricultura é, literalmente, um jogo perdido.

Partiu meu coração vegan saber o quanto é absolutamente essencial para os seres humanos abolir o uso de fertilizantes de combustíveis fósseis e reintegrar os animais de volta para a vida agrícola.

Sem matéria orgânica para alimentar as plantas e com solo empobrecido, a preciosa camada superior da terra irá morrer e nada poderá germinar, fato que estamos presenciando no mundo todo, onde milhões de fazendas dependentes de combustíveis fósseis estão entrando em colapso. Quando usamos recursos como água e comida para os animais, somos recompensados dez vezes. Não somente porque a água e a comida podem ser utilizadas novamente, como forma de adubo que alimenta o solo, de um jeito que a água sozinha não pode fazer, mas os animais são comidos por nós e os restos de seus corpos utilizados para alimentar a terra faminta. É chocante perceber que eu havia exposto a necessidade de transformar a agricultura e a produção sem mesmo conhecer o mínimo necessário daquilo que mantém um ecossistema saudável. Agora percebo que as estatísticas que usei para argumentar sobre devastação ambiental, consumo de água e grãos, poluição e doenças, eram todas baseadas em números provenientes das fazendas industriais e não da realidade da fazenda tradicional, local e específica, que é o único tipo de fazenda que pode curar o nosso planeta e a nós mesmos.

De agora em diante, irei escolher as mortes que mantêm a mim e ao planeta saudáveis.

Quando simplesmente deixei de defender um tipo de alimentação e comecei a ouvir as pessoas vivendo nas linhas de frente da luta global pela justiça dos alimentos, tive meus olhos  definitivamente abertos. Percebi que o veganismo nos remove do nosso lugar na ordem natural das coisas, nega nossa participação necessária na cadeia alimentar e faz com que o mundo natural entre num domínio alienígena que já não podemos entender totalmente. Veganos gostam de dizer que são nossas intenções  que importam, mas pergunto: “importam a quem?” Agora acredito que em vez de arbitrariamente decidir que as mortes causadas pelo veganismo são corretas, enquanto as mortes causadas por onívoros são imperdoáveis e que algumas mortes de animais poderiam ser evitadas a qualquer custo, enquanto outras são um mal necessário, sei que devemos abolir toda a hierarquia fabricada que construímos e chegar a um acordo em relação ao ciclo de vida e morte. Todos nós estamos conectados nesta terra e, afinal, a morte é uma parte necessária e inevitável da vida. Seja a morte de animais causadas por uma dieta vegan que impõe ao planeta um ciclo de produção antinatural e insustentável, enquanto falha em providenciar a muitos de nós os nutrientes necessários, seja pela morte de animais confinados, alimentados por fazendas integradas para fornecer sua alimentação da maneira tradicional, sempre haverá morte em nossos pratos. De agora em diante, escolherei mortes que mantêm saudáveis a mim e ao planeta.

Obviamente o planeta não pode sustentar 7 bilhões de pessoas de nenhuma maneira significativamente sustentável, vegan ou não vegan. Assim, para a nossa parte essencial, viver genuina e respeitosamente no meio ambiente não significa que todos nós devemos ser veganos, mas que se diminuirmos a taxa de natalidade e a população poderemos viver realmente da produção local. Em primeiro lugar e acima de tudo, isso exigirá um avanço nos direitos e poderes das mulheres no mundo (é realmente incrível quantas feministas têm poder para isso!). E, quanto à fome no mundo, todos vocês que têm lido meus artigos sobre este tema sabem que já existe comida mais do que suficiente sendo produzida para alimentar generosamente todas as pessoas no planeta. O capitalismo transformou a comida, especialmente os grãos, em mercadoria, em arma de guerra para dar lucro, em vez de um direito inalienável que deveria ser. Evitar a fome não é alimentar massas famintas com a mesma comida com que alimentamos os animais (a produção de comida em excesso e a comida que é jogada fora são as causas da fome, em primeiro lugar), mas as pessoas que estão constantemente famintas precisam se libertar das correntes do neo-imperialismo, para ganhar de volta o controle de seus sistemas alimentares locais.

A maioria dos ecossistemas neste planeta simplesmente não consegue suportar a agrigultura anual de grãos, e a insistência dos veganos para que os habitantes adotem um estilo de vida vegan está de qualquer forma prejudicando essas comunidades, porque eventualmente ocorrerá o esgotamento do solo e a fome será inevitável.

Na minha própria vida, minha decisão de voltar para a dieta onívora está reduzindo drasticamente minha emissão de carbono na atmosfera. A verdade que eu não gostava de enfrentar quando eu era vegan,  é a de que muitos lugares neste planeta não comportam a agricultura anual de grãos, mas sim um manejo misto de plantas e animais. A Arábia Saudita, onde vivo, é um desses lugares. Agora, em vez de eu me deleitar com grãos e feijão crescidos em países estrangeiros, cheios de pesticidas e cultivados através de métodos agrícolas insustentáveis para formar a maior parte da minha dieta, posso voltar meu foco para produtos animais locais, tais como cabras, carneiros ou frangos. Por exemplo, eu posso ir ao mercado local e comprar carne de cabra proveniente de rebanhos caprinos que pastam a poucas milhas daqui, em deserto aberto, pastoreados por beduínos, de oásis a oásis, numa tradição secular. Essas cabras fazem uso da terra seca e arenosa do deserto, que seria completamente impossível de ser usada para o cultivo agrícola, e bebem água de antigos poços artesianos. Se a terra que elas usam fosse transformada em grandes fileiras de campos cultivados, isso iria requerer quantidades impensáveis de fertilizantes sintéticos e água importada, e iria quebrar o delicado ecossistema que atualmente existe no deserto. Não somente me sinto melhor física e mentalmente como onívora, mas minhas escolhas estão mais consistentes com minha convicção de que nós devemos viver o mais ética e sustentavelmente possível dentro de nossa comunidade local.

Quer a destruição inaceitável seja causada pelas fazendas agrícolas, quer uma destruição ligeiramente mais aceitável - mas não menos devastadora - seja causada pela agricultura vegan, nosso planeta está sendo irremediavelmente aniquilado e devemos parar de tratar os sintomas da doença e abandonar soluções de curto prazo. Não podemos comprar nossa saída para esta crise, soluções pessoais não são suficientes. Apresentar o veganismo como uma panacéia que irá impedir o aquecimento global, salvar todos os animais e alimentar as massas famintas, é uma visão curta  e infundada. E me envergonho, como pessoa instruída, de que eu nunca me permiti acreditar nisso. Devemos, ao contrário, direcionar nossos esforços para uma completa reformulação sobre a maneira como vivemos neste planeta. Qualquer coisa menos que isso é suicídio.
 Parte 4 – Para onde irei daqui?

Mesmo que minha escolha em ser vegan tenha se originado através do sempre nobre impulso de fazer as coisas certas e ser o mais compassiva quanto possível, cometi um erro e foi uma escolha que eu nunca deveria ter feito. Se eu tivesse feito minha pesquisa e tivesse realmente me feito as perguntas difíceis desde o começo, em vez de me deixar levar pelos gráficos das fazendas agrícolas, eu teria me poupado 3 anos de esforços inúteis, além da minha saúde física e mental. Se eu tivesse aderido a padrões acadêmicos rigorosos, nos quais me baseio em todos os outros aspectos da minha vida, eu poderia ter passado esse tempo lutando efetivamente em busca de soluções reais, além de me sentir saudável e feliz. Queria que eu também tivesse olhado para mim mesma, para ver como eu me sentia ótima. Passei minha vida me sentindo bem comendo carne e eu era mais saudável do que ninguém. Preciso reconhecer que venho de uma longa linhagem de insensíveis comedores de carne pra lá de saudáveis, até onde alguém pode se lembrar. Meu corpo sempre soube do que preciso para ser saudável, mas mesmo assim ignorei isso e por muito tempo sacrifiquei minha saúde.

Muitas pessoas sugeriram que eu precisava somente comer produtos animais que eu detestava ou que me causassem nojo, assim eu teria certeza de que nunca sentiria prazer em comer carne. Me entristece agora saber que eu considerei aquilo por uns instantes. Após pensar sobre isso, eu me pergunto por que a constante repulsa e aflição a cada refeição precisa ser o preço que preciso pagar para ficar saudável? Por que não posso cozinhar as refeições mais deliciosas e me deleitar de prazer por estar comendo uma comida fabulosa, saudável e incrível? Finalmente percebi que não há nenhum problema em sentir alegria ao fritar um bife, ou ter prazer sonhando acordada com todas as maneiras de preparar meu salmão à noite. Eu me recuso a jogar o jogo que tantas mulheres (veganas ou não) são forçadas a jogar por nossa sociedade que odeia violentamente as mulheres; eu nunca sentiria vergonha ou culpa por comer aquilo que meu corpo quer e precisa para ser saudável. Sentirei alegria e não terei vergonha, além de sentir inegável prazer em cada gloriosa mordida. Eu serei sempre grata e comemorarei o tempo todo, sem nunca me esquecer da lição que aprendi sobre a necessidade de ouvir o meu corpo e respeitar o fato de que eu mereço ser saudável e feliz.

Tenho certeza de que muitos de vocês ficarão aborrecidos ou desapontados com minha declaração. Alguns de vocês podem até mesmo tentar racionalizar meu “fracasso” ou ignorar minha experiência, assim não terão que enfrentar a realidade de que o veganismo pode não ser o único jeito de se viver. Muitos de vocês podem mesmo estar zangados comigo, afinal vocês me tinham como uma aliada, alguns de vocês até se tornaram veganos, em parte,  por minha causa. Espero que vocês sejam capazes de perceber que eu preciso fazer aquilo que acredito ser o melhor e o certo para mim. E se acontecer de vocês serem saudáveis e felizes como veganos, então eu fico feliz por vocês! Continuem fazendo aquilo que funciona para suas vidas, mas talvez possam assimilar de minha estória que o veganismo nem sempre é a melhor coisa que podemos fazer para nossa saúde, pelo planeta, ou pelos animais. E se você é vegan e não se sente tão saudável como costumava ser ou como gostaria de ser, não perca mais tempo para perceber o que está errado e faça o que quer que precise ser feito para se sentir melhor. Você merece ser saudável e feliz também.

Os últimos meses têm sido humilhantes e dolorosos mas, ainda assim, felizes. Eu comecei nesse caminho quando estava nas profundezas do desespero, meus olhos estavam quase que permanentemente inchados de tanto chorar, imaginando para onde ir daqui, o que fazer. Com quem poderia contar e o que eles iriam dizer? Deveria manter segredo ou escrever sobre isso no blog, ou simplesmente desaparecer da face da terra e nunca atualizar meu blog novamente?  Pensei muito no meu blog, meu espaço pessoal precioso, onde eu compartilhava minhas mais tolas estórias, as fotos mais estúpidas e minhas receitas favoritas. Não queria deixar isso acabar, mas como eu poderia continuar? Assim que fiz esta declaração, eu já sabia que receberia mensagens de ódio. Na verdade, a partir de comentários no twitter e em outros blogs, vi que já tinha sido inundada com cartas furiosas, acusando-me de ser uma tirana anti-vegan e que eu havia conspirado isso durante anos, ou que eu estava a serviço da indústria da carne.

Então, eu sabia  que iria receber mensagens de ódio assim que fizesse esta declaração, mas eu não achei certo manter esse segredo por mais tempo. Sou por natureza uma pessoa extremamente honesta. Mas assim que  a declaração foi feita, me perguntei: o que eu faço agora? Mantenho o blog? Acabo com o blog? Tiro fotos de refeições contendo carne ou mostro somente minhas refeições veganas? Eu não quis esconder uma parte de minha vida, como se eu estivesse envergonhada disso. Eu não queria negar minha própria decisão, a qual havia restaurado minha saúde e felicidade, só porque nunca proferi uma só palavra de minhas escolhas alimentares com ninguém. Acima de tudo, eu queria manter o meu blog, porque adoro comida. Adoro pensar nisso, escrever sobre isso, cozinhar e, principalmente, comer. Adoro comida e adoro ser uma blogueira que fala sobre comida. Adoro a comunidade, os amigos, as risadas, as lembranças. Eu não quero desistir de nada disso. Então, eu vou continuar. Como vocês irão ver, eu renovei o blog, logicamente mudando o título e algumas das páginas, para refletir a minha mudança de vida. Estarei mudando permanentemente para um novo site (www.voraciouseats.com) dentro de uma semana. Mas, de qualquer forma, continuarei a postar as refeições e receitas que eu adoro. Minha vida é tão saborosa – eu quero compartilhar cada mordida!

131 comentários:

  1. Fernanda Aguiar Ferreira16 de novembro de 2013 00:58

    Meus amigos vegetarianos "explicam" que nosso intestino é muito longo e que isso prova que não fomos feitos para comer carne. Espero que isso não tenha nenhum pinguinho de verdade, rsrs

    ResponderExcluir
  2. Ana Paula Vasconcelos16 de novembro de 2013 01:37

    Espalhando por ai

    ResponderExcluir
  3. Ana Paula Vasconcelos16 de novembro de 2013 01:37

    Só se voce tivesse dois estomagos, rs

    ResponderExcluir
  4. Maravilhoso Dr Souto. Divulgando para todos os amigos.

    ResponderExcluir
  5. " As opiniões expressas neste blog não podem substituir as de seu médico."

    Infelizmente há médicos que defendem essa bobagem quase tão fanática e irracionalmente quanto nutricionistas veganos. Então, se as opiniões de seu médico forem contrárias às expressas nesse blog... troque de médico.

    ResponderExcluir
  6. André Bandidartista16 de novembro de 2013 10:40

    oi.

    Eu comia de tudo muito. carnes, massas, pães, salgados em casa, na rua, doces, indiscriminadamente. churrascos, pizzas, paneladas de risotos, carreteiros, pães, feitos em casa ou não. almoços e jantares de rei. de vez em quando tomava muita cerveja (hehehehehe) e não tinha pudor de comer chocolates e salgadinhos industriais. minha mãe é doceira quituteira, faz bolos, pães e doces até hoje. vim deste berço.

    eu era muito mal informado...

    Eu já tive 105 kilos com 1,91 de altura. isto sobrecarregou meus joelhos, tive pubalgia, tive rinites e sinusites variadas, indisposições em geral... sabia que minha saúde não andava legal. comecei vários tipos de mudanças de hábito. primeiro foi a carne. vegetariano e tal, me achava o máximo não comendo carne. depois fui vegano. muito radical manter isto, quase impossível e é muito caro. voltei para os queijos e os ovos. vegetais e algumas indicações da minha esposa. um dia ela vem com um papo que sua nutricionista comentou. "a gente pode viver sem pão?" - pergunta minha esposa. "claro que pode" - respondeu a nutricionista. mal sabíamos que estávamos entrando em duas possibilidades, low carb ou primal-paleo. foi o que fiz...

    hoje: como ovos (base dos meus 79,8 kilos), laticínios em geral, menos leite, claro. Como manteiga, creme de leite, nata, iogurte caseiro (a base de leite integral tipo C, que a minha querida esposa aprendeu a fazer), queijos gordos, óleo de oliva, óleo de coco, leite de coco, coco ralado, frutas (acompanhadas de muita gordura (geralmente nata), verduras dos mais variados tipos, folhas verdes, brócolis, couve-flor, pepino, abobrinha, etc. nada de grãos (arroz, feijão, ervilha, lentilha, etc.), seja integral ou não, não como. nada de farináceos, a não ser farinha de coco. doces nem pensar. refri, e outros lixos industriais tô fora. amêndoas em geral, com moderação porque são caras. mas... nada de carne. claro! notei que as "dietas" feitas a partir de "tudo um pouco" são absolutamente ineficazes e podem dar certo em casos superespecíficos, mas, geralmente levam apenas a um destino, frustração e a volta da gordura corporal. creio muito (cientificamente e na prática) nas palavras colocadas neste blog e em círculos científicos que depois vieram à tona).

    como eu propago ainda discretamente por aí: "1 mês sem farináceos, e veja a diferença".

    abração

    andré rocha

    ResponderExcluir
  7. Genial

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 09:40, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  8. Uma vez informado, você pode ser senhor de suas próprias decisões e escolher um médico que advogue da cartilha que você aceita.
    Uma vez que, infelizmente, a dieta ocidental padrão é uma profissão de fé, será necessário manter-nos informados.
    Um cético não é um descrente, é, na realidade, um crente em provas científicas e evidências.


    ______
    42

    ResponderExcluir
  9. Dr Souto, gosto muito da dieta Paleo- Low Carb. Tenho dúvidas quando a ser uma dieta que acidifica o sangue (enfermidades) (osteoporose por absorção de cálcio para o corpo tentar equilibrar o Ph do sangue), e sobre o vídeo do Dr Lair Ribeiro sobre a água alcalina (tenho dúvidas de interesse econômico) para alcalinizar o sangue. Por que ele não fala do limão?

    ResponderExcluir
  10. http://chriskresser.com/the-ph-myth-part-1

    http://chriskresser.com/the-acid-alkaline-myth-part-2

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 11:33, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  11. André, meus comentários foram dirigidos especificamente ao artigo escrito por uma vegana arrependida. Sou totalmente a favor de dietas low carb, assim como sou totalmente contrário à dietas vegetarianas e assemelhadas. Considero criminosos médicos que defendem essas bobagens.

    ResponderExcluir
  12. André, meus comentários foram dirigidos especificamente ao artigo escrito por uma vegana arrependida. Sou ferrenho defensor de dietas low carb e viceralmente contrário a dietas veganas ou assemelhadas. Considero quase criminosos médicos e nutricionistras adeptos a essas seitazinhas esquifozas.

    ResponderExcluir
  13. Pelo contrario. Diferente dos animais projetados para serem vegetarianos legitimos, nosso trato gastrointestinal eh curto, e isso nos permite cerebros maiores, e mais tempo aproveitando outras tarefas ao inves de passar o dia todo comendo alimentos de baixa densidade nutritiva/calorica (pasto), uma vez que proteinas e gorduras costumam ser densas fontes de nutrientes.

    http://news.harvard.edu/gazette/story/2008/04/eating-meat-led-to-smaller-stomachs-bigger-brains/

    Pessoalmente, acho que quem nao foi feito pra comer carne sao os gorilas, e nao os humanos :)

    ResponderExcluir
  14. Perfeito, Arthur.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 11:55, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  15. Além de múltiplos estômagos e excesso de tempo pastando, os herbívoros costumam regurgitar o alimento para processá-lo novamente ou ingerem as próprias fezes para extrair o máximo possível de nutrientes, de tão pobre que são os vegetais.

    Isso é explicado no documentário que estou legendando. Aguarde.

    ResponderExcluir
  16. Além da artrite reumatóide, a artrose também tem algo a ver com trigo ou é culpa do sobrepeso?


    http://g1.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/pesquisa-investiga-aumento-dos-casos-de-artrose-em-pacientes-com-menos-de-50-anos/2959102/

    ResponderExcluir
  17. Muito Bom!! Repassando ....:-)

    ResponderExcluir
  18. Que eu saiba, a artrose é só desgaste mecânico

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 12:57, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  19. Fico muito triste em ver colegas médicos tão desinformados espalhando esse tipo de contra senso pela internet. Este blog deixa as pessoas confusas além de ser extremamente perigoso sugerir que pessoas consumam tanta gordura saturada entupidoras de artérias e limitar tanto os carboidratos nutritivos e saudáveis ao coração. Sou vegetariano há mais de 40 anos e minha saúde está melhor do que nunca, pois não consumo muita gordura e pratico exercícios regularmente. Já não posso dizer o mesmo de pessoas como Dr Atkins, e outros que não foram tão afortunados de conhecer na prática o vegetarianismo e acabaram sofrendo com obesidade e problemas cardiovasculares até o último dia de suas vidas por falta de informação e vício em alimentos não saudáveis.


    Por favor, reveja seus conceitos.
    Dr Waltson

    ResponderExcluir
  20. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, sério cara se você tivesse escrito esse artigo fantasioso há 2 anos atrás eu ainda poderia ficar com a pulga atrás da orelha, mas hj em dia, depois de tudo que já vi sobre o vegetarianismo e depois do O Conselho Regional de Nutricionistas assumir que é possível atingir a adequação nutricional com dietas vegetarianas... Então cara cara de escrever bobeiras, chega até ser anti-ético levando em consideração sua profissão!

    ResponderExcluir
  21. O CRN também apoia consumo de "grãos integrais saudáveis". As diretrizes nutricionais costumam se basear em fé, não em evidencia.

    ResponderExcluir
  22. Mostre-me os artigos que sugerem que esse "tanto de gordura saturada" eh "entupidor de artérias"? Leia o restante do blog.
    Deixo alguns artigos "polêmicos" ao sr.


    https://www.swissmilk.ch/de/services/ernaehrungs-fachleute/fachbibliothek/-dl-/fileadmin/filemount/santos-12-systematic-review-and-meta-analysis-of-clinical-trials-of-the-effects-of-low-carbohydrate-diets-on-cardiovascular-risk-factors.pdf

    ajcn.nutrition.org/content/86/2/276.full

    http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-789X.2008.00518.x/abstract

    http://ajcn.nutrition.org/content/91/3/535.full

    ___

    RCTs showing significantly more weight loss with low carb diets

    Shai I, et al. Weight loss with a low-carbohydrate, mediterranean, or low-fat diet. N Engl J Med 2008;359(3);229–41.

    Gardner CD, et al. Comparison
    of the Atkins, Zone, Ornish, and learn Diets for Change in Weight and
    Related Risk Factors Among Overweight Premenopausal Women. The a to z
    Weight Loss Study: A Randomized Trial. JAMA. 2007;297:969–977.

    Brehm BJ, et al. A
    Randomized Trial Comparing a Very Low Carbohydrate Diet and a
    Calorie-Restricted Low Fat Diet on Body Weight and Cardiovascular Risk
    Factors in Healthy Women. J Clin Endocrinol Metab 2003;88:1617–1623.

    Samaha FF, et al. A Low-Carbohydrate as Compared with a Low-Fat Diet in Severe Obesity. N Engl J Med 2003;348:2074–81.

    Sondike SB, et al. Effects of a low-carbohydrate diet on weight loss and cardiovascular risk factor in overweight adolescents. J Pediatr. 2003 Mar;142(3):253–8.

    Aude YW, et al. The
    National Cholesterol Education Program Diet vs a Diet Lower in
    Carbohydrates and Higher in Protein and Monounsaturated Fat. A
    Randomized Trial. Arch Intern Med. 2004;164:2141–2146.

    Volek JS, et al. Comparison
    of energy-restricted very low-carbohydrate and low-fat diets on weight
    loss and body composition in overweight men and women. Nutrition & Metabolism 2004, 1:13.

    Yancy WS Jr, et al. A Low-Carbohydrate, Ketogenic Diet versus a Low-Fat Diet To Treat Obesity and Hyperlipidemia. A Randomized, Controlled Trial. Ann Intern Med. 2004;140:769–777.

    Nichols-Richardsson SM, et al. Perceived
    Hunger Is Lower and Weight Loss Is Greater in Overweight Premenopausal
    Women Consuming a Low-Carbohydrate/High- Protein vs
    High-Carbohydrate/Low-Fat Diet. J Am Diet Assoc. 2005;105:1433–1437.

    Krebs NF, et al. Efficacy and Safety of a High Protein, Low Carbohydrate Diet for Weight Loss in Severely Obese Adolescents. J Pediatr 2010;157:252-8.

    Summer SS, et al. Adiponectin Changes in Relation to the Macronutrient Composition of a Weight-Loss Diet. Obesity (Silver Spring). 2011 Mar 31. [Epub ahead of print]

    Halyburton AK, et al. Low- and high-carbohydrate weight-loss diets have similar effects on mood but not cognitive performance. Am J Clin Nutr 2007;86:580–7.

    Dyson PA, et al. A low-carbohydrate diet is more effective in reducing body weight than healthy eating in both diabetic and non-diabetic subjects. Diabet Med. 2007 Dec;24(12):1430-5.

    Keogh JB, et al. Effects
    of weight loss from a very-low-carbohydrate diet on endothelial
    function and markers of cardiovascular disease risk in subjects with
    abdominal obesity. Am J Clin Nutr 2008;87:567–76.

    Volek JS, et al. Carbohydrate Restriction has a More Favorable Impact on the Metabolic Syndrome than a Low Fat Diet. Lipids 2009;44:297–309.

    Partsalaki I, et al. Metabolic impact of a ketogenic diet compared to a hypocaloric diet in obese children and adolescents. J Pediatr Endocrinol Metab. 2012;25(7-8):697-704.

    Daly ME, et al. Short-term effects of severe dietary carbohydrate-restriction advice in Type 2 diabetes–a randomized controlled trial. Diabet Med. 2006 Jan;23(1):15–20.

    Westman EC, et al. The
    effect of a low-carbohydrate, ketogenic diet versus a low- glycemic
    index diet on glycemic control in type 2 diabetes mellitus. Nutr. Metab (Lond.)2008 Dec 19;5:36.

    ResponderExcluir
  23. Tambem tinha minhas duvidas quanto a procedencia dessa teoria acido-base. Muito interessante.

    Muitos que acreditam nessa teoria de comer alimentos alcalinos para a saúde também apoiam tratamentos mais "naturais e alternativos", talvez ate paleo. Ate que ponto podemos "acreditar" nessas pessoas quando vemos que uma de suas bases teóricas não tem nada de evidencia? Sobra algum credito ao que eles falam? Tudo deveria ser olhado com ceticismo?

    ResponderExcluir
  24. Acredita em mim :-)

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 15:53, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  25. Desculpa, mas a bola tava picando :-)

    Sim, é saudável ser sempre cético...

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 16:01, "Jose Carlos Souto" escreveu:

    ResponderExcluir
  26. Dr Waltson, ao contrário do que o senhor diz, esse blog não me deixou confuso, mas sim abriu meus olhos. O sucesso do modo de vida LCHF pôde ser comprovado por mim ao experimentar. Ninguém me cobrou nada pelas informações.
    O senhor é vegetariano? Que bom! Sobra mais carne e gordura saturada para mim!
    Eu não fico entrando em blogues vegetarianos para TROLLAR! Cada um com seu cada um!
    Carboidrato nutritivo para o coração? Bem diz o ditado, tem gente que calado é um poeta!

    ResponderExcluir
  27. Achei que era troll quando li, mas prefiro acreditar ser um caso de desinformação. Realmente, tem o lado bom de sobrar/baratear carne e gordura saturada pra quem realmente quer :)

    ResponderExcluir
  28. E queria saber como um vegetariano consegue colágeno para não ficar enrugado...

    ResponderExcluir
  29. Esse assunto é complicado e espinhoso. Mas como dizia minha avó "o mundo é composto", e com isso penso que há pessoas que conseguem viver bem e com saúde seguindo diferentes tipos de dieta, seja vegano ou carnívoro convicto. Praticantes assíduos e professores de Yoga geralmente não comem nenhum tipo de carne, levam uma alimentação mais frugal e costumam ser longevos (vivendo com saúde) assim como pessoas que comem carne também são longevas e saudáveis.


    Conheço casos e tenho amiga que já foram vegetarianos e voltaram a comer carne, todos por causa de anemia. Eu não como carne vermelha nem de porco, e sei que EU não consigo voltar a comer carne de vaca (da de porco nunca gostei) meu organismo não aceita, o cheiro da carne vermelha hoje me causa náusea.
    Ainda pretendo parar de comer frango em definitivo (já tive períodos com e sem); embora hoje eu consiga comer o orgânico, há semanas em que
    fico bastante enjoada com o cheiro e o gosto. Não tenho pretensões de ser vegetariana porque acho que a alimentação fica muito restrita, mas acho que é possível, sim, ser vegetariano ou até mesmo vegano, e ser saudável; vai do organismo de cada um, e de ter um BOM nutricionista dando apoio.

    Mas eu respeito todo mundo, e convivo pacificamente com carnívoros e vegetarianos. Acho que há uma certa patrulha velada contra quem não come carne (seja qual for o tipo, ou de qualquer tipo). Sei que há veganos radicais e patrulheiros também (é só ver as agressões que a autora do texto sofreu) e sou totalmente contra esse radicalismo e violência, acho que enfraquecem a causa deles. Mas a patrulha dos que comem carne também é chata, e olha que eu só não como carne vermelha e de porco, mas sinto na pele o preconceito.

    Penso que se não deu certo com a autora do texto não significa que não
    dê certo com outros, há muitos artistas mega famosos veganos ou vegetarianos saudáveis (o Sting é um deles, um praticamente hardcore de Yoga, 62 anos e um corpo super torneado e invejável; dá de dez a zero em muito homem carnívoro de 20; hoje parece que ele come peixe, mas ele foi vegetariano muitos anos). Outro exemplo de vegetariano de sucesso é o do Sir Paul McCartney, e ele está com 71 gloriosos anos. Poderia citar muitos outros, mas de cabeça esses são os dois que lembro.

    Ah, nenhum médico nunca me disse que eu devia voltar a comer carne vermelha, nem a minha hematologista, e até doadora de sangue eu sou (taxas sempre normais). Então, cada um é um. Viva a diversidade e o respeito às escolhas de cada pessoa. Acho que o importante é ser feliz e se sentir bem com aquilo que escolhemos para nós, não importa o que os outros dizem, e nem mesmo o que a ciência diz. E viva a páleo, com ou sem carne. :D

    ResponderExcluir
  30. Observe o início da postagem, eu dou dicas de como fazer low carb e continuar vegetariano!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 18:15, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  31. Excelente. Acredito que o modo como ela tomou as decisões estavam errados, e acho o veganismo de fato uma bobagem. Aliás, há uma coisa importante, que deve ser lembrada: uma dieta com grãos é uma dieta refém do monopólio do agronegócio exportador, um dos maiores agentes de destruição ambiental do planeta. Lembro que no começo da dieta eu vinha aqui, tirar dúvidas, e no começo bastante desconfiada, com as coisas que o Souto postava. Comecei a ler e a fazer a dieta. Eu não como carnes de rebanho. Faço dieta paleo, sem grãos. Proteína que consumo: queijos gordurosos, ovos caipiras, muito cogumelo, peixes do mar e sem ser de fazendas, camarões e lagostas e outros crustáceos. Faço exames de sangue regulares. Como mandioquinha, farinha de mandioca, pão sem glúten, bifum e eventualmente batata. Aipim, idem. Foram-se 14 pontos de glicose em 9 meses, as taxas estào luxuosas. Mas o melhor é a saúde, a redução quase total de episódios de exacerbação atópica (até a asma melhorou!), a disposição física, além, a mais recente surpresa: a quantidade de cabelos! Voltei a usar condicionador de cabelos, uma coisa que não fazia há mais de dez anos (cabelos fininhos e muito oleosos, cada vez mais frágeis, agora estão uma juba!). Sou contra a crueldade e busco não tomar partido nela. Eu tomo partido na morte, sim, mas não na sua indústria. E vivo segundo essa tênue distinção, por uma questào ambiental - sempre uma questão ética, afinal - e por compromissos morais. Ah, meus cães e gatas usam ração paleo e absolutamente todas as melhoras por mim experimentadas também o foram com eles, pelo que pude perceber. Be ou Go Paleo! Acho que dá para ser vegetariano e paleo, mas vegan não pode, antes de tudo, porque não deve.

    ResponderExcluir
  32. Olá dr. Souto! Existe a possibilidade de você fornecer a fonte direta deste texto? Amigos estão questionando o fato de a autora ter "pulado" do veganismo à dieta onívora, sem parar no vegetarianismo por um tempo. Obrigada!

    ResponderExcluir
  33. http://curezone.com/forums/am.asp?i=1728051

    Manda ler o livro que eu recomendo

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 19:00, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  34. Sabe quem morreu sendo vegana? A minha mãe comendo sua bunda, seu médico trouxa! Se fode comendo carne com hormônios e outras coisas nojentas.

    ResponderExcluir
  35. Doutor, osteoporose- osteopenia tem cura?



    Se sim, é possivel pela uma dieta lowcarb?
    Se não, a tendencia é piorar ano apos ano, certo?

    ResponderExcluir
  36. A dieta low carb NÃO prejudica, mas procure um reumatologista para reverter isso.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 16/11/2013 20:43, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  37. Pois então, a minha mãe vinha apresentando um quadro de osteoporose na coluna e osteopenia no fêmur a quatro anos. No penultimo ( 2012) exame osteoporose foi constatada em ambos locais.

    Mas, neste ano começamos uma dieta lowcarb ( Fev -2013), com restrição a farinha branca, arroz e alguns legumes. A dieta era " livre" em frutas, verduras, proteina e gorduras.

    Como de costume, ela fez o exame ( Junho-2013) de densiometria ossea e o resultado foi diferente dos outros anos. Não havia quadro mais de osteoporose nos 2 locais. É claro que o indice esta abaixo da média, mas agora dentro da curva aceitável.

    O exame sempre é feito no mesmo laboratório, ano após ano. O médico receitava carbonato de calcio desde o começo, mas a cada ano o indice piorava em média 10% a cada ano.


    Não houve mudanças quanto a rotina de exercicios e do trabalho. A mudança que houve foi só na alimentação. Alias, quem entrou na dieta foi eu, mas por tabela ela também entrou porque sou eu que cozinho aqui.


    O que me intriga é que não se ouve muito falar de reversão da osteoporose, alias, fala se que não tem cura.

    O que voce acha?

    ResponderExcluir
  38. Dr. li essa matéria que colocarei o link abaixo e gostaria de saber do sr se é realmente possível perder 12 kilos me 24 horas!


    http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/noticia/2013/11/bcientista-esportivo-britanicob-perde-12-quilos-em-24-horas-saiba-como.html

    ResponderExcluir
  39. Ayowa Aromas Da Terra16 de novembro de 2013 23:15

    Ola amigos por muitos anos fiquei sem comer carne , fui macrobiotico e corria de gorduras,a 1 semana conhecendo o estilo low carb,uma coisa que reparei quando fui macro ou semi vegetariano eu nao tinha chao era muito aéreo, a carne me da este ground ela funciona como um remedio para mim repetindo para mim.Estou me sentindo no momento bem nesta nova fase ,estou sem o trigo a 1 mes.O que percebi que minha energia mudou ,emagreci um pouco como menos apesar que de vez ou outra nesta semana tomei 1 coca zero.Minha esposa acha que eu estou mais calmo.O importante e vc ficar bem seja vegan seja low carb é voce ter harmonia ter energia sorrir e viver.e amar muito.....

    ResponderExcluir
  40. acredito que seja o processo inflamatório o que esteja relacionado ao trigo... se a artrose acarretar inflamação esta pode ser alimentada pelos efeitos do trigo, só uma suposição, apenas sei que a artrite auto-imune, sim, tem relação com trigo.

    ResponderExcluir
  41. afff que inocência.... CRN=FDA

    ResponderExcluir
  42. Ela já fez dosagem de vit D3? O melhor para os ossos é reposição de D3 e não de cálcio puramente...

    ResponderExcluir
  43. gorduras só fazem mal para os que continuam com essa dieta mortífera de carbs refinados e industrializados... Como médico você (e tantos :( ) é quem está precisando se atualizar...

    ResponderExcluir
  44. Não, ela não fez.

    Ela não ingere mais suplementacao de calcio, não nada bem para a circulacao. O D3 dela só vem do sol.

    ResponderExcluir
  45. a maioria de nós não consegue tomar sol o suficiente, Alison... peça para algum médico que a acompanhe pedir um exame de dosagem, é o D 25-hidroxi

    ResponderExcluir
  46. Olá Dr souto seu blog é maravilhoso e apesar de nunca ter comentado estou sempre por aqui.
    Com certeza vou repassar esse texto para minha mãe que ultimamente deu para ter ideias veganas.
    Mas tenho uma dúvida, qual seria a quantidade de creme de leite/nata que uma pessoa fazendo low carb pode ingerir por dia, nesse caso objetivando o emagrecimento?
    Ah aqui no RJ não temos nata, mas achei um creme de leite fresco com 45% de gordura e não tem leite em pó na composição, poderia substituir a nata por ele?

    ResponderExcluir
  47. Clap, clap, clap! Um dos maiores méritos deste blog consiste na dessacralização da medicina como algo fechado, sem relação constante com a ciência. E da figura do médico como alguém que pensa, e não como um portador de verdades. Esta distinção obviamente agride ao pessoal não cultiva o estudo, o esclarecimento e a medicina, a vera. Medicina não é ciência pura, isso é verdade. Mas sem boa ciência, a medicina é vã, isto é, não é medicina, absolutamente.

    ResponderExcluir
  48. Acho que pode tomar suplemento. Conheço vegetarianos saudáveis e lindos.

    ResponderExcluir
  49. Quem assistiu ”SuperSize Me” lembra da namorada do protagonista que era Vegana? Deixou de ser e descreve também o motivo: “http://alexandrajamieson.com/im-not-vegan-anymore/”

    ResponderExcluir
  50. http://alexandrajamieson.com/im-not-vegan-anymore/

    ResponderExcluir
  51. É muito engraçado ver veganos trollando o blog.... Seria bom que proximos comentários CONTRA comer carne e low carb venham com estudos científicos com alto nivel de evidencia mostrando que carne faz mal. A unica coisa que vejo neste blog são estudos e mais estudos de alto nivel de evidencia mostrando o contrario. E para quem realmente gosta da natureza, lembrem-se que foi ela quem fez o maior estudo cientifico nutricional de todos os tempos: A Evolução. Contra fatos não existem argumentos. Mas claro, há quem acredite em Adão e Eva. Neste caso, não queira discutir nutrição, pois isso não é explicado na Bíblia.

    ResponderExcluir
  52. Dr Souto, uma dúvida: É verdade que os paises nordicos sempre consumiram menos caboidratos do que nós? Talvez por isso que low carb foi melhor aceito por lá?

    ResponderExcluir
  53. Fabio Ricardo Silva17 de novembro de 2013 13:06

    Olha isso dr. http://paulooliveiramello.blogspot.com.br/2013/11/cientistas-questionam-ascensao-da-dieta.html

    ResponderExcluir
  54. Sim, eu li o post ontem, antes de comentar, e acho ótimo que tenha dicas para eles (ainda que venha seguido de um texto que causa polêmica
    IMHO) mas eu só quis deixar um comentário para dizer que dá
    pra ser feliz e ter saúde sendo vegetariano (porque muita gente acha que quem é vegetariano é triste, doente e raquítico, e textos assim reforçam essa visão). Penso que ninguém é melhor por comer carne nem por deixar
    de comer, é apenas uma escolha de vida, de alimentação. Foi isso.

    ResponderExcluir
  55. Fabio Ricardo Silva17 de novembro de 2013 13:18

    Olha isso Dr.http://paulooliveiramello.blogspot.com.br/2013/11/cientistas-questionam-ascensao-da-dieta.html

    ResponderExcluir
  56. Gostaria de contribuir com a minha experiência no assunto (: Eu sempre sonhei em ser vegetariana, desde criança. E quando mais velha, em ser vegana. Achava muito cruel comer animais, quando havia tanta abundância de alimentos vegetais. Fui vegetariana dos 11 aos 17 anos, depois introduzi peixe esporadicamente. Comia uns 2 ou 3 ovos por semana, no máximo. E sempre me sentia MUITO fraca. Era impressionante. Independente de dormir 6 ou 10 horas por dia, de fazer ou não exercício físico.

    Ano passado, comecei a planejar ser vegana, pois mesmo me sentindo fraca, ainda acreditava na filosofia. Um mundo melhor, sem crueldade no meu prato. Fui deixando os ovos, queijo e peixe, o qual me limitava à apenas sushi. Em abril deste ano, finalmente iniciei minha vida vegana. Lembro-me de ter me deparado com o blog do dr. Souto nessa mesma época e o questionei como um vegetariano/vegano poderia ser saudável nessas diretrizes páleo.

    Duas semanas depois de virar vegana, fiquei doente, pela primeira vez, depois de mais de 6 anos morando sozinha. Minha garganta inflamou, eu não conseguia me alimentar nem falar, estava cheia de pus. Precisei tomar injeção e remédio para melhorar. Foi então quando comecei a questionar o porquê da minha decisão em ser vegana. Não foi só a doença que me deixou encucada, foram as semanas de muita fraqueza, muito cansaço e muita fome. Eu comia grão de bico, soja, feijão, folhas, verduras, frutas, alimentos integrais (i.e, trigo integral), e sempre tinha muita fome. Não fazia sentido me alimentar corretamente, mas estar sempre faminta e cansada.

    Resolvi então pesquisar se ser vegana era realmente a alternativa mais humana, mais correta perante o meio ambiente e o mundo. Por meio de pesquisa, descobri infelizmente como a indústria dos grãos é perversa. Valia tanto a pena poupar um animal e comer a soja plantada às custas de um trabalho escravo? Valia mais um animal do que um próprio ser humano? Deixo aqui uma notícia BEM recente sobre a nossa situação:

    "(…) Brasil tem cerca de 200 mil pessoas em estado análogo à escravidão."
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131016_indice_escravidao_global_brasil_mm.shtml



    Os veganos podem dizer que não persisti muito tempo para me tornar vegana, mas as poucas semanas que sofri brutalmente, fora os anos de cansaço que experimentei por causa de minha alimentação vegetariana e pesco-vegetariana, foram o suficiente para eu perceber que simplesmente não dava. Apesar de hoje ainda não consumir carne vermelha, frango, galinha etc, a inclusão diária de peixe e ovos, aliada à exclusão do trigo e eliminação de 95% do açúcar do meu dia-a-dia (chocolate amargo impede os 100% =P), me fizeram ter uma saúde que nunca tive antes. Meus exames estão cada vez melhores. Nível alto de ferro, de vitamina B12, dentre outros indicadores que me preocupavam tanto enquanto fui vegetariana ou pesco-vegetariana.


    E realmente, parece que se nasce de novo. Uma vida cheia de disposição, de energia, de sono tranquilo e até uma cinturinha menor (: Dr. Souto, é graças ao senhor que sou uma nova pessoa. Deixo aqui meu muitíssimo obrigada!

    ResponderExcluir
  57. http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/03/prezado-dr-souto-paelofantasia.html

    Um daqueles casos de "fala muito e não diz nada". Tem coisa que eu concordo mas não vale como critica...(preferencia por doce, quem ta negando? idem para o fato de ninguém poder simular 100% do paleo, ou comer frutas 100% silvestres, etc. E interessante que não botou nenhum estudo apesar de criticar a falta de evidencia de determinado assunto).
    Dizer que a agricultura permitiu mais humanos viverem na terra ninguém nega, mas primeiro, não vale como critica, e segundo, sera que isso tem qualquer relação de causalidade? (permitir mais humanos na terra = mais saúde individual pra cada um deles?)...um daqueles casos em que "ouviu falar" e já quer sair falando aos quatro ventos, sem nem saber o que criticar.

    ResponderExcluir
  58. Pode substituir sim. E a quantidade é determinada pela fome.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 17/11/2013 09:23, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  59. Não atrapalha no emagrecimento?
    É que pra mim já é difícil perder, pois tenho no máximo uns 6 kg para mandar embora ai fico com medo de exagerar no creme de leite.......

    ResponderExcluir
  60. Duas duvidas:

    Qual o principal causador de gorduras acumuladas em veias e artérias?
    Qual alimento posso ingerir para diminuir a flacidez da pele enquanto se emagrece?

    ResponderExcluir
  61. Olá Matheus,

    Única coisa que sei que resolve flacidez é tônus muscular, ou seja, musculação pesada!

    Quanto às gorduras, a questão é outra... Veja aqui :
    Como surgiu a ideia de que colesterol pudesse ser algo ruim: uma combinação de má ciência básica e de um estudo epidemiológico mal feito da década de 1950.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-i.html

    Até 1957 nem mesmo a Associação Americana de Cardiologia estava convencida de que se deveria mudar a dieta das pessoas por causa de colesterol. No entanto, apenas 4 anos após, a maré começava a mudar, por motivos políticos, e não
    científicos.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-ii.html

    Detalhamento dos grandes estudos prospectivos e randomizados que demonstraram que reduzir a gordura na dieta não tem NENHUM impacto na mortalidade em homens e mulheres. Além disso, que estudos epidemiológico mais bem feitos sugerem que quanto maior o consumo de gordura per capita, menor a incidência de doenças cardiovasculares.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-iii.html

    Porque o colesterol é um marcador de risco sofrível, porque a redução de colesterol não traz benefício para a maior parte das pessoas, como a indústria manipula as estatísticas para nos convencer de que intervenções que têm o potencial de ajudar apenas 1 em cada 250 pessoas seriam "essenciais", e como modificações de estilo de vida podem ter impacto superior ao das drogas, sem o custo e efeitos colaterais.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/02/colesterol-iv.html

    Como o reducionismo feriu de morte o pensamento científico, levando-nos à crença ingênua de que podemos efetivamente dominar a complexa teia de causas e efeitos que compõem sistemas infinitamente complexos como o organismo humano. E
    citamos o ilustrativo exemplo da droga torcetrapib, que aumentava o HDL (colesterol "bom") e diminuía o LDL (colesterol "ruim"). E, no entanto, os pacientes morreram MAIS com esta droga - estes exames de sangue são apenas isso: exames de sangue, e o que queremos é viver mais e MELHOR, e não apenas mudar os números impressos no papel, apenas para morrermos com resultados "normais".

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/02/colesterol-v-causa-e-efeito-versus.html

    Na postagem denominada Conflitos de Interesse, abordamos o grau extremo com que os vultuosos interesses financeiros contaminam de forma decisiva (e infundada) as diretrizes que estabelecem que o colesterol "normal" seja abaixo de 200 e o LDL abaixo de 130 (ou 100, ou mesmo 70 como se fala agora!).

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/08/conflitos-de-interesse.html

    Vídeo curto para salientar que não existe correlação entre os níveis de colesterol e doença cardiovascular em nível populacional (diversos países).
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/08/colesterol-iv-nao-ha-correlacao.html

    Com este vídeo, além das demais postagens da série, eu penso que 95% de todas as dúvidas relacionadas a esse tópico estarão sanadas.

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/09/colesterol-vii-video-legendado-sobre.html


    Na Parte 1 do documentário Heart of the Matter veremos como surgiu o MITO dos males do consumo de colesterol e gordura saturada na dieta http://lowcarb- paleo.blogspot.com.br/2013/10/documentario-australiano-legendado.html


    Na Parte 2 do documentário Heart of the Matter veremos porque 75% das pessoas que usam estatinas para baixar o colesterol o fazem sem necessidade. http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/11/colesterol-ix-documentario-australiano.html

    ResponderExcluir
  62. Fabio Ricardo Silva17 de novembro de 2013 18:23

    é , concordo com vc também!!

    ResponderExcluir
  63. Dr Waltson
    Triste é ver as pessoas cada vez mais obesas
    Triste e saber do mercado lucrativo de estatinas, stents e proteses
    Triste são pessoas que não questionam, se não fossem pelos Dr Soutos do passado, os médicos ainda hoje aprenderiam anatomia em porcos.

    ResponderExcluir
  64. Muito interessante. Parece que ela está numa crescente experiência da realidade. O próximo passo, penso, será descobrir que não é necessário controlar os nascimentos das pessoas para proteger o meio ambiente.

    ResponderExcluir
  65. Não sei!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 17/11/2013 11:56, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  66. Que legal, Teresa!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 17/11/2013 12:20, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  67. Sensacional. Esse relato merecia ser publicado.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 17/11/2013 20:30, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  68. Sinta-se à vontade caso queira publicar. ;)

    ResponderExcluir
  69. Você tem os artigos científicos que corroboram suas colocações?
    Sem eles você vai ficar muito desacreditado aqui. Elementar meu caro Waltson.

    ResponderExcluir
  70. Quer mandar fotos? soutopaleo@gmail.com

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 17/11/2013 20:35, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  71. vou perder a vergonha primeiro, mas mando, sim.

    ResponderExcluir
  72. Muito obrigado pela resposta, já consegui entender melhor todo este processo.
    Lendo todos os posts e comentários, fiquei preocupado em relação da ferritina e a relação entre Omega 3 e Omega 6.

    ResponderExcluir
  73. Sem falar que mães vegetarianas que se entopem de produtos de soja podem gerar filhos homens com "aquilo" pequeno, devido ao fitoestrogênio. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

    ResponderExcluir
  74. Amiga, se souber alguma marca de ração páleo eu agradeço. Estou lutando para emagrecer minhas gatas castradas. Estão aceitando bem gordura e carne e já emagreceram um pouco comendo junto comigo. Mas se tivesse uma ração páleo facilitava minha vida. Um abraço.

    ResponderExcluir
  75. Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  76. Oi Marcelo. A ração é a N&D, da Farmina. Aqui no site podes ler sobre o produto: http://www.farmina.com/?q=pt-br/content/line/natural-delicious-feline Em Porto Alegre, podes ligar para o Luciano, da Linck Rações: 84780562, e ee entrega em casa. Para gatos há 3 sabores e para cães, infelizmente, 1. Mas as nossas gatas sempre foram difíceis para comer e estão adorando a de Frango com Romã. É uma ração grain free, em regra recomendada para animais alérgicos. Mas os benefícios são totais. Elas perdiam muito peso no calor, agora estão maravilhosas. E uma delas parou de ficar tão gordinha. Boa sorte, mas vale dizer que emagrecer gato é complicado, pq eles têm uma coisa no fígado, que pode dar problema. Vai de N&D e médico, né?

    ResponderExcluir
  77. Como já disse dias atrás, considero criminoso um médico defender vegetarianismo. Pode ter em segredo uma tremenda atração por crianças, mas... não precisa ficar se gabando disso, sua anta!!!

    ResponderExcluir
  78. CRN = FDA????? Acredita mesmo nisso? Você por acaso é nutricionista? OK, o CRN diz que é possível uma dieta vegetariana saudável. Sim,,, deve ser, Afinal há uma porção de herbívoros desse modelo e alguns deles devem ser saudáveis. Mas, tem que passar a vida pensando no que vão comer daqui a duas horas, o que podem misturar no prato para não prejudicar a absorção de outros nutrientes, lavar mal suas frutas e verduras porque a sua contaminação é a única fonte de B12, etc. São um pé no saco quando junto com pessoas normais,.. dá para ficar horas escrevendo o quanto os membros dessa seitazinha são prejudiciais.

    ResponderExcluir
  79. Dr. Bom dia!
    Minha cunhada tem esclerose Múltipla, o estilo Páleo/LowCarb, seria bom pra ela?

    ResponderExcluir
  80. Seria maravilhoso
    http://vidaprimal.wordpress.com/2012/04/30/revertendo-a-esclerose-multipla-com-a-dieta/
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    [image: Disqus] Settings
    A new comment was posted on Dieta Low-Carb e Paleolítica ------------------------------ *Amanda Dias*
    Dr. Bom dia!
    Minha cunhada tem esclerose Múltipla, o estilo Páleo/LowCarb, seria bom pra ela?

    8:03 a.m., Monday Nov. 18
    * Reply to Amanda Dias * Moderate this comment by email

    Email address: *amandinhasdlinda@hotmail.com* | IP address: 177.157.33.49

    Reply to this email with “Delete”, “Approve”, or “Spam”, or moderate from the *Disqus moderation panel*.


    ------------------------------

    You're receiving this message because you're signed up to receive notifications about activity on threads authored by jcsouto.

    You can unsubscribe from emails about activity on threads authored by jcsouto by replying to this email with "unsubscribe" or reduce the rate with which these emails are sent by adjusting your notification settings.

    [image: Disqus]

    ResponderExcluir
  81. Tenho sempre muito medo de expressar minha opinião sobre o assunto. Acho sinceramente que o veganismo é o fundo do poço do niilismo. É como se parássemos de respirar para diminuir a emissão de CO2.

    ResponderExcluir
  82. Olá Dr., não sei o que aconteceu, mas meu comentário não aparece mais aqui, não sei se foi apagado ou foi problema de conexão.

    Então vou mandar novamente as minhas questões:
    Estou feliz com a paleo, mesmo que eu não siga um modelo tão "paleo" assim... os resultados vieram... mas algumas dúvidas me intrigam... Gostaria que o senhor analisasse estes links:

    Neste primeiro, fala sobre o suposto aumento igualmente proporcional de insulina em caso de ingestão de hidratos de carbono ou proteínas, tais como ovos, peixes e carnes, além da influência dos laticínios na dieta. segue o link:
    http://www.fat-new-world.com/2011/05/o-indice-glicemico-e-secrecao-de.html

    Neste outro, fala sobre os malefícios do uso de suplementos - no caso, o whey - que atrapalha a dieta LCHF/ Páleo:

    http://thepaleodiet.blogspot.pt/2010/05/paleo-diet-q-whey-protein.html


    Obrigado pela atenção. :-)

    ResponderExcluir
  83. procurei na internet sobre essa minha dúvida e só achei matérias em sites de produtores de café e nutricionistas dando orelhadas sem apresentar qualquer pesquisa ou explicação sobre a mecânica do organismo que gera tal fato:
    café após as refeições diminui ou dificulta a absorção de nutrientes?
    Dr. Souto, sabe algo sobre o tema?

    ResponderExcluir
  84. também procurei no "google acadêmico" e nada...

    ResponderExcluir
  85. Obrigado Katarina. As minhas também perdem pelo em quantidade. Ainda bem que são boas de boca, dou coração, rim, fígado e carne de boi e suína cozida. O problema é que uma gosta de frango, a outra de carne bovina, uma de rim, a outra de coração... Affff! Gato é gato! Manda no dono! Mas dando iscas de miúdos elas já perderam algumas gramas... Vou ver se consigo a ração sugerida.Obrigado pela dica.

    ResponderExcluir
  86. Vídeo da Palestra sobre LCHF, por José Souto, Rio de Janeiro, novembro/2013

    http://paleodiario.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  87. Oi gente.

    Muitas diferenças e muitas igualdades.

    Todos queremos ser saudáveis.

    Sou vegetariana a 20 anos, não vegan, portanto como ovos e derivados do leite.

    Nunca adoeci nesse tempo todo.

    Apesar de estar com o peso errado, por comer muito carboidrato, minha saúde está perfeita.

    Faço exames completos todos os anos e está tudo em ordem.

    Agora estou comendo mais proteína do que carboidrato e estou emagrecendo bem rápido.

    Realmente a fome fica menor e a ansiedade diminuiu muito.

    Esse blog, apesar de não ser vegetariano foi muito importante para mim.

    Nele descobri que comia muito carboidrato e isso estava afetando minha saúde.

    Sou grata ao Dr.José Carlos Souto por disponibilizar seu tempo para nos doar informações.

    Portanto não vejo problema nenhum em pessoas que comem carne ou não.

    Cada um deve sentir seu corpo e ser feliz.

    Chega de palavras rudes..o mundo já tem muita guerra e precisamos de paz.

    Que tal começar respeitando a individualidade?

    Abraços



    http://emagrecimentomy.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  88. Pode tomar à vontade, não tem nenhum impacto negativo

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 12:31, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  89. Concordo plenamente

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 14:27, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  90. Comer carne é uma necessidade. Até lembrei de Allan Kardec (pergunta 723 do Livro dos Espíritos). Não tô falando em fazer desse assunto uma questão de religião, mas quero dizer que mesmo do ponto de vista filosófico, temos uma demonstração dessa necessidade de carne:

    723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da
    Natureza?
    “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do
    contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um
    dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do
    trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua
    organização.”

    ResponderExcluir
  91. Será que vem coisa boa? Ou será que vão tentar aterrorizar mais a população para que tomem estatinas religiosamente?


    http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cientistas-criam-forma-mais-precisa-de-detectar-niveis-de-colesterol-ruim

    ResponderExcluir
  92. O Johns Hopkins introduziu a dieta cetogênica, e sai muita coisa boa de la. Aguardemos..

    ResponderExcluir
  93. Estou receoso porque ontem foi publicada uma nova diretriz elaborada pela Associação Americana do Coração e pelo Colégio Americano de Cardiologia sobre a eliminação de limites específicos de colesterol LDL. Agora todo médico é orientado a reduzir o LDL dos seus pacientes em 50%, não importa qual seja o valor inicial.

    Na minha leiga opinião, isso muda o público-alvo das estatinas de 25% das pessoas acima de 45 anos para 100% .

    Melhor investimento hoje é comprar ações da Pfizer.

    ResponderExcluir
  94. O legal é que as diretrizes brasileiras ficaram ridículas. Aqui, o alvo passou para 70, e lá eles acabaram com alvos pois disseram que isso não é baseado em evidências :-)

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 18:50, "Disqus" escreveu:

    [image: Disqus] Settings
    A new comment was posted on Dieta Low-Carb e Paleolítica ------------------------------ *Luiz S*
    Estou receoso porque ontem foi publicada uma nova diretriz elaborada pela Associação Americana do Coração e pelo Colégio Americano de Cardiologia sobre a eliminação de limites específicos de colesterol LDL. Agora todo médico é orientado a reduzir o LDL dos seus pacientes em 50%, não importa qual seja o valor inicial.

    Na minha leiga opinião, isso muda o público-alvo das estatinas de 25% das pessoas acima de 45 anos para 100% .

    Melhor investimento hoje é comprar ações da Pfizer.

    4:49 p.m., Monday Nov. 18
    * Reply to Luiz S *
    Moderate this comment by email

    Email address: *bangelomeg@bol.com.br* | IP address: 189.34.143.187

    Reply to this email with “Delete”, “Approve”, or “Spam”, or moderate from the *Disqus moderation panel*.


    Luiz S’s comment is in reply to *Arthur Gumz*:
    O Johns Hopkins introduziu a dieta cetogênica, e sai muita coisa boa de la. Aguardemos..

    Read more ------------------------------

    You're receiving this message because you're signed up to receive notifications about activity on threads authored by jcsouto.

    You can unsubscribe from emails about activity on threads authored by jcsouto by replying to this email with "unsubscribe" or reduce the rate with which these emails are sent by adjusting your notification settings.

    [image: Disqus]

    ResponderExcluir
  95. O Brasil imita diretrizes ultrapassadas, e quando vai "inovar" inventa coisa pior que a original. Como que pode?

    ResponderExcluir
  96. Mas to achando 70 até um meta boa. Se a meta das associações médicas americanas agora é 50% do valor inicial, o indivíduo que tem LDL 120 será induzido a reduzir para 60. A reportagem diz: "no Brasil, os doentes tendem a receber doses inferiores às ideais."
    Ainda bem! Sorte nossa, azar dos americanos. Mas isso ainda será copiado por aqui.

    Outra ponto que me chamou a atenção na reportagem é que eles afirmaram: "Já está comprovado que, a cada redução de 80 miligramas de LDL, diminui em 52% o risco de infarto e em 42% o de derrame."

    ResponderExcluir
  97. Ateh quando zerar o LDL da pessoa, o risco via ser zero pois ela ja morreu! rsrsrs

    ResponderExcluir
  98. :-)

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 21:37, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  99. sou Fã do blog, mas meus comentários estão sendo apagados... algum motivo?

    ResponderExcluir
  100. Ultimo post seu que aparece eh de 7 dias atrás (tirando esse daqui). Não sei se eh bug ou outra coisa do gênero...

    ResponderExcluir
  101. Acho que a Cinthia quis dizer que são iguais no sentido negativo da coisa, criticando-os... não?

    ResponderExcluir
  102. Deve ser isso... Mas já que está aqui, você saberia me informar se o consumo de café forte, duas a três vezes ao dia, resultaria na maior resistência a insulina e picos da mesma(com adoçante stevia).

    ResponderExcluir
  103. Café não atrapalha em nada

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 23:40, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  104. Ayowa Aromas Da Terra19 de novembro de 2013 12:06

    Ola amigos meu nome Eugenio carlos estou indo para segunda semana da dieta , mas estou me sentindo meio aereo,sei que estou sem fome mas parece um sensacao estranha na cabeça rss,se fosse a algum tempo acho que me enchia de doce s e sandubas,alguem pode me dar uma ajuda?
    gratidao.

    ResponderExcluir
  105. Aumenta sal e água, se reduziu bastante os carbs!

    ResponderExcluir
  106. Ayowa Aromas Da Terra19 de novembro de 2013 13:26

    colocar mas sal na comiga agua estou bebendo muito

    ResponderExcluir
  107. Eu acho que um dos maiores erros dos radicais, sejam nutricionistas ou veganos, é insistir que somos todos iguais.
    Cada ser humano é único em peso, altura, composição corporal, hábitos... Dizer que todos se dão bem com ou sem carne, com X quantidade de carboidratos e/ou gorduras, é uma das maiores idiotices que alguém pode cometer. Sendo alguém que estudou, é quase criminoso, pois pode prejudicar gravemente a saúde de várias pessoas.
    Eu fiquei 6 anos sem comer carne, voltei principalmente porque a minha saúde não estava boa e não tinha como manter financeiramente os suplementos, mas hoje em dia ainda não consigo comer carne vermelha, passo muito mal, meu organismo não digere muito bem. A minha resposta é a mesma para quem tenta me convencer a comer carne vermelha ou a ser vegetariana: meu corpo não responde bem a nenhum desses extremos e só com a experiência descobri isso. Ninguém vai me convencer do contrário, não importa quantos argumentos tenha.
    Além da saúde, também me sentia hipócrita ao viver como vegana, pois inúmeros produtos que utilizamos no dia-a-dia tem composição animal, sem serem usados diretamente na alimentação ou cosméticos. A sensação que eu tinha era de que, somente vivendo numa caverna, eu atingiria o ideal vegano de perfeição. E aí, numa caverna, eu viveria de quê? rs
    Também nunca consegui nos excluirmos da cadeia alimentar. Acho que isso é o lado arrogante do homem em forma de proteção animal. Paramos de comer carne para aumentarmos o consumo de grãos e os animais são ainda mais prejudicados.
    Enfim... acho que ninguém ganha nada com o radicalismo.

    Aproveito pra contar que me rendi definitivamente à dieta Paleo e eliminei 8 quilos em 1 mês e meio. Além de ter melhorado todas as minhas alergias cutâneas e a dor no meu nervo ciático. Não volto mais a comer glúten nem que me paguem pra isso. :)

    ResponderExcluir
  108. Excelente palestra, assisti todo pelo youtube.

    ResponderExcluir
  109. Acabo de saber que um amigo que fazia low carb por vários anos chegou a falecer
    hoje de manhã. Sua causa da morte foi enfarto e doenças coronárias. Estou
    atordoado e confuso sem saber o que fazer!

    ResponderExcluir
  110. putz...Dr, me copiaram...Isso abaixo é um troll

    ResponderExcluir
  111. Parabéns!!! O mérito é todo seu.

    ResponderExcluir
  112. Isso é o melhor que você consegue fazer? Sério?
    Mande estudos e evidências.

    ResponderExcluir
  113. Luiz, já deletei. Não esquenta com isso não! Acontece...

    ResponderExcluir
  114. Você devia estar escrevendo algo que meus clientes não podem saber.
    Comentários contra o dogma low carb são terminantemente proibidos por aqui.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 23:40, "Disqus" escreveu:

    ResponderExcluir
  115. Provavelmente terei que estar tomando estatinas em breve, espero que faça o mesmo!

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 18:50, "Disqus" escreveu:

    [image: Disqus] Settings
    A new comment was posted on Dieta Low-Carb e
    Paleolítica
    ------------------------------
    *Luiz S*

    Estou receoso porque ontem foi publicada uma nova diretriz
    elaborada pela Associação Americana do Coração e pelo Colégio Americano
    de Cardiologia sobre a eliminação de limites específicos de colesterol
    LDL. Agora todo médico é orientado a reduzir o LDL dos seus pacientes em
    50%, não importa qual seja o valor inicial.

    Na minha leiga opinião, isso muda o público-alvo das estatinas de 25% das pessoas acima de 45 anos para 100% .

    Melhor investimento hoje é comprar ações da Pfizer.

    4:49 p.m., Monday Nov. 18
    * Reply to Luiz S *

    Moderate this comment by email

    Email address: *bangelomeg@bol.com.br* | IP address: 189.34.143.187

    Reply to this email with “Delete”, “Approve”, or “Spam”, or moderate
    from the *Disqus moderation panel*.

    Luiz S’s comment is in reply to *Arthur Gumz*:


    O Johns Hopkins introduziu a dieta cetogênica, e sai muita coisa boa de la. Aguardemos..

    Read more
    ------------------------------

    You're receiving this message because you're signed up to receive notifications about activity on threads authored by jcsouto.

    You can unsubscribe from emails about activity on threads authored by
    jcsouto by replying to this email with "unsubscribe" or reduce the rate
    with which these emails are sent by adjusting your notification
    settings.

    [image: Disqus]

    ResponderExcluir
  116. Já pensaste em buscar ajuda médica / psiquiatrica ?
    :-)

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/11/2013 18:50, "Disqus" escreveu:

    [image: Disqus] Settings
    A new comment was posted on Dieta Low-Carb e
    Paleolítica
    ------------------------------
    *Luiz S*





    " As opiniões expressas neste blog não podem substituir as de seu médico."

    Infelizmente há médicos que defendem essa bobagem quase tão fanática e
    irracionalmente quanto nutricionistas veganos. Então, se as opiniões de
    seu médico forem contrárias às expressas nesse blog... troque de
    médico.

    ResponderExcluir
  117. leo, não leve nutricionistas muito a sério. Não merecem...

    ResponderExcluir
  118. Jussara, talvez fosse o caso de fazer um bom curso de culinária...

    ResponderExcluir
  119. Jussara, não necessáriamente triste e raquítico mas, frequentemente, uma péssima companhia ou convidado para refeições com pessoas normais.

    ResponderExcluir
  120. Não entendi, por que eu deveria fazer "um bom curso de culinária?"

    ResponderExcluir
  121. Isso na sua opinião, e opinião cada um tem a sua, a minha é diferente. Não sei o que é ser "normal" para você, e desculpe, não estou interessada em saber.

    ResponderExcluir
  122. Normal, para humanos, é comer como gente, não como coelhos.

    ResponderExcluir
  123. "Cada ser humano é único em peso, altura, composição corporal, hábitos... Dizer que todos se dão bem com ou sem carne, com X quantidade de carboidratos e/ou gorduras, é uma das maiores idiotices que alguém pode cometer. Sendo alguém que estudou, é quase criminoso, pois pode prejudicar gravemente a saúde de várias pessoas."
    Concordo, cada corpo reage de maneira diferente aos vários tipos de alimentos. Querer colocar todos no mesmo saco é ridículo, para dizer o mínimo.

    "A minha resposta é a mesma para quem tenta me convencer a comer carne vermelha ou a ser vegetariana: meu corpo não responde bem a nenhum desses extremos e só com a experiência descobri isso. Ninguém vai me convencer do contrário, não importa quantos argumentos tenha."
    Nunca fui vegetariana, mas faz muitos anos que não como carne de gado nem de porco, e tenho total certeza que não vou voltar a comer. O que funciona para uns não funciona para outros, ou pelo menos não funciona para mim e isso me basta. Então, concordo plenamente com você.

    "Enfim... acho que ninguém ganha nada com o radicalismo."
    Também sou contra o radicalismo, e embora os veganos e vegetarianos levem a fama, os comedores e amantes de carne vermelha também são tão ou mais radicais que eles.

    Parabéns pelos quilos perdidos em tão pouco tempo! :) Eu não senti diferença no peso ao retirar o glúten, mas também não pretendo mais comer.

    ResponderExcluir
  124. Sou vegetariana há 6 anos, e gostaria de deixar o meu depoimento.
    Primeiro, que há uma ENORME diferença entre ser vegetariano, e ser vegan, por isso não entendi a recomendação do texto acima para os vegetarianos e não para os vegans (???). Segundo, que tanto vegetarianos, quanto vegans não se alimentam de CARNE de nenhuma espécie ou "cor"! Se você come carne, mesmo de peixe, você não é nem vegetariano, muito menos vegan.
    Sou ovolactovegetariana, me alimento com derivados animais, inclusive ovos, e posso dizer que nesses 6 anos, NUNCA tive nenhum problema com a minha saúde decorrente de deficiência de qualquer coisa, muito menos me senti prostrada, ou menos capacitada fisicamente.
    Não faço apologia de nenhum tipo, não desrespeito quem come carne, pois cada um tem uma opção de escolha, eu mesma comi carne por 20 anos da minha vida, então jamais seria hipócrita em julgar alguém por comer carne, e muito menos me sentir acima de qualquer pessoa por ser vegetariana por motivos éticos.
    Mas acho que qualquer pessoa que vá falar sobre vegetarianismo, ou veganismo, tem que estar muito informada sobre o assunto, pra não cometer os mesmos enganos que estamos cansados de ver por aí pela simples falta de informação, e acabar na mesmice de nos julgar como errados.
    Existem exageros (certo fanatismo) em tudo, e isso prejudica qualquer defesa de opinião.
    Todo aquele julga está errado, sendo vegetariano, vegan ou carnívoro, pois todos temos o direito de ser felizes como escolhemos, comendo carne ou não.

    ResponderExcluir
  125. Estela, eu não critiquei ninguém, dei apenas dicas para os inúmeros vegetarianos que me escrevem perguntando como fazer low carb e ser vegetariano ao mesmo tempo. Sendo vegano, não vejo muita solução, mas sendo ovo-lacto-vegetariano, como você, dá. E MUITOS dos que me escreveram dizem-se vegetarianos e dizem que comem peixe - são ELES que dizem, não eu. Cada um faz o que quer - apenas tentei ajudar indicando formas de seguir sendo vegetariano e ao mesmo tempo fazer low carb grain-free.

    ResponderExcluir
  126. :D
    http://drpaulomaciel.com.br/623-2/

    ResponderExcluir
  127. O blog http://voraciouseats.com/ já não existe... :(

    ResponderExcluir