O bolinho mais fácil do mundo

Para quem está começando um estilo de vida low carb, lanches podem ser um desafio. A verdade é que, depois de algum tempo com poucos carboidratos, a fome diminui drasticamente, e a necessidade de lanches vai, aos poucos, desaparecendo. Até que, finalmente, nos damos conta de que há muito de hábito na forma com que sentimos necessidade de comer coisas específicas em horários específicos. É muito comum que as pessoas comam lanches no meio da manhã ou no meio da tarde apenas porque, enfim, o lanche está ali, disponível (o MEDO da fome). Uma das experiências mais libertadoras é não levar lanche nenhum e descobrir que, em virtude de sua nova dieta, você simplesmente não sente fome alguma! Que, como todos os carnívoros, você também está equipado com a capacidade de permanecer em jejum sem passar mal, sem hipoglicemia, sem nada disso, apenas porque agora, em virtude de sua insulina mais baixa, tem a capacidade de usar a sua própria gordura como fonte de energia (aliás, é para isso que a gordura existe, não para acumular-se e provocar doenças).

Outras situações em que passa-se por aperto são vôos de longa duração. Já escrevi uma postagem indicando que sempre há alternativas em viagem (inclusive não comer), mas é ótimo estar prevenido.

Como já disse antes, cozinha não é o meu chão. Mas, como a necessidade é a mãe das virtudes, apresento a vocês esta sugestão muito, muito simples – o mínimo denominador comum dos bolinhos – nada pode ser mais fácil.

Ingredientes:

 – 1 ovo

 – Nata (ou manteiga derretida)

 – Coco ralado (NÃO adoçado!!)

 – Fermento

 – Adoçante (não me escrevam sobre adoçantes – já escrevi sobre eles aqui). Eu não perco o sono com adoçantes pois, atualmente, praticamente não os uso mais. Mas, quando uso, é sucralose ou sacarina/ciclamato. Fujo do aspartame. Não gosto do gosto da estévia mas, se gostasse, usaria-a.

Ok, então, como podem ver, nada esotérico, nada que precise ser comprado a preço de ouro em loja de suplementos ou via internet – qualquer boteco tem os ingredientes necessários – e a baixo custo.

Coloque 2 colheres de nata dentro da xícara (pode ser manteiga, mas a quantidade exata você vai ter que descobrir testando. Eu fiz com manteiga e o bolinho cresceu menos, mas ficou com gosto bom):

A quantidade de fermento é essas aí da foto:

Agora, você pega a xícara que já contém a nata/manteiga derretida e enche até a metade com coco ralado, e acrescenta 1 ovo inteiro (sem a casca, por favor), fermento e adoçante a gosto (umas 10 gotas é um bom começo) e mistura BEM com a colher (a consistência fica a de um mingau). Coloque a xícara no microondas por 2:20 minutos (tempo escolhido por motivos puramente estéticos, olhe a simetria do visor digital!):

Para vocês acostumados com cozinha, não tem graça, mas para mim – eu sempre fico fascinado quando dá certo (e sempre dá!):

Para quem, como eu, costumava consumir quindins em grande quantidade na idade das trevas (a.T. – antes de Taubes), poder comer um bolinho fumegante no qual os sabores de coco e gema de ovo se misturam é um privilégio.

Se quiser usar como lanche ou em uma viagem, coloque ainda quente num saquinho, retire o máximo do ar e feche bem – vai conservar toda a umidade e permanecer molhadinho.

A capacidade de saciar a fome deste bolinho é fenomenal. Afinal, é a combinação perfeita de gordura, proteína, e triglicerídeos de cadeia média (do coco) – um verdadeiro bolinho cetogênico