segunda-feira, 24 de março de 2014

A dieta de baixa gordura está morta - 3 - Por que tudo que lhe ensinaram estava errado?

Texto bom demais para deixar de fora dessa série.

Com meus agradecimentos ao Hilton Sousa que, como de hábito, traduziu o texto no mesmo dia em que lhe enviei.

Deu no jornal britânico The Guardian:
The Guardian home



Porque quase tudo o que lhe ensinaram sobre comida ruim está errado

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

por Joanna Blythman


Poderia a ingesta de margarina demais ser ruim para suas faculdades críticas? Os "experts" que tão confiantemente nos aconselhavam a trocar as gorduras saturadas, tais como manteiga, por cremes poliinsaturados, pessoas que presumivelmente praticam o que pregam, de repente ficaram incertos e parecem estar lutando contra uma certa confusão mental para reformular seus discursos.

Na semana passada, coube a um vacilante professor, Jeremy Pearson, da Fundação Britânica de Cardiologia, tentar explicar o motivo pelo qual a mesma ainda aderia à doutrina anti-gordura saturada propagada pela nutrição convencional, quando as evidências estão se acumulando para refutá-la. Após examinar 72 estudos acadêmicos envolvendo mais de 600.000 participantes, o estudo - financiado pela própria fundação - apontou que o consumo de gordura saturada não está associado com risco de doença coronária. Essa avaliação fez eco a uma outra revisão de 2010 que concluía: "não há evidência convincente de que gordura saturada pode causar doença cardíaca".

O grupo de pesquisadores da fundação tampouco encontrou qualquer evidência para a afirmação tradicional dos fabricantes de margarina e apóstolos da saúde governamentais, de que comer gordura poliinsaturada oferece proteção ao coração. De fato, o líder da pesquisa, Dr. Rajiv Chowdhury, falou sobre a necessidade de uma checagem de saúde nas prescrições de alimentação saudável oficiais. "Esses são resultados interessantes que potencialmente estimulam novas linhas de indagação científica e encorajam uma reavaliação das diretrizes nutricionais vigentes", disse ele.

Chowdhury alertou ainda que que a substituição de gorduras saturadas por excesso de carboidratos - tais como pão branco, arroz e batatas - ou por açúcar refinado e sal nas comidas processadas, deveria ser desencorajada. O aconselhamento vigente é "basear suas refeições em comidas ricas em amido", então se você esteve diligentemente seguindo esse evangelho dietético, o conselho do professor é, digamos, perturbador.

Confuso? Começando a se frustrar e a ficar sem paciência? Assim também ficou o apresentador da BBC encarregado de conseguir esclarecimentos da Fundação Britânica de Cardiologia. Sim, Pearson admitiu, "não há evidência suficiente para ser firme sobre as diretrizes [de alimentação saudável]", mas não, as descobertas "não mudam o aconselhamento de que comer gordura demais é danoso ao coração". A redução da gordura saturada, disse ele, era apenas um fator que devemos considerar como parte de uma dieta balanceada e um estilo de vida saudável. Você consegue ouvir um barulho das gotas ao fundo, enquanto a dieta oficialmente recomendada pelo governo se derrete?

É claro, já tivemos um gosto amargo de quão irremediavelmente enganadora a ortodoxia nutricional pode ser. Não muito tempo atrás, nos foi ensinado o "fato" inatacável de que não deveríamos comer mais de 2 ovos por semana, porque eles continham colesterol, capaz de parar o coração - mas essa pérola de conhecimento nutricional teve de ser discretamente apagada da história, quando as pesquisas mostrando que o colesterol dos ovos não têm quase efeito nenhum no colesterol sanguíneo tornou-se óbvia demais para se ignorar.

As consequências dessa restrição geral aos ovos foram inteiramente negativas: produtores de ovos faliram, e a população perdeu um alimento barato, natural e cheio de nutrientes, enquanto encheu suas tigelas de café da manhã com cereais industrialmente processados vendidos em caixas de papelão. Mas esse estrago foi certamente menos grave que o causado pela diretriz de abandonar gorduras saturadas tais como manteiga e banha, e escolher ao invés disso óleos líquidos altamente processados.

Apesar de repetidas tentativas de grupos de defesa da saúde, fio apenas em 2010, quando as diretrizes dietéticas americanas foram alteradas, que os órgãos de saúde pública de ambos os lados do Atlântico admitiram que os processos químicos para endurecer os óleos poliinsaturados das margarinas criavam gorduras trans que entopem artérias.

Fabricantes atualmente reformularam seus cremes vegetais sintéticos, endurecendo-os através de métodos químicos que - eles nos garantem - são mais benignos. Mas através do século XX, à medida que fomos compelidos a abraçar cremes supostamente saudáveis para o coração, essa prescrição nos esteve matando. Aqueles que obedientemente engoliram a pílula amarga, relutantemente trocando a deliciosa manteiga pela triste margarina, ainda estão aguardando pela retratação das autoridades nutricionais. Evangelistas governamentais da dieta vigente certamente não parecem dispostos a admitir humildemente seus erros.

Mas qual lição podemos tirar das histórias dos ovos e das gorduras trans? Certamente provaremos que não conseguimos aprender com nossos erros, se não encararmos outros aspectos das orientações nutricionais bem-estabelecidas, frequentemente repetidas e infinitamente recicladas, com olhos mais críticos. Vamos começar pelas calorias. Afinal de contas, nós todos fomos ensinados que contá-las é a fundação da retidão nutricional; mas está começando a parecer que isso é uma monumental perda de tempo. Lenta e firmemente, os pesquisadores de nutrição estão mudando seu foco para o conceito de "saciedade", isto é, quão bem certas comidas satisfazem nossos apetites. Nesse quesito, proteína e gordura estão emergindo com os dois macronutrientes mais úteis. A ficha já caiu, que passar fome numa dieta de biscoitos e saladas cruas, restrita em calorias, não é resposta para a epidemia de obesidade.

Enquanto a proteína e a gordura aproveitam o brilho da recuperação de seu prestígio nutricional, os carboidratos - a "barriga grande e distendida" do aconselhamento governamental - estão parecendo decididamente problemáticos. Os carboidratos são o ingrediente mais comum representado na descrição visual da dieta recomendada pela Organização Nacional de Saúde, o Prato Coma Bem. Zoë Harcombe, uma expert independente em nutrição, o renomeou desdenhosamente de "Prato Coma Mal" - e agora você pode ver porquê. Afinal de contas, nós alimentamos nossos animais com grãos ricos em amido para engordá-los, então por que o efeito em nós não seria o mesmo? Essa percepção menos favorável dos carboidratos está sendo levantada por testes que mostram que dietas com pouco carboidrato são mais efetivas que dietas com pouca gordura e proteína, em manter um peso corporal saudável.

Quando a gordura era o bicho-papão da nutrição, os efeitos devastadores do açúcar sobre a saúde passaram abaixo do radar. Cole o adesivo "sem gordura" no rótulo, e você consegue vender às pessoas qualquer lixo velho. A religião da "pouca gordura" criou legiões de comidas processadas, produtos com níveis de açúcar elevados, e outros adoçantes igualmente duvidosos, para compensar a inevitável perda de sabor que ocorre quando a gordura é removida. O dogma anti-gordura saturada deu aos fabricantes a desculpa perfeita para nos privar de comidas de verdade que nos sustentaram por séculos, e que agora são pintadas como assassinas, de olho em produtos mais lucrativos, com menos nutrientes, cheios de aditivos e recheios baratos.

Em linha com a controvérsia de que comidas contendo gordura animal são nocivas, também fomos instruídos a restringir nossa ingesta de carne vermelha. Mas fatos cruciais se perderam nesse debate simplista. A evidência epidemiológica fraca que parece incriminar a carne vermelha não separa a carne bem-criada, não-processada, da carne altamente processada em fábricas, que contém um coquetel de aditivos químicos, conservantes e por aí vai (LEIA AQUI). Enquanto isso, nenhuma autoridade governamental se incomodou em nos dizer que carneiro, boi e carne de caça, de animais criados livres com pasto, é uma das maiores fontes de ácido linoléico conjugado (CLA), o micronutriente que reduz nosso risco de câncer, obesidade e diabetes.

Os gurus de dieta governamentais estão há muito tempo engajados numa cruzada pela redução do sal, mas o que fica faltando nesse nobre esforço é a consciência de que sal em excesso é um problema da comida processada. Muito sal é essencial àquele gosto fenomenal da comida processada. Sem sal, e um subconjunto variado de melhoradores químicos de sabor, as comidas processadas seriam expostas por aquilo que são: produtos que perderam o sabor natural e a integridade nutricional. Flocos de milho sem sal, por exemplo, seriam praticamente intragáveis. Ninguém iria querer comprá-los porque veriam que eles são uma pilha de inutilidade nutricional. Mas onde está a evidência de que o sal usado como tempero comum na comida caseira, constitui risco à saúde? SOBRE SAL, LEIA AQUI.

Com o sal, assim como com o açúcar, a saúde pública é muito covarde para encarar as poderosas empresas de comidas processadas e os seus lobistas, traçando uma distinção entre comida caseira feita "do zero" e comida industrial de conveniência.

A frase crucial "evite comida processada" não aparece em qualquer lugar das diretrizes nutricionais governamentais, e ainda assim essa é a maneira mais concisa de resumir em termos práticos o que é bom e saudável de se comer. Até que essa consciência mude o aconselhamento dietético, todas as diretrizes governamentais deveriam vir com uma advertência no mesmo estilo do tabaco: seguir esse conselho nutricional pode danificar seriamente a sua saúde.

Joanna Blythman é autora de "Bad Food Britain" e "What to Eat"

O que é bom e o que não é


  • Ovos: já nos disseram para não comer mais de dois por semana. Agora os ovos parecem ser a comida mais nutritiva que você pode comer, então não há limite para eles.
  • Manteiga: a primeira geração de margarinas se revelou ser causadora de ataques cardíacos, o que torna difícil confiar em qualquer coisa que a indústria da margarina diz. Você está mais seguro com a boa e velha manteiga.
  • Carne vermelha: carne vermelha processada, lotada de aditivos, deve ser evitada. Mas carne de gado criado solto, com pasto, é uma fonte rica de CLA, que reduz nosso risco de câncer, obesidade e diabetes.
  • Sal: comidas processadas estão cheias dele para torná-las palatáveis, mas não há evidência de que sal adicionado em quantidades sensatas na comida caseira, seja um problema de saúde.
  • Açúcar: açúcar e adoçantes em todas as formas deveriam ser reduzidos/evitados. Acostume seu paladar a um gosto menos doce.

82 comentários:

  1. "Acostume seu paladar a um gosto menos doce."
    Devo reconhecer que 7 meses depois do início da jornada eu realmente consigo usar menos adoçante e cortar significativamente refrigerantes. Mas, chegar no nível Yoda (café sem adoçante algum) ainda parece anos-luz de distância...


    Excelente, como sempre! Parabéns e obrigado, Dr. Souto e Hilton!


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  2. Pra mim foi quase 2 anos


    Em 24 de março de 2014 22:50, Disqus escreveu:

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  3. Eu havia lido no mesmo dia da sua tuitada, mas traduzido posso mandar para os amigos.
    É incrível como a grande mídia está finalmente começando a se render aos conceitos da dieta páleo. Tudo o que já pregávamos há anos - e éramos taxados de radicais e inconsequentes - começa a se tornar o padrão, o popular, o stablishment.
    Mas ainda faltam os colégios e associações de cardiologia que, apesar de serem pesadamente financiados pela big pharma e big food, continuam tendo um (desmerecido) prestígio.

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  4. Estranho esse texto colocar todos os carboidratos no mesmo patamar. Outra coisa, fica dando pra entender que muita gordura boa + muita proteína é o supra-sumo da saúde, quando temos frugívoros que tem uma saúde ótima também. entendeu meu ponto?

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  5. Estou vendo uma escalada no tom das inúmeras reportagens sobre o assunto, cada vez mais assertivas em direção à confiabilidade e eficácia da dieta páleo. Já está comprovado cientificamente que páleo é o caminho.


    Ok, muito bom, muito legal, mas...e agora? Qual o próximo passo para a mudança das diretrizes oficiais? É claro que eu fico feliz com estas reportagens, mas novos artigos artigos em jornais e revistas de renome sobre a superioridade da dieta páleo serão, para mim, apenas "chover no molhado".


    Tendo dito isso, a minha esperança é que a imprensa mude um pouco a postura subserviente e alienada com relação às associações de cardiologia e nutrição. Gostaria de vê-los confrontados e tentando explicar a relação promíscua com a big pharma e o total descaso com estudos que mostram que eles estão no caminho completamente errado.


    Acho que este é o próximo passo para a mudança.

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  6. E nem todos os fumantes têm câncer, nem por isso fumar é saudável. Entendeu o meu ponto?


    Os vegetarianos frugívoros são mais saudáveis do que quem segue a dieta ocidental padrão (pizza, fast food, sorvete, etc.). Como diz o Dr. Souto, é como comparar qualquer coisa com um gato morto. Mas daí dizer que ser frugívoro é saudável é forçar a barra.

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  7. Opa! Desculpa Luiz, n vi seu ponto. Esse texto n é traduzido de uma mulher? Não é forçar a barra e também não falei isso como sendo absoluto, mas conheço vários frugívoros que tem a saúde ótima. Entendo que levar a dieta Paleo como sendo a solução para todos os problemas de saúde é o que me preocupa, entendeu?

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  8. Acho que cliquei errado, fui responder no blog e acabei respondendo no seu comentário! Estava comentando sobre o texto mesmo do blog mesmo.

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  9. Se você tiver estudos clínicos e randomizados que desconhecemos comprovando a sua opinião sobre vegetarianismo frugívoro, manda pra gente.

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  10. Sobre frugivoro exatamente não, mas: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130131_vegetarianos_coracao_ac.shtml

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  11. Em relação a doenças cardíacas, estudos de onívoros vs vegetarianos é o que não faltam.

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  12. Sim, eu sei. São estudos retrospectivos e populacionais. Leia este post, acho que vai abrir os seus olhos para estes "estudos científicos":

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/09/o-mais-alto-nivel-de-evidencia.html

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  13. Nem todos. Enfim, eu sei sobre isso o que você mandou, mas nesse mesmo blog vi alguns estudos do mesmo jeito que tá nesse post aí. :)

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  14. Tem dezenas de estudos clínicos e randomizados aqui no blog que provam que carne vermelha e gordura saturada não fazem mal algum ou até fazem bem. Fico no aguardo dos estudos clínicos e randomizados que provam o contrário. Mas, por favor, não poste mais estudos populacionais.

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  15. http://chriskresser.com/why-you-should-think-twice-about-vegetarian-and-vegan-diets
    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/03/2014 01:55, "Disqus" escreveu:

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  16. Victor R Guglielmi25 de março de 2014 08:23

    publiquei no https://www.facebook.com/groups/1424828927759824/

    obrigado

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  17. Nível Yoda rsrsrs
    Qdo tomo café sem nada para adoçar, todos me olham horrorizados, só os mais próximo que acostumaram e até arriscam uns goles.

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  18. Café e chá sem açúcar sempre foi padrão na minha família gaúcha de origem ítalo-russa. Chimarrão idem.
    Mas doces caseiros de frutas....
    BAH!

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  19. É questão de tempo... A ciência não progride porquê os cientistas são convencidos de que estavam errados e precisam rever seus conceitos. Ela progride porquê eles MORREM, e a nova geração já chega com conceitos revistos...

    Eu chuto uns 5-10 anos para as diretrizes mudarem.

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  20. É complicado mesmo. Eu só consegui me livrar dos adoçantes faz umas 2 semanas. Esporadicamente, adoço os meus cremes de abacate com mel - mas sempre em pouca quantidade.

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  21. Então, não é fácil mesmo!


    Thks! :-)


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  22. Hilton,


    Nesse caso, por escolha pessoal, você considera uma pequena quantidade de mel menos pior que o adoçante?
    O mel, com certeza, é mais páleo que o adoçante.


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  23. Nesse caso, creio que é mais fácil pois o costume já vem "de berço"! O problema é "recondicionar" anos e anos (no meu caso, 44 anos) de hiperpalatabilidade.
    Interessante notar como as pessoas são realmente diferentes, enquanto muitos que conheço tem pavor de tentar ("não consigo ficar sem pão" e outros assim) eu não tive dificuldades. Meu problema está na eliminação TOTAL do adoçante.
    É um longo caminho e penso que estou indo bem. Paciência e perseverança.


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  24. O chá, como eu detesto, eu tomo sem açúcar mesmo, quase de uma vez.
    Já o café... eu já tentei mais de uma vez e ainda não consegui! Ouvi "experts" dizendo e li sobre na internet que o café puro e verdadeiro tem um sabor doce por si só mas mesmo eu tendo comprado bons produtos ainda não consegui perceber esse paladar. Chegarei lá!


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  25. Meu problema HOJE é eliminar mesmo o adoçante, como tu. Saí de um 'vício' e entrei no outro. E espero não levar 2 anos. hehe

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  26. Conseguiremos!


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  27. Eu estou muito habituada ao café sem açúcar, e é uma pena que nem sempre tenho acesso a um de qualidade. Sim, alguns parecem 'doces'.
    Café com canela é delicioso também.

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  28. O "notável" Ancel Keys foi-se em 2004...


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  29. Em pequenas quantidades, como as que como, considero menos pior sim...

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  30. Deve estar cozinhando em um caldeirão de colesterol no inferno :-D

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  31. Eu uso o mel estrategicamente, uma colher antes de dormir... especialmente pq tb estou fazendo uma recarga de carbs paleo/seguros nos dias de musculação, hehe

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  32. Quando tomo café com creme de leite, vai tranquilamente sem açúcar, mas ele puro, só com umas três gotinhas de sucralose, mas eu chego lá, já estou conseguindo tomar açaí sem açúcar!!!

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  33. Opa José! Não adotei a dieta vegetariana por ser melhor nutricionalmente. Conheço esses argumentos, por isso que suplemento. Quando eu era onívoro, tinha os mesmos problemas de deficiência de minerais e acabava suplementando também. Então pra mim é a mesma coisa :)


    E sobre os carboidratos, você vai responder? :)

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  34. uma amiga (comdora de biscoitos integrais, etc) acabou de me enviar a matéria da isto é...ela estava assombrada. rsrsrs


    Ai fomos conversar sobre o tema e alimentação primal.


    Não deu certo...comecei falando das toxinas presentes na alimentação "comum". óleos de sementes, açúcar, etc...
    Ai ela argumentou que na casa dela ela usa açúcar orgânico e arrematou que a avó dela morreu com 93 anos comendo doces.
    Acabei de forma educada com a conversa.
    desisti...as pessoas são aferradas aos hábitos de forma extrema.
    de qualquer forma mandei a matéria do the guardiam por email...rsrsrs pelo menos pra plantar uma mosquinha de dúvida.

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  35. Páleo não é necessariamente low carb - dê uma passeada pelo blog (mas low carb é necessário para pessoas doentes, como obesos e diabéticos). O que eu queria que vc visse no testo do Kresser é o viés do usuário sadio - o fato de que vegetarianos não vivem mais porque não comem carne, e sim porque tem um conjunto de hábitos saudáveis que os definem -> fumam menos, fazem mais exercícios, não comem tanta comida processada, fazem Yoga, etc, etc.


    Em 25 de março de 2014 10:29, Disqus escreveu:

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  36. Eu vejo a nova geração nascendo já doutrinada pelo senso comum vigente. Tipo a estória dos macacos com a escada e o balde de água fria.

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  37. Sim, mas a tendência é que sejam cada vez menos doutrinados pelo sistema e mais doutrinados por nós :-) Especialmente se a mídia continuar batendo pesado...

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  38. Dr Souto, sei que não tem muita relação com o post mas gostaria de tirar uma dúvida sobre o tratamento contra H. pylori no qual vou começar. Acredito que posso continuar normalmente com a suplementação de AR(proveniente de banana verde) e a dieta LCHF durante o processo, por favor me corrija caso o contrário. Vi em comentários de posts anteriores que o senhor indicou fazer uso de probioticos antes E depois de usar antibioticos. Ainda é necessário usar antes mesmo depois de um mês e meio de uso contínuo de amido resistente? Após ainda é recomendável, certo? Muito obrigada

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  39. Me parece razoável o emprego de probióticos antes durante e depois, visto que trata-se de antimicrobianos de amplo espectro.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 25/03/2014 13:41, "Disqus" escreveu:

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  40. tenho amigos vegetarianos que seguem a alimentacao paleolítica. A Base da alimentacao sao ovos, iogurte e queijos orgânicos, sempre acompanhados dos carboidratos paleo. Mas nao fazem LowCarb. Eu sou 100% paleo.

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  41. Já tentou com manteiga e/ou óleo de coco? Eu consigo tomar puro, mas não curto, já com a gordura acho bom. Quando tomo café com açúcar (um copinho de 50ml, quando vou ao supermercado, acho estranho). Não consigo tomar café nem nenhuma bebida natural com adoçante, acho o sabor ruim; já os refris zero, com mil adoçantes, acidulantes e etc, até que descem bem :D.
    Já tentou também comprar café orgânico? O sabor é beeem diferente.

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  42. Tb achava que seria impossível me livrar do adoçante, mas fui radical e cortei pra ver no que dava e funcionou mto melhor do q imaginava! E eu era viciada no adoçante! Então acho q é possível, não desista! :)

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  43. Hahah. E quando fazem parecer causalidade, acreditam.

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  44. Nas bebidas eu consigo ficar sem adoçante. Mas ainda não consigo achar receitas "doces" (daquelas que usam cacau, ou farinha de amêndoas, etc) sequer palatáveis se não estiverem devidamente doces, hehe

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  45. Verdade! Canela fica ótima!

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  46. Acontece exatamente assim mesmo..

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  47. Já, tentei algumas vezes no meu café matinal com nata e, achei até pior que o puro. Café orgânico ainda não experimentei, vou tentar! Valeu!


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  48. Hahaha, terei que Facebookear

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  49. http://www.overdosedamerica.com/
    Site do Dr. John Abramson, que se especializou em denunciar a big pharma. Ele participou também do Statin Nation e diz que a situação atual é claramente crime organizado. Gostaria que toda a mídia desse mais atenção a ele.

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  50. Falando nisso, olhem essa.. o assunto da tirinha é outro, mas curti o termo "SUBNUTRICIONISTA" pra denominar aqueles que prescrevem a dieta de fome... hehehe :D

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  51. Que tal mandar o estudo do Lustig sobre açúcar pra ela? Sera que ajuda? http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057873

    Mas se ela tiver muita "fé" nessas coisas, nem adianta estudos..

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  52. viram isso?

    http://oglobo.globo.com/saude/risco-de-alzheimer-pode-comecar-no-utero-11987774

    me parece mais uma matéria de desinformação...

    "Estudo sugere que alimentação rica em gordura durante a gravidez pode tornar os filhos mais vulneráveis ao mal

    Pesquisa realizada em camundongos também ligou uma dieta gordurosa durante a infância com problemas no cérebro ligados ao Alzheimer"

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  53. "Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, observaram as reações cerebrais de descendentes de camundongos alimentados com uma dieta gordurosa."



    Camundongos...tsc, tsc, tsc


    E quando deram gordura saturada para um coelho, ele teve arterosclerose.


    Cada espécie no seu quadrado

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  54. Dr Souto, sou nova por aqui, mas já gosto muito do seu blog e da maneira que o senhor esclarece o assunto. Muito obrigada! Agora queria falar um pouco do meu caso: Começei LCHF há tres semanas e meia. Nas duas primeiras eu 'emagreci' um total de 3.6kg depois empaquei. Ok, o importante é que estou me sentindo infinitamente melhor de saúde do que estava antes de começar, vou esperar mais um pouco para ver o que acontece. Gordura boa eu como, adoro, tenho até que ficar de olho para não exagerar. Carboidratos ficam sempre entre 20 - 30gr (somente os da saladas/verduras e um pouco do crème de leite). O problema é que sinto que como proteína demais. Eu me esforço para consumir 120 gramas de proteína por dia , (meu peso atual é 86 e quero chegar aos 60kg), mas na maioria dos dias fico mesmo nas 100 gramas e mesmo assim sinto que é demais. Antes de começar eu tinha sido quase vegetariana (somente peixe e frango esporadicamente) por mais ou menos 20 anos! Acredito que seja este o motivo. Gostaria de saber se o senhor pode me ajudar a esclarecer alguns pontos: Será que posso consumir menos proteina do que os 2gr por kg de peso que quero ter, sem prejudicar a saúde,?Essa regra é válida tando para homens quanto para mulheres? Ainda nao comecei a fazer musculação, sera que estou, então comendo muita proteina realmente? Sera que é por isso que parei de emagrecer? Adoro a saciedade que a dieta me proporciona, sera que se diminuir as proteinas eu vou passer a ter mais fome? Sei que posso aumentar as gorduras, mas acho que ja consumo uma quantidade bem boa! Ficarei muito grata se o senhor, ou os outros colaboradores do blog puderem me dar uma luz!! Obrigada!

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  55. Sonia,

    Os dois posts a seguir podem lhe interessar:
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html
    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2014/01/reflexoes-sobre-postagem-anterior.html



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  56. Sonia,


    Brad Pilon, autor do 'How much protein' e do 'eat stop eat' afirma com base em inumeros estudos homologados que um consumo de 1g / kg de massa magra / dia é suficiente,

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  57. Vinícius Petrolli26 de março de 2014 11:59

    Meu nome é Vinicius, tenho 34 anos. Comecei a dieta paleo low carb há pouco mais de 1 mês, de forma relativamente rigorosa. Os alimentos mais "processados" que como são sardinha em lata e olhe lá. Cortei frutas doces no inicio e como frutas somente apos as refeições. Muita salada, hortaliças. Praticamente ZERO carboidrato proveniente da alimentação convencional (arroz, batatas, massas), somente batata doce após exercícios desgastantes (jogo futebol e corro as vezes). Parei com leite, mas mantive o queijo.
    O que me levou a fazer a dieta foi a questão de procurar hábitos saudáveis, um maior bem estar como pessoa e melhorar meu quadro de rinite/sinusite cronica. Não tive a intenção de emagrecer.
    Eu tenho 1.72m, pesava antes da dieta 70kg, me sentia sempre muito inchado e cansado. Sentia uma melhora no meu bem estar geral somente após uma corrida ou partida de futebol. Ja tinha minha barriguinha formada, comia muito pão, doces e as vezes cerveja. Eu já evitava massas antes da dieta pois não me sentia bem comendo.
    Após 2 semanas de dieta, perdi 5kg (sem passar fome). Meu bem estar após as refeições e durante o dia melhorou incrivelmente. Meu ânimo no dia a dia melhorou demais. A qualidade da digestão dos alimentos (mesmo comendo muita carne) melhorou muito. Mesmo após comer 5 ou 6 pedaços de carne em um churrasco, me sinto muito bem, ao contrário de antigamente, quando comia um churrasco (alem de massa, arroz, maionese, etc) e tinha uma digestão terrível, sonolência, cansaço, etc. Aliás o sono durante o dia praticamente não existe mais (sentia a necessidade de dormir depois do almoço). Agora tenho idéias, quero colocar em prática, me sinto animado e motivado, antes eu andava me arrastando, sempre muito ansioso e ressabiado. Essas melhoras psicológicas precisam de mais tempo de analise para saber se a origem da melhora está diretamente associada a dieta, ou se é apenas uma "faceirice" devido aos bons resultados físicos da dieta. Mas o fato é que eu me sinto muito melhor.
    Minha barriga de trigo se reduziu para praticamente zero. Não me sinto mais inchado como antes. Não sinto a necessidade de fazer tanto exercício como antes para me sentir melhor.
    Quando fechar 2 meses de dieta vou fazer exames de rotina para saber como está o colesterol, triglicerídeos, etc.
    Enfim este é o meu relato. Recomendo a dieta, mas também acho que cada caso é um caso, e cada um deve adequar a dieta ao seu perfil de vida e de acordo com as suas condições, pois a dieta exige muita disciplina e dedicação.

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  58. Vinícius Petrolli26 de março de 2014 13:12

    Apenas complementando, também faz parte da minha dieta castanhas em geral, especialmente a castanha do pará. Depois que cheguei aos 64kg, retomei alguns alimentos, tipo frutas mais doces, batata doce e aipim, e estou regulando o peso em torno de 65kg. O melhor da dieta ao meu ver é a readequação alimentar, deixado de lado os alimentos processados e porcarias em geral, além de me sentir mais leve (apesar de comer muita carne vermelha e gordura saturada.. quem diria..)
    Quando eu fizer meus exames, vou postar aqui os valores encontrados.

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  59. André, muito obrigada! Os dois posts me ajudaram muito. Fiquei mais tranquilha, especialmente depois de ler o seguinte:
    'Não há necessidade de complicar com fases, regras detalhadas, etc. aquilo que, no fundo, é simples....'

    Vou continuar de uma maneira mais intuitiva e observar.
    Valeu!

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  60. Henrique, muito obrigada! Isso era o que eu precisava saber! Me ajudou muito, muito mesmo!! Tenho certeza que o meu consumo de proteina esta acima do que ele recomenda. Estou mais tranquilha! Obrigada!

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  61. No caso "psicológico" o mais provável é que você está livre dos efeitos malévolos do trigo. Creio que todos passamos por isso.
    No meu caso, rinite, sinusite e enxaqueca desapareceram!
    Parabéns por abandonar o "lado negro da força"!


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  62. Vinícius Petrolli26 de março de 2014 16:23

    Pois é, eu imagino que possa ter algo a ver com o trigo, mas quando falamos de psicologia, existem vários tabus a serem superados, inclusive de minha parte, apesar de eu me considerar "cabeça aberta" e já ter feito muita terapia.
    Mas vamos seguir em frente. Acho que para mim a dieta é boa pois gosto muito de carne e não me importo em comer hortaliças e frutas (banana é quase um chocolate para mim agora). Já minha esposa está com dificuldade de fazer. É muito apegada à alimentação convencional, e ela não gosta muito de carne vermelha.

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  63. "Já minha esposa está com dificuldade de fazer. É muito apegada à alimentação convencional, e ela não gosta muito de carne vermelha."


    Aqui também!


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  64. Sério Luiz? Estou chocada com essa infromação sobre a tradução!!!

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  65. Eu tive um "efeito colateral". Estou desde julho neste estilo paleo low-carb, com algumas quedas principalmente nos fins de semana. Meu sono está alterado. Acordo várias vezes durante a noite, coisa que nunca me aconteceu, e de manhã também desperto mais cedo.

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  66. Vinícius Petrolli26 de março de 2014 17:37

    olha Ilca, eu não posso reclamar do meu sono. Sempre durmi muito bem. O que você quer dizer com "quedas"? Quer dizer abrir exceções no cardápio? Você está a tempo na dieta. Não sei dizer o quando influencia comer doces uma vez ou outra, mas acho que a questão do sono pode ser influenciada por diversos aspectos de nossa vida, não somente a alimentação. Sobre as exceções no cardápio, eu sigo a risca o cardápio paleo low carb, inclusive nos finais de semana. Como meu objetivo não é perder peso, eu como frutas a vontade, mas evito come-las em jejum (isso faz uma grande diferença pra mim).

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  67. Dr. Souto, caso não tenha visto, segue o link do guia definitivo do Mark Sisson sobre amido resistente: http://www.marksdailyapple.com/the-definitive-guide-to-resistant-starch/#ixzz2x6uIHmll

    Achei o seu mais completo. Segue para análise.

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  68. Andrei Rocha de Almeida26 de março de 2014 20:31

    Estou cada vez mais perplexo com alguns médicos. Hoje um amigo meu que pratica natação de alto desempenho, 38 anos, magro, pressão baixa, alimentação normal, triglicérides 120, HDL 75, glicose 89, comentou que a médica dele receitou Lipstat por que o colesterol total dele estava em 250. Ela nem falou em dieta...

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  69. Com a dieta ele não cumpre a meta de estatinas receitadas do mês pra receber a "comissão", né...

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  70. Andrei Rocha de Almeida26 de março de 2014 20:52

    Na verdade acho que nem dieta ele precisa. Mas recomendei ele diminuir açúcares e processados. Quem sabe mais um seguidor paleo.

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  71. http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Hanlon
    *Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado pela estupidez*


    2014-03-26 20:47 GMT-03:00 Disqus :

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  72. Exato... "escorrego" na sobremesa do fim de semana na casa dos parentes...
    Eu sempre tive um sono muito bom.. e não tive outras alterações na minha vida a não ser começar fazer musculação... li um e-book do Criss Kresser sobre desordes da tireóide e não sei se não é algo neste sentido, porque achei que, com essa alimentação, fosse melhorar a minha queda de cabelo, o que não aconteceu.Tem dias que minhas unhas descascam, desfolham. Meu último exame de sangue foi em setembro... talvez precisasse dar uma conferida novamente.

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  73. Também tenho problema com sono desde que comecei a páleo, vou fazer 7 meses. No começo eu fazia LCHF e foi péssimo, tive insônia, demorava a dormir. Mesmo depois que passei a fazer somente páleo e aumentei a ingesta de carbos para 100g por dia e suplementei com Magnésio, meu sono não é a mesma coisa, ficou leve e ruim. Li comentários no blog do Mark Sisson de pessoas que tiveram melhora no sono suplementando com AR. É minha última esperança. Não tenho nenhuma doença nem problema na tireoide. Meu cabelo também tem caído bastante, mas a minha vitamina D está baixa, já li que pode ter a ver.
    Agora eu suplemento e tento tomar um pouco de sol na hora do almoço, pra ajudar na síntese da vitamina D, e pra ver se meu corpo aprende a distinguir novamente o dia da noite, porque parece que ele esqueceu.

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  74. Acabei de ler o post do Mark Sisson sobre AR... . Encontrei uma fecula de batata, de marca desconhecida. Tomei hoje de meio dia, antes do almoço e sei lá... não é que as 2h já tive que ir ao banheiro!!! Eu nem acreditei... tomara que tenha sido resultado da fécula. Já tentei com banana e com polvilho sem resultados além dos gases. Mas o que achei interessante foram os coments do post dele... voce leu Jussara? Várias pessoas falando que melhoraram o sono e os sonhos. Vou experimentar tomar a fécula antes de dormir para ver se funciona!

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  75. Li ontem os comentários lá, por isso comentei com você. :) Além de relatarem melhora no sono, alguns dizem ter sonhos mais vívidos (disso não preciso, porque me lembro todo dia de pelo menos um sonho).
    Eu estou tomando a fécula pela manhã, mas vou passar a tomar à noite também, pra ver se vira. É horrível dormir pouco e mal.. atrapalha tudo, causa mau humor, indisposição, baixa a imunidade, segura o peso.

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