quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sobre a importância de compreender a magnitude dos riscos absolutos

“Science is the belief in the ignorance of experts" (Richard Feynman)

"People use statistics as a drunken man uses lamp posts—for support, not illumination” (adaptado de Adrew Lang) 

Um leitor cardiologista, que muito me honra ao prestigiar esse blog, fez recentemente uma série de questionamentos e comentários no que diz respeito ao estudo de Framingham (um estudo de coorte iniciado em 1948, que dura até hoje, e que ajudou a definir os fatores de risco cardiovascular), a real utilidade das estatinas (drogas para baixar o colesterol) e o conceito de NNT (número de pessoas que precisam ser tratadas para obter-se determinado desfecho). Comentou ainda sobre o benefício dessas drogas quando se considera o universo de milhões de pessoas que as usam, o que poderia significar milhares ataques cardíacos evitados. Já escrevi sobre isso, em postagens esparsas. Mas vou empreender um esforço para sintetizar meu pensamento atual sobre o tema.

  • Framingham
Já falei um pouco sobre o estudo de Framingham em outra postagem:

Famingham é uma pequena cidade nos EUA. Qual sua importância? Como diz o "portal do coração, do site UOL":

"Cerca de 60 anos atrás, uma cidade dos Estados Unidos, Framingham (estado de Massachusetts), foi selecionada pelo governo americano para ser o local de um estudo cardiovascular. Foram inicialmente recrutados 5.209 residentes saudáveis entre 30-60 anos de idade para uma avaliação clínica e laboratorial intensa. Desde então a cada 2-4 anos, esta população e, atualmente as gerações descendentes, é reavaliada cuidadosamente e acompanhada em relação ao desenvolvimento de doença cardíaca.
O consagrado estudo de Framingham foi o primeiro a demonstrar a importância de alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardíaca e cérebro-vascular (derrame cerebral)."
Este estudo continua até os dias de hoje - já são várias gerações de moradores de Framingham minuciosamente acompanhados.

Por que falar de um estudo de 1948? Porque este foi o estudo que colocou o colesterol na vitrine, digamos assim. Contudo, são artigos científicos já antigos, e a maioria dos médicos atuais apenas leu a respeito deles, mas nunca leu os originais. Eu, ao menos, nunca havia lido. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que há muito mais nuances na relação entre colesterol e risco cardiovascular, mesmo no reverenciado estudo de Framingham, que deu origem a tudo isso.

Eis aqui um artigo publicado pelo próprio grupo do estudo de Framingham, avaliando a relação entre doença cardiovascular e colesterol após 30 anos de seguimento (1987):

Uma das coisas que chama atenção, já na introdução do artigo, é a controvérsia existente sobre o colesterol enquanto marcador de risco cardiovascular (sim, havia controvérsia):


"Nos EUA, estamos prestes a embarcar em um grande programa de rastreamento de colesterol. Indivíduos com mais de 20 anos e colesterol elevado serão encaminhados a seus médicos que serão encorajados a baixar o colesterol para menos de 200 mg/dL. Este programa pode ser considerado controverso, uma vez que alguns estudos epidemiológicos mostraram um aumento da morbidade e mortalidade com níveis mais baixos de colesterol. Além disso, dois grandes ensaios clínicos randomizados que examinaram os efeitos de reduzir o colesterol não mostraram redução na mortalidade geral"

O estudo de Framingham mostrou um aumento do risco cardiovascular em pessoas com menos de 50 anos à medida que o colesterol se elevava. Contudo, isso é apenas parte dos resultados.

1) Não havia correlação entre colesterol e mortalidade geral acima dos 50 anos, e dos 60 em diante, não havia associação nem mesmo entre colesterol e mortalidade cardiovascular:


Isto pode ser visto, por exemplo, neste gráfico retirado do estudo, no qual as curvas de mortalidade das pessoas com diferentes níveis de colesterol se sobrepõem, na faixa entre 56 e 65 anos de idade:

Outro achado surpreendente: 
After age 50 years there is no increased overall mortality with either high or low serum cholesterol levels. There is a direct association between falling cholesterol levels over the first 14 years and mortality over the following 18 years (11% overall and 14% CVD death rate increase per 1 mg/dL per year drop in cholesterol levels).
"Após a idade de 50 anos, não há aumento de mortalidade geral com colesterol alto ou baixo. Há uma associação direta entre níveis decrescentes de colesterol nos primeiros 14 anos e mortalidade nos próximos 18 anos (um aumento de 11% de mortalidade geral e 14% de mortalidade cardiovascular para cada queda anual de 1 mg/dL de colesterol total)"

Vamos enfatizar, caso você não tenha entendido o parágrafo acima: acima de 50 anos, o colesterol não aumenta o risco de morte, e a cada 1mg/dL de QUEDA do colesterol há um AUMENTO de 14% de mortalidade cardiovascular. Por que será que eu NUNCA ouvi isso na minha faculdade? Talvez porque complicaria a narrativa simplista e linear sobre colesterol?

Em 1992, o então diretor do estudo de Framingham, um dos autores do estudo de 1987 citado acima, escreveu um editorial na revista médica Archives of Internal Medicine (Arch Intern Med. 1992 Jul;152(7):1371-2.), no qual se lê o seguinte desabafo:

"Most of what we know about the effects of diet factors, particularly the saturation of fat and cholesterol , on serum lipid parameters derives from metabolic ward-type studies. Alas, such findings, within a cohort studied over time have been disappointing, indeed the findings have been contradictory. For example, in Framingham, Mass, the more saturated fat one ate, the more cholesterol one ate, the more calories one ate, the lower the person’s serum cholesterol."
"(...) Em Framingham, quanto mais gordura saturada uma pessoa comia, quanto mais colesterol uma pessoa comia, quanto mais calorias uma pessoas comia, menor era o seu colesterol"
Só para deixar bem claro, essa citação é do Dr. William Castelli, diretor do estudo de Framingham em 1992, estou apenas reproduzindo. Se quiser saber detalhes sobre os dados a que o Dr. Castelli se refere, clique aqui.

Então, de fato o estudo de Framingham detectou a existência de uma associação entre colesterol e mortalidade cardiovascular. No entanto, a magnitude dessa associação é pequena, menor ainda em mulheres, e desaparece após os 50 anos. Levando-se em conta que a maioria das pessoas desenvolve problemas cardiovasculares após os 50 anos, a importância deste fator de risco parece ter sido, digamos, bastante exagerada. Framingham mostrou ainda que níveis decrescentes de colesterol estão associados com desfechos adversos, e que o consumo de gordura saturada e colesterol na dieta estão inversamente relacionados aos níveis de colesterol no sangue. Bem diferente do que eu aprendi na faculdade. Mas as citações originais estão aí, basta conferir.

E em idosos? Afinal, é nos idosos que ocorre a maior parte dos eventos cardiovasculares e, naturalmente, de mortes. Qual a relação entre colesterol e doença cardiovascular em idosos?

Um estudo, realizado em Honolulu, investigou esta população, e foi publicado em 2001 na prestigiosa revista científica The Lancet:


O resultado surpreendeu os próprios autores:


"Nossos dados reforçam achados prévios de aumento de mortalidade em idosos com colesterol baixo, e mostram que a persistência de colesterol baixo por longo prazo na verdade aumenta o risco de morte. Assim, quanto mais cedo os pacientes começam a ter valores baixos de colesterol, maior o risco de morte"
"Nós não conseguimos explicar nossos resultados. Estes dados lançam dúvidas sobre a justificativa científica para baixar o colesterol para níveis muito baixos."

Alguém poderia dizer que eu escolhi o único estudo que mostra um resultado anômalo. Não, não é o caso. Como vimos, já na introdução do estudo de Framingham, muitas décadas atrás, citava-se a preocupação com "estudos epidemiológicos que mostraram um aumento da morbidade e mortalidade com níveis mais baixos de colesterol." À guisa de exemplo, segue outro estudo em idosos, desta vez focando-se nos níveis de LDL:

Observe que os níveis de mortalidade são maiores nos níveis muito BAIXOS de LDL quando comparados com os muito altos, e a menor mortalidade é em torno de 160 de LDL (lembrando que as diretrizes brasileiras recomendam menos de 130 ou mesmo de 100 mg/dL).

Por fim, outro estudo, realizado no Japão, com uma população de idosos na faixa de 85 anos de idade, também mostrou resultados, digamos, inesperados






A linha mais grossa corresponde às pessoas com colesterol mais BAIXO, e que nitidamente morrem MAIS do que as pessoas com colesterol mais alto (linha fina), que são as que morrem MENOS.

Concluem os autores:
"Our results indicate an association between lower serum TC concentrations and increased all-cause mortality in a community-dwelling, very elderly population. Mortality decreased with the increases in both TC and LDL-C concentrations, after adjustment for various confounding factors. These findings suggest that low TC and low LDL-C may be independent predictors of high mortality in the very elderly."
"Nossos resultados indicam uma associação entre colesterol total mais baixo e aumento em mortalidade por todas as causas em uma população muito idosa. A mortalidade caiu com o aumento em ambos, colesterol total e colesterol LDL, mesmo após o ajuste para variáveis de confusão. Estes achados sugerem que um colesterol total e LDL baixos possam ser preditores independentes de alta mortalidade nas pessoas muito idosas"
Poderíamos citar outros exemplos (a literatura está RECHEADA deles, pois isso é um fato universal, e não uma exceção), mas já deu para ter uma ideia.

E em mulheres? A maioria dos estudos sobre medicamentos para colesterol foram feitos apenas com homens. Já parou para pensar por quê? Um dos motivos é que homens têm maior incidência de doenças cardiovasculares. Mas não é apenas isso. Desde o início, desde as primeiras coortes, ficou claro para os pesquisadores que a relação entre colesterol e doença cardiovascular é ainda mais nebulosa nas mulheres.

O mais recente e influente dos estudos de coorte a demostrar esse fato foi o HUNT-2, um estudo prospectivo norueguês com 52.087 pessoas (DEZ vezes mais do que o estudo de Framingham):

Como já aludi em outra postagem, a conclusão dos autores foi:
Conclusão: nosso estudo fornece uma indicação epidemiológica atualizada de possíveis erros nos algoritmos de risco cardiovascular um muitas diretrizes clínicas. Se nossos achados forem generalizáveis, recomendações clínicas e de saúde pública no que diz respeito aos "perigos" (aspas no original) do colesterol deveriam ser revistas. Isto é especialmente verdadeiro para mulheres, para as quais níveis moderadamente elevados de colesterol (de acordo com os padrões atuais) podem ser não apenas inofensivos, mas até mesmo benéficos.
Veja você mesmo os resultados:

Nitidamente, quanto maior o colesterol, MENOR a mortalidade em mulheres (linha vermelha). Em homens, há uma curva em U, mas nos maiores valores de colesterol (acima de 270) ainda se morre menos do que nos menores (menos de 193).

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  • Estatinas

Este blog se ocupa em explicar os motivos fisiológicos pelos quais uma dieta restrita em carboidratos e focada em alimentos não-refinados parece ser a melhor alternativa para prevenir e reverter patologias crônicas ligadas à dieta ocidental padrão. Então, qual o motivo de eu gastar tantas postagens falando sobre colesterol, que não é meu foco principal? O problema é que as pessoas (paciente E médicos) acabam perdendo a noção dos riscos relativos. O indivíduo deixa de fazer uma abordagem dietética que lhe deixou 30 Kg mais magro, sem diabetes, sem pressão alta, e em condições de praticar atividade física, por medo do colesterol que, na pior das hipóteses, aumentaria seu risco cardiovascular de forma irrisória, como vimos acima (o que seria compensado de longe pela melhoria do restante). Ou seja, a falta de perspectiva e a desinformação levam à magnificação de riscos minúsculos, ao mesmo tempo que se ignora riscos óbvios, muito maiores. Em outras palavras, estamos enterrando muitos obesos, diabéticos, sedentários e hipertensos com exames PERFEITOS, que viveram suas abreviadas vidas sob a ilusão de segurança fornecida por seus números baixos no laboratório, porém cegos no que diz respeito à sua circunferência abdominal. Como me disse um amigo médico: "meus números estão prefeitos, mas são todos comprados".

Aliás, é bom salientar que 75% dos ataques cardíacos ocorrem em pessoas com colesterol BAIXO (LDL < 130) e que 50% ocorrem com LDL ideal (abaixo de 100). Não acredita em mim? Veja você mesmo: Am Heart J. 2009 Jan;157(1):111-117:



No pé da página 113, continuando na página 114, se lê o seguinte:


"Half the patients hospitalized with CAD [coronary artery disease] had admission LDL <100 mg/dL (...). Less than one quarter of patients had an admission LDL>130 mg/dL."

Já vimos, acima, que colesterol é um fator/marcador de risco muito ruim para doença cardiovascular. Assim, não deveria ser surpresa que estratégias para baixá-lo com dieta são ineficazes na prevenção de doenças ou morte. Isso já foi discutido em outra postagem.

No entanto, com o advento das drogas para baixar o colesterol, tudo mudou (bem, nem tudo). As drogas baixavam o colesterol com muito maior eficácia, sem a necessidade de mudança de hábitos, e reduziam a mortalidade cardiovascular.

O primeiro estudo a mostrar benefício reduziu em 24% a mortalidade cardiovascular, e estudos subsequentes mostraram redução de 50% da mortalidade. Uau! 50%! Parece que a importância do colesterol finalmente ficou demostrada de forma peremptória, certo? Bem, depende. Vejamos:

1) Baixar o colesterol com dieta não reduz a mortalidade;
2) Baixar o colesterol com drogas que não pertencem à classe das estatinas também não reduz a mortalidade;
3) O único estudo que demostrou benefício de mortalidade geral, inclusive em mulheres, foi com estatinas em pessoas com colesterol BAIXO e com marcador de INFLAMAÇÃO alto (falaremos mais adiante disso, ao falarmos sobre o estudo JUPITER);
4) A magnitude da redução de mortalidade é ínfima.
Ínfima? Como assim?? Você não acabou de falar em redução de mortalidade de 50%?

Sim, falei. 50% de redução na mortalidade. E isso é ínfimo. E eu vou provar.


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  • Sobre risco relativo e risco absoluto
Já expliquei em outra postagem o problema do chamado risco relativo. Embora seja um conceito matematicamente correto, acaba inflando artificialmente os números, dando a falsa impressão de que um risco diminuto é, na verdade, enorme.

Para que você entenda a questão do risco relativo versus risco absoluto, segue um exemplo bem mundano:

Quer saber como DOBRAR, aumentar em 100%, as suas chances de ganhar na Mega-Sena? Basta comprar DOIS bilhetes.

Se uma pessoa comprou 3 bilhetes de Mega-Sena numa semana, e comprou 2 bilhetes na próxima semana, ela reduziu em 33% suas chances de ganhar.

Obviamente, esses números, embora verdadeiros, são ridículos. Por quê? Porque o risco ABSOLUTO de ganhar na Mega-Sena é ridiculamente pequeno. O dobro de algo minúsculo segue sendo minúsculo.

Vamos então usar os riscos absolutos no exemplo acima: a chance de ser sorteado na Mega-Sena comprando um bilhete com 6 dezenas é de 0,000002%. Se a pessoa comprar dois bilhetes, sua chance de ganhar dobra, aumenta em 100%. Vai de 0,000002% para 0,000004%. Em termos relativos, um aumento de 100%. Em termos absolutos, um aumento de 0,000002%!

Uma pessoa que compre 3 bilhetes tem 0,000006% de chance de ser sorteada. Se ela comprar 2 bilhetes, terá 0,000004% de chance. É uma redução de 33% no risco de se tornar milionário. Uma grande redução? 33% a menos de chance!! Em termos RELATIVOS. Em termos ABSOLUTOS, trata-se de uma redução de 0,000002% na sua chance de ganhar. Essa redução de 33% é importante? CLARO QUE NÃO, pois ela se traduz em uma redução de apenas 0,000002% na chance real (ridiculamente pequena) de ganhar.






Imaginemos agora duas armas com lugar para 6 balas. Suponhamos que eu coloque em uma delas 3 balas, e na outra 2. Você precisa escolher uma delas para fazer roleta russa. A chance de levar um tiro na cabeça é 33% menor com uma das armas. Essa redução de 33% é importante? CLARO QUE SIM. Por quê? Porque a o risco ABSOLUTO, nesse caso, é gigante: Você tem 50% de chance de levar um tiro com a arma que tem 3 balas, e 33% de chance com a arma que tem 2 balas. A redução de risco absoluto neste caso é 50% - 33% = 17%.

Entenda: em ambos casos (2 bilhetes ao invés de 3 e 2 balas ao invés de 3) a redução de risco relativo foi a MESMA, 33%. Mas, no primeiro caso, a redução ABSOLUTA foi de 0,000002 pontos percentuais, e no segundo foi de 17 pontos percentuais. E por quê? Porque o risco ABSOLUTO de ser contemplado no concurso da Mega-Sena é ridiculamente pequeno, e o risco ABSOLUTO de ser contemplado com uma bala na cabeça em uma roleta russa é ridiculamente alto.

Qual a mensagem que devemos levar dos exemplos acima?



  1. É necessário saber o RISCO ABSOLUTO de um determinado desfecho (ganhar na Mega-Sena, morrer na roleta russa);
  2. O que importa é EXCLUSIVAMENTE a redução do risco ABSOLUTO do desfecho.

Ano passado, traduzi e postei uma longa palestra do Dr. David Diamond (veja aqui), no qual ele chama atenção para um fato muito interessante. Em 1984, foi publicado o famoso estudo LRC-CPPT, no qual uma droga antiga para redução do colesterol (colestiramina) demonstrou pela primeira vez uma redução no risco de eventos cardiovasculares em relação ao placebo (redução absoluta de 1,6% nos eventos cardiovasculares, mesmo número de mortes nos dois grupos). Trata-se de um caso interessante, por vários motivos:

1) Os autores não escolheram uma população representativa da sociedade em geral. Como de hábito, o objetivo era escolher um grupo com alto risco absoluto de doença cardiovascular, para ter uma chance maior de demonstrar o efeito benéfico da medicação. Assim, foram incluídos apenas pacientes do sexo masculino e com colesterol acima de 300.

2) Se analisarmos apenas o braço placebo do estudo, temos uma chance única de avaliar a história natural de 1900 pessoas com alto risco cardiovascular, observadas por 7,5 anos sem NENHUM tratamento. Quantas pessoas, com colesterol acima de 300, ainda estavam vivas em 7,5 anos, repito, sem nenhum tratamento? 98%. Noventa e oito por cento das pessoas escolhidas a dedo pelos pesquisadores por seu risco cardiovascular muito elevado estavam vivas em 7,5 anos. Ou seja, o risco existe, mas não é nem de longe tão grande quanto se imagina. É preciso ter isso em perspectiva antes de achar que você tem risco de morte iminente porque seu colesterol passou de 200.


Em outra postagem, fiz alusão ao tema do risco absoluto versus risco relativo, e reproduzo aqui:

Em 2003, foi publicado o famoso estudo em que o Lipitor (uma conhecida estatina) provou reduzir em 36% o número de infartos fatais e não-fatais após 3,3 anos de uso. Este estudo foi financiado pela Pfizer. Baseado em estudos como este, todas as pessoas com colesterol "elevado" têm sido orientadas a receber estatinas.

Todos os pacientes tinham pelo menos 3 dos seguintes fatores de risco: sexo masculino (81.1%), idade > 55 anos (84.5%), tabagismo (33.2%), diabetes (24.3%), história de doença coronariana em parentes de primeiro grau (26%), Triglicerídeos:HDL > 6 (14.3%), doença vascular periférica (5.1%), hipertrofia ventricular esquerda (14.4%), AVC prévio (9.8%), anormalidades específicas do ECG, (14.3%), proteinúria/albuminúria (62.4%).

Ou seja, mais uma vez, não estamos falando da população em geral, mas de uma parcela bastante doente, de alto risco.

Quando olhamos os números absolutos, contudo, o que encontramos?

  • De cada 100 pessoas usando placebo, 3 morreram em 3,3 anos
  • De cada 100 pessoas usando Lípitor, 1,9 morreram em 3,3 anos
O número de pessoas vivas no final do estudo foi igual nos dois grupos, já que quem não morreu do coração morreu de outras causas.

Como EU leio esses números?

"Em um grupo de pessoas de alto risco, 100 pessoas precisariam tomar o remédio por 3,3 anos para que uma pessoa não morra de infarto OU não tenha um infarto não-fatal. Mas, mesmo assim, essa pessoa irá morrer, só que de outra coisa, como diabetes ou câncer."

Então é mentira a afirmação de que essa medicação reduz em 36% o risco cardiovascular? O mais incrível é que não, não é mentira. É uma uma forma tendenciosa e enganadora de apresentar os dados, através do uso do risco relativo, escondendo o risco absoluto. Como fazer essa mágica estatística?

É simples: a mortalidade no grupo placebo foi 3%, e no grupo Lípitor foi 1,9%. Embora a forma honesta de relatar este resultado seja dizer que houve uma redução de 3 - 1,9 = 1,1% no RISCO ABSOLUTO, a foma ESPERTA de relatar o resultado é dizer que houve uma redução de 1,9 / 3 = 0,36 = 36%!

Vamos repetir, caso não tenha ficado claro: 1,9% é 36% a menos do que 3%. Assim, a redução de 1,1% entre os tratados e não tratados é uma redução de 36%.

Se você for o anunciante (Pfizer), você dirá isso:



Mas se você ler os dados do estudo original, você dirá, sendo HONESTO, o seguinte:

Se você tiver sérios riscos cardiovasculares, vários dos quais podem ser eliminados com mudanças de estilo de vida (como cigarro, triglicerídeos altos e diabetes tipo 2), e tomar este remédio por 3,3 anos, você terá 1% de chance a menos de ter um infarto OU de morrer do coração, embora você tenha 1% de chance a mais de morrer de diabetes, câncer ou outras causas neste período.

Ou seja, é VERDADE que o uso de estatinas reduz o risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais em pessoas de alto risco. Mas a redução é muito pequena em termos ABSOLUTOS (na maioria dos estudos é algo entre 0,5 a 1%), e não se aplica a todas as pessoas com um colesterol um pouco elevado, e sim a uma população selecionada de pessoas de alto risco, semelhante àquela que foi selecionada no estudo em questão.

E então, surgiu o estudo JUPITER. JUPITER é um acrônimo para “Justification for the Use of Statin in Prevention: An Intervention Trial Evaluating Rosuvastatin”. Esse estudo, publicado em 2008 no New England Journal of Medicine, provocou manchetes mundo a fora, como essas: 


"Estudo: estatinas ajudam pessoas com colesterol NORMAL também".

Pela primeira vez, um estudo científico demonstrava que uma medicação para baixar o colesterol (rosuvastatina) reduzia não apenas a mortalidade cardiovascular, mas também a mortalidade geral. Mais do que isso: beneficiava tanto homens quanto mulheres. O estudo, patrocinando pelo fabricante (AstraZeneca), contou com 18 mil pacientes, e demonstrou uma redução de 54% em ataques cardíacos, 48% menos derrames, 46% menos angioplastias e 20% menos mortes.

Essas são reduções grandes ou pequenas? Se você leu esta postagem com atenção, sua resposta virá na forma de uma pergunta: "qual o risco ABSOLUTO dos eventos, e qual a redução de risco ABSOLUTO"? Veremos, mais abaixo...

Parece que DESSA vez, a importância do colesterol na doença cardiovascular estava definitivamente demonstrada? Só havia um pequeno detalhe: a TOTALIDADE dos pacientes incluídos neste estudo tinha colesterol BAIXO. Como é que é? Isso mesmo. Um dos critérios de inclusão no estudo JUPITER era colesterol-LDL menor do que 130 (o outro era uma proteína-C reativa maior do que 2, um marcador de inflamação).

Eu espero que não tenha escapado ao leitor a ironia: o primeiro e grande estudo que finalmente mostrou que as estatinas salvam vidas (poucas, como veremos abaixo), foi conduzido exclusivamente em pessoas com colesterol BAIXO!!

Como assim? Acontece que as estatinas têm OUTROS efeitos além da redução do colesterol (efeitos "pleitrópicos", no jargão médico). E um desses efeitos é anti-inflamatório. Isso é AMPLAMENTE aceito, e o melhor lugar para ler sobre isso é na própria introdução do estudo JUPITER, que deixa claro que o motivo da realização do estudo é que 3/4 (75%) das pessoas que infartam têm colesterol ABAIXO do recomendado (alguém, novamente, vê a ironia?).

Ok, e qual é a magnitude real, absoluta, dos benefícios da rosuvastatina em pessoas com colesterol normal e inflamação alta (PCR elevada)? Preparados???

  • Número de pessoas que sofreram desfecho desfavorável no grupo placebo: 1.36 a cada 100 pessoas/ano
  • Número de pessoas que sofreram desfecho desfavorável no grupo rosuvastatina: 0,77 a cada 100 pessoas/ano

Ou seja, a redução foi de 1,36% - 0,77% = 0,59%

Pessoal, é menos de 1%. Não estamos falando aqui de riscos da magnitude de uma roleta russa; estamos falando aqui de frações de um ponto percentual. Não se trata de "risco eminente de morrer em breve caso você não comece a tratar imediatamente"; trata-se de ZERO vírgula alguma coisa por cento de risco a menos de morrer, após alguns anos de tratamento, no único estudo que jamais mostrou esse efeito, patrocinado pela indústria (veja aqui porque isso é importante), e exclusivamente em pessoas com colesterol baixo.

Mas este estudo demonstrou uma outra coisa, pouco conhecida pelo público, e que já aparecera em outros estudos de estatinas: houve um aumento na incidência de DIABETES no grupo tratado em relação ao grupo placebo. Esse aumento foi pequeno, é bem verdade, mas o benefício observado também foi!!! Ou seja, não adianta usar o bom senso apenas quando convém (minimizar os efeitos colaterais): a mesma lógica que permitiria dizer "pode usar o remédio, pois menos de 1% das pessoas vão desenvolver diabetes", serve para dizer "para que usar o remédio, se menos de 1% das pessoas irão se beneficiar?". Falaremos um pouco mais sobre isso na próxima seção.

Para tentar fazer mais sentido desses números pequenos (menos de 1%), existe uma ferramenta muito útil, sobre a qual discutiremos a seguir:


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  • NNT

NNT é uma sigla em inglês que significa Number Necessary to Treat - o "Número que Precisaria ser Tratado". O NNT nada mais é o do que isso: quantas pessoas precisam ser tratadas para se obter um desfecho. O desfecho pode ser ser evitar uma morte, evitar uma doença (como um infarto não fatal, por exemplo); mas pode ser também um desfecho ruim, como desenvolver um efeito colateral, ou mesmo uma nova doença em virtude do tratamento.

O NNT tem a grande virtude de transmitir, imediatamente, tanto a médicos como a leigos, a magnitude do efeito levando-se em conta riscos absolutos. Ou seja, ele não se presta à manipulações estatísticas, motivo pelo qual é muito POUCO usado.

Há uma instituição, chamada TheNNT.com, que usa as melhores evidências disponíveis para gerar o NNT para diversas intervenções; um detalhe importante é que esse grupo de médicos não aceita dinheiro de outras fontes, muito menos da indústria, a fim de manter sua independência. Os resultados são apresentados de forma numérica e gráfica.

Vejamos, então, como fica o NNT do uso das estatinas em prevenção primária, ou seja, para tratar pessoas com colesterol alto, mas que não são portadoras de doença cardiovascular atual:

Statin Drugs Given for 5 Years for Heart Disease Prevention (Without Known Heart Disease)


Traduzindo: em uma população que ainda não tenha infartado, usar estatinas por 5 anos:
  • Não salva NENHUMA VIDA
  • Precisa tratar 50 pessoas para produzir um caso de DIABETES
  • Precisa tratar apenas 10 para produzir danos musculares
  • Precisa tratar 268 pessoas para evitar 1 derrame
  • Precisa tratar 60 pessoas para evitar um ataque cardíaco NÃO FATAL
Ok, mas esses resultados são para as pessoas como um todo. Vamos agora adaptar o resultado para uma pessoa específica. Trata-se de uma paciente minha, 42 anos, leitora desse blog, que perdeu 16Kg em poucos meses, está em seu peso ideal, não usa nenhuma medicação, não fuma, pratica atividade física diariamente. Seus exames, no entanto, indicam um colesterol total de 341 e um HDL de 79 (LDL calculado de 241). Pergunto: ela está em grande risco de vida? Ela deveria abandonar imediatamente seu estilo de vida atual e passar a usar estatinas em altas doses? Vejamos:

No formulário abaixo, eu coloquei os dados da minha paciente para calcular o seu risco cardiovascular (morte + infarto) nos próximos 10 anos, de acordo com o estudo de Framingham, a fim de tentar responder a essas perguntas:
 Ok, sabemos agora que essa paciente tem 0,9% de chance de ter um ataque cardíaco ou de morrer nos próximos 10 anos. MENOS DE 1%. Então, qual seria o benefício do uso de estatinas no caso específico da minha paciente??

Uma redução de 0,9% para 0,6% = 0,3%. Do ponto de vista gráfico, eis o que temos:
A barra em vermelha indica o risco de ter um infarto ou morrer nos próximos 10 anos com colesterol de 341 e HDL de 79 na paciente acima. A barra verde seria o risco após usar estatinas diariamente por 10 anos. E a linha amarela seria o benefício conferido pelas estatinas (talvez você precise de uma lupa).

E em termos de NNT, como ficaria a situação?

Vejamos, se nossa paciente com colesterol de 341 e HDL de 79, 42 anos, saudável, passar a usar estatinas todos os dias pelos próximos 10 anos:
  • Sua chance de morrer (mínima) não será alterada;
  • Precisaríamos tratar 465 pacientes iguais a ela para prevenir 1 infarto NÃO-FATAL;
  • Precisaríamos tratar 67 pacientes iguais a ela para causar 1 caso de DIABETES;
  • Precisaríamos tratar 10 pacientes iguais a ela para que uma tivesse dano muscular (lembrando que nossa paciente pratica atividade física diariamente).
E então, o colesterol dela é realmente ruim? O risco dela é realmente elevado? O benefício do tratamento é significativo? Os riscos do tratamento são realmente pequenos?

Veja, isso cabe a ELA decidir, de posse da informação. Acontece que nem ela, nem você, e provavelmente nem 95% dos médicos JAMAIS viu esses números - os riscos ABSOLUTOS. Eu não me preocuparia com um risco menor do que 1% em 10 anos, e definitivamente não acharia importante reduzi-lo em 0,3% com medicação. Mas talvez a minha paciente pense diferente - é uma prerrogativa DELA. Mas para haver liberdade de decisão é imprescindível que haja acesso à informação.  


Ok, mas e se fosse uma situação de maior risco? Digamos, alguém que já teve um infarto (e que, portanto, tem um risco aumentado de ter um segundo evento)? Vejamos:

Statins Given for 5 Years for Heart Disease Prevention (With Known Heart Disease)




Neste caso, teríamos a seguinte situação:

  • Precisaríamos tratar 83 pessoas por 5 anos para salvar uma vida
  • Precisaríamos tratar 39 pessoas por 5 anos para prevenir um ataque cardíaco NÃO-FATAL
  • Precisaríamos tratar 125 pessoas por 5 anos para prevenir um derrame
  • Precisaríamos tratar 50 pessoas por 5 anos para causar 1 caso de DIABETES
  • Precisaríamos tratar 10 pessoas por 5 anos para causar dano muscular em uma delas.
E então, vale a pena? Bem, obviamente vale muito mais a pena do que o primeiro caso. Afinal, o NNT é muito menor, e ao menos é possível salvar alguma vida. Agora, mais uma vez, caberá ao paciente, juntamente com seu médico, discutir a conveniência ou não do emprego dessas drogas, tendo em mente o risco real e absoluto dos desfechos (morte, ataques cardíacos), o benefício real e absoluto do tratamento, e os riscos reais e absolutos de efeitos colaterais. Usar o risco relativo nestes casos é uma tática imoral para induzir pessoas a agir sob a égide do medo.

Sugerir a uma pessoa que um risco inferior a 1% em 10 anos é elevado (deixando-a amedrontada e fazendo-a abandonar seu estilo de vida low carb) é, ao meu ver, desonesto. Da mesma forma, sugerir que a pessoa deverá usar uma estatina, caso contrário estará cometendo um verdadeiro suicídio, quando a redução de risco absoluto é da ordem de 0,3% é, no mínimo, má medicina.


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  • O que são valores normais?
As perguntas simples muitas vezes engendram as repostas mais complicadas, não é mesmo? O que, ou quem, determina o que é um valor normal ou desejável para um exame? Depende.

Na maioria dos casos, os valores de referência para variáveis biológicas são obtidos através da mensuração de voluntários sadios, com o que se obtém uma média e um desvio-padrão, a partir dos quais se estabelece como anormal aqueles valores desviantes.

Em outros casos, o valor anormal é aquele a partir do qual o risco de doença aumenta significativamente (sendo o ponto de corte definido arbitrariamente, em geral por consenso).

No caso do colesterol, no entanto, temos uma situação esquisita. O valor considerado como normal, ou desejável (inferior a 200), é ABAIXO da média (dados do estudo de Framingham):
Observe que a MÉDIA do colesterol das pessoas normais é 220, e que os gráficos das pessoas com doença cardíaca e sem doença cardíaca são quase superponíveis, que o colesterol dos doentes é apenas um pouco mais alto, que há 7 vezes mais pessoas sadias do que doentes, e que de 220 a 300 há, portanto, sete vezes mais pessoas saudáveis do que doentes. Observe ainda que a linha pontilhada continua acima de 460, indicando pessoas com hipercolesterolemia familiar, o que desvia a média para cima.

Como isso é possível?? A única explicação seria a de que o valor médio do colesterol estaria acima do valor a partir do qual o risco cardiovascular aumenta. Mas já vimos que o colesterol é um fator de risco cardiovascular muito ruim. Então, de ondem surgiu a ideia de que o colesterol total normal deve ser abaixo de 200, e de que o LDL deve ser abaixo de 130? Saiu da cabeça de um comitê de experts, em 2004.

Da cabeça dos experts, ou dos estudos científicos? Na verdade, da CABEÇA dos experts. Afinal, nunca houve um estudo prospectivo e randomizado que tenha demostrado que os desfechos cardiovasculares diminuem quando o colesterol é reduzido abaixo desses níveis. Ah, sim, e há o fato de que dos 9 experts do painel de especialistas que definiu estes valores nos EUA, 8 receberam consideráveis somas de dinheiro dos laboratórios (veja aqui).

No gráfico abaixo (com dados da Organização Mundial da Saúde, clique aqui para ampliar), as diferentes linhas mostram mortalidade por diferentes causas, e a linha azul é morte por todas as causas. Observe que a mortalidade aumenta mais com colesterol muito baixo do que muito alto, e que a média de Framingham (220) corresponde ao valor de menor mortalidade, numa faixa que se estende até 240.


Mais uma vez, o leitor deve estar incrédulo. Afinal, todos os laboratórios trazem 200 como valor de referência, sugerindo que quanto mais baixo, melhor; além disso, incontáveis pessoas tomam medicamentos pois seu colesterol total está acima de 200 ou o LDL acima de 130.

Bem, eu não vou pedir que acredite em mim. Vou apenas informar que a Associação Americana de Cardiologia mudou suas diretrizes no final de 2013, e agora são eles mesmos que afirmam isso:

  • Novas diretrizes de colesterol abandonam os alvos de LDL

Segue o texto:
"Não existem mais os valores-alvo de LDL e colesterol não-HDL, especificamente aqueles que determinam que o médico trate pacientes com doença cardiovascular para atingir um LDL de menos de 100 mg/dl ou objetivo opcional de menos de 70 mg/dl. De acordo com o painel de experts, simplesmente não há evidências de ensaios clínicos controlados e randomizados que dêem suporte à idéia de tratar para atingir um valor específico de LDL. Como resultado, as novas diretrizes não fazem recomendação específica de valores de LDL para prevenção primária ou secundária de doença cardiovascular aterosclerótica."
Bom, e por que então as diretrizes brasileiras, também em 2013, recomendaram baixar ainda mais os valores de colesterol total de LDL? Bem, eu não posso responder pelos outros, então deixo este fato para a reflexão do leitor.

Mas a beleza estética dessa frase requer a sua repetição:

  •  "Simplesmente não há evidências de ensaios clínicos controlados e randomizados que dêem suporte à idéia de tratar para atingir um valor específico de LDL." 
Então, é preciso que fique claro que o que foi escrito até aqui não é uma interpretação extravagante dos dados científicos. Foi o próprio painel de experts norte-americanos que, confrontados com o fato de que ficaria mal, frente a toda a predominância da evidência, continuar a defender o indefensável, disse, com todas as letras, como está salientado acima, que:
  1. Não há indicação de tratar com estatinas apenas porque o colesterol total está acima de 200;
  2. Não há indicação de tratar com estatinas apenas porque o colesterol LDL está acima de 130.
Então, quer dizer que a partir de agora as recomendações são de não tratar mais tanta gente desnecessariamente? Não. Pelo contrário. Muito mais gente passará a ser tratada. Como assim?

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  • As novas diretrizes: acertos, incoerências e overtreatment

As novas diretrizes norte-americanas acabaram com a defesa de coisas constrangedoras:

  1. A ideia de que apenas o colesterol acima dos limites seja indicação para tratamento;
  2. A ideia de que se deva medicar com o objetivo de atingir um determinado valor de colesterol;
Duas outras novidades chamam atenção:
  1. Medicações que baixam o colesterol como fibratos, niancina e ezetimibe (Zetia) não são recomendadas por não afetarem os desfecho que realmente importam (mortalidade);
  2. A indicação de tratamento passa a ser uma calculadora de risco cardiovascular: se o risco for acima de 7,5% em 10 anos, haverá indicação de estatinas INDEPENDENTEMENTE DOS VALORES DE COLESTEROL.
Observe, caro leitor, mais essa ironia:
  • As novas diretrizes, nestes dois últimos tópicos, tacitamente admitem a pouca importância do colesterol como fator de risco cardiovascular. Afinal, medicações cuja única função é baixar o colesterol foram banidas das diretrizes, e foram mantidas apenas as estatinas, que têm ações anti-inflamatórias entre outras (pleiotrópicas) - por serem as únicas eficazes;
  • A indicação do tratamento passa a independer dos valores de colesterol, visto que o único estudo que realmente mostrou desfechos favoráveis (com diferença perto de 0,5%, é bem verdade) foi feito em pacientes com colesterol BAIXO e marcadores de INFLAMAÇÃO altos. Mais uma vez, admite-se tacitamente que os efeitos pleiotrópicos das estatinas são os mais importantes.
A nova calculadora de risco, empregada pelas diretrizes, é o grande pomo da discórdia. Ocorre que vários autores respeitados criticaram vigorosamente essa calculadora, pois a mesma superestima o risco cardiovascular

Vejamos então, como fica a situação:
  1. O colesterol é um fator de risco ruim para doença cardiovascular;
  2. Não há evidências de que alguém possa se beneficiar de medicação apenas porque o colesterol está alto;
  3. As evidências de benefício estão atreladas ao risco, isto é, o que importa é o risco cardiovascular e não o colesterol;
  4. Até as diretrizes anteriores, pacientes de risco eram aqueles em que se estimava um risco maior do que 20% em 10 anos
  5. Nas novas diretrizes, o tratamento passou a ser indicado para quem tem risco estimado em mais do que 7,5% em 10 anos
  6. Isso significa tratar MILHÕES de pessoas sem doença cardiovascular e, em muitos casos, com colesterol completamente normal!
Os integrantes do painel de experts responsáveis pelas novas diretrizes pegaram várias coortes diferentes de pacientes e, com o emprego de algoritmos matemáticos complexos, geraram uma calculadora de risco. Esta calculadora de risco, por sua vez, superestima o risco das pessoas. Pesquisadores de Harvard testaram a calculadora em dados de pacientes de 3 grandes estudos prospectivos, o Women's Health Initiative, o Women's Health Study e o Physicians' Health Study. O que eles descobriram foi que a calculadora forneceu valores de risco que eram quase o dobro do risco real

Assim, o resultado final de tudo isso é que a Associação Americana de Cardiologia deixa de passar vergonha ao não ir mais contra a ciência (isto é, deixa de recomendar valores específicos de colesterol), e no entanto encontrou uma fórmula no qual muitos milhões de pessoas a mais passam a ser candidatas ao tratamento medicamentoso devido a resultados matemáticos superestimados, produzidos por uma caixa preta chamada calculadora de risco. Golpe de mestre.

Um dos problemas da calculadora é que o risco cardiovascular vai aumentando com a idade. Assim, quase todas as pessoas com mais de 60 anos teriam indicação de usar estatinas, de acordo com essas novas diretrizes, independentemente do valor de seu colesterol. E isso é bizarro, visto que discutimos, acima, o fato de que, nesta população, níveis mais baixos de colesterol estão associados com AUMENTO do risco de morte. Por outro lado, não se pode perder de vista a MAGNITUDE do efeito das estatinas, com reduções de risco absoluto da ordem de menos de 1%.

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  • Benefício individual versus benefício populacional
Os pesquisadores dessa área não são intelectualmente limitados e, ao contrário da maioria dos médicos e dos pacientes, conhecem e têm noção do fato desolador de que todas essas décadas de estudo e desenvolvimento farmacológico se resumem a um campo de batalha inferior a um ponto percentual na melhora da sobrevida.

Então, como justificar tanto esforço para persuadir as pessoas a baixar seu risco, digamos, de 2,9 para 2,6% em 10 anos?

A justificativa é a seguinte: em prevenção primária (isto é, quando não houve um evento cardiovascular prévio) é necessário tratar 60 pessoas por cinco anos para evitar um ataque cardíaco não-fatal (não se evitam mortes). Mas isso significa que se tratarmos 60 mil pessoas, poderíamos prevenir 1000 infartos. E se tratássemos 600 mil pessoas, poderíamos prevenir 10.000 infartos.

Há alguns problemas com esse raciocínio.
  1. ele desconsidera o fato de que as populações dos ensaios clínicos randomizados são altamente específicas, frequentemente com pessoas de alto risco, predominantemente homens, e normalmente poucos idosos. Ou seja, a extrapolação desses dados para, digamos, mulheres idosas é simplesmente errada e não pode ser feita;
  2.  a maioria das pessoas que está tomando uma estatina imagina que com isso está reduzindo drasticamente o seu risco individual, que imagina ser grande. Estas pessoas não foram informadas de que seu risco individual é provavelmente muito pequeno, e de que a sua chance individual de vir a se beneficiar do uso da droga é ínfimo. Ninguém perguntou se estas pessoas CONCORDAM em se sacrificar, via custo financeiro, inconveniência, e efeitos colaterais, para melhorar uma estatística coletiva. Minha forte impressão é de que a pessoa engole um comprimido com a ilusão de estar protegendo a si mesma de um risco que julga ser grande, através de uma redução de risco que imagina ser de boa magnitude; 
  3. É preciso lembrar que a multiplicação dos números para o coletivo aplica-se também aos RISCOS. Isto é, se tratarmos 600.000 pessoas em prevenção primária com estatinas, poderemos prevenir 10.000 infartos não fatais, possivelmente não evitemos nenhuma morte, mas estaremos provocando 12.000 novos casos de diabetes! Assim, nem mesmo o argumento financeiro se justifica, visto que os casos de diabetes (uma doença crônica e que, por si só, aumenta o risco de morte cardiovascular) geraria um custo potencialmente muito maior do que o custo dos tratamento dos infartos não-fatais. Lembrando que nenhum de nós sairá vivo ao final de nossas vidas, eu gostaria de ser informado pelo meu médico de que o comprimido que estou usando não me fará viver mais, mas tem uma pequena chance de permitir que eu deixe de morrer do coração para morrer de câncer, com a mesma idade.
Me parece claro que o individuo que mais se beneficia, nestas circunstâncias, é o acionista, e não o paciente.


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  • Epílogo

A decisão de tratar ou não, de preocupar-se ou não, passa necessariamente por uma avaliação adequada da MAGNITUDE DO RISCO ABSOLUTO. Eu costumo dizer que o conceito de risco relativo ainda busca por uma situação realmente honesta em que possa ser aplicado.

Quando o foco recai sobre o risco absoluto, só então é possível entender toda a discussão acadêmica em torno do tema colesterol/estatinas; pelo mesmo motivo, não se vê uma discussão acadêmica acalorada sobre tabagismo - a magnitude absoluta do efeito é enorme.

Certa feita, Ben Goldacre, autor do excelente Bad Pharma: How Drug Companies Mislead Doctors and Harm Patients, escreveu uma alegoria da qual gosto muito. Era mais ou menos assim: "se você usar um capacete todos os dias, diminuirá em 80% a chance de morrer devido à queda de um meteorito em sua cabeça." Mesmo que isso seja verdade, e mesmo que 80% seja uma redução fantástica, ninguém andaria por aí com um capacete o dia todo, pois todos sabem que o risco absoluto de ser atingido por um meteorito na cabeça é ridiculamente pequeno.  

Acontece que as reduções de risco absoluto obtidas com certos medicamentos em determinadas circunstâncias são igualmente risíveis. Você, no fundo, pode estar usando o capacete alegórico, na forma de um comprimido, para se proteger de riscos igualmente irrisórios.

Visto sob esse ângulo, o argumento do bem maior aplicado à coletividade também desnuda a sua estranheza: se TODAS as pessoas andassem com capacetes o dia todo, certamente alguma vida, em algum lugar, seria salva ao impedir a morte vinda dos céus na forma de um meteorito. Tal lógica perversa só poderia interessar ao fabricante de capacetes...

Se você leu com cuidado a postagem até aqui, viu que o colesterol tem, de fato, alguma associação com doença cardiovascular, e que as estatinas reduzem, de fato, os eventos cardiovasculares (e, em alguns casos, até mesmo as mortes).

Mas, se você leu com cuidado a postagem até aqui, deve ter percebido que a magnitude dos riscos absolutos e a magnitude absoluta dos benefícios oferecidos pelos medicamentos está, literalmente, na faixa de MENOS DE 1%, para os casos de prevenção primária (na prevenção secundária, os benefícios são maiores). 

Em outras palavras: na história da medicina, creio que nunca se escreveu tanto sobre tão pouco. Nitidamente, a quantidade de atenção devotada ao assunto não é proporcional aos riscos absolutos, e sim à soma de recursos que são movimentados por sua causa.

255 comentários:

  1. Excelente,Dr solto!

    Seria muito proveitoso se você pudesse sugerir aos colegas médicos movimento para revisar as diretrizes vigentes. Essa mudança poderia minimizar de forma importante os percalços do sistema de saúde do país

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  2. Faaala Souto! Show de bola!! Muito bom!!! :D Dps dê uma olhada lá no blog, pois vou começar a contar os "podres" da Educação Física também xD www.rodrigoclaudio.com. Conto com a sua ajuda, grande abraço.

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  3. Douglas Teócrito de Aquino20 de agosto de 2014 06:45

    Dr. Souto para Ministro da Saúde!

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  4. Excelente Dr, meus parabéns por mais esta ótima postagem!

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  5. Excelente artigo. Esclarecedor e ponto de referência sobre o assunto no Brasil. Parabéns, dr. Souto.

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  6. Fantástico !!! É tanta informação que vou imprimir e estudar calmamente hj de noite !!!

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  7. Dr Souto, este post foi simplesmente ESPETACULAR. Me arrisco a dizer que está entre os top 10 do blog. Tenho que repetir o meus exames pois estou com o colesterol alto demais e como combinamos quero me aproximar mais dos 220 que é o ponto ideal da parábola de mortalidade para HOMENS. Mas de qualquer forma, já que estou com 48 anos, é bom saber que mesmo que ele esteja acima de 300, tomar estatina não vai fazer nenhum milagre. Aliás, acho que até prefiro morrer de um improvável ataque cardíaco do que contrair uma diabete. É um remédio a menos e o corpo agradece. Prefiro também continuar magro e me sentir saudável do que voltar a comer comida lixo... Novamente, parabéns pelo blog e por se manter firme nessa luta inglória.

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  8. E olha que nem é o foco dele hein ??? Imagina qdo o cara nos encantar com um livro ?

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  9. Aproveito o ensejo e quero deixar aqui mais uma conquista nesta minha nova vida em lowcarb !

    Ontem descobri que saí da obesidade; meu IMC está em 28,8 ! Desde meus 15 anos eu pesava 100Kg, e só agora, aos 40 anos de idade, consegui pesar menos do que isso !

    Não estou apenas feliz, estou realmente entusiasmado ! Na semana que vem estarei realizando meu tão esperado exame de sangue (3 meses de LCHF) e espero constatar que lowcarb me dará saúde total e não apenas perda de peso (q ñ foi o motivo para adotar a dieta; estou vendo como efeito "colateral").

    A coisa está ganhando tanto volume que esta semana comecei a relatar as minhas descobertas a pedidos de amigos e familiares. Estou fazendo FARTA referência a este blog pq aqui a coisa é explicada em minúcias, detalhes etc. No meu cantinho vou me limitar a apresentar superficialmente os conceitos e o que tenho descoberto lendo tudo que posso sobre o assunto !

    Dr. Souto, quero deixar aqui meu agradecimento por você tornar tão "irrecusável" a adesão a esta dieta (a 1a que fiz na minha vida, e provavelmente a ÚNICA).

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  10. Dr. Souto, eu faço a paleo, mas minha dúvida é: como cuidar de uma pessoa que tem o colesterol alto e tem uma dieta lixo. Preparo as refeições com gordura para todo mundo? Mesmo que a pessoa coma doce como sobremesa? Eu pensava que a gordura era só saudável para quem faz uma dieta lowcarb. Obrigada.

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  11. Dr. Souto, é muita genialidade!!! Que diliça ler um trem desses!!! obrigada!

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  12. Rejane, a gordura é neutra, e o lixo é lixo. É a mesma coisa que perguntar como fazer o cardápio quem fuma. Tanto faz, o cigarro (e o açúcar) vão fazer mal igual...

    Mas concordo que a pessoa que come porcaria talvez devesse comer menos gordura.

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    Em 20/08/2014 11:25, "Disqus" escreveu:

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  13. Parabéns, Roger!

    E agora, quando vierem seus exames, vc já vai ter outra noção sobre os resultados.

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    Em 20/08/2014 11:24, "Disqus" escreveu:

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  14. Estou que nem um muçulmano rezando em direção a Meca! Obrigado Dr. Souto!!!!

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  15. Entendi, obrigada Dr. Souto :=)

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  16. Muito bom, Dr. Souto! Postagem incrível! Parabéns! Abraço!

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  17. Não. Muito exame significa aumento de risco de achar algo "errado", mesmo que a pessoa seja completamente saudável ;-)

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    Em 20/08/2014 12:21, "Disqus" escreveu:

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  18. Muito bom, Dr. Souto realmente tu é fantástico, havia feito uma pergunta ao senhor a dias a trás e esta postagem acabou de vez com todas as duvidas que tinha a respeito de colesterol e estatinas, não tenho palavras para agradecer o serviço que o sr. vem prestando para nos, aficionados por este estilo de vida Lowcarb/Paleo, preciso aumentar meu colesterol o mais rápido possível pois estavam todos dentro dos limites estabelecidos pelas diretrizes. rsrsrsr
    Já estou a 97 dias neste processo e cada vez menos me perdendo com as mazelas do mundo moderno (sorvete e lanches) hoje restritos a cada 10 a 15 dias, tenho 48 anos e neste período já perdi 6,5k de 72k para 65,5k com um ganho considerável de massa muscular.
    Novamente muito obrigado.

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  19. Totalmente diferente dos autores que te fazem acreditar q vc precisa testar TUDO... lembrei do A Dieta da Mente... de como me preocupei com os suplementos ESSENCIAIS.
    Irada a tua forma de aconselhar irmão !!! #soufã

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  20. Máfia e matemática não combinam. Tá aí o Dr. Souto provando isso, excelente aula de estatística e conceito. Lembrei-me de Antoine Lavoisier, não sei porquê! Parabéns Dr. Souto.

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  21. Tô devendo a publicação do teu relato - acho que vou postar logo, precisa algo mais leve depois dessa postagem ;-)


    2014-08-20 14:20 GMT-03:00 Disqus :

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  22. Sensacional. É exatamente isso!

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  23. Dr Souto, apenas por curiosidade: O Senhor já prescreveu estatina para algum paciente seu? Ou seja algum paciente realmente precisou de estatina?

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  24. Postagem excelente e veio a calhar nesse meu momento. Após 1 ano e meio de Paleo, 20kg perdidos. Fiz exames só agora. Resultado: Colesterol 343; HDL 57; LDL 247 e VLDL 39. Triglicerídios 195. Como já acompanho o blog há tempo, não me preocupei com o colesterol, todavia os triglicérios, confesso que me deixaram confuso, pois esperava resultado menor. Nem preciso contar que o Cardiologista criou verdadeiro terrorismo. Tenho vontade de mandar ele ler a presente postagem, mas creio que não vai adiantar....

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  25. As estatinas são obviamente justificáveis apenas para um grupo: o das indústrias farmacêuticas:
    http://www.forbes.com/sites/matthewherper/2013/05/29/as-statins-soar-use-of-other-cholesterol-medicines-declines/

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  26. Dêem uma olhada na 2ª página da V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose e se perguntem como esse documento pode ser isento.
    http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2013/V_Diretriz_Brasileira_de_Dislipidemias.pdf

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  27. Eu tive que imprimir essa postagem! Será meu material pra dar na cara de médico/profissional de saúde que vem me dizer que eu vou morrer com as artérias entupidas comendo tanta gordura e que eu deveria tomar estatinas! Com certeza uma das top 10 desse blog! Parabéns!!!! Você merece ganhar um prêmio científico por mudar a vida de tanta gente pra melhor. ATENÇÃO: Ler esse blog reduz o risco absoluto de sofrer um evento cardiovascular fatal mais do que tomar estatinas!

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  28. Maravilhoso esse post! Dúvida: se a pessoa já é diabética, melhor não tomar estatina MESMO, hein?! Minha mãezinha com sobrepeso, diabética e teimosa (não consegue seguir a dieta à risca, mas diz que tenta) tá lá tomando lípitor... PQP... depois desse post fico mais preocupada ainda!!! Infelizmente não podemos esperar dos outros aquilo que nós fazemos por nós. Enquanto meu pai aderiu e emagreceu 8kg que nem sabia que tinha a mais, minha mãe não consegue ter disciplina. E o médico dizendo a ela que, justamente por ser diabética, ela precisa da estatina. Que se ela não fosse diabética, o colesterol alto dela não o preocuparia. :-(

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  29. "Science class, b*tch!" - Pinkman, Jesse

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  30. Obrigada, Rejane, pela pergunta, e obrigada Dr. Souto, pela resposta. Tive minha dúvida mais cruel do dia a dia sanada aqui. Meu marido ama a paleo que EU FAÇO, porque a gordura que era proibida em casa agora entra rindo e cantarolando... Mas ele continua comendo carboidrato à vera... Porém percebo que com isso ele come menos gordura, então vou parar de me preocupar... cada um com seu cada um, mais ou menos assim... =)

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  31. Boa tarde Dr. Souto e seguidores do blog. Eu presciso da ajuda do Doutor ou quem puder ajudar por favor. Estou fazendo a dieta em tormo de 3 semanas, e desde o comeco me dei bem (nao senti nada de anormal) mas a uns 3 dias, tenho sentindo muita palpitacao (batimentos cardiacos acerelado), pressao no peito e sensacao de falta de ar. O que pode ser? Sera que nao estou consumindo gordura o suficiente?
    Meu cafe da manha de todos os dias e:
    Omelete com 2 ovos, uma c/ uma colher de sopa de nata, com queijos mussarela e cheddar, frito na manteiga e um cafe com oleo de coco e uma colher de nata.
    Almoco depende da fome, as vezes muffins de ovos com queijos, saladas com Carne ou verduras, pao de sementes com queijo, sobra do jantar etc..
    Lanche eu gosto de abacate com um pouco de nata, Coco ralado (bem pouco), pouco de framboesa, raspas de oleo de coco.
    Jantar e Carne com saladas (regada no azeite de oliva) ou verduras, salmao, lazanha de berinjela etc..
    Por favor me ajudem o que posso estar fazendo de errado? Pois eu nao quero deixar de comer dessa forma, pois tenho melhorado muitas coisas que sentia no meu corpo.
    Obrigada
    PS: desculpas a falta de acento, e que moro na Dinamarca e meu computador nao tem acentos em Portugues

    Rode

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  32. Este post realmente é para ser lido com muita calma e tempo, por todos. Os conceitos envolvidos são preciosos demais, não é um simples "hidrato de carbono". E para mim não esta devendo nada, muito pelo contrario.

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  33. Sim

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    Em 20/08/2014 15:23, "Disqus" escreveu:

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  34. Patrícia, como você costuma fazer seu HIIT? tipo quanto segundos intensos para quantos segundos moderados?

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  35. :-)

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    Em 20/08/2014 15:47, "Disqus" escreveu:

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  36. Juliana, pelas novas diretrizes americanas ele tem razão. Diabéticos teriam indicação de estatina por terem risco cardiovascular elevado. Obviamente minha opção seria curar o diabetes com dieta, tornado a estatina dispensável. Mas se a pessoa não segue a dieta, o jeito é usar estatina mesmo, para reduzir o risco (o NNT nesse caso não é tão ruim assim).

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    Em 20/08/2014 16:06, "Disqus" escreveu:

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  37. Obviamente não falta gordura na sua dieta. Não será ansiedade? Síndrome do pânico?

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    Em 20/08/2014 17:27, "Disqus" escreveu:

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  38. Puxa, Dr, obrigada pela resposta! Fico super emputecida com minha mãe... Com o perdão da palavra. Ela fez dois meses certinho e tirou a metiformina que ela toma pela manhã e continuou com a glicose baixa (maluca, tirou por conta!). Depois ela pôs de novo pq falei que isso ela não poderia fazer (tirar o remédio sem orientação médica), mas que possivelmente poderíamos reverter ou melhorar muito com a dieta. Mas ela desanimou pq não emagreceu... Viu eu e meu pai emagrecendo e ela nada de emagrecer e acabou desistindo! Ou seja, o benefício na diabetes apenas não compensa pra ela... Infelizmente cada um é responsável por si. Já fiz minha parte... sigo tentando convencê-la a voltar, mas só depende dela! Triste! :-(

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  39. mais uma postagen espetacular do dr solto

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  40. Dr. Souto, tenho uma dúvida: minha mãe (59 anos) fez retirada de vesícula, tempos depois, teve pancreatite, que por um fio ela não morreu! Passou um mês comendo só batata cozida e peito de frango (nada que contivesse gordura) e o médico alertou-a que não deveria mais preparar alimentos com gordura e nem comer gorduras em geral. Ela toma remédio para não aumentar a glicose do sangue, mas não é diagnosticada como diabética. Minha questão é, para comer menos carbs (para deixar de tomar os remédios para diabetes), teria que consumir mais gorduras (paleo lchf), certo? Pois ela tem picos de tremedeira, fome, que são características de quem faz dieta a base de carbs. No entanto, como ela teve pancreatite, isto a impediria de voltar a consumir comida com gorduras do bem??? Eu agradeço e ficaria feliz por sua resposta! um abraço!

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  41. Que trabalho de pesquisa e síntese fantástico.

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  42. e realmente o doltor solto fes o trabalho ben explicado mostrando o lado bom e o lado ruin da historia,mostrando as pesquisas cientificas e tal ], depois dessa postagen so segue o lado ruin quen quiser

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  43. Andei brincando com os brinquedos do Dr. Souto no Thenmt.com. Fiquei assustado com o resultado da tal calculadora. Pessoal, dos próximos 10 anos não devo passar...quase 1 em 10...huahuahauahua. Vou chantagear minha esposa e ganhar alguns beneficios aqui em casa.

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  44. Amelia Schwarzeluhr20 de agosto de 2014 21:09

    Amigos! Modéstia a parte, a paciente citada de 42 anos, SOU EU!!! Estou famosa no mundo Low Carb!!! E pode ter certeza Dr Souto, você é SENSASIONAL! Obrigada pela minha saúde de volta!

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  45. Dr. Souto, a primeira vez que li sua explicação sobre riscos relativos e absolutos, fiquei extremamente feliz. Foi aí que eu aprendi a distinguir boa ciência de má ciência. Acho genial a forma como você explica tudo, é muito didático com todos esses exemplos. Agora, só preciso aprender a mostrar isso para os profissionais de saúde que me trazem estudos mostrando efeitos maléficos da lchf ou da paleo (que segundo eles é dos ancestrais que eram muito diferentes de nós). Muito obrigado por mais um post com tanto conteúdo, foi a minha aula do dia =)

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  46. :-)

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    Em 20/08/2014 21:41, "Disqus" escreveu:

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  47. Quem puder leia o livro o "A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos" A autora mostra ,entre outras coisas,como os laboratórios gastam bilhões em marketing e muito menos em pesquisa de verdade.

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  48. Andrei Rocha de Almeida20 de agosto de 2014 22:11

    Magnífico Dr. Souto!
    Aí eu pergunto:
    1- Qual seria o NNT para a aspirina (antinflamatorio barato, tbm com efeitos colaterais)?
    2 - Qual o NNT para o complexo B (reduz a homocisteina)?
    3 - Qual o NNT para quem pratica atividades físicas?
    4 - Qual o NNT para quem não come processados ou eh low carb?
    Quem souber, morre...

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  49. Bravíssimo! Estou aqui aplaudindo de pé... Excelente post! Seguramente um dos melhores. Obrigado, Dr. Souto, por dividir este conhecimento conosco.

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  50. Pra dieta mediterrânea é sabidamente melhor do que estatinas.

    A redução da homocisteína com complexo B não reduz os desfechos cardiovasculares.

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    Em 20/08/2014 22:11, "Disqus" escreveu:

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  51. Parabéns Dr. Souto! Cada vez mais fã! Dr. no último mês baixei bastante os carbs,mas não perdi quase nada de peso.Faço musculação três vezes na semana e até deixei o anticoncepcional pra ver se obtenho melhores resultados. Será que estou errando na proporção das gorduras? Seria melhor procurar um nutricionista ou endócrino? Faço low carb desde novembro do ano passado. Obtive uma melhora na saúde, mas não os resultados esperados... desculpe o incômodo, mas estou um pouco confusa...

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  52. Pode ser que vc não esteja fazendo nada errado: http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2012/11/expectativas-versus-realidade.html
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    Em 21/08/2014 01:24, "Disqus" escreveu:

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  53. Obrigado Doutor!

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  54. Experimente correr sem relógio, faça sem regras, naturalmente, assim como a dieta. Conte na sua cabeça mesmo uns 50, 70 quem sabe até 100 metros dependendo da sua capacidade física, faça a toda velocidade, e descanse a vontade, parada ou caminhando, como você preferir, e quando recuperar bem o fôlego, sentir que já consegue dar outro tiro com qualidade, corra. Dica: se tiver como, faça pela manhã em jejum.

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  55. E quanto ao triglicérides e HDL? Nestas pesquisas não temos dados em relação a estes índices?
    Penso que o triglicérides/HDL explicita bem a síndrome metabólica, o principal fator de risco a longo prazo, ao meu ver.

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  56. Nossa, é muita loucura o que a indústria fez... distorcer os dados desse jeito só pra enfiar a todos (principalmente idosos) essas pílulas cheias de efeitos colaterais...
    Dr. pelamordedeus, edita logo seu livro! Ele já tá todo escrito! É preciso levar essas informações pra mais gente! Principalmente aqueles que não leem blogs... tem muita gente querendo se cuidar e nem tem as informações certas (e mesmo com muita informação é difícil por em prática, imagina sem saber que está fazendo errado...)

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  57. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 09:45

    E quanto ao triglicérides e HDL? Nestas pesquisas não temos dados em relação a estes índices?
    Penso que o triglicérides/HDL explicita bem a síndrome metabólica, o principal fator de risco a longo prazo, ao meu ver.

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  58. Sim, é mais importante. Mas isso sempre melhora com low carb. O que faz as pessoas desistirem ou nem tentarem low carb é o mito do colesterol.

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    Em 21/08/2014 09:08, "Disqus" escreveu:

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  59. famosa mesmo!

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  60. Quanto faço, é na bike ergométrica. 30' intensos e 1'' descanso.

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  61. Dr. Souto bom dia,

    Estou completamente atordoado, estava eu lendo a V DIRETRIZ BRASILEIRA DE DISLIPIDEMIAS E PREVENÇÃO

    DA ATEROSCLEROSE, e 2 e 3 pagina já tem uma propaganda de uma sinvastatina Merck, na pagina 9 tem outra propaganda a AstraZeneca e o mais curioso, olha isso,

    Coordenação Geral da Diretriz

    Hermes Toros Xavier

    Maria Cristina de Oliveira Izar

    José Rocha Faria Neto

    Marcelo H. Assad

    Viviane Z. Rocha

    A unica que não tem envolvimento com os laboratórios pelo menos na declaração é a Viviane Z. Rocha o que pode ser observado na pagina 13 e olha o numero da pagina "13", fora isso falam em controle de até pessoas sem risco??? ai fica difícil de acreditar mesmo. A quem quiser comprovar segue novamente o link: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2013/V_Diretriz_Brasileira_de_Dislipidemias.pdf

    Grande Abraço

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  62. Mas olha, é estranho mesmo ter esse nível de triglicerídios com a dieta low carb... se não me engano, li por aqui que esse indicador só aumenta com uma ingestão alta de carboidratos... não é isso, Dr. Souto?

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  63. Desculpe, Alexandre. Agora que li direito, vi que você disse PALEO, e não low carb. Bom, nesse caso acho que realmente você teria que diminuir um pouco os legumes 'starchy', amidos, essas coisas... não é?

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  64. Muito feliz ler um post desses digno de apresentação em congresso internacional de endocrinologista/cardiologia. Parabéns Souto!! Digno de aplausos em pé. A busca da verdade de forma critica, honesta e incansável é o que distingue um verdadeiro cientista!! Você se supera a cada dia!!

    Cordial abraço.

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  65. Obrigado, amigo

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    Em 21/08/2014 12:12, "Disqus" escreveu:

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  66. Sidiclei Rodrigues de Souza21 de agosto de 2014 12:38

    Meu colesterol total é 368, HDL 63 e LDL 294. Utilizei a calculadora de risco cardíaco Framingham e o resultado foi 0,2 % Risco de ataque cardíaco ou morte nos próximos 10 anos... A única coisa que alterei foi o consumo de café "turbinado", antes eram várias vezes ao dia, agora, uma ou duas.

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  67. isso sim é uma dieta paleo bem feita, tb acho que a falta de ar deve ser de outra coisa, pq a alimentação ta mto boa

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  68. Eu costumo sugerir para quem tem colesterol nesses níveis uma cardiotomografia com escore de cálcio coronariano, que é um marcador muito melhor do que os tradicionais. Se vier zerado, é mais uma tranquilidade pra você.

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    Em 21/08/2014 12:38, "Disqus" escreveu:

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  69. Olá Souto!

    Na seção NNT, na primeira tradução, vc coloca:

    Precisa tratar 128 pessoas para evitar 1 derrame



    mas não seriam 268 pessoas, ao invés de 128?

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  70. Tem razão, vou arrumar


    2014-08-21 14:29 GMT-03:00 Disqus :

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  71. Olá Fabio! Poderia me passar o link de tais calculadoras? Não estou conseguindo encontrar! Obrigado!

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  72. Oi, tudo bem? Estou pensando em começar o HIIT exatamente do jeito que você sugeriu à Tatiana: um tiro de corrida, logo em seguida descanso até recuperar o fôlego. Porém, atualmente estou sedentária e tenho síndrome da patela rotativa no joelho direito. Será que essa abordagem pode me beneficiar ou traria algum risco de contusão? Obrigada :)

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  73. MDCalc e o site correto é TheNNT.com.

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  74. Dr. Souto/ Patrícia, após ler o excelente artigo recomendado pelo Dr. sobre Paleo e Autoimunidade, infelizmente descobri que o consumo de ovos desencadeia crises alérgicas tão ou até mais fortes do que as que eu tenho com o leite (laticínios de verdade, em geral, me dão respostas imunológica quase ausente). Tendo em vista que ao inciar uma dieta Paleo LCHF uma das primeiras providências é substituir todos os produtos de panificação que lotam nossas mesas no café da manhã e durantes os lanches justamente por OVOS, me vi meio perdida nessa questão, até porque ovos são extremamente práticos e baratos, além de gostosos. Pesquisei bastante, tanto no blog quanto em outros meios, e estive pensando em consumir diariamente no café da manhã/almoço um caldo de mocotó (sem mandioca, batatas), quando pesquisei por mocotó no FatSecret apareceu que o mesmo possui 10% de carboidratos. Estaria esse número correto? Pensava que carnes e derivados deveriam ser compostos apenas de gorduras e proteínas. Apesar dos carboidratos, o caldo de mocotó ainda seria uma boa alternativa para consumo? Obrigada pela atenção :)

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  75. https://www.heart.org/gglRisk/main_en_US.html


    Em 21 de agosto de 2014 14:36, Disqus escreveu:

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  76. https://www.heart.org/gglRisk/main_en_US.html (lembrando que o risco calculado aqui é superfaturado em 75 a 150%)


    Em 21 de agosto de 2014 14:36, Disqus escreveu:

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  77. Pode comer, esquece essas tabelas


    Em 21 de agosto de 2014 14:48, Disqus escreveu:

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  78. Obrigada, Dr! :)

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  79. Que belas palavras. Até um um patrocinador de laboratório entenderia.
    "se você usar um capacete todos os dias, diminuirá em 80% a chance de morrer devido à queda de um meteorito em sua cabeça".

    o risco ABSOLUTO de ganhar na Mega-Sena é ridiculamente pequeno. O dobro de algo minúsculo segue sendo minúsculo. Em termos relativos, um aumento de 100%. Em termos absolutos, um aumento de 0,000002%!

    É uma redução de 33% no risco de se tornar milionário.

    Essa redução de 33% é importante? CLARO QUE NÃO, pois ela se traduz em uma redução de apenas 0,000002% na chance real (ridiculamente pequena) de ganhar.

    Muito bom. Parabéns pelo post.

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  80. Helio Flores Filho21 de agosto de 2014 15:40

    Aproveitando essa oportuna e brilhante postagem, queria compartilhar também alguns resultados que acabo de pegar e, se possível, tirar algumas dúvidas. Fiz exames de sangue antes de começar a dieta e refiz hoje, 14 semanas após comer muito bacon, toucinho, ovos, carnes e queijos gordos, manteiga, abacate, etc e etc.

    Ficou assim:

    Colesterol Total: de 195 foi para 238
    HDL: 33 --> 49
    LDL: 129 --> 176
    VLDL: 33 --> 13
    Triglicérides: 163 --> 66
    GGT: 142 --> 41

    1. Como leitor assíduo do blog, esperava mais ou menos isso, mas confesso que fiquei decepcionado com o HDL. Era muito baixo e agora é só baixo...

    2. O triglicérides me espantou: imaginei que baixaria, mas nao baixou demais? É um número "saudável" (seja lá o que isso signifique)?

    3. Coloquei o GGT porque foi o outro índice que teve grande alteração com a dieta. É verdade que o primeiro exame foi feito apenas 15 dias após um tratamento com antibiótico e corticóide, mas o consumo de gorduras e a exclusão de carbs teria influenciado na queda drástica? É este índice que se usa pra diagnosticar esteatose?

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  81. Sinceramente, ainda não cheguei a uma conclusão. Como bem pouco carboidrato. Geralmente fico em menos de 50g ao dia. Alimento-me mais de folhas. Não tomo café da manhã (apenas café com manteiga). Talvez esteja exagerando na quantidade de proteína e gordura. Mas isso explicaria o colesterol 343mg (o que de fato não me preocupa). Já os triglicérios estão me intrigando

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  82. Eu estava inspirado nas analogias, não é mesmo? :-)


    Em 21 de agosto de 2014 15:36, Disqus escreveu:

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  83. Sensacional!!

    Sim, o GGT indica a redução da esteatose.


    Em 21 de agosto de 2014 15:40, Disqus escreveu:

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  84. Dr Souto. Estou em situação semelhante, mas Triglicérios 195. Faço páleo há 1 ano e meio (20kg off). Será que estou ingerindo algum carbs sem perceber? Acho pouco provável, pois minha fonte de carbs são folhas e eventualmente algum legume ou abacate. Seguem os resultados do meu exame recente Resultado: Colesterol 343; HDL 57; LDL 247 e VLDL 39. Triglicerídios 195

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  85. É realmente estranho. Eram muito mais altos antes? Não está usando adoçantes Tal e Qual (maltodextrina)?
    Dê uma lida nisso, faça as mudanças sugeridas, repita o exame: http://authoritynutrition.com/low-carb-diets-and-cholesterol/


    Em 21 de agosto de 2014 16:47, Disqus escreveu:

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  86. Não eram altos. Bem mais baixo. Antes da páleo estava com uma esteatose severa. Livrei-me dela. Inclusive nesse exame está tudo ok. Uso adoçante comuns, sem maltodextrina. Vou ler o artigo sugerido e repetir os exames. Obrigado pela atenção e mais uma vez parabéns pelo trabalho!

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  87. Fantastic! Dr. Souto, o senhor estava para lá inspirado quando escreveu esta review.

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  88. Helio Flores Filho21 de agosto de 2014 18:17

    Que ótimo ler essa sua aprovação, Dr. Souto, porque o responsável por essa melhora foi seu blog. Muito obrigado! Mas realmente fiquei frustrado com o HDL. Achei que pela primeira vez na vida teria esse danado la em cima.


    Como sempre tem novas pessoas acessando o blog, quero aproveitar pra registrar outras duas conquistas nesse período curto de dieta:


    1. Me livrei do pantoprazol. Ha 12 anos que tomava em jejum, pela manhã. Se eu ficasse 2 dias sem, o refluxo atacava com força total. Há mais de 2 meses que não tomo e não sei mais o que é aquela queimação na garganta. (nem tudo são flores: estava com gastrite forte antes da dieta, e ainda não foi embora, mas o incomodo é bem menor que antes)


    2. Estava tomando sibutramina há 9 meses. Nao precisava perder muito peso, mas as atividades físicas não ajudavam muito nisso, e caí nessa. Resultado: perdi uns bons quilos, mas recuperei parte deles quando relaxei com a musculação. A sibutramina não me ajudava mais a emagrecer, mas evitava o ganho de peso. Estagnei. Tava tentando parar com ela, mas ansiedade e compulsão por comida vinham com tudo, mesmo quando comecei a tomar em dias alternados. Quando iniciei lowcarb, cortei a medicação de uma vez e segui as orientações lidas aqui: comi o quanto tive vontade, até matar a fome e quantas vezes quisesse. Nos primeiros dias sem sibutramina, foram muitas vezes (um dia, sem o que comer a tarde pela rua que nao fosse carboidrato, saí do trabalho e corri ao supermercado mais proximo, e me enchi de queijo e presunto, mesmo após um almoço farto). Comi sem culpa e logo a abstinencia foi embora. Me vi livre do remédio, não engordei e, melhor, logo voltei a perder peso. Já foram 6kg, e nem preciso muito mais que isso (uns 2 só acho que ja estará perfeito).

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  89. :-))))))


    Em 21 de agosto de 2014 18:17, Disqus escreveu:

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  90. eu quero um

    Autógrafo

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  91. eu tamben sou igual a tu meu HDL não e la essas coisas não

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  92. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 20:58

    Lembre que ingerir alcool aumenta o triglicérides (3 dias de jejum alcoólico).
    Eu repetiria. O particular deste exame custa 7 reais.

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  93. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 20:58

    Em fases de perda de peso o triglicérides não pode aumentar, Dr. Souto?

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  94. Sim

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    Em 21/08/2014 20:58, "Disqus" escreveu:

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  95. Excelente idéi. Realmente o exame é barato. Pensei em pedir ao médico novo exame... Mas sabe como é cardiologista tradicional. Está tocando o terror devido ao resultado do exame. Vou repetir e depois digo o resultado. To achando que pode ser erro. Perdi 20kg. Mantenho o peso há cerca de 1 ano. Faço musculação no mínimo 3vezes por semana. Abraço

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  96. Com certeza! Vou repetir os exames

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  97. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 21:22

    Eu fico mais indignado com a prescrição para mulheres. Tantas pesquisas que indicam que as mulheres não se beneficiam das estatinas, que nas idosas o colesterol alto traz benefícios, e os médicos continuam receitando estas drogas para elas.

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  98. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 21:29

    Ana, eu tenho problema na Patela e recomendo que antes faça fortalecimento de quadríceps e posterior da coxa. Depois comece fazendo 3 tiros de 100 m e observe se terá dor. Evolua aos poucos até 6 tiros (lembrando que HIIT é alta intensidade).
    Se tudo der certo faça o mesmo para 200 m e depois 400 m.
    Lembrando que melhor é consultar um especialista (educador físico/fisioterapeuta) antes de começar e que há vários treinos de HIIT. Você pode fazer HIIt na bicicleta ergométrica ou natação também.

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  99. Andrei Rocha de Almeida21 de agosto de 2014 21:31

    Dr., em que situação seria aceitável a estatina?
    Se o paciente aderir realmente a um dieta adequada, mesmo assim acha que pode ser necessária?

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  100. Hipercolesterolemia familiar, infartados prévios, revascularizados, gente dislipidêmica com escore de cálcio coronariano muito elevado, todas essas são situações nas quais o benefício parece superar o risco.

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    Em 21/08/2014 21:31, "Disqus" escreveu:

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  101. eu mi lembro que quando eu tumava remedio do colesterol,eu andava meio que esquecido das coisas ia sair de caisa com a moto esquecia chave,esquecia celular,esquecia ate o capacete kkkkk,e tamben quando tumava o remedio do colesterol eu tava muito magro,parecia um zumbi,fora isso não notei nada mas não,energia eu tinha de ruma

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  102. eu tenho uma tia que ja ten mais de 60 anos,e toma remedio do colesterol mais não ten jeito o colesterol dela e alto direto,nen com o remedio ela consegue baixar,ela não fas dieta paleo não,ela fas a dieta dos integrais so come coisa integral, ela e ben magra mas o colesterol dela e la en cima,ai ten gente que axa que por que e magro ten o colesterol baixo

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  103. Pra ser sincero estou atordoado com tanta informação. Este tema, as estatinas, me chamam a atenção ja há muito tempo. É muita informação mas vamos ver se consegui pegar o computo geral de tudo que foi de forma brilhante exposto aqui. O colesterol em geral salvo alguns casos tem pouco ou nenhum papel o risco cardiovascular, risco esse inversamente proporcional a inflamação, essa sim responsavel por problemas de ordem vascular. Logo as estatinas são pifiamente eficazes no combate a esse risco mas por suas ações anti inflamatorias do que sobre seu efeito sobre o colesterol em si. Ah que se considerar que então ao se tomar as estatinas ainda temos a mesma remota possibilidade de desenvolvermos diabetes.
    Mas como um dos meus maiores interesses nesse assunto é a função do sistema nervoso central, pergunto, em todo o material pesquisado para este post Dr Souto, houve algum dado ou algum não-dado a respeito dos efeitos maléficos, benéficos ou nulos das estatinas no SNC? Como eu ja disse em algumas oportunidades aqui no blog, o colesterol e as gorduras tem função extremamete importante no SNC e eu me interesso sobre como as estatinas podem prejudicar o SNC ao remover o colesterol. Um grande abraço e parabens.

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  104. Dr. Souto, tenho uma duvida , não muito haver com dieta em si, mas o sr. é uma pessoa iluminada, e pode me dar alguma boa ideia.
    Estou na dieta paleo/lowcarb por cerca de um ano, e já se foram 40kg( Atualmente 82kg/1.80m) =)
    Porem agora, voltei a sofrer compulsão por doces , sim , na maior parte da dieta consegui evita-los com exito , até mesmo refrigerante zero, porem cai em muitas armadilhas da minha cabeça, como por exemplo, se eu comer um bombom a vontade por doce iria passar, mas percebi que não é bem assim e na verdade só aumenta a vontade, e só chega a passar se eu comer metade da caixa.
    E nos dias posteriores , isso ainda piora um pouco... Existe algum 'mantra' ou exercício como tem para pessoas que são nervosas demais, fumantes, para facilitar esse processo de controle de compulsão por doces !?
    E veja, viver sem comer doces, a vida inteira é algo que vai tender a falha, uma festa ,um encontro, não fazer desfeita..., como conseguir manobrar essa compulsão !? Doces 'falsos' sem açucares como por exemplo daqueles feitos com creme de leite + pozinho de gelatina e semelhantes podem ajudar no processo !?
    Frutas não causam compulsam ... Mas tambem não fazem a vontade por doce passar, e não são um problema em si e pensar que no começo conseguia beber até café amargo e sentia até mesmo a diferença de um pó de café para o outro

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  105. Belo resumo :-)

    Sim, está até na BULA das estatinas o risco de amnésia global. O livro Grain Brain (Dieta da Mente) explora em profundidade a relação entre estatinas e demência. Olha isso: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/02/12/dr-duane-graveline-on-cholesterol-and-coq10.aspx



    Em 22 de agosto de 2014 00:33, Disqus escreveu:

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  106. Acho que uns doces falsos podem ajudar (e comer uns verdadeiros, não mais do que uma vez por semana, também não vai engordar).


    Em 22 de agosto de 2014 07:15, Disqus escreveu:

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  107. Eu senti que o picolinato de cromo me ajudou muito ao retirar essa compulsão por doces. Faça uma pesquisa...

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  108. Eu pensei que o maior inimigo da ciência fosse ser a religião, mas percebi que está sendo a indústria farmacêutica ! rsrsr

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  109. eu não sei o que é isso mas se tiver tratamento acho melhor tratar primeiro pra depois correr, mas eu só acho, não sou médico.

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  110. eu quando to assim pirando como uma fruta doce, tipo uma manga...
    e se o seu paladra já estiver desacostumado com o doce (a falta dele), um chocolate 85% já quebra um galho muito bom...

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  111. O maior inimigo da ciência são os cientistas


    2014-08-22 9:22 GMT-03:00 Disqus :

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  112. Ou seja tome estatinas, não resolva problema algum e ganhe de presente a possibilidade de diabetes, amnésia e demencia.
    Santa Dra Mary Newport, bendito livro que caiu na minha vida. Ela alertou no livro dela que a retirada das estatinas eram importantes para um tratamento eficaz, ainda bem que na época optei por enfrentar os médicos com tudo que eu tinha lido no livro e fiz a retirada do remedio.
    Alias Dr, eu gostaria de dizer que bem antes de conhecer o blog e a dieta paleo, como voce ja sabe eu ja tratava minha avó com oleo de coco no combate ao alzheimer e ja tem 3 semanas que ela esta no low carb paleo....e parece que potencializou todos os efeitos que ja tinhamos obtido com o oleo. Ela esta mais vivaz, com a cognição, o racicionio e a memoria melhoradas desde que cortamos de vez o excesso de carbs (ela é diabetica). Ou seja, daqui pra frente não só vou recomendar para aqueles que possua entes queridos com alzheimer que além do oleo de coco, optem por uma abordagem paleo low carb no tratamento, pois potencializa em muito todo o beneficio do oleo, 3 vivas para os corpos cetonicos.

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  113. Talvez vc tenha que fazer um treinamento em meditação para aguentar!


    Em 22 de agosto de 2014 11:27, Disqus escreveu:

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  114. Victor R Guglielmi22 de agosto de 2014 12:06

    Parabéns! Show!

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  115. A industria farmaceutica atraves do patrocinio a diversos estudos acaba por manipular os resultados de varias maneiras, quando há interesses economicos por tras de coisas que afetam diretamente a saude do ser humano, em geral os resultados não são satisfatorios. Para quem gosta de cinema deixo a recomendação de dois otimos filmes a respeito do tema, O Jardineiro Fiel e a comedia Amor e Outras Drogas, os dois são excelentes.
    Só a titulo de informação complementar a respeito do tema 'remedios que não resolvem nada' os remedios tradicionais pra alzheimer, também não resolvem nada e tem efeitos colaterais brutais. Experiencia propria.

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  116. Victor R Guglielmi22 de agosto de 2014 12:11

    Q postagem Dr Souto! Vc não deixou nem uma fresta aberta pra algum chato tentar contestar os beneficios desse modo de viver! Show de bola e feliz por ter te ouvido e me tornado um "guerrilheiro"!
    Grande abraço e parabéns!

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  117. Olá Murilo,


    essa formiguisse normalmente passa com doces 'gordos' - ou seja, com óleo de coco, nata, manteiga, cacau em pó (100%), manteiga de cacau, chocolate amargo (mín 70%), coco. As vezes basta pegar pedaços de coco e 'roer'. Não precisa ser nada elaborado. Só misturar e pronto! Experimente: óleo de coco + nata + cacau + coco ralado + adoçante.

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  118. Voce é fenomenal doutor , na boa ..... o lance da mega-sena e da roleta russa foi fantastico......

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  119. Sidiclei Rodrigues de Souza22 de agosto de 2014 12:52

    Obrigado Dr!!!

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  120. Obrigada mesmo assim!

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  121. Olá, Andrei! Há alguns anos atrás eu fiz fisioterapia para fortalecimento, na época me matriculei em uma grande academia próxima da minha casa, porém os personais trainers passaram uma ficha de exercícios padrão independente do problema da minha patela direita (e sim, eu informei sobre meu problema a eles). Será que tem como fortalecer quadríceps e posterior da coxa em casa mesmo antes do treino em HIIT?

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  122. Bem, me parece que deveríamos falar de exames de lipoproteínas em vez de colesterol. E o HDL sendo o agente mais indicado para indicar saúde cardiovascular, Procede Souto?

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  123. Procede


    2014-08-22 14:43 GMT-03:00 Disqus :

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  124. A pancreatite de minha mãe foi biliar. O sr. quis dizer que ela pode sim consumir gorduras do bem?É isso?Desde já obrigada pela atenção!

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  125. Sim. Se fosse pancreatite alcoólica crônica ou algo do gênero, eu concordaria em segurar a gordura. Pancreatite biliar com os cálculos já removidos, não há nenhum motivo para restringir gordura (a não ser se passar mal por não ter a vesícula ter diarreia com o excesso - basta então ir reduzindo a quantidade até sentir-se bem).


    2014-08-22 15:44 GMT-03:00 Disqus :

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  126. Difícil né Murilo? Eu sofro do mesmo mal, passo por momentos tão controlados....mas é festa, aniversario e até gente me trazendo doce e bolo...tem horas que dá vontade de desistir mesmo. Sigo com a complementação de banana verde e volto aqui pra ler ganhar ânimo e continuar . Já se vão 1ano e meio, perdi uns 10kg, estou bem, mas tenho a mesma dificuldade.

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  127. Obrigada pela idéia, meu filho tem de seguir o AIP e é complicado com adulto, imagina com um garoto de 12anos.... caldo de mocotó! Delicioso, ótima idéia!

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  128. Andrei Rocha de Almeida23 de agosto de 2014 11:59

    Pois é, a mídia e a indústria farmacêutica levaram o Colesterol a status de celebridade.
    Se o paciente tem pressão baixa, cintura abdominal dentro da normalidade, glicose e insulina baixas, HDL alto e triglicérides baixo, mas o colesterol total/LDL altos, aí é um Deus nos acuda, o senho vai morrer, toma uma estatina rápido aí...
    Agora, o cidadão tem uma pança de Papai Noel, pressão alta (alguns médicos nem sempre medem a pressão), triglicérides alto, HDL baixo, mas têm um LDL de 70 e um total de 150, aí é: - meus parabéns! O senhor está ótimo...
    Tenha Santa Paciência!
    Outra coisa que não entendo é por que alguns médicos não gostam de medir a insulina! Se a síndrome metabólica é tão importante no aspecto cardiovascular, por que não medimos a insulina?

    ResponderExcluir
  129. PERFEITO Andrei. A maioria dos médicos NÃO SABE que síndrome metabólica é causada por hiperinsulinismo.

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    Em 23/08/2014 11:59, "Disqus" escreveu:

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  130. Amigo Andrei, normalmente quando vou ao médico, tenho minha pressão arterial aferida. Outro dia fui a um pneumologista que fez isto já ao me atender. Existem médicos ruins, mas também existem bons médicos, talvez uns mais bem informados e outros menos. Isto ocorre em todas as profissões.

    Não acho que a crucificação de médicos e nutricionistas irá resolver alguma coisa. Acho que cada um deve buscar o seu caminho e , no meu caso, tenho certeza absoluta que em nenhum assunto existe a verdade absoluta.

    Observo que não sou da área médica.

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  131. Andrei Rocha de Almeida23 de agosto de 2014 13:00

    Concordo com você. Por isso coloquei "alguns médicos".
    Mas os médicos de meus pais nunca pediram a dosagem de insulina para eles.
    Acho inadmissível "alguns" médicos cardiologistas, nefrologistas e até mesmo clínicos não investigarem o hiperinsulinismo em pessoas desta faixa etária, pelo menos.
    E olha que tenho parentes próximos com hiperinsulinismo com menos de trinta anos.
    Mas concordo com você, não devemos crucificar nenhuma categoria, seja a dos médicos ou a dos nutricionistas, pois temos excelentes exemplos aqui, como o Dr. Souto e a Patrícia Ayres.

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  132. Entendo, como sou o seu personagem "papai noel" e provavelmente tenho idade para ser seu pai, até oculista já me perguntou sobre a possibilidade de ter uma diabetes e pressão alta e ser uma possível possibilidade para minha perda de visão. De qualquer forma, é velhice mesmo e muita tela CRT.

    Você deve estar dando muito azar com seus médicos dada a sua observação.

    Quando sinto qualquer contradição com algum médico, como já senti, não me sinto confortável em discutir um assunto que ele provavelmente me superaria em muito, sendo assim, simplesmente procuro outro até sentir confiança.

    Mas é isto ai, vamos tocando a vida amigo Andrei, e grato pela paciência.

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  133. doutor solto a pessoa que ten hiperinsulinismo,ela ten como se curar com LCHF? parece uma pergunta besta mais quando mi pergutam eu sempre tenho essa duvida

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  134. Sim, quase sempre

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    Em 23/08/2014 15:48, "Disqus" escreveu:

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  135. ok obrigado por mi tirar essa duvida

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  136. Estou no mesmo barco :(

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  137. Viu hj dr? Na zh de domingo saiu uma matéria sobre gluten como o vilão das dietas

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  138. Está cursando nutrição também Pri?

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  139. Dr Souto, eu estou fazendo a dieta paleo há três semanas e simplesmente não existe mais compulsão alimentar na minha vida. Amo demais toda a alimentação que eu mesma preparo e devo ao senhor as informações e convicções que hoje eu tenho de alimentação saudável. Meu muito obrigada! Porém, há três dias comecei a ter tonturas durante o dia e acho que é labirintite (quando fecho os olhos o quarto gira) à noite. O que eu posso estar fazendo errado? Esses sintomas tem conexão com hipoglicemia? Aqui em Londrina e Cascavel, as cidades onde sempre me encontro no Paraná, não conheço nenhum profissional que indique a paleo, daí meu medo de ir ao médico e ouvir sermão ao invés de solução... (sorriso amarelo...). Agradeço se puder me orientar! Abraços.

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  140. Não, não é hipoglicemia, é provavelmente hipotensão. Usa algum remédio para pressão? Se sim, meça a pressão e, se for o caso, reduza a dose ou pare de usar. Não usa? Coma mais sal e água.

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    Em 24/08/2014 01:51, "Disqus" escreveu:

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  141. Na verdade não gostei muito... é q o colunista fala sobre sua mulher intolerante ao gluten que foi a Itália e conseguiu comer bem com alimentos gluten free ... depois tem a opinião dos especialistas falando q o gluten em si não emagrece e o q emagrece eh q os alimentos que possuem gluten serem carboidratos de alta caloria e a retirada do gluten emagrece por causa disso... ou seja o real fator do índice glicemico eh desconsiderado e o especialista ainda fala que não eh bom retirar esses alimentos da dieta a menos q seja celiaco....

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  142. Não uso remédio algum, então vou caprichar mais no sal e na água. Interessante que no caso da água, como sinto menos fome com a páleo e a usava mais para enganar o estômago do que pensando em hidratação, também estou negligenciando... Muitíssimo obrigada!

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  143. thais comigo tamben acontece isso mais e de ves en quando tou usando mais sal nas carnes

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  144. A partir de hoje só estudo epidemiologia por esse blog!!
    Post fora do comum.

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  145. Dr. Souto (ou quem souber),

    É normal que certos alimentos tenham naturalmente um pouco de gordura trans?

    Nas informações nutricionais de certas marcas de manteiga, queijos e mesmo banha de porco, vê-se quantidades pequenas de gorduras trans.

    Sobre as banhas de porco: banha de porco que tem na embalagem a informação "refinada" é saudável?

    Agradeço. O bem que faz este seu trabalho de divulgação é enorme. Cortando massas, pães, grãos em geral e açúcares "artificiais" de minha dieta, consegui reduzir significativamente os sintomas da inflamação crônica que há anos me vem atormentando. Minha dieta hoje se reduz a frutas (muitas), carnes, ovos, queijo, gorduras boas (oliva e manteiga) e café. As duas colheres de chá, bem rasas, de açúcar que vão no café são, possivelmente, a única exceção em minha dieta "natural". Qualquer dia tento o "café com manteiga".

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  146. (Postando de minha outra conta - a mensagem semelhante postada há pouco parece que foi assinalada como spam)

    Dr. Souto (ou quem souber),

    É normal que certos alimentos tenham naturalmente uma pequena quantidade de gordura trans? Pergunto porque certas marcas de manteiga, queijo e banha de porco apresentam, em suas informações nutricionais, pequenas quantidades de gordura trans.

    Sobre as banhas de porco: a banha que apresenta a informação "refinada" em seu rótulo é saudável?

    Agradeço.

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  147. Já postei este problema aqui, porem hoje fazem 100 dias de paleo e minha esposa não perdeu peso, começou perdendo 2 quilos e estacionou, estou incentivando ela a fazer mais musculação, e HIIT, pois atualmente ela só estava fazendo Pilates, ela me disse que continua necessitando de lanche a tarde, pois sente muita fome, convencia para ela comer o mamão que comia no cafe da manha somente a noite com iogurte feito em casa e linhaça, pois pelo que li a insulina tem menor efeito a noite e assim não quebra a cetose da manhã.
    Café da manhã - queijo fresco ovo e iogurte
    almoço - uma proteína e salada/legumes
    jantar - uma proteína e legumes e uma vez ou outra batata doce (uma batata pequena para nos dois, 60 g p.pessoa)
    Se alguém puder dar uma dica agradeço.


    Só para constar o iogurte feito em casa com Actimel e tudo de bom, da para cortar como queijo e o sabor e super suave ainda mais misturado com um pouco de nata ou creme de leite é sensacional.

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  148. Thaís, tive sintomas parecidos, acabou quando passei a usar sal do Himalaia e mais água, sendo um copo diariamente em jejum.

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  149. Por que não estou surpreso?


    Em 24 de agosto de 2014 11:35, Disqus escreveu:

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  150. Dr. Souto, veja esta matéria da Forbes sobre criticas sobre as novas diretrizes da Europa / USA na indicação das estatinas.


    O mundo esta de olho, ainda existem bons médicos o difícil é se fazer ouvir.


    Mas a luta continua.


    http://www.forbes.com/sites/larryhusten/2014/08/01/guideline-critics-shift-attacks-from-beta-blockers-to-statins/

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  151. Acompanhe o meu twitter, essa e outras estão lá. Nossa imprensa é superficial e rasteira, quem não lê inglês vive nas trevas.

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    Em 24/08/2014 18:59, "Disqus" escreveu:

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  152. Olá Carlos,

    se está com fome talvez falte um pouco de gordura ( http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/06/prezado-dr-souto-como-comer-mais.html ). Se o queijo é frescal, por exemplo, tem pouca gordura. Não sei se refoga os ovos na banha ou faz na manteiga, mas é uma forma de incrementar tbm. Dependendo do que come como 'legumes' pode ter muitos carbs.

    Intestino preso costuma melhorar com mais sal, mais água, boas gorduras, abacate e AR. http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2014/03/flora-intestinal-3-amido-resistente_2.html

    No mais, leia: http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2012/11/expectativas-versus-realidade.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2014/01/sobre-galgos-e-bassets.html

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com/2013/02/jejum-intermitente.html

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  153. Novamente obrigado Patricia por sua atenção as iniciantes, vou ler as postagens.

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  154. Ok. Dr. Já estou a segui-lo no twitter, porem acho que me passou batido esta postagem.
    Abraço

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  155. Olá Giovani,

    Essa gordura trans é o ácido linoleico conjugado (CLA), é natural e é saudável. Banha é ótima. Toda banha que encontramos no supermercado é 'refinada'.

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  156. Não sei se estou certo, mas, apesar não fiz exame antes começar.
    Depois 15 dias fiz exame.
    Dia 22/07 é o primeiro, depois, dia 17/08
    Triglicerídios 111,7 -> 149

    HDL 43,9 -> 40,3

    LDL 146,5 -> 89,9

    Mas como eu emagreci 108kg para 98,5kg desde comecei.
    Ou seja tenho comer mais ainda gorduras? ou exame está incorreto?

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  157. 15 dias tudo é possível. Faça exames em 90 dias.

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    Em 24/08/2014 23:53, "Disqus" escreveu:

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  158. Obrigado, Dr. Souto! =)

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  159. Obrigada, Edis Doyle! Hoje as tonturas amenizaram. Vou ficar mais atenta ao sal rosa e água! Abraços!!!

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  160. Dr. Souto, estou a 5 meses na Paleolitica e abaixei meu peso de 122kg para 95kg, realizei exames com 30 dias de paleolitica e repeti os exames agora. Iniciei atividades fisicas a exatos 2 meses atras (treinamento funcional e bicicleta 2x por semana cada). Abaixo os resultados dos 2 exames realizados por mim.

    glicemia 84/89
    Colesterol Total 199/259
    Triglicerides 60/42
    HDL 45/56
    LDL 142/195

    glicemia 2h apos 75g dextrosol 100
    hemoglobina glicada 5,7%
    proteina C reativa quantitativa 1,5

    Tenho abusado do consumo de ovos, carnes de boi e castanhas (caju, pará, amendoas e etc) abacate e coco como regularmente (sem abuso). Tenho tomado muito suco de limao sem açucar, adoçante não uso. Não tenho resultados dos 3 últimos ensaios, pq não os fazia antes.
    Cerveja bebo socialmente umas 2-3x ao mes e fumo regularmente.
    Me assutei com o aumento do colesterol e esperava uma glicemia mais baixa.
    No mais me sinto super bem e nos veremos em Belo Horizonte em setembro.

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  161. Olá Thaís. Tentando ajudar. Fique tranquila, Isto ocorre com frequência quando da mudança da alimentação. Temos alguns relatos aqui no blog. Conforme disse o Dr. Souto, pode ser hipotensão.

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  162. Você é um guerreiro! Livrou-se de 40kg em um ano, portanto, é capaz de superar essa compulsão por doces. Coma chocolate 85%, frutas como sobremesa e use sucralose para aliviar a vontade. Se a coisa apertar, coma um doce da sua preferência, uma vez por semana, mas não ponha tudo a perder, campeão. Eu perdi 9kg em menos de dois meses, mas estou mais feliz pela disposição, bom humor e saúde do que por qualquer outro motivo. Minha meta é perder 30kg e me inspiro em relatos como o seu, portanto, força sempre.

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  163. Parabéns Dr. Souto pelo post sensacional! Muito obrigada por nos trazer tão valiosas informações de um jeito que todos possam entender!

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  164. Ontem converti mais duas pessoas para aceitarem o Doutor Souto como salvador e aderirem à dieta lowcarb paleo. Eles disseram sim, e que agora percam peso (é um casal, o marido é diabético). Peço aos demais neandertais que intercedam por essas almas que anseiam ver a luz. Amém.

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  165. Eu também acho difícil essas situações sociais que envolvem comida. Dá pra inventar que se tem alergia a determinada comida, ou que está em uma situação de pré-diabetes e o médico disse para evitar alguns alimentos o máximo possível. Mas nem sempre dá pra inventar... Quando alguém traz algo pra gente ou chama para comer alguma coisa que não pode, fica chato recusar todas as comidas. Eu prefiro comer do que ser a pessoa chata difícil de agradar, mesmo pq não é com frequência.

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  166. Muito bom o texto. Essa interpretação errada das porcentagens (e de outras ferramentas estatísticas) é um dos principais motivos da distorção da realidade, acho que em qualquer ciência. Infelizmente, grande parte dos pesquisadores e estudantes acham desnecessário aprender a lidar com dados quantitativos.

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  167. Amém! rsrsrsrs

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  168. Olá João,
    Primeiro, parabéns pelas conquistas!
    posso dar uma sugestão? Abuse menos das castanhas e mais do abacate e coco. E... larga desse cigarro, sô! ;)

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  169. Ri alto! kkkkk

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  170. Será que a estatina que continuo tomando está aumentando a minha glicemia? Retirei da minha dieta o açucar (usando a sucralose) e mantenho somente o carboidrato dos vegetais e de frutas boas (coco e abacate). O laboratório mostra um resultado de 117 agora e em julho era de 98. Será efeito da estatina ou da hidroclorotiazida?

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  171. Dr Souto acabeii de ler apostagem pra mim em particular foi muito bom pois o meu colesterol vive nas alturas.To na dieta ha 10meses.eu i mas duas irmâs i minha sobrinha medica ortopetista tb alias ela vai fazer o curso paleo agora em setembro i tudo começou quando achei o seu plogst..mas quero pedi ser possivel o senhor dar uma olhada nos meus exames recentes i nas minhas medidas.vou colocar as medidas.ha idade 59.
    Altura 1.50m
    Peso 57.50
    Cintura 75.50
    Quadril.105.50
    Relaçao cintura quadril 072
    Gordura corporal 29.58.
    Agora vou posta os exames.
    Glicose 111
    Ureia 25
    Creatinina 070
    Colesterol total 504
    Hdl 86
    Triglicelideos 59
    TGP 40
    Fosfatasealcalina 105
    Amilase 85
    Gama GT32
    Lipage 124
    Potacio 4.60
    Sodio 141.00
    Hb 7.60
    Hb ALC 6.40
    Tosagem de ts4 1.19.
    Estou muito bem sem nenhuma doença nao tomo nenhum remedeo controlado minha presâo sempre 11 por 8.So o colesterol alto.por favor se achar q devo fazer algo pra baixar um pouco o colesterol mim fale por favor .Se devo deminuir gordura etc .as gorduras q mais uso oleo de coco azeite mamtega abacate ovo i carne.Um abraço i brigada por tudo fico aguardando sua resposta se possivel.

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  172. Parabéns! ao rir alto, você queimou calorias.

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  173. Boa tarde a todos!


    Sigo a dieta low carb há cerca de três meses e venho tendo bons resultados. Tenho síndrome metabólica, então não pretendo seguir outro estilo de vida que não o paleo/low carb nunca mais! Tenho muito a agradecer ao Doutor Souto por toda sua pesquisa e empenho! O senhor salva vidas!


    Mas, apesar de ter perdido alguns quilos e me sentir bem com a dieta, meu cabelo tem caído de forma assustadora. Toda vez que lavo o cabelo cai uma quantidade muito grande. Tentei reintroduzir alguns carboidratos bons como frutas, batata doce etc, mas não diminuiu a queda. Alguém por favor pode me ajudar com esse problema?

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  174. Esse colesterol é compatível com hipercolesterolemia familiar, seguramente se beneficiaria de estatina, e eu faria ainda cardiotomografia sem contraste com escore de cálcio coronariano. Se o escore der alto, mais motivo ainda para medicar.


    Em 25 de agosto de 2014 14:41, Disqus escreveu:

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  175. http://www.proteinpower.com/drmike/metabolism/hair-loss-and-kimkins/


    Em 25 de agosto de 2014 15:52, Disqus escreveu:

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  176. http://www.proteinpower.com/drmike/metabolism/hair-loss-and-kimkins/


    Em 25 de agosto de 2014 15:52, Disqus escreveu:

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  177. Qual a quantidade de colesterol que podemos passar a considerar como hipercolesterolemia familiar?

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  178. Então, se entendi bem, não há nada a fazer para amenizar a queda, já que até mesmo os cabelos que ainda cairão já estão "perdidos", por assim dizer.
    Posso continuar minha querida LCHF sem medor de ficar careca! Ufa! Muito grata pela resposta, doutor!

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  179. Poxa, cadê a gordura? é lowcarb seguramente, mas não é high fat. Deve ser por isso que está sentindo fome de vez em quando. Diga a ela para comer cortes gordos, adicionar manteiga no café da manhã, comer umas macadâmias como esse lanche da tarde (muita gordura, ômega 3).

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  180. Quanto mais alto o valor, maior a suspeita. 500 é completamente fora do comum. Precisa fazer a TC, e fazer a genotipagem. Meu texto diz respeito à pessoas normais, com colesterol na faixa de 200 e tantos, e HDL alto e triglicerídeos baixos.

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    Em 25/08/2014 17:14, "Disqus" escreveu:

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  181. Boa noite Dr Souto,fico muita agradecida pela sua pronta resposta,vou seguir sua orientaçâo ,i vou fazer o uso da estatina.i tb fazer o exame q o senhor indicou a cardiotomografia vou procurar um bom cardiologista .quando tiver o resultado postarei.SO MAS uma pergunta posso continuar com alimentaçâo paleo ja que estou mim sentido tao bem nao quero volta a comer sem meu oleo de coco meu azeite i carnes ovos manteiga .por favor mim diga se devo comer como vinha comento.Tb fiquei triste pq vou precisar das estatinas mais fazer o que? Mas uma vez muito obrigada

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  182. Obrigada pelas respostas Dr. Souto! Irei passar informações para ela a respeito do "mundo paleo lchf"!

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  183. Olá Andrei,
    Se você soubesse como os médicos são formados, recebendo a todo tempo essa informação errônea sobre a prescrição de estatinas, ficaria sim indignado com o sistema! Outro dia, percebi como meu trabalho com os internos de medicina vai ser duro, ao ter que ensiná-los sobre essas informações que recebemos do Souto!! Eles estão obcecados com a idéia de que tem que prescrever estatinas para qualquer um com colesterol elevado!!
    O Souto tem razão, quando diz que quem não lê inglês está na escuridão, mas fico ainda mais impressionada com falta de atualização na formação dos médicos brasileiros. É só perceber que a diretriz ainda não mudou por aqui. E o bombardeio dos laboratórios na cabeça do médico desavisado é devastador!!

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  184. Não fui tão explicito na descrição no cafe da manha: Ovo frito na manteiga, iogurte com nata ou creme de leite e linhaça, queijo fresco e abacate.
    Lanche da tarde - amêndoas e castanha do para.
    Todos os legumes são feitos no azeite ou na manteiga (peixe atum e sardinhas) - toda salada temperada com azeite extra virgem e sal rosa do himalaia.


    De qualquer forma muito obrigado pela resposta R. Leite é sempre bem vinda.

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  185. Ok entendi, quando o valor do ldl e muito alto com relação a marcadores bons de hdl e triglicerídeos.
    Obrigado doutor.


    O sr. saberia dizer quando terá uma palestra aqui em São Paulo?

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  186. Quando eu exagerei no abacate, água e óleo de côco, acabei exacerbando intolerância a salicitlatos e tive exatamente esses sintomas que vc descreveu.
    Aqui tem uma tese de doutorado sobre o assunto:
    https://www.sswahs.nsw.gov.au/rpa/allergy/research/students/1988/AnneSwainPhDThesis.pdf

    Estou superando o problema com banhos de imersão por 15 minutos em bicarbonato de sódio (3/4 xícara diluída na banheira) e 400mg de óxido de magnésio diluído em água via oral ao deitar.

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  187. Dr. Souto, há 3 anos fui diagnosticada com diabetes tipo 2, na época com 41 anos e sobrepeso, já fiz uso de galvus met mas não deu certo, diz forte reação a metformina, usei diamicron durante um tempo, mas sempre minha dm descompensada, hj faço uso de 10UI de levemir e 4mg de glimepirida de manhã e a noite, li com muita atenção ao seu blog e vejo que é a minha salvação, porque de manhã em jejum acordo com a glicemia em torno de 200mg/dl, sempre descompensada, e continua assim durante todo o dia. vou começar a fazer a dieta low mas NÃO GOSTO DE OVO em omeletes, fritadas, etc, me dá ansia de vomito, somente com carnes e saladas consigo fazer minha glicemia abaixar?

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  188. Esta mais parecido com síndrome do panico, você já sentiu estes sintomas antes?

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  189. Faça essas adaptações: http://authoritynutrition.com/low-carb-diets-and-cholesterol/

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    Em 25/08/2014 20:46, "Disqus" escreveu:

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  190. 11 de Outubro

    http://even.tc/comacomidadeverdade2

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    Em 25/08/2014 21:47, "Disqus" escreveu:

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  191. Claro.

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    Em 25/08/2014 22:38, "Disqus" escreveu:

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  192. nao apareceu corpos cetônicos na minha urina rotina ...

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  193. Gente, inulina em pó é uma boa coisa pra se consumir? Li aqui que é docinha e tem um gosto agradável, que tem gente que usa pra adoçar bebidas.

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